Tudo por amor
3 Reencontro
Notas iniciais
P.O.V. Edward.
Assim que ela me viu correu para os meus braços chocando todos os outros.
—Você não sabe o quanto eu senti, saudades de você.
—Eu também senti saudades de você.
—Da pra explicar quem é essa fulana?
—Fulana?! Fiz seu anel da luz do dia idiota! E posso desfazer.
—Espera, você é a bruxa que o Carslile tanto fala?
—É. Porque essa cara?
—Pensei que fosse mais velha.
—Não falou sobre mim para os seus irmãos? Não mostrou o retrato? Passei três dias enfeitiçando aquela maldita fotografia! É minha obra de arte!
—Credo! Ela é doida.
—Jura?
Emmett começou a se contorcer e a apertar a cabeça.
—Nunca, nunca. Nunca me chame de doida. Nem de maluca ou de pirada e derivados. Odeio ser chamada assim.
De repente ele se levantou.
—Você fez isso comigo?
—Eu te dei um aneurisma. Relaxa, você já ta curado.
—Isso dói demais.
—E eu nem me empenhei.
—Adorei! Bella, você arrasa!
—Você também Alice.
—Eu adorei o anel é tão... eu!
—Escolhi pensando em você patricinha.
—Sou mesmo e me orgulho disso!
—Bora gente, o sinal vai tocar.
Nós assistimos aula juntos e correu tudo bem até chegar na aula de história. Quando o assunto era a caça ás bruxas em Salém.
—Você quer sair?
—Não. Salém foi um erro. Nenhuma bruxa morreu lá, eu conto depois.
Eu a convidei para ir para casa conosco, já que Carslile iria ter um filho pela boca se não a encontrássemos logo.
—Claro. Estou com saudades do Carslile.
—Carslile está com saudades de você também.
—Ele tá cheio de perguntas na cabeça não é?
—Basicamente.
—Bora lá, to louca pra ver a cara dele.
Quando chegamos a casa ela não estava nem um pouco surpresa.
—Do jeitinho que eu lembrava.
Ela mal passou pela porta e Carslile já começou a bombardeá-la.
—Opa! Não vai nem me falar oi? Como assim? Seu mau educado.
—Olá Bella. É um prazer revê-la.
—Agora sim. É um prazer revê-lo também. Agora pode mandar bala.
—Você pode voar?
—Não.
—Faz poções?
—Faço.
—E as vassouras?
—São ótimas pra varrer. E pra dar umas vassouradas de vez em quando.
—E quanto a Salém?
—Salém foi um erro, foi vingança. Nenhuma bruxa de verdade morreu,na verdade as bruxas controlavam os julgamentos.
—Como assim?
—Conheço uma bruxa descendente das bruxas de Salém. A época do expurgo foi... porreta. Na Idade Média, eles matavam até criança. Ai quando veio Salém, as bruxa decidiram se vingar. Tava com sangue nos olhos pra catar aquele povinho todo. Então, elas usaram a histeria de bruxas contra aqueles puritanos idiotas. O Juíz foi o último a morrer, e a bruxa que deu cabo dele... Mary, ela confessou pra ele que o Grande Ritual não teria sido possível sem a ajuda dele.
—Grande Ritual?
—Sabe aquela bactéria que o povo chamava de Peste Negra?
—Sei.
—Era uma Peste Mesmo. As bruxas de Salém conseguiram fazer o Grande Ritual, elas sacrificaram todos aqueles "inocentes". Fizeram a cidade de Salém se afogar no próprio sangue. Viraram vizinho contra vizinho, amigo contra amigo e usaram aquele medo, aquele histeria para fazer o ritual. Os Puritanos fizeram todo o trabalho por elas. E depois que o Juiz morreu, que a Mary meteu uma facada no peito dele, isso criou uma árvore da praga. E de dentro da árvore ao invés de sair frutos, saiu a praga. A bactéria que devastou a Europa e acabou com todo aquele povinho.
Falou com fúria e como se gostasse de dizer aquilo.
—E os caldeirões? Você tem um caldeirão?
—Você tem um caixão?
—Não.
—Ta ai a sua resposta. Isso são esteriótipos e não nós não comemos almas de criancinhas ou temos verrugas no nariz ou servimos ao diabo. As bruxas servem á natureza, os primeiros bruxos são Silas Salvatore, Amara Celestia Emeran Petrova, Qetsyiah Bennett e Francis Balcoin. Eles eram para todos os efeitos os membros mais poderosos de um povo chamado viajantes, e eu sou descendente de Silas e Amara os dois primeiros imortais do mundo. Eu nasci numa linhagem de viajantes assim como a Bonnie minha amiga a de Salém. Indo mais pra trás ainda Amara é descendente direta de Jesus Cristo e Maria de Magdala.
—Você é descendente de Jesus?
—Sou. Ele era um bruxo assim como Maria de Magdala.
—Quem é Maria de Magdala?
—Maria Madalena! Eu vivo sob a proteção do priorado de Sião.
—Sério?
—Sério. Mas, vocês não podem contar pra ninguém. Tipo ninguém! Se tentarem abrir a boca eu mato vocês.
—Não se preocupe Bella. Seu segredo está seguro aqui.
—Eu falo sério Carslile. Tem uns caçadores da Igreja que nos caçam a séculos, eles se dedicam a caçar a linhagem de Jesus e Maria de Magdala. Eles são cruéis e brutais, eles matam crianças.
—Eu também. Não vamos contar a ninguém.
—Eu adorei essa história.
—Você tem um grimório?
—Tenho. Toda bruxa tem seu próprio grimório e cada feitiço é único, é como uma impressão digital, ainda assim tem a assinatura da bruxa que o criou.
—E como é essa assinatura?
—Depende da bruxa, é invisível para mortais e não bruxos. Mas, cada bruxa tem uma marca energética, a energia mística dela em parte fica no feitiço.
—E como é que ela não morre?
—Emmett!
—É uma pergunta válida. É simples, ela come e renova sua energia. A maioria das bruxas é como eu, você pode identificar uma bruxa pelo que ela come. É claro que nem sempre é uma bruxa, mas geralmente se ela é firme mesmo na dieta ou ela é uma bruxa ou é uma vidente.
—E em que consiste essa dieta exatamente?
—Veganismo, a gente não ingere flúor de jeito nenhum, só toma água alcalina, todos os dias temos que ver o sol laranja ou nos expor ao sol nascente ou os dois, não comemos ou passamos mercúrio, comemos alga azul, tomamos suco de clorofila, só lâmpada fluorescente econômica, temos que colocar uma pedra de ametista ou lápis latzuli no nosso chacra frontal pra desbloquear.
—Isso não é uma dieta é...
—Um estilo de vida. Você está certíssima. A magia tem seu preço.
—Você já matou alguém?
—Não. Isso não é pergunta que se faça!
Ela tirou um tapoer branco de dentro da mochila.
—Se importam se eu comer? To ficando com fome.
—Não imagine.
Ela dai tirou um prato de plástico, aqueles de bebê.
—Um prato de bebê?
—Não julga não tá, que o meu prato de bebê é que nem você. Indestrutível.
—Vamos jogar baseball amanhã topa?
—Baseball? Eu não jogo baseball ou qualquer coisa que envolva uma bola.
—Coisa de bruxa?
—Não. De gente desastrada. Eu atraio a bola. Que nem, a gravidade.
—Você vai servir de juíza.
—Tudo bem.
—E quanto a árvore da praga? Você já fez uma daquelas?
—Não. O que aconteceu em Salém foi um erro. Os puritanos estavam errados em caçar as bruxas, mas as bruxas também erraram em fazer aquilo. A praga matou crianças de um jeito horrível, mulheres, gestantes. Foi uma chacina aquilo lá. Aquilo foi feito por um Coven movido pelo ódio.
—Você sabe fazer uma árvore da praga?
—Emmett, você compreende que para fazer uma árvore da praga, primeiro você tem que fazer o Ritum Magni. O Grande Ritual. É um dos rituais mais perigosos, poderosos e sangrentos conhecidos pelas bruxas. Isso não é brincadeira não. Em 1692, Mary e seu Coven conseguiram, mas a que custo? E não é simples assim não. Precisa de um evento astronômico, um cometa para se apoiar, precisa de ajuda da natureza. Então, são realizados treze sacrifícios de sangue. Essas treze vítimas inocentes tem de ser sacrificadas durante um ciclo lunar anual. Que termina com a lua do caçador, lua de sangue. Depois que os sacrifícios são realizados a bruxa tem que enterrar um objeto negro conhecido como Malum. É uma maçã de madeira e depois que ela é plantada, ela dá a arvore da praga. Numa noite o Malum vira uma árvore grande, negra, frondosa e ai... a árvore abre e a praga sai. Todo vez que o Ritum Magni é realizado, a árvore dá uma praga diferente da anterior. Ou seja...
—Os antídotos criados para a bactéria da primeira praga seriam inúteis contra uma segunda.
—Bingo! É por isso que ele é o líder da família.

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