Tudo por Você, Sophia
6 Capítulo 5
- Ah não! Me deixa em paz, Renata! Eu ainda pretendo estudar hoje! Estou por um fio na faculdade!
— Aaaahh, eu sei! Mas não me deixa sozinha, por favor! Eu não quero morrer!
— Aff, me larga, Renata! – Fernando mexia o braço enquanto a menina o apertava mais forte a proporção da força que ele aplicava pra se livrar dela. – Sai de mim! Quem pariu Mateus que balance!
— Esse é o problema, eu não pari! Me ajuda, por favor!
— Não e não! Eu tenho de estudar!
— Ah! Se eu aparecer morta amanhã a culpa vai ser toda e toda sua!
— NÃO FUI EU QUE ABRIGUEI UMA ESTRANHA E NÃO CHAMEI A POLÍCIA!
Um silêncio abrupto caiu sobre os dois, Fernando pensou se ele havia passado do limites. Renata estava estática em sua frente, tinha tirado as mãos do seu braço e tinha uma olhar vazio:
— Er, Renata, você esta b...
Fernando ouviu um passo, virou o corpo e viu a garota desacordada no corredor. Estava apoiada na parede e com uma das mãos na cabeça, olhava com bastante surpresas para eles dois. Ela parecia bastante perdida para uma ladra:
— Eu atrapalhei alguma coisa?
Fernando agora estava do mesmo modo que Renata, como aquela garota havia se levantado? E em tão pouco tempo? Principalmente por ela ter tomado uma queda daquela! Como é que agora ela estava em pé? Um pouco tonta pela aparência, mas ainda assim melhor do que deveria estar.
Ele finalmente viu a cor dos olhos dela. Eram verdes, como as folhas de uma árvore, tão forte e impactante que chamavam toda a atenção para eles, eram o ponto forte de toda beleza dela, um belo ponto forte. Ela consertou a posição, dessa vez ficou correta, já não colocava a mão na cabeça, havia se recuperado totalmente. Olhava firmemente para os dois. Renata ainda pasma, Fernando abobado.
— Er, bem, eu acho que devo algumas explicações, certo? – Os dois balançaram a cabeça pra cima e para baixo num sinal de afirmação, ainda não conseguiam falar.
O único pensamento que se passava na cabeça de Renata era se a menina ali na sua frente era uma aberração da natureza. Lobisomem mulher? Vampiro? Duende? Renata pensou em todos os seres imagináveis possíveis. Se fosse, ela não pensaria duas vezes em fugir. Droga! Se era pra ser um vampiro por que tinha ser logo uma mulher?
Os pensamentos de Fernando voavam mais longe ainda, seus olhos castanhos divagavam e pousavam sobre cada parte do corpo de Sophia, gravava cada detalhe para caso fosse a última vez que a visse, tanto para denunciá-la a policia como por questões mais masculinas. Foi quando se lembrou da única vantagem de ter aquela mulher, que poderia ser uma louca em vez de uma deusa, acordada. Não precisaria dormir no apartamento de Renata!
Sua boca esboçou o início de um sorriso:
— Como? – Renata berrou.
— Como que? – Respondeu calmamente Sophia.
— É! Como o que? – Fernando virou pra Renata.
— Você ainda pergunta Fernando? Essa menina! Ela levantou! DO NADA! Olha, isso não é normal, não depois daquela queda e daquele chororó dela pra não chamar a ambulância.
— Que chororó? – Sophia estava mais confusa que antes.
— O que você fez!!!! – Renata agora apontava o dedo para a garota.
— Ah, hum, é! Isso mesmo! – Fernando nem tinha noção do que tava dizendo, estava perdido na conversa.
— E além do mais qual o seu nome? De onde veio? Como você caiu bem no meio da minha sala?
— Bem, meu nome é Sophia Dantas Montenegro, vocês deve nunca ter ouvido falar do mundo que eu vim e... – A menina coçou a cabeça por um instante — ... Apesar de vocês não acreditarem eu cai enquanto fugia de uma assassina.
Pronto! Agora sim, em vez de um vampiro Renata tinha um E.T em sua casa.
Notas finais
Criticas construtivas sempre são bem vindas!
Erros favor reportar.
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