Tudo por amor

1 Capítulo 1: Imprudência


P.O.V. Bella.

Aqueles malditos demônios de olhos vermelhos! Aqueles Volturi! Eles me tiraram meu amor e eu vou fazer tudo para recuperá-lo.

Peguei meu grimório e consegui fazer o feitiço, mas ele fracassou.

Naquela noite eu chorei até dormir. Mas, quando eu acordei eu estava no meio da floresta e era dia.

Eu caminhei até chegar a uma estrada, uma estrada de pedra cheia de estrume de cavalo. Os habitantes da cidade me olhavam com medo e eu quase fui atropelada por uma carruagem.

—Você está bem senhorita?

—Estou. Estou tentando me situar.

—Cocheiro? Porque paramos?

Eu reconheceria essa voz em qualquer lugar.

—Deu certo. Eu não acredito que deu certo!

—O que deu certo?

Ele enfiou a cabeça para fora da janela da carruagem.

—Olhos humanos verdes. Sempre pensei que fossem azuis.

—Por gentileza senhorita, saia do meio da estrada. Estou com pressa.

—Ta bem, ta bem. Tchau Edward! Vejo você em breve!

P.O.V. Edward.

Ela sabia meu nome. E teve a audácia de chamar-me de Edward. Quem seria ela? A bela jovem de cabelos castanhos e olhos em um tom tão belo que eu jamais havia visto.

—Sabe quem era ela?

—Eu não faço ideia.

Quando chego em casa minha mãe está entrevistando candidatas para a vaga de criada, mas torce o nariz para cada uma delas.

—E então? Encontrou a criada mamãe?

—Não. Vocês podem ir.

A garota da rua chega esbaforida. Ela para na porta.

—Pois não minha jovem?

—A... vaga... de... criada. Ainda está disponível?

—Sim.

—A senhora deve ser a Senhora Masen. Elizabeth Masen, esposa de Anthony Masen e a mãe biológica do Edward.

—Você está usando calças?

—É. Eu to.

—Você é o que? Uma vampira, entre.

Ela riu. Tinha uma risada tão bonita.

—Só pra você saber... vampiros não precisam de permissão pra entrar na sua casa. Eles entram onde querem e quando querem e bater neles é como bater em concreto. A pele é dura, mas ao mesmo tempo é tão... macia e fria. Bom, os filhos de Marcus Corvinos não precisam de convite.

—Você está bem menina?

—To. Desculpa, falo demais quando to nervosa. Eu sei que não sou como as outras garotas, mas eu lavo, passo, cozinho e a Rose me ensinou a bordar. Eu espetei o meu dedo uma vez e o Jasper tentou me matar.

Ela riu.

—Alguém tenta te matar e você dá risada?

—Eu vou fazer o que? Porque revidar não dá, nós somos de carne, eles são de mármore.

—Apesar de você falar sandices, eu gostei de você. Me faz rir.

—Em que ano estamos?

—mil novecentos e dezoito.

—A gripe espanhola.

—Gripe espanhola?

—É. Vai ter uma epidemia horrível, muita gente vai morrer inclusive a senhora e seu marido.

—Você é vidente por acaso?

—Quem me dera Dona, quer dizer... Senhora Masen. Eu não acredito que eu to conhecendo você... quer dizer a senhora. Ele falava tanto da senhora, do seu marido. Ele sentia sua falta. E então? Vai me dar uma chance?

—Vou. Você parece uma pessoa honesta. E é diferente. Muito diferente.

—Obrigado. Muito obrigado mesmo.