Notas iniciais
Esse capítulo tem barraco!!! Hi hi hi
Um beijo especial pra Amanda q tá tristinha. Fica assim não, mandica!! Espero que dê tudo certo com vc! bjus

O que um simples beijo pode fazer com você? Te dar boas sensações, te levar aos suspiros, fazer recordar coisas boas, render alguns segundos de puro prazer. Mas aquele não era um beijo simples, era muito maior que isso. Aquele dia foi cheio de surpresa e confusões. De repente eu estava nos braços da pessoa que eu amava e que me abandonou um ano e alguns dias atrás depois de saber que tivemos uma filha quando eu ainda era adolescente e que a criança havia morrido ao completar cinco anos num trágico acidente. De repente eu queria os beijos dele, nos entregávamos um ao outro como se todo aquele tempo longe um do outro nunca existisse. Eu sentia as mãos dele contornando cada centímetro do meu corpo, deixei alguns gemidos escaparem enquanto o beijava. Estava tudo tão bom. Os beijos, as carícias, Gerard ainda sabia como me excitar. Eu já pensava em arrastá-lo pra dentro do camarim quando ouvi a voz da Kate. No começo bem baixinho por causa do som alto da festa, mas então ficou mais próximo e eu me afastei do Gerard. Ela ainda não havia passado pela cortina vermelha. Eu olhei na direção do Gerard, ele parecia tão sem graça quanto eu. Ele ameaçou dizer alguma coisa, mas a Kate apareceu e ele se calou.

- Natasha, — Então ela viu o Gerard. -, Ah, oi Gerard. – Ela o cumprimentou sem graça mesmo que já soubesse que ele estaria ali comigo, pois eu a avisei antes de arrastá-lo lá pra trás.

- Oi. – Gerard cumprimentou e fez menção em ir embora dali, mas Kate o impediu.

- Pode ficar, eu vim apenas dizer à Natasha que eu preciso ir.

- Já vai embora?

- É. Depois eu te explico. – Ela parecia chateada com alguma coisa. – Fica tranqüila. Eu pego um táxi aqui em frente.

- Tem certeza? – Pergunto preocupada.

- Claro. Pode continuar aí. Tchau. – Ela me deu um abraço e então acenou para o Gerard antes de sumir por trás da cortina.

Agora era só eu e o Gerard. Quando eu voltei a olhar pra ele tudo o que eu queria era agarrá-lo novamente e beijá-lo como antes, mas eu não tive coragem de fazer isso. Eu não agüentei e comecei a rir. Eu costumava fazer isso quando ficava nervosa.

- O que houve? – Ele pergunta com um sorriso doce nos lábios.

- Nada. – Eu digo me contendo. – O que fazemos agora? – Volto a ficar séria.

- Natasha, eu preciso dizer uma coisa pra você. Aquela garota que chegou comigo, ela é... – Antes que ele terminasse eu avencei alguns passos rapidamente pra perto dele e tapei sua boca. Eu não queria nem saber o que ela era dele. Eu temia que ele dissesse esposa. Eu preferia não saber. Eu abaixei meu braço destapando sua boca.

- Não fala nada, por favor, não estrague esse momento. – Eu sussurrei. — Não hoje. Eu esperei tanto por esse dia. Eu sei que devo estar parecendo uma estúpida dizendo essas coisas, eu nem planejei esse momento, mas agora que aconteceu eu estou me sentindo tão bem. – Então dei um longo suspiro. O que eu estava fazendo? Estava confessando pra ele? Entregando meu ponto fraco? Ele não podia ficar sabendo que eu continuo completamente apaixonada por ele. O que ele vai pensar? Ele tem aquela tal de Jasmine esperando por ele na festa e quando sair daqui com certeza vai rir de mim e voltar pros braços dela. Mas foi ele que me beijou. Foi ele que me agarrou e me deu aquele beijo. Ele também correspondeu. Ele não faria isso se não sentisse ainda alguma coisa por mim.

- Você sabe que é errado.

Errado? Beijar quem você ama é errado? Aquelas palavras foram como socos no meu estômago. Me senti enjoada, minhas pernas estavam trêmulas, eu sentia tanto frio como se estivesse no inverno. Na verdade eu estava era morrendo de nervoso. O que ele queria dizer com errado?

- Eu ainda te amo, Gerard. – Choraminguei desesperada. Eu não queria perdê-lo de novo. Eu estava totalmente entregue agindo como uma burra dizendo tudo aquilo, mas agora já estava feito, eu já havia começado agora eu faria de tudo pra que ele não me deixasse sem antes ouvir o que eu sentia.

- Natasha... – Ele disse aquilo como um gemido, eu via que ele lutava contra suas vontades, mas não resistiu e mais uma vez me beijou. Eu agarrei os cabelos dele com meus dedos, então deslizei minhas mãos até seus braços e os apertei com toda força. Eu queria senti-lo de novo. Eu queria que ele fosse meu de novo. Ele me puxou com força pela cintura colando o meu corpo no seu. Seus lábios agiam com rapidez, nossas línguas dançavam incansavelmente. Eu tinha até me esquecido da festa. Mas não demorou muito pra eu me lembrar e meus pés voltarem a fincar no chão.

- Gerard! – Ouvi alguém gritar e fomos separados violentamente. Eu quase caí no chão quando fui empurrada pela Jasmine.

- Jasmine, calma. – Gerard tentava acalmá-la em vão.

- Sua vagabunda. – Ela gritou apontando na minha direção. – Eu sabia que era isso que você queria todo tempo. Eu sabia! – Ela gritava com raiva.

- Jasmine, calma.

Mais uma pessoa apareceu depois dela, o mesmo rapaz de cabelo de fogo que fazia parte da banda do Gerard.

- Gerard, foi mal, eu não consegui segurá-la por mais tempo.

- Você lembra o que eu disse pra você antes? Você não volta lá pra casa hoje! – Dessa vez ela falava pro Gerard.

- Jasmine, vamos conversar. Em outro lugar. – Disse Gerard.

- Você voltou pra destruir a minha vida. Você destruiu minha família. – Ela gritou antes de avançar em mim. Nem o Gerard conseguiu segurá-la. Quando percebi estávamos as duas no chão. Ela puxou o meu cabelo com toda a força e eu tive que fazer o mesmo pra que ela parasse enquanto o Gerard e o outro rapaz tentavam afastá-la. Ela ainda tentou avançar mais uma vez quando eles a levantaram, mas foi impedida pelo Gerard. Quando me levantei ajeitei meu vestido, um dos meus seios estava exposto, por sorte eu usava um sutiã.

- Para com isso, Jasmine. Para! Acabou! Chega! – Gritou ele nervoso.

- Você ainda defende ela?

- Eu não estou defendendo ninguém.

Eu olhei indignada pra ele. Ela estava me agredindo fisicamente e verbalmente e ele não ia me defender?

- Sua cachorra! – Ela voltou a me ofender.

- Não ouse a voltar a me xingar. – Eu disse perdendo a paciência. Tudo bem que o que eu fiz foi errado, eu admito, eu sabia que ele não estava sozinho, mas eu também não seria capacho dela.

- Vai fazer o que? Sua safada!

- Eu não hesitarei em enfiar a mão na sua cara.

- Natasha. – Gerard olhou pra mim me repreendendo o que me irritou ainda mais.

- Você tem que saber que você nunca terá o Gerard de volta. Não foi você que ele escolheu pra construir uma vida ao lado dele por que você nunca foi de confiança, você sempre foi um erro, vocês nunca dariam certo. No final do dia você nunca será mais do que uma curtição.

Senti meu rosto queimando de raiva. Me controlei pra não avançar mais uma vez nela e nele. O que mais me chateou não foi ela ter dito tudo aquilo, mas saber que o Gerard havia contado da nossa relação pra ela. Com certeza tudo aquilo saiu da boca dele um dia, todo aquele negócio de confiança e que nossa relação nunca dava certo. Principalmente aquela parte de curtição, me fez me lembrar de quando eu ainda era uma adolescente boba sendo enganada pela pessoa que eu tanto confiava. Aquilo foi o que mais me machucou. Ele nunca mudou, continuava o mesmo canalha. Como eu fui burra.

- Gerard, cai fora daqui. – Eu disse entre os dentes cerrados. – E leve essa sua esposinha com você antes que ela me tire do sério senão não responderei pelos meus atos.

Como eu exigi, afinal eu ainda era a “dona” daquela festa, ele saiu dali praticamente carregando ela. Ela tentou relutar pra continuar ali dizendo mais coisas a mim, mas o rapaz o ajudou então eles se foram me deixando sozinha. Eu respirava rápido e alto, tentei me controlar, mas eu já estava praticamente chorando. Dei um grito com raiva, ninguém nunca ouviria com aquele som ensurdecedor. Para a minha sorte. Eu ainda tinha que voltar pra festa. Eu estava horrível. Meu cabelo estava todo despenteado depois que aquela bruxa o puxou, minha maquiagem com certeza estava borrada, uma das alças do meu vestido estava arrebentada, percebi depois que eles se foram. Dei um nó tentando unir as duas pontas do que antes era uma alça. Ajeitei o meu cabelo e passei as mãos por debaixo dos meus olhos tentando amenizar a maquiagem. Meus dedos ficaram borrados com maquiagem preta. Quando saí detrás da cortina ninguém parecia ter percebido nada. . Ninguém nem parecia me notar sobre o palco na verdade. Estavam todos mais entretidos com a música, dançavam Thriller do Michael Jackson no meio do salão relembrando os bons tempos. Eu descia as escadas do palco quando fui surpreendida pela Claúdia.

- Natasha, está tudo bem? – Ela me perguntou preocupada. – Eu te procurei por todo canto.

- Pode falar. – Eu ignorei a primeira pergunta. Não sei se eu seria capaz de mentir que estava bem. Eu estava me sentindo um trapo.

- Não era nada demais. – Ela parecia um pouco sem graça como se o que quisesse dizer não tivesse mais importância depois de ter me visto daquele jeito que eu imaginava estar. Como um pano de chão. – Eu só queria falar sobre seu discurso, dizer que eu achei que você foi incrível.

- Obrigada. – Eu agradeci sem mostrar um pingo de felicidade. Eu sei que a Claudia não merecia isso, mas eu não tinha nem um pingo de humor naquele momento.

- Você foi realmente muito bem. – Ela disse sem graça.

- Eu agradeço. – Eu disse mais uma vez. – Com licença. – Dei dois tapinhas no ombro dela e então passei direto para a saída do salão. Eu nem olhava para os lados enquanto caminhava em direção a porta. Pelo caminho algumas pessoas me olhavam, eu via pelo canto dos olhos, mas eu não parei nem por um momento, nem mesmo me despedi de ninguém, nem virei meu rosto, eu segui direto fugindo o mais rápido que pude chamando a menor atenção possível.

Peguei um dos táxis que aguardavam na frente do salão ganhar uma grana com os convidados na hora da saída da festa. Pedi que ele me levasse pra casa, mas na metade do caminho eu pedi que ele encostasse o carro só por alguns segundinhos. Abri a minha bolsa e depois de revirá-la encontrei a chave da empresa. Ela estava ali como eu precisava. Informei onde ele devia virar e em alguns minutos ele estava estacionando onde eu trabalhava. Pedi que ele esperasse enquanto eu buscava uma coisa. Bati na porta de ferro que eles colocavam para proteger o prédio quando este estava fora de uso. O segurança do prédio abriu a porta pra mim. Dei uma desculpa qualquer de que precisava buscar alguns documentos importantes para ele me deixar entrar. Quando o elevador abriu no andar da minha empresa eu me dirigi até a mesa dos funcionários. Revirei as gavetas do Maurício, o funcionário que conseguiu a banda do Gerard. Finalmente achei o que eu queria. A edição daquele mês com a entrevista com a banda. Coloquei ela embaixo do braço e estava indo embora quando reparei em um jornal numa das mesas, o Gerard estava na capa. Peguei aquele jornal também e só então fui pra casa.