Tudo que Vai Volta Ii
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Mais um cap! Pergunta final, será q Gerard irá ceder ao pedido de Jasmine???? tcham tcham tcham!!!!
Eu dirigi o mais rápido que pude até o hospital onde o Frank havia me dito ao telefone que ele e o pessoal da banda estavam junto aguardando por notícias da Jasmine, minha noiva. Ele não entrou em detalhes sobre o que tinha acontecido a ela, mas explicou que ela não se sentiu bem e eles a levaram pra lá. Entrei desesperado e na maior pressa dentro do hospital. Avistei os rapazes sentados próximos à recepção, nem precisei pedir por informações a ninguém e me dirigi diretamente a eles.
- O que aconteceu? Como está jasmine? – Perguntei nervoso olhando de um a outro, Ray foi o único que teve coragem de explicar.
- Estávamos te esperando para o ensaio quando ela passou mal e a trouxemos para cá.
- Mas passou mal como? – Quis saber mais.
- Ela desmaiou. Quando acordou disse estar sentindo dores no abdômen.
- Onde você estava Gerard? – Bob me olhava bem sério enquanto fazia aquela pergunta.
- Tive que resolver algumas coisas. – Expliquei sem entrar em detalhes.
- Espero que sejam coisas sérias pra ter deixado minha irmã passando mal. – Ele continuava me fuzilando com o olhar, parecia até que sabia onde eu estava.
- Eu não sabia. – Falei nervoso.
- Gente, vamos nos acalmar. Ela deve estar bem, OK? É isso o que importa. – Mikey, meu irmão mais novo, tentou amenizar as coisas com sucesso. Me sentei na cadeira ao lado da dele e aguardei por notícias em silêncio assim como o restante da banda.
O médico apareceu em alguns minutos e disse que Jasmine estava ótima, mas que infelizmente o bebê havia morrido. Meu filho. Fiquei péssimo quando soube. Uma das coisas que ainda me deixava feliz era o fato de saber que seria pai, mas agora todas as minhas esperanças foram para o brejo. Meu filho estava morto.
< Visão de Natasha >
- Eu tentei, mãe. – Eu disse inconformada. Minha mãe e eu estávamos sentadas à mesa da cozinha conversando sobre o Gerard. — Tentei contar a ele, mas ele fugiu num estalar de dedos quando eu estava prestes a contar sobre a Jessy.
- O que aconteceu pra ele sair dessa maneira?
- Eu não sei, mas parecia que era sério.
- Hum... Que estranho. – comentou minha mãe ficando pensativa. Nesse instante a campainha voltou a tocar. Minha mãe e eu nos olhamos desconfiada e eu me levantei indo até a porta. Mas ao contrário do que imaginávamos, era a Kate com suas duas filhas.
- Natasha! – Gritou ela abrindo os braços. Abri um largo sorriso e a abracei. Fazia tanto tempo que não nos víamos e eu estava morrendo de saudades de conversar com ela. A última vez que nos falamos foi algumas semanas atrás por telefone quando ela ligou para avisar que passaria alguns dias em minha casa, eu concordei na hora, achei que sua companhia me faria bem.
- Nossa! Não fazia idéia de que viria hoje. – Eu disse enquanto nos abraçávamos.
- Pedi que sua mãe não te contasse. Queria fazer surpresa. – Então nos desgrudamos e eu olhei rapidamente para as crianças dela que não saiam de perto dela envergonhados. — E como você está?
- Estou ótima. Entre. – Eu dei espaço para que ela e seus filhos entrassem em minha casa.
- Oi meninos, tudo bem? – Eu os cumprimentei colocando as mãos no joelho para que eu ficasse na mesma altura em que eles.
- Fala com a tia. – Pediu Kate passando as mãos no cabelo de seus filhos que acenaram sem graça.
- Estão tão lindos. – Eu disse animada voltando a ficar de pé. – Gente, senta aí, fiquem a vontade. – Eu disse indo até o sofá. Kate me acompanhou e sentou na outra poltrona. Seus filhos sentaram ao lado dela.
- E como está a Jessy?- Perguntou Kate puxando assunto.
- Ótima graças a Deus.
- E a sua mãe. Cadê?
- Está na cozinha. – Depois me dirigi a minha mãe: — Ô mãe, vem cá.
Logo depois ela se juntou a nós na sala e ficamos todas conversando até sermos interrompidas pelo choro da Jessy. Subimos Kate e eu para o quarto onde estava a Jessy enquanto minha mãe cuidava dos filhos da Kate. Ela nem se incomodou já que adorava crianças.
- Oh Natasha! Ela é linda. – Era a primeira vez que Kate via Jessy pessoalmente. Eu a passo para os braços dela que fica toda boba enquanto a sacudia.
Estava sendo muito bom ter a Kate por perto naqueles dias, principalmente agora que o Gerard voltou a aparecer na minha vida. Nada melhor do que conversar com sua amiga sobre essas coisas. Nós conversávamos muito, pois eu tinha muita coisa pra contar a ela, desde o meu primeiro dia na empresa até a festa em que a banda do Gerard faria uma apresentação especial. Eu acabei pedindo que ela me acompanhasse na festa para eu não me sentir tão só e assim eu teria mais coragem para contar tudo ao Gerard. Eu tinha que contar tudo, eu não podia mais esconder dele para que ele acabasse com raiva de mim mais uma vez.
- Quem sabe assim vocês não voltam? – Opinou Kate enquanto conversávamos no meu quarto.
- Como assim? – Franzi minha testa.
- É, talvez você contando a novidade ele perceba que vocês ainda estão ligados.
- Não acredito muito nisso.
- Vocês ainda se amam, Natasha. Basta ele saber que tiveram uma filha linda para voltarem às boas. O nascimento de um filho é algo milagroso.
- Eu não sei... – Minha cabeça latejava depois de tanto pensar naquele assunto. Como eu queria o Gerard de volta para mim. Mas era algo impossível. E se ele ainda estivesse com aquela tal da cafeteria? E se ele já estivesse em outra? E se não me amasse mais? Um ano se passou e muitas coisas mudaram desde então. Com certeza um homem como aquele não estaria sozinho.
< Visão do Gerard >
Abri a porta do quarto lentamente afim de não acorda-la, mas ela já estava acordada e lia um livro.
- Oi Jasmine. – Eu disse quase num sussurro e ela fechou o livro o repousando em suas pernas.Me sentei ao seu lado e deslizei meus dedos em uma mexa de cabelo dela que caia em seu rosto. – Como você está?
- Como acha que eu estaria depois de perder um filho? – Apesar da frase, ela não a pronunciou com arrogância, pelo contrário, disse aquilo com tristeza e calma.
- Me desculpa. Foi uma pergunta idiota.
- Você me perdoa por isso? – Os olhos dela estavam cheios de água, prontas para caírem em seu rosto.
- Hei, quem tem que pedir perdão aqui sou eu. Talvez se eu estivesse aqui ao invés de sair isso não acontecesse. – Ela virou o rosto secando algumas lágrimas e voltou a me olhar.
- Onde você estava? – Perguntou firme. – Pra onde tinha ido naquela manhã, Gerard? – Ela parecia ler minha mente. Eu sabia que ela sabia para onde eu tinha ido. Eu conseguia ver em seus olhos tristes que sabia de tudo, mas eu não tive coragem de dizer a ela a verdade.
- Fui a uma reunião. – Foi à primeira coisa que veio na minha mente.
- Sozinho? E por que o resto da banda não precisou ir? – Era uma pergunta atrás da outra. Ela só esperava por um vacilo meu e assim ouvir da minha boca o que já suspeitava.
- A presença deles não era necessária. – Ela continuou a me olhar nos olhos de forma desafiadora, mas em alguns segundos fingiu-se dar por vencida e balançou a cabeça algumas vezes em afirmação.
- Eu vou descansar agora.
Eu me levantei e ela se deitou na cama colocando o livro ao lado, sobre o criado-mudo.
- Eu te amo, Jasmine. – Tentei me desculpar e a beijei. Foi um beijo seco que ela recebeu sem demonstrar nenhum tipo de afeto. Quando saia do quarto fui interrompido por um pedido dela. Um pedido que me deixou sem saída.
- Por que está pedindo isso? – Perguntei após o pedido.
- Não quero que vá àquela festa e me deixe aqui. Quero que fique comigo no sábado.
- Jasmine, querida, eu não posso. Eu sinto muito, mas eu sou quase o convidado especial da noite.
- Por favor, Gerard. Se você me ama realmente, vai recusar o pedido dessa moça e ficar em casa comigo. Eu não estou me sentindo bem, acabamos de perder um filho e acho que não é o momento para comemorações.
- O que o pessoal da banda vai dizer? – Na verdade eu só disse aquilo como uma desculpa. Eu queria ir à festa de qualquer maneira. Eu estava triste por perder um filho, mas algo dentro de mim queria ver a Natasha novamente. Eu sentia que precisava continuar aquela conversa com ela.
- Eles entenderão. Eu ouvi do Ray isso e agora estou falando o mesmo para você. Não vá a essa festa. Fica aqui... – Ela falou chorosa. -... Comigo. – Concluiu a frase. Eu estava sem saída, agora não sabia o que fazer.
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