Tudo que Vai...volta
11 Capítulo 11 - acho que foi a empolgação.
Nunca tinha feito um vôo tão longo quanto aquele na minha vida. Aquela sensação horrível que me invadia fazia a viagem parecer nunca ter fim. Eu não conseguia parar de pensar naquela conversa e chorava silenciosamente. Enfim, cheguei em Los Angeles. Ainda era cedo, então aproveitei pra passar em casa e deixar minha mala e trocar de roupa também. Depois me dirigi ao meu trabalho. Antes de tudo comprei um capuchinno, aquilo me acalmava. Entrei no prédio onde eu trabalho e peguei o elevador. Assim que o elevador abriu, eu ouvi meu nome. Eu olhava pro copo e quando levantei a cabeça vi o Gerard vindo ate mim correndo. Ele me abraçou apertado e disse no meu ouvido que tínhamos conseguido. Eu me senti tão bem em abraça-lo que não dei nem importância. Eu o abracei também e ficamos assim por alguns minutos. Era o abraço que eu estava precisando desde a noite passada. Era tão confortante. Nos nos separamos e eu ainda com as mãos nele olhei naqueles olhos esverdeados e fraquejei, eu o beijei. Quando o soltei ele me olhou sem entender minha reação. Na verdade nem eu sabia por que estava fazendo aquilo.
-me desculpa. – disse sem graça. – foi a empolgação. -Também estou empolgado. – e ele me deu outro beijo. Eu o empurrei e olhei em volta onde havia algumas pessoas nos olhando. -Gerard, aqui não! – eu disse e ele me olhou sem entender. Então eu queria o beijo? Eh, eu queria. Não queria mais perder tempo, queria senti-lo novamente. Minha respiração ofegante mostrava o quão desesperada eu estava por aqueles beijos dele. Eu o puxei pela mão com todos nos olhando e entramos na minha sala e eu o agarrei. Não sei se foi a felicidade de ter conseguido o trabalho, ou se era por minha carência mas eu queria beija-lo e beija-lo muito. parecia que o mundo ia acabar, beijávamos rápido e alternávamos pra devagar dando mordidinhas pra poder pegar o fôlego. Quando acabamos de nos beijar ele passou a mão no meu rosto e eu fechei os olhos sentindo seu toque. -o que houve?-Eu não sei. – respondi ainda buscando fôlego depois daquele beijo. Ele me abraçou fazendo carinho no meu cabelo e beijando minha cabeça e eu passava minha mão nas costas dele apertando-o forte contra meu corpo. Queria senti-lo bem e se pudesse não sairia mais daquele abraço gostoso. Me sentia segura nos braços dele. -você quer ir à minha casa agora? – eu disse ainda abraçada a ele. Ele me distanciou me olhando assustado. Me senti envergonhada quando ele me olhou. Não acreditei que tinha dito aquilo.-Tem certeza? – eu não queria nem pensar mais um pouco sobre o assunto pra não desistir. Queria deixar meu coração falar e ele dizia pra eu me entregar. Minutos depois saímos da sala e pegamos o carro dele, já que eu vinha de táxi pro trabalho todos os dias e eu também nem tinha carro. Eu abri a porta da garagem da minha casa onde ele estacionou. Mal esperamos o portão da garagem se fechar e começamos a nos beijar dentro do carro. Ele me puxou e eu me sentei no colo dele de frente pra ele. Continuamos a nos beijar desesperados como se tivesse pouco tempo praquilo. Ele tirou minha camisa me deixando de sutiã e eu então tirei a dele. Voltamos a nos beijar e ele deslizou suas mãos no meu seio e ficou tocando neles por cima do sutiã enquanto beijava meu pescoço. Ele deslizou as mãos pelo meu sutiã ate minhas costas pronto pra tira-lo, quando ouvimos alguém me chamar na minha casa. No começo fiquei assustada, estava ouvindo coisa? -OMG! Roger. – disse num estalo saindo do colo do Gerard que me olhava não entendendo nada. Coloquei minha camisa e estendi a dele pra que ele vestisse. – coloca, rápido. Eu sai do carro e entrei em casa as pressas. A porta de dentro da garagem dava na cozinha. Passei pela cozinha indo pra sala e ele estava preste a subir a escada. -Roger! – disse quase que num berro e ele se virou levando um baita susto. Ele pôs a mão no coração e respirou aliviado ao me ver e riu. -Amor, que saudades. Você me deu um baita susto. – e ele me abraçou, na tentativa de um beijo eu virei o rosto e ele acertou no meu rosto. – esta tudo bem? – perguntou ele ate que Gerard apareceu na sala. – quem e ele? – disse me soltando. -Roger, esse e o Gerard meu colega de trabalho, Gerard esse e Roger, meu...-Meu...? – disse Gerard querendo saber o resto que eu não conseguia dizer olhando pra ele. -Noivo. – completou Roger tomando minha frente e estendendo a mão ao Gerard que não apertou. -Bom, eu tenho que ir agora Natasha. – pude ver seu desapontamento no modo como me olhou depois de ouvir a palavra noivo. -Ta. A gente se vê amanha então no trabalho. – disse nervosa. -Abre a garagem pra mim? – disse ele em alto som talvez querendo provocar Roger que nem se ligou. -Eu vou subir e tomar um banho, te espero lá cheirosinho. – disse Roger no meu ouvido em seguida me dando um tapinha na bunda e eu fiz uma cara de constrangimento já que Gerard olhava assustado. Gerard e eu fomos calados pra garagem. Quando chegamos eu apertei o controle da porta da garagem e ela se abriu. -Gerard, foi mal. Não era minha intenção... – e ele me agarrou me beijando. -Vai lá, ele esta esperando. – e me deu um tapinha também. – safadinha. – ele me fez rir com aquilo. Ele entrou no carro rindo e me deu língua de lá de dentro. Subi pro meu quarto assim que ele foi embora.
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