Tudo por Bella Cullen

15 Capítulo 15- O Modelo Fotográfico


Notas iniciais
Aleluia..... eu postei....
Vamos a desculpas, primeiro queria agradecer a todo mundo que sentiu minha falta e me mandou recadinho, seja aqui, no MSN ou no Twitter, amo vcs. Graças a Deus estou bem, me mudei, já organizei tudo, na faculdade as coisas estão corridas, mas acho que agora dará pra conciliar direito.
Obrigada pelo carinho de todas e saibam que eu nunca desisto duma fic, eu tardo, mas não falho.
Beijos a quem me pediu o Modelo fotográfico, infelizmente eu perdi minha listinha então não lembro os nomes de cor, mas mesmo assim esse capítulo é especial para vcs.
E beijos as 15 pessoas que tiraram seu tempo precioso e recomendaram minha fic, vcs são especias e meu combustível.
Espero que aproveitem...

Pov. Bella

- “É dizem que felicidade é bom, mas dura pouco” e eu acabei de comprovar isso.

Levantei a cabeça do peito másculo que me servia de travesseiro e olhei para Edward.

- Nossa família está chegando, vamos lá senhora Cullen está na hora do modo “mamãe de uma garotinha mimada”, entrar em ação.

- Ei...

Dei-lhe um tapa no ombro.

- Ai, amor. Isso dói...

- É pra doer mesmo, minha garotinha não é mimada, ela só é um pouquinho exigente de atenção e não me condene, pois se ela é assim a culpa também é sua e de sua família.

- “Nossa” Bella... Você quis dizer nossa família.

Sorri para a carinha amargurada dele com meu uso de pronome errado, mas fazer o que provocá-lo fazia parte dos meus instintos.

- Isso meu amor. Nossa família mima nossa filha e eu levo a culpa.

Cruzei os braços e fiz biquinho. Edward gargalhou e se aproximou para me beijar.

- Tá bom senhora bravinha, eu me rendo, nós estragamos nossa filha. Agora tenha piedade de seu marido insaciável, levante dessa cama e vá para o banho enquanto eu ajeito as coisas aqui.

- Ops...

Só por que eu sou um amor, levantei calmamente deixando o lençol escorregar pelo meu corpo revelando minha nudez. Edward cresceu os olhos e eu fiz questão de passar por ele rebolando e ir para o banho. Ignorei o murmúrio de “gostosa, provocadora dos infernos” e fui me prepar para receber meu anjinho.

Enquanto a água escorria por meu corpo, me lavando e me relaxando, eu ouvia a movimentação de meu marido pela casa, provavelmente ele estava recolhendo e guardando todos os vestígios e sinais de nossa festinha de agora a pouco.

Ah a festinha, essa com certeza vai entrar pra minha lista como uma das melhores, as velas, o perfume, as sensações, a surpresa. Às vezes eu me perguntava se aquilo tudo era verdade, se Edward era mesmo meu e se tudo que ele fazia era mesmo pra me ver feliz? E a quem eu queria enganar, era claro que era. Meu marido era a coisa mais linda e perfeita que Deus tinha feito e o melhor disso tudo era que aquilo tudo tinha dona: eu a toda boa Isabella Cullen, modéstia a parte, eu sou foda.

- Quer ajuda?

Sai de minha autoveneração e o observei retirar o roupão e entrar no Box, se colocando atrás de mim e levando as mãos ao meu cabelo e massageando-o.

- Hummm, isso é bom.

Ele sorriu baixinho e beijou meu ombro.

- Coloque uma roupa confortável, quero levá-las pra cassar. Eu prometi a Nessie pra que ela não fizesse aquele biquinho de choro.

- Ah fico feliz...

- Com o que meu amor?

- Em saber que aquele biquinho não atinge só a mim, eu prometi que ela dormiria em nossa cama hoje.

Ele me virou e encarou meus olhos, um sorriso brincalhão estampava a face de anjo.

- Somos dois fantoches nas mãozinhas daquele bebê.

- E o pior é que ela sabe disso.

- Obrigado pelo melhor presente que alguém como eu poderia receber.

- Eu me recuso a escutar a parte do “alguém como você”, às vezes você não se vê como deveria, Edward.

Enlacei seu pescoço e busquei sua boca. Beijá-lo enquanto a água escorria por nossos corpos tinha um efeito arrebatador em nós, era como se o processo de ebulição fosse acelerado ao máximo.

- Ah Bella...

Mordiqueis e beijei seu pescoço.

- O que?

Fiz-me de inocente.

- Pare de me provocar, amor. Nossa família está chegando, por isso é melhor acabarmos isso aqui.

Contemplei Edward usar de todo seu autocontrole para me afastar.

- Se enxague, Jasper já está na garagem.

Era muito bom vê-lo duelar consigo mesmo, sua razão me afastava, mas a luxuria e o desejo me chamavam de volta.

- Mamãe?...

Os gritinhos de Nessie e os sons de seus passinhos subindo as escadas me fizeram sorrir, em segundos ela estaria entrando aqui.

- Aqui no quarto, princesa.

Respondi ao chamado, enquanto me enxaguava e Edward já saia do banheiro vestindo um lindo roupão negro.

- Não se demore senhora Cullen.

- Nem se eu fosse louca.

- Papai...

Penteei meus cabelos com os dedos, visualizando em minha mente nossa filha se jogando nos braços do pai.

- Oi Gatinha. Você se divertiu hoje?

- Me diverti papai, mas eu já estava com saudades e titia Lice não me trazia de volta. Briga com ela, papai?

Eu podia descrever a carinha de luxo, piedade e frustração que ela devia estar fazendo, eu tinha certeza que o famoso biquinho estava lá.

- O papai vai conversar com sua tia, eu prometo. Agora não faça essa carinha, não precisa chorar é só pedir que a mamãe ou eu resolva seu problema. Combinado?

- Combinado. Coloca-me no chão, papai. Eu quero ver a minha mamãe.

Então como uma flecha que vai ao encontro de seu alvo, minha Gracinha, entrou no banheiro e como um prêmio a mim concedido, sorriu.

- Oi Florzinha...

- Oi mamãe, Nessie “tá morrendo de saudades”.

- Hum isso é mesmo um problema, no entanto se você tirar essa roupinha e entrar aqui, nós poderemos resolver isso. Que tal?

- Ah mamãe sua linda.

Ela mais que depressa se livrou das peças que usava, abri o Box pra ela já abrindo os braços para aconchegá-la, o chão estava molhado e eu apesar de achar impossível, ainda tinha medo que ela escorregasse.

- Hum! “Que delícia a água tá quentinha.”

Beijei seu rostinho de porcelana e inspirei profundamente, a fragrância de Nessie era um dos meus vícios e alimentá-lo era crucial.

- Nós vamos sair mamãe, o papai prometeu...

- Vamos princesa, assim que acabarmos aqui.

- Posso “lavá seu cabelo, ele tá sujinho”.

- Claro que pode.

Reprimi uma risada e ao longe escutei o riso de Edward, eu e ele sabíamos que meu cabelo estava impecavelmente limpo.

A coloquei no chão peguei o xampu despejei um pouco em suas mãozinhas e me sentei no chão do banheiro, assim ficaria mais fácil pra ela.

- Que cabelos sujos são esses “dona mamãe” uma mocinha tão linda não pode cometer uma garfe dessas.

- Ah me desculpe “dona filhinha” a mamãe promete que isso não se repetirá.

Ela deslizava a mão ao longo de meu cabelo e dialogava comigo do mesmo modo que eu fazia com ela, quando precisava lavar os dela. Minha garotinha era uma figurinha.

- Com problemas aí filha? Precisa de ajuda?

- Não papai, obrigada. Já estou acabando.

Ela parecia gente grande falando.

- Você “tá” bonito papai.

Abri meus olhos a tempo de contemplar Edward escorado na pia observando- nos atentamente.

- E você está linda.

Ela sorriu para o pai enquanto se afastava de mim e enxaguava as mãozinhas na ducha. Aproveitei e ensaboei-a.

- Pronto, pode enxaguar mamãe.

A peguei de novo e deixei que água nos molhasse levando embora todo o resquícios do dia agitado que tivemos.

Minutos depois já estávamos no quarto.

- Leve Nessie pro quarto dela, por favor. Só vou me vestir e já me encontro com vocês.

- Tudo bem, meu amor. Vem comigo gatinha cheirosa.

Edward me beijou de leve e agarrou nossa filha fazendo cócegazinhas em sua barriga. Nessie se desdobrava de tanto rir.

Entrei no closet e comecei minha peregrinação eu bem que queria me enfiar num moletom velho e confortável, era o ideal para se caçar, mas ao mesmo tempo eu imaginava os gritos de Alice, isso não seria uma boa maneira de terminar o dia, ainda tinha o fato de Edward amar me ver vestindo algo mais?... Como poderia dizer? Requintado, é isso, requintado, eu não me importava nem um pouco, mas ver o sorriso de satisfação de meu marido era algo que qualquer sacrifício valeria.

Fui até os cabides de calça e retirei uma jeans escura, eu gostava especialmente dessa, ela se ajustava perfeitamente as minhas novas formas, ainda peguei uma segunda pele preta e uma camisa xadrez que puxava para dois tons de rosa e preto, peguei uma bota cano baixo e salto médio também preta e me arrastei para fora dali.

- Pronto Bella...

Conversei comigo mesma no espelho e sinceramente gostei do que vi o nó que dei na camisa a ajustou perfeitamente, o rabo de cavalo foi providencial, eu não queria voltar para casa com metade da floresta presa neles.

- Prontos?

Entrei no quarto de Nessie e sorri para a cena, Edward e ela travavam uma briga de olhares, ele estava com um vestido nas mãos e ela se mantinha de braços cruzados fazendo bico para a escolha dele.

- Mamãe diz pro meu papai que caçar de vestido não é legal?

Olhei para Edward e não resisti...

- É papai, caçar de vestido não é legal.

- Viu, eu disse...

Entrei no closet dela e revirei até achar algo que a agradaria.

- Que tal esse?

- Esse é legal...

Ela descruzou os braços e ficou de pé na cama já facilitando para que eu a vestisse.

- Ok. Eu me rendo vocês venceram. Vou descer e colocar a barraca na mochila. Não demorem.

- A mochila está no nosso quarto, já coloquei uma troca de roupa minha e sua, coloque aquela manta que está em cima da cama e essa roupa para a Nessie.

Entreguei-lhe uma roupa de nossa filha antes que ele saísse.

- Agora somos nós mocinha.

Peguei uma blusa de malha de manga comprida branca e passei por sua cabeça, estendi a calça de moletom cor de rosa e ela logo levantou o pezinho para que pudesse subi- lá por suas pernas, para finalizar deslizei a blusa de moletom por seus braços e fechei o zíper. Alice podia não gosta de moletons, mas que eles eram confortáveis e quentinhos, ah isso eles eram.

- Eu gosto de rosa...

- Eu sei, por isso escolhi esse.

- Titia Rose também sabe por isso ela me deu esse conjunto.

Suspirei e levantei seu rostinho que tinha se abaixado tristemente.

- Saudades?

Ela negou com a cabeça, mas seus olhos lacrimejantes a denunciaram.

- Não precisa esconder da mamãe, eu te entendo. Também estou com saudades. Mamãe te promete que daremos um jeito nisso, tá bom?

- É por isso que eu te amo? É por que você é a melhor mamãe do mundo?

- É meu amor, é por isso que você me ama. Agora pare de enrolação e vamos terminar com isso, antes que seu pai nos busque e nos coloque nas costas.

Ela se sentou na cama e eu a calcei com um par de botas cor de rosa que eu odiava, mas que ela e Alice amavam, e aproveitando a deixa lhe penteei os cabelos e fiz um rabo alto como o meu, os cabelos de minha criança eram lindos demais para se sujarem.

- Pronto! Agora vamos.

Peguei- a no colo e fui para a sala onde Edward já nos esperava.

- Fiu, fiu.... Estão bonitas demais pra quem vai caçar.

Jacob se aproximou estendendo os braços para Nessie. Ela foi para ele sem nem pensar duas vezes.

- Nós somos bonitas Jake, você que esqueceu.

- É mesmo, sua bonequinha sapeca...

Ele a levantou acima de sua cabeça e começou a sacudi-la como se ela fosse uma bonequinha de pano.

- Odiei o look, Bella...

- Só lamento, Alice.

- É assim que me trata depois de tudo? Deixa Isabella Cullen, o que é seu tá guardado...

Atravessei a sala e abri os braços para minha amiga, de primeira ela fez biquinho e negou meu gesto de carinho, Alice era o drama em pessoa.

- Sabe que eu te amo, não sabe?

Virei à cabeça de lado e lhe lancei meu melhor olhar de persuasão.

- Sei sua chata... Agora vão logo, tem dois ursos pardos “dando sopa,” perto do acampamento que vocês ficarão e não quero que os percam. Abasteci a bagagem de vocês com dois cobertores térmicos, vai esfriar à noite.

- Você é a melhor Alice.

- Eu sei, agora vão, eu e Jas... Temos umas coisinhas pra fazer.

Ele deu uma piscadinha para Edward e eu fingi que não vi, seja lá o que eles estivessem aprontando eu queria me surpreender.

- Tchau Jas, cuide bem de minha irmã.

- Vá tranquila Bella, cuidarei bem até demais dessa Fadinha.

Abracei meu irmão e me dirigi para fora, Edward, Jake e Nessie já estavam me esperando.

- Vamos, Gatinha?

Putz Bella! Você estava mesmo encrencada.

Estendi os braços pra minha filha e ela estendeu os dela de volta para mim, até aí tudo bem, a parte ruim foi ver as mãos de Jacob se fechar em volta da cintura fina e delicada dela, meu coração já parado, deu um solavanco, Edward notando algo veio para o meu lado.

- Vamos filha?

Nessie involuntariamente se virou para meu amigo.

- Nós voltamos logo, Jake.

Jacob fez que sim com a cabeça e ainda a segurando fortemente veio ao meu encontro.

- Se cuidem.

Peguei Nessie, ele aproximou o rosto e beijou minha filha, prendi a respiração e Edward olhou para o outro lado, Jacob se aproximou de mim e beijou minha testa.

- Vão com Deus e voltem logo.

- Nós voltaremos, por que não aproveita nossa ausência e sai pra espairecer um pouco, Port Angeles é linda á noite.

- Não seja absurda Bells. Agora deixe de enrolação e vão logo.

Sem terminar nosso diálogo dei alguns passos à frente, eu entendia essa relutância de meu amigo, afinal ele não tinha o que procurar, ele já tinha encontrado...

- Me dê Nessie, amor. Vou colocá-la no banco de trás.

- Nós vamos de carro?

Indaguei meu marido enquanto ele já afivelava nossa criança em sua cadeirinha.

- Só metade do caminho. Alice identificou alvos de caça no norte e eu não quero que vocês corram essa distância toda.

- Edward... Você sabe que isso não é problema.

Ele fechou a porta detrás do nosso carro e me levou para a porta frontal do passageiro já abrindo- a para mim.

- Eu sei Bella, mas não consigo evitar. E além do mais se esfriar muito Nessie pode se sentir desconfortável e o carro será um abrigo quentinho para ela até chegarmos em casa.

- Ok, você me convenceu.

Entrei no carro e ele fechou a porta dando a volta logo em seguida e se colocando a postos de frente ao volante. Quando o carro deslizou para fora de nossa propriedade, um som abafado do banco detrás me fez sair da minha inércia que Edward me colocava.

- Jake...

Nessie tinha virado o corpinho para trás, sua mãozinha estava estendida na direção de meu amigo e seus olhinhos estavam inundados a ponto de derramar lágrimas tão preciosas.

- Edward...

Não foi preciso dizer mais nada, meu marido pisou no freio imediatamente. Posso me gabar dizendo que Edward faria tudo por mim, mas não era egoísta a esse ponto, minha filha causava o mesmo efeito em meu marido.

- Venha logo Jacob.

Um segundo e meio depois, meu amigo entrava no banco detrás se posicionando ao lado de meu bebê.

- Obrigada por isso.

- Não me agradeça, faça isso a Bella e a Nessie.

Edward se esforçava isso eu não podia negar.

- Mamãe?

- Oi, meu amor?

Olhei para trás e me perdi nos olhos de minha criança. Aquele olhar conseguiria tudo de mim. Edward diz que não, mas tenho certeza que meus olhos não eram tão bonitos como os dela.

- Eu te amo. Obrigada.

Estendi minha mão e toquei seus dedinhos quentes.

- Eu também te amo, gatinha. Agora desfaça essa carinha, Jake já está aqui e vai com a gente, por que a senhorita não aproveita e dorme um pouquinho, eu sei que não cochilou de tarde, tem que estar descansada pra pegar uma caça bem maior que a do Jacob.

Ela abriu o sorriso mais lindo do mundo e assentiu tombando a cabeça para lado, descansando-a no ombro de meu amigo.

Edward observou a cena pelo retrovisor interno e franziu a testa, era demais para a consciência de pai dele.

- Canta pra mim, papai.

E como se minha filha entendesse os sentimentos dele, ela deu o tiro de misericórdia, ela com esse gesto inocente fez brotar um sorriso no rosto dele, e mandou suas inseguranças medos e receios para debaixo do tapete.

Edward apertou um pouco mais o acelerador, tirou uma mão do volante, entrelaçou seus dedos aos meus e devagar com sua voz de sinos de vento cantarolou para ela sua tão conhecida canção de ninar.

......

- Chegamos.

Paramos de correr, quando a voz de comando de Edward soou. Estávamos em uma clareira pequena, a vegetação estava baixa e seca, um lugar perfeito para montar um acampamento.

- Parece ser seguro.

Jacob concordou com ele. Mas como sou mãe e só confio nos meus instintos, inspirei profundamente tentando a todo custo identificar algo de provasse o contrário. Não encontrei.

- Algo te aflige Bella?

- Não querido, só precaução.

Ele beijou minha testa, atencioso e compreensivo como sempre.

- Vem, vamos montar nosso acampamento.

Menos de cinco minutos depois tínhamos uma barraca de camping montada soldada na terra, uma fogueira flamejante aquecia o lugar. E uma garotinha inquieta e beirando a irritada deslizando por ali.

- Podemos is agora? Estou com sede.

Olhei pra ela, eu também estava, mas ignorei, eu sempre fazia isso.

- Você não é a única mocinha. Vamos logo.

- Posso ir com o Jake, papai?

Edward fez que sim com a cabeça e encarou Jacob, palavras não eram necessárias, Jake sabia de cor a lista de recomendação de meu marido.

- Vamos Jake, já posso sentir o cheiro do urso. Titio Emmett vai adorar saber que peguei um bem grande.

Ela já se distanciava, pulando satisfeita e contando vantagens de como pegaria o urso antes dele.

- Jacob, cuide dela. Ursos são imprevisíveis.

- Relaxa Bells, o bichinho não terá a mínima chance. Vamos lá Monstrinha, vou pegar o maior se ficar de manha.

Eles já se afastavam quando Edward deu a ordem.

- Um Jacob, apenas um urso.

- Ok Sanguessuga, já entendi...

Não entendi, será que o outro já tinha fugido, inspirei de novo. Não, ele ainda estava por ali, dois ursos um mais a esquerda na mesma direção que eles foram e outro mais à direita, um pouco mais afastado é verdade, mais ainda estava ali.

- Porque só um? Não entendi Edward. O outro está logo ali, vai dar tempo deles pegarem os dois.

Ele me estendeu a mão já nos conduzindo na direção do carnívoro.

- O outro é seu Bella, vá pegá-lo.

Estaquei no lugar.

- Não! Edward... Jake pode pegá-lo Nessie está com sede, eu me satisfaço com outra coisa, não tem problema, eu...

- Ei se acalme, senhora Cullen. Respire...

Ele sorriu torto me fazendo parar de surtar, me deslumbrando, exatamente como fazia quando eu era humana.

- Sua filha não está com tanta sede assim, ela nem vai dar conta de um, Jacob vai ter que ajudá-la, ela está muito mais interessada na diversão no que na refeição. Agora vamos, deixe de fazer corpo mole, está com medo? Eu posso pegá-lo pra você se não tiver coragem.

Eu travei de novo.

- Pegue-o amor, você também está com sede, seus olhos estão escuros e...

Ele selou meus lábios com o dedo indicador, abaixou a cabeça e beijou meu pescoço bem na garganta.

- Suas necessidades em primeiro lugar, minha vida. Eu posso ser feliz com alguns herbívoros e pare de tentar me enganar, como diz nossa irmã: você é uma péssima mentirosa, eu sei que sua sede está insuportável e eu odeio te ver sofrendo Bella. Agora feche os olhos e sinta...

Ele fez uma trilha de beijos por meu pescoço, braço, ombro, nuca, orelha, até se postar a minhas costas me encaixando perfeitamente em seu peito.

- Feche os olhos meu amor, inspire, sinta...

Ele sussurrava em meu ouvido e mordia a ponta de minha orelha sensualmente.

- O sangue dele pulsa Bella, ouça as batidas aceleradas do coração dele, ele sabe que estamos aqui, sinta amor... O cheiro... O gosto está na sua boca... Na sua garganta... Aflore os instintos Bella, esqueça seu autocontrole, corra... Pegue- o...

O venta zunia, eu corria como uma leoa pela floresta, eu sentia Edward atrás de mim, mas minha sede era maior, eu precisava aplaca-la, depois lidaria com os métodos de persuasão de meu marido.

E foi então que eu o vi: grande, negro, gordo, furioso, dava patada no vento como se quisesse afastar qualquer perigo eminente, Emmett se deliciaria aqui.

- Pegue-o Princesa, ele é seu.

Minha boca salivou e o cheiro se tornou a fragrância mais apelativa desse mundo. Um rosnado ameaçador brotou de mim chamando sua atenção, ele com as passadas pesadas se dirigiu a mim ameaçadoramente, abri a boca, o veneno inundava tanto que achei que poderia escorrer pelos meus lábios.

- Nada de brincadeirinhas “Zé Colmeia”, odeio brincar com a refeição...

Divaguei comigo mesmo, a risada de Edward não passou despercebida, mas eu precisava de minha concentração agora.

Antes que ele descesse a pata pesada sobre mim, dei um pulo e me segurei em galho acima de nós, o animal rugiu desnorteado com meu sumiço repentino e então dei o golpe de misericórdia, saltei caindo sobre suas costas e sem esperar pela sua reação, entortei levemente sua cabeça para o lado e cravei meus dentes em seu pescoço.

Era o êxtase, o líquido quente e viscoso deslizava para dentro de mim, eu tinha plena consciência que o bicho se debatia, no entanto a sensação de prazer era tanta, que eu não ousava fazer qualquer movimento que fosse.

Plenitude, saciedade, delírio, apenas uma sensação era melhor que aquela... Baixei meu escudo, Edward precisava ver aquilo.

Pensei na nossa tarde quente, na quantidade de coisas que ele despertava em mim e na felicidade indescritível que era me entregar a ele, na emoção de pertencer a ele e de me sentir completa com ele me preenchendo e me inundando com seus sulcos.

Esse era o êxtase total...

Pov. Edward

Digam o que quiserem que sou um louco, possessivo, apaixonado, pau- mandado e etc. e tal..., mas nada nessa vida tinha mais valor do que fazer minha garota e minha garotinha felizes, isso sim era a receita da felicidade.

Não sou o bom samaritano, longe de mim, é claro que sentir o cheiro do sangue do urso quis despertar a fera que descansa em meu peito, mas Nessie e Bella sempre seriam prioridades, minha filhotinha era mimada mesmo, ela nem estava com tanta sede. Mas e daí? Ela pode fazer o que quiser, eu compraria o mundo se ela me pedisse com aqueles olhinhos de chocolate derretido.

Agora Bella não, minha amada era a pessoas mais perfeita que eu já tinha conhecido e vê- La me recompensar pelo meu presente, era a melhor sensação do mundo, dinheiro nenhum e sede nenhuma pagariam.

Bella era minha perdição.

O escudo baixado, as memórias me inundando, o cheiro do sangue... Hhuummm.... Era a perdição se personificando.

O urso estava se acabando, completamente drenado, e eu sabia ela ainda estava com sede...

Aproximei quando ela deu um suspiro e se levantou eu sabia exatamente o que ela faria agora.

- Não! Nem ouse...

Parei-a antes que ela limpasse os lábios em um lenço retirado do bolso.

Um filete de sangue deslizou da boca vermelha e se alojou no queixo.

- Você fica linda e extremamente sexy quando se transforma nessa predadora fatal. Eu não resisto Bella.

Com uma passo a trouxe para meu peito e sem esperar sua reação, com a língua limpei os requícios de sangue.

- Huummm, isso é bom, quero mais.

Levantei sua cabeça e juntei sua boca a minha. A dança mais delicada e saborosa de minha vida, o gosto do sangue aromatizava a boca quente.

Bella me apertava de encontro a ela, estar parcialmente saciada era o cume para que seu desejo por sexo aflorasse, eu podia sentir de longe o cheiro de sua excitação.

- Baby... Quero você agora...

Eu também queria e como queria, eu me sentia quente, nem minha sede me pararia nesse momento.

É o cheiro deles Jake, eu te falei que era por aqui, e você teimando que era pro outro lado, seu faro deve estar com defeito, ligarei para o vovô mais tarde e pediremos a ele um remedinho pra você.”

“Desculpa aí Sanguessuga, dá pra perceber de longe que vocês não queriam ser incomodados agora, mas quem convence essa Pestinha quando ela diz que quer o colo da mamãe?”

- Pode vir Jacob, estamos aqui.

Afastei-me da boca de Bella, mas a mantive abraçada a mim, eu precisava me acalmar e só ela conseguia isso.

- Jacob? O que foi, aconteceu alguma coisa com Nessie?

- Não aconteceu nada volte pra cá...

A puxei de volta, pois ela já estava se preparando para atacar um possível inimigo.

- Olhe a hora? Sua filha se cansou enfezando o urso e já quer seu colo pra dormir, é manha mesmo.

- Mamãe...

Nessie choramingou já se revelando pra nós, sua roupinha estava completamente suja e seus olhos estavam quase se fechando de tanto sono.

- Oh bebê! Vem aqui...

Naquela noite depois que Nessie dormiu a deixamos sob os cuidados de Jacob e voltamos a caçar, Bella drenou mais um cervo, enquanto eu corri um pouco mais para oeste e encontrei um guepardo.

Voltamos para a barraca já estava quase amanhecendo e como não tinha mais como adiar, toquei no assunto intocável.

- Amor, eu...

Minha voz travou e minhas palavras sumiram.

- O que foi Edward? Conheço-te, sei que tem uma coisa pra me falar e está relutando.

Não era medo dela. Deus! Claro que não era medo, era receio, se Bella me demonstrasse um pouquinho de dúvida, os planos de meus irmãos iriam por água abaixo sem nem pensar duas vezes.

- Amor, Emmett está querendo viajar sabe, aquelas viagens idiotas de garotos e...

- E ele quer que você vá, é isso?

-É.

Baixei os olhos.

- Edward, olhe para mim.

Ela se aproximou e me beijou de leve.

- É claro que eles querem você, são seus irmãos, amor e sentem a sua falta. Não precisa se preocupar nós ficaremos bem, pode marcar com eles, afinal Emmett, Jasper precisam de um pouco de aventura.

Sorri pra ela, a pior parte viria agora.

- Você ficaria muito chateada se eu te pedisse para ficarem esses dias em nosso chalé em Forks. Jacob também quer ir e eu ficaria mais tranquilo sabendo que vocês estarão todas juntas e sob cuidado dos lobos.

Ela suspirou.

- Tudo bem Edward, Nessie está morrendo de saudades de Esme e Rose, sem contar que preciso amansar Charlie também. Acho que posso resistir a 3 ou 4 dias sem você.

Dessa vez eu suspirei e deva ter feito uma careta, pois ela notou na hora minha mudança.

- Não serão 3 ou 4 dias, não é?

Neguei com a cabeça e evitei seus olhos.

- Uma semana, Jasper quer correr mais para fronteira do Canadá, mas amor se você acha que isso está fora das suas possibilidades nos podemos adiar e...

Ela me calou com um selinho.

- Nada de adiamentos senhor Cullen, vocês precisam espairecer e nós ficaremos bem, só me prometa que não fará uma visitinha a Tânia e suas irmãs.

- Pode deixar madame, nada de visitinhas a ninguém.

- Então estamos combinados, essa semana seremos só Alice, Nessie, Esme, Rose e eu, vai ser até bom, estou mesmo precisando estreitar laços com Rósalie.

Franzi a testa.

- Não sei isso me agrada, Bella. Rósalie é instável, seu humor muda igual a seu gosto por sapatos, acho que ficaria mais tranquilo se você evitasse esse contato direto com ela, eu não estarei lá e não quero que ela te ofenda, nem te magoe. E você a conhece meu amor, sabe muito bem do que aquela língua ferina é capaz.

- Não surte Edward. Essa situação não pode continuar assim, eu e Rose temos que chegar num consenso, devo isso a ela e além do mais, não posso privar Nessie disso, nossa filha ama nossos irmãos e sente falta deles. Não se preocupe comigo, eu sei me defender.

- Ok, como sempre você venceu, faça o que você achar que é certo, eu assino embaixo. Agora vamos levantar e voltar pra casa ou Alice daqui a pouco nos busca.

Pov. Bella

Chegamos em casa ainda era cedo, Alice não estava o que me fez estranhar logo de cara, ela nunca saia sem falar pra onde ia, mas tudo bem deixei passar. Enquanto subi para guardar as malas e tomar um banho, Edward foi para a cozinha preparar um café da manhã para nossa filha e Jacob, até aí tudo bem, alguma coisa errada, mas dentro da nossa rotina.

Minha concepção começou a mudar quando encontrei em cima de minha cama um pacote cinza com um bilhete de Alice.

Bella Cullen

Precisei sair, Jasper está precisando de umas roupas novas e eu amei essa coleção desse catálogo que acabou de chegar, deixei um pra você, se quiser que eu compre alguma coisa pro meu irmão é só se decidir.

Voltamos mais tarde, não se preocupem.

Ah não babe no modelo, meu irmão é ciumento.

Beijos.

Alice Cullen.

Tá, se eu não conhecesse Alice Cullen diria que aquele seria um dia comum em nossas vidas, mas o problema é que, eu conheço Alice Cullen.

- AI MEU DEUS!

Suspirei e gemi, ao abrir o pacote e encontrar fotos de meu marido, lindo, cheiroso, gostoso e todo gute, gute.... Todas bem trabalhas e bem tiradas, com ele fazendo caras e bocas em poses e figurinos cada um mais composto que os outros.

Era a perdição, tinha ele em cima da moto, que agora era de Jasper, de braços cruzados e camiseta regata, de terno dentro do nosso novo carro, de sunga na nossa piscina, de roupão na sacada, de avental na cozinha... E mais umas tantas assim, em todas elas o enunciado da página narrava algo que já fizemos, por exemplo: na foto da cozinha com ele de avental o enunciado era: Edward Cullen veste uma calça Diesel, uma camisa Coca Cola um tênis Nike e pra completar o look um avental de cheff, para demonstrar seus dotes culinários única e exclusivamente para sua esposa Isabella Cullen e sua filha Reneesme Cullen.

Nessa hora, eu já não respirava ele era o mais belo modelo fotográfico que eu já tinha visto, o catálogo era o meu melhor presente, cada página era uma declaração de amor.

Eu precisava vê-lo, e foi então não última página que tudo fez sentido, uma foto de Edward impecável em um Armani feito na medida, com nosso piano como adorno me convidava para encontrá- ló em nossa sala de música.

Mais que depressa corri para o banheiro tomei um banho, saí lá secando o cabelo e procurando algo pra vestir, como Alice é sempre Alice encontrei de cara um cabide com um vestido separado dos outros e um sapato combinando, um bilhetinho junto dizia: vista esse. E quem sou eu pra discutir, ainda mais nessas condições.

Deslizeis a peça marrom por meu corpo e calcei os saltos mortais beges, dei uma secada no cabelo e em segundos já estava pronta, a ansiedade me consumia.

Desci as escadas correndo e parei de supetão na porta, respirei profundamente, embora não precisasse e entrei.

- Ai Deus...

Eu estava preparada pra tudo, menos pra isso, Edward estava parado no meio da sala, com uma mão no piano, enquanto Jasper o fotografava e falava frases de incentivo.

- Isso, muito bom, agora pra direita, coloque a mão no cabelo, levante o pé...

Meu cunhado disparava flashes pra todo lado e meu marido até então tímido sorria como se fizesse parte daquele cenário.

- Isso Edward, está perfeito, agora tire o paletó.

Arfei por antecipação. Meu marido deslizou a peça negra por seus braços e revelou a camisa branca e a gravata borboleta. Quase tive uma síncope. Ele desviou os olhos de Jasper e me encarou...

- Agora faça como combinamos...

Jasper deu a ordem e meu marido ousou mais ainda. Edward deslizou a mão pelo peito e cruzou os braços, a expressão se fechou e ele estreitou os olhos, nunca deixando de me encarar. Minhas pernas estavam bambas e eu respirava alto, como se precisasse daquilo.

- Muito bem Edward, continue.

Meu marido abriu ligeiramente as pernas e levou as mãos ao cabelo revoltando-os ainda mais. Minha excitação aflorou na hora e o cheiro inundou a sala. Tenho certeza que Edward sentiu, pois seus olhos escureceram e ele meio que rosnou para mim.

- Ok, agora já deu, isso é constrangedor e tentadoramente sexy. Preciso de Alice...

Meu cunhado atirou a câmera ao chão e saiu em direção a enorme janela, pulando-a e sumindo floresta adentro.

- Agora somos só nós senhora Cullen...

Uma ideia me iluminou. Será que eu e ele teríamos coragem para tanto?

- Fazendo corpo mole, senhor Cullen? Seu trabalho ainda não acabou.

Ousando mais do que Barack Obama quando candidatou, me abaixei com pernas abertas para que ele vislumbrasse minha minúscula calcinha molhada, e peguei a câmera.

- Vamos continuar a seção?

Ele estreitou os olhos...

- Será minha fotógrafa? Amei a troca.

- Exclusiva senhor Cullen.

Era um diálogo simples, mas a luxúria era tanta que eu podia sentir as carícias que suas palavras faziam em minha libido.

Deus! Como eu o amava.

- Assim está bom, Isabella?

Ele inclinou a cabeça para trás e sorriu safado. Disparei os primeiros flashes.

- Poderia ficar melhor se você tirasse a camisa.

O surpreendi e ele como meu Edward me atendeu sem nem pensar duas vezes.

- Calor hoje...

Abanei-me e continuei a tirar as fotos, ele a todo instante mudava de posição e fazia caras e bocas cada vez mais atraentes e cheias de duplos sentidos e promessas mudas.

- Estou em desvantagem, Bella. Acho que essas fotos ficariam melhores se minha fotógrafa tirasse o vestido e me desse algo para me inspirar.

Não me fiz de rogada, já que estava na chuva iria me molhar. Passei a peça pela cabeça e logo estava só de lingerie, saltos mortais e uma máquina fotográfica em mãos.

- Bem melhor assim.

Senti meu sexo latejar quando ele me olhou de cima abaixo, lambeu os lábios e tocou seu membro já bem desperto por cima da calça.

- Que quer que eu faça agora, madame?

Vasculhei minha em busca de minhas melhores fantasias.

- Vá até o piano e se se encoste a ele.

- Seu pedido é uma ordem.

Ele deu dois passos até o majestoso instrumento e se postou a sua frente.

- Isso agora coloque as duas mãos nele e fique de costas.

Rosnei quando o vi fazer o que eu mandava. Edward flexionou os músculos das costas propositalmente. Sua bunda bem a mostra só encoberta pelo fino tecido da calça social.

- Agora se curve e olhe para mim.

Ele o fez...

- Vire-se a coloque a mão direita na base, à outra no cabelo.

Respirei profundamente, essa brincadeirinha estava perto de acabar.

- Agora cruze os braços e dobre a perna...

Ele não me obedeceu.

- Não posso Isabella, minha inspiração acabou, acho que se você tirar o sutiã talvez eu consiga continuar.

- Claro que eu tiro, assim que sua calça jazer aqui junto com meu vestido.

Ele não respondeu, mas nem precisava logo suas mãos estavam desabotoando a camisa que foi arremessada sem dó para perto de mim.

- Sua vez, meu amor.

Era nessa hora que os joguinhos acabavam, quando o “meu amor” vinha à tona, era um sinal claro de que os sentimentos e desejos estavam na borda.

Levei minha mão para trás e destravei a peça deslizando-a pelos meus braços e jogando-a ao chão.

- Ahh...

Edward suspirou e veio a meu encontro, deixei a máquina cair e abri os braços para recebê-lo.

- Linda, perfeita, como eu amo você Bella.

Minha boca foi tomada, meu corpo foi içado e consequentemente minhas pernas o rodearam.

- Vem amor...

Ele me carregou para perto do piano e me colocou em cima dele, de pernas abertas enquanto se postava no meio delas.

- Tem noção do quanto está tentadora, estou sedento de você, minha Bella, preciso me saciar agora.

Como de costume as mãos foram para minha calcinha rasgando-a em pedaços, Edward ainda me excitou mais alguns segundos com os dedos em minhas dobras, mas logo sua mão foi substituída pela boca e língua vorazes dele. Como eu estava acima do piano minha altura superava a dele, seus cabelos tocavam meus seios expostos e eu me remexia ainda mais, a vontade de me liberar era ardente.

- Hummm, delicia Bella. Delicia. Vem pra mim, estou faminto bebê...

Peguei seus cabelos com força e empurrei sua cabeça de encontro a mim mais ainda. Comecei a me remexer e Edward segurou minhas pernas.

- Devagar princesa. Deixe o trabalho pesado comigo, não queremos destruir o piano...

Mesmo que eu quisesse me mexer seria impossível, Edward me mantinha firme, e sua boca fazia um estrago em mim.

- Assim amor, assim... Estou perto, muito perto.

Ele aumentou o ritmo.

- Me dê o que é meu, vem pra mim Bela, agora...

Arfando como uma louca, inclinei a cabeça pra trás, soltei um rosnado de contemplação e gozei como uma desvairada.

- Venho cá, eu preciso de mais.

Meu corpo foi arrancado de cima do piano e prensado na parede da sala.

- Desculpe Bebê, mas eu não serei delicado.

- Não seja Edward, não seja.

A boca quente tomou a minha, ainda pude sentir meu gosto nela e aquilo era excitante.

- Se abra pra mim amor...

Forcei para baixo quando senti que ele já estava nu e tentava me possuir.

- Ah Bella...

Desci com vontade, a necessidade dele era a minha.

- Vamos amor eu preciso.... Ahhh...

As estocadas de meu marido eram intensas, os sons de nossos corpos se chocando era muito, mas, muito gostoso de ouvir, pelo menos por nós.

- Vem Bella, vem.... Eu não posso esperar princesa.

Eu sabia que ele estava perto, pois eu também estava.

- Mais forte, Edward...

Tremores, preenchimento, plenitude, saciedade... Todas as sensações produzidas por uma única ação, o orgasmo compartilhado. Era o nirvana... Com certeza...

Pov. Edward

- Bella?

Chamei, depois de uns minutos em silêncio. Minha cabeça ainda escondida em seu pescoço, enquanto as mãozinhas dela acariciavam meu cabelo.

- Tá viva Bebê?

- Hum hum...

Sorri pra sua resposta negativa.

- Ah que pena, eu queria tanto repetir a dose lá no nosso quarto, mas se você morreu de prazer, como farei agora? Terei que sair em busca de outra parceira?

Plaft...

A mão dela estalou em minhas costas, eu sabia que estava pisando em terreno perigoso.

- Se eu um dia eu não estiver mais junto a você, senhor Cullen...

Tremi com esse pensamento.

- Se contente com suas mãos, ou eu voltarei do além e puxarei seu pé...

Sorri para a brincadeira dela, mas não me contive em responder.

- Isso não será possível meu amor, pois quando esse dia chegar nós estaremos juntos...

Calei sua resposta com um beijo, eu não queria ficar ouvindo isso, eu queria mesmo era arrastá-la para o quarto, mergulhá-la em nossa banheira e amá-la de todas as formas possíveis descritas em todos os manuais de perversão.

- Vamos subir amor? Eu ainda quero você, só que agora lento amoroso e luxuriante em nossa cama e em nosso banheiro.

É, parece que ela tinha as mesmas ideias que eu...

Notas finais
Em Julho estarei de férias e prometo um capítulo por semana...
Beijos.
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