Tudo por Bella Cullen
9 Capítulo 9- O gerente de banco
Notas iniciais
Estou respondendo a todos os comentários, devagar e sempre.
Beijocas a até semana que vem.
Caindo de sono: 00:46
Comentem eu mereço...kkkk...
Pov. Bella Cullen
- Espere aqui, vou até a garagem pegar o carro.
- Por quê?
Edward estava estranho. Desde ontem quando chegamos do acampamento e passamos na casa de meus sogros que eu notei que algo o incomodava e agora quando na teoria passaríamos lá para pegar o carro para poder ir até Port Angeles, ele me vinha com uma desculpa me fazendo esperar e não ir até lá.
- Por nada, amor. É só que já estamos atrasados e sua ida ao banco está marcada para as 16hs e eu sei que se você passar lá não vão te deixar sair rápido, então será mais atraso.
- Eu vou fingir que acredito, mas depois você vai ter que me explicar essa história direito.
- Eu não duvido disso, senhora Cullen.
Respirei fundo e recebi de bom grado o celinho que ele me deu.
- Jake...
Virei pra trás e dei de cara com meu irmão de coração.
- E aí garoto? O que faz aqui há essa hora? Não estuda mais não, é?
- Não surta Bells já é quase duas horas... Oi bonequinha...
Minha filha estendeu os braços pra ele.
- Oi Jake. Você vai com a gente, né?
- Claro que eu vou, ou você acha que te deixaria ir a um lugar tão perigoso só com seus papais sem juízo.
- Controle-se Jake. Edward não está nos seus melhores dias e ele não ficará feliz, se começar com as piadinhas e eu muito menos, não quero meu marido mais chateado do que ele está.
Ele pegou Nessie e me encarou preocupado.
- O que incomoda o Sangue... Ops desculpa aí, Bella. O que incomoda seu marido.
Ignorei a escorregão dele.
- Bem que eu queria saber, mas ele se recusou a me contar.
- Será que é algo grave?
Ele apertou minha filha em seus braços. Sorri internamente, mesmo que às vezes eu me irritasse com a possessão e obsessão dele por ela, saber que ela estaria sempre protegida e amada era a gloria.
- Eu não sei Jake. Mas que tem algo errado isso tem.
Deixei minha mente vagar por todos os percalços e tribulações que nos assolarem desde que nos conhecemos, eram tantas coisas que nem eu sabia como fui capaz de enfrentar tudo.
- Ai Bells, não se preocupe, vai.
Deixei-me ser puxada por ele e o abraço reconfortante e carinhoso de meu amigo me atingiram em cheio. Nem eu imaginava que precisa tanto disso.
- Ai Cachorro, se eu fosse você largaria minha irmãzinha agora, se meu irmão pega vocês nesse sentimentalismo todo, não vai haver impritinng que o salve.
- Que coisa Fadinha! Um dia você ainda nos mata de susto, sabia?
- Ah tá Bella! O que eu posso fazer se vocês estavam tão concentrados aí nessas trocas de carinhos que nem me viram? E olha que tive que fazer o Jasper distrair o Ed para poder interromper, antes que meu irmão visse isso.
Ela desdenhou nossa proximidade com a mão.
- Tá Alice, sem surtos tá.
- Tá bom maninha, agora vamos logo. E só pra você saber: Você está fedendo.
Me fingi de surda e caminhei a sua frente. O cheiro de Jake também não me agradava, mas agradava a minha filha e sinceramente, era isso que importava.
- Você está aprendendo Bella. Não que já esteja cem por cento, não, claro que não. Sei que ainda teremos uma caminhada longa pela frente, mas você já está começando a entrar no estilo de vida da família Cullen.
Girei os calcanhares e só compreendi o que ela falava quando encontrei seu olhar especulativo e avaliador, por mim.
- A calça caiu muito bem em você, a blusa podia ter uma corsinha, mas já está bom. Agora, esses sapatos? Por Deus! Que arraso. Eu sou a melhor mesmo, não tem jeito.
Olhei para baixo e me avaliei. A calça era preta e muito justa, confesso que tive de dar dois pulinhos para que ela subisse, apesar de que na cintura ficou ótima. A blusa, nada espetacular, uma camisa de manga curta que ia até perto dos joelhos, dei uma encurtada nela com um cinto largo, e pronto. Os sapatos eram o exagero em pessoa, um modelo exclusivo da coleção futura de um estilista brasileiro famoso, Fernando Pires, se não me engano, e feito sob medida.
Um exagero, mas confesso que ele era perfeito, preto envernizado, com um salto agulha de mais ou menos 15cm de altura, em outras épocas eu o consideraria uma arma mortal, ou eu quebraria seu salto, ou ele me quebraria uma perna. Hoje em dia as coisas mudaram, meu equilíbrio melhorou cem por cento, e eu posso apreciá-los agora.
- Ai Alice, eu mereço você...
- Merece mesmo, agora ande vamos logo porque nossos maridinhos estão vindo.
- Você e Jasper também vão?
- Claro né maninha, vocês chegaram lá cedo, então com certeza dará tempo de fazermos umas comprinhas básicas.
- Esse era meu medo Alice. Esse era meu medo.
Demos mais uns cinco passos até estarmos a beira de onde os carros parariam.
- Alice?
- Hum?
- O que está acontecendo? Edward está estranho, me pediu pra esperar aqui. Você sabe se eu fiz algo errado?
- Ah Bells, pare com isso você está surtando de novo.
- Quieto Jake. Fale Alice.
Ele focou os olhos em algum ponto invisível, supus que estava tentando visualizar alguma coisa, mas seu suspiro frustrado me certificou que ela não conseguiu.
- Ai odeio essa sua auto preservação Jacob.
- Alice...
- Tá, tá Bella, eu já ouvi, mas fique tranqüila, nada está acontecendo e nem vai acontecer... Eu espero.
Ela disse a última parte sussurrando com ela mesma, quando eu já ia especulá-la...
- Aí vêm eles, vamos logo.
Virei para a casa e me surpreendi com o que vi.
- Uau, vamos no carrão é?
Edward deslizava para fora da garagem com o meu carro. Tá confesso que eu nem era tão chegada assim em carros, mas pelo amor de qualquer coisa, o que era aquele homem dirigindo aquele carro?
De repente deu uma vontade de tirá-lo de lá força, jogá-lo no capô e subir em cima dele e fazê-lo delirar o resto de sua vida... Ah eu ainda vou fazer isso...
- Ahhh Bella, tenha misericórdia de mim, controle suas decisões.
- Ihh baixinha, se ferrou.
Putz! Esqueci das habilidades de minha cunhada, era melhor voltar ao foco.
- Cale a boca, Jake. Ou você fica. Desculpe Alice.
- Madames?
Era tentação demais. Edward glorioso numa Ferrari vermelha e Jasper uma graça num Porsche amarelo.
- Boa tarde, tio.
- Oi anjinho. Dormiu bem?
- Dormi. Você vai com a gente?
Jasper pegou Nessie de Jacob, que se encolheu todo pra não encostar-se a meu cunhado, sua confiança em nossa espécie se limitava a mim, Edward e Carlisle.
- Claro que vamos querida. Ou você acha que eu deixaria sua mãe fazer umas comprinhas sem mim?
- Ai Alice! E quem te falou que nós vamos fazer compras? Eu vou ao banco você esqueceu?
- Não amor, ela não esqueceu, mas é irritante e sem noção demais e nunca deixaria uma ida a outra cidade ser uma coisa normal.
- Não mesmo, agora vamos logo, senão não vai dar tempo de repor os nossos estoques. Edward e Jacob vão no meu carro com o Jasper. Eu, Bella e Nessie, vamos aqui.
Abri a boca para discordar, mas já era tarde Alice já tinha se dirigido a porta do passageiro, no meu carro. Edward se mantinha de pé ao lado da porta do motorista, acho que até ele foi pego de surpresa pelo furacão, Alice.
- Quem pode com Alice?
- Eu te digo senhor Cullen: ninguém. Agora vamos logo com isso.
Peguei minha filha, fui até minha cunhadinha querida e lhe entreguei Nessie.
- Vem com a titia, bonequinha. Vamos ensinar pra sua mamãe como se dirigi.
- Não exagere Alice.
Jasper resmungou para a mulher, antes de beijá-la se despedindo. Jacob, com uma cara de poucos amigos se despediu secamente e acompanhou-o.
- Dirija com cuidado Bells.
- Dá um tempo tá, Jake.
Andei a passos lentos ao encontro de meu marido, um sorriso pequeno brincava em seu rosto e sua mão se mantinha aberta entregando-me a chave.
- Desfaça esse biquinho e essa carinha vai. Rapidinho nós estaremos lá, então não haverá Duende verde que me separe de você.
- Eu ouvi isso...
- Então Bella...
As rusguinhas deles me divertiam.
- Nós poderemos ter um tempinho só pra nós.
- Promete?
Aumentei o tamanho do bico e ele riu aproximando os lábios dos meus.
- Prometo princesa. Agora vamos lá. Quanto mais cedo chegarmos, mas cedo votaremos.
- Tá bom, fazer o que, não é?
Peguei a chave de sua mão, passei por trás dele e já estava entrando no carro quando ele me impediu.
- Não se esqueça nunca, que eu te amo.
- Jamais.
Dependurei-me em seu pescoço e o trouxe para minha boca. Eu só precisa me abastecer um pouquinho a mais dele, pois mesmo que fosse por poucos minutos, nós nos separaríamos agora.
- Ai quanta melação. Ei casal? O mundo não vai acabar. Dá pra parar de agarração aí, tem uma criança aqui.
Deu uma vontade de torcer o pescoço do Jacob.
- Calado aí Cachorro. Ou prefere ficar? Ou quem sabe desistiu de ser meu genro algum dia? Eu ficaria muito feliz em pegar minha filha e minha mulher e sumir no mundo. Basta Bella me dizer um sim...
Ouvi Jacob tremer. Um resquício de pena me atingiu, mas me livrei dele, quem mandou mexer, eu avisei que Edward não estava de bom humor.
- Bells nunca faria isso comigo, sanguessuga. Ela sabe o que é ser abandonada e...
— Chega Jacob! E vamos logo com isso, antes que eu desista.
Livrei-me dos braços de Edward e entrei no carro já dando partida, desviei de seus olhos covardemente, mas ver a dor que aquele assunto traria a ele me doía de mais. Jake escutaria umas boas mais tarde. Ah mais escutaria mesmo.
- Calma Bellinha. Aposto que o Edward já até esqueceu isso tudo.
- Tomara Alice, tomara...
Logo estávamos na rodovia. Eu relutava muito em dirigir esse carro, eu o achava chamativo demais e o que menos gostava de ser na vida, era o centro das atenções. Mas tenho que dá o braço a torcer, não tinha nada melhor do que a suavidade com que ele deslizava pelas estradas, quanta diferença da minha velha camionete.
- Vamos cantar Nessie? Nessa lerdeza que sua mãe dirigi nós só chegaremos lá amanhã mesmo.
- Que música, tia?
- Não sei. O que você sugere?
Prestei atenção na conversa delas acelerando um pouquinho. Olhei no retrovisor interno e vi Jasper, que estava atrás de mim, sorrindo em aceitação para minha atitude.
- Uma da Kate Perry, tia. Pode ser?
Edward não aprovaria os gostos musicais de nossa filha, mas Emmett sim. Eu não me importava, o que valia mesmo era que minha garotinha tivesse seus gostos e vontades próprias relativas à sua idade, mesmo que ela se desenvolvesse rapidamente, ainda era uma criança. E fazer o que? Eu até gostava de algumas músicas da garota de cabelos cor de rosa.
- Pode. Que tal essa...
“I know a place
Where the grass is really greener
Warm, wet and wild
There must be something in the water”
Minha cunhada começou a cantar aquela eu conhecia era “Califórnia Gurls”. Nessie a acompanhou, mesmo que não fosse uma das minhas preferidas, nas vozes de sinos delas tudo ficava perfeito. Edward surtaria, tinha teor sexual e algumas partes falavam de garotos.
- Vamos mamãe, cante com a gente.
- Não filha...
- Ah vai Bellinha, libere...
Alice caçoou e eu para agradar acompanhei-as...
“California gurls were unforgettable
Daisy dukes bikinis on top
Sun kissed skin, so hot, will melt your popsicle”
Quando em minha vida que me imaginei fazendo um programa tão mãe e filha? Nunca. No entanto jurei para mim mesma, fazer isso mais vezes, o olhar brilhante de Nessie para mim era a certeza de que ela tinha aprovado a experiência.
- Ali Bella, pare ali, tem duas vagas.
A pequena viagem foi tão agradável que nem percebi que já estávamos no nosso destino.
- Mas Alice eu preciso ir ao banco, não no shopping.
- Não discuta comigo, Bella. Eu sei o que faço. Às vezes você me irrita, sabia?
- Idem cunhadinha.
Estacionei e já me preparava para sair, quando minha porta se abriu. Sorri com aquela cena, ela era tão... Edward Cullen.
- Você canta muito bem, Senhora Cullen.
- Você ouviu?
Perguntei incrédula, será que vampiros tinham vergonha? Ou então eu era uma exceção a regra?
- Não. Mas sua filha não para de pensar nisso, ela está admirada e eu também, você vai ter que cantar pra mim uma hora dessas.
Era uma idéia... Já pensou nós em um motel, numa daquelas suítes onde se tinha um palquinho de pole dance, eu subiria nele de lingerie e cantaria algo bem promíscuo para ele...
- Agh Bella!!! Quer por favor, parar com isso.
Olhei para Alice.
- Eu ia adorar Senhora Cullen.
- Agh que droga Alice! Pare de ficar fuxicando no meu futuro, minhas decisões são só minhas. Edward está bisbilhotando.
Afundei meu rosto no pescoço dele. Mas também não sei onde eu estava com a cabeça de ficar tendo esses pensamentos pornográficos a essa hora do dia.
- Ei parem de enrolar aí e vamos logo, parece que vai chover e eu não quero demorar muito para levar Nessie pra casa.
Agradeci a intromissão de Jacob, eu não saberia como me livrar do constrangimento.
- Papai?
- Oi princesa?
Caminhamos até nossa filha, Edward a pegou no colo e seguimos para as nossas comprinhas.
- Eu quero ver um show da Kate, você me leva?
- Hum filha. O papai acha que você vai ter que esperar um pouquinho, você ainda é muito nova e não me deixarão entrar com você, mas o papai promete que assim que você puder entrar nos iremos os três num show dela. Tá bom?
- Quatro papai. O Jake também pode ir?
Abafei uma risada, mas Jacob não. A cara de desgosto de meu marido foi evidente.
- Pode princesa.
- Paizinho?
Ela ia pedir outra coisa. Eu conheço de longe a manha do “inho”, “inha”.
- Não amor. Isso o papai não deixa. Eles são perfeitos da cor que são.
Alice riu e eu me senti excluída da conversa deles.
- O que ela quer?
- Mostre pra mamãe, filha.
Nessie encostou a mãozinha em meu pescoço e logo uma garotinha linda, branquinha de olhos chocolate apareceu em minha mente, ela era a coisinha mais perfeita do mundo, mas para meu espanto seus cabelos estavam rosa e ela parecia contentíssima com aquilo.
- Então o que acha Bella?
- Definitivamente não, princesa. Seus cabelos são lindos na cor original.
- Talvez quando você crescer, não é Nessie?
- Alice!
Eu e Edward dizemos juntos.
- O que seus caretas? Temos que acompanhar a tendência.
- Quando você tiver seus filhos Alice, faça o que quiser com eles. Mas enquanto estivermos falando de minha cria, por favor, não dê idéias.
Alice pôs língua e fechou a cara para Edward.
Entramos em uma loja de roupas variadas. Tenho que concordar Nessie precisava de roupas novas, com o crescimento acelerado dela, de uma semana para outra as roupas dela já ficavam curtas.
- Posso experimentar mamãe?
Olhei para o relógio. 15hs.
- Experimenta só um para termos uma base, amor. Se não, não vai dar tempo, a mamãe tem que sair daqui a pouco.
- Ai que coisa de pobre Bella! Experimenta todos Nessie, se não der tempo eu fico com você comprando o que falta e sua mãe vai para o compromisso dela.
- Alice...
- Amor, nesse ponto ela tem razão, vai que um fica bom e outro não, você conhece sua filha, depois ela não vai usar e vai ficar desperdiçado. Não é você que odeio o gastos sem necessidade?
Olhei incrédula para ele e fechei a cara. Ou eu estva muito me enganada, ou Edward marido ingrato Cullen, acabou de me passar um sermão.
Sem dar um pio, caminhei para o canto mais distante deles, longe o bastante para que ele compreendesse que eu estava chateada e que ele teria que me luxar muito.
Ele demorou algum tempo para vir, de canto de olho o vi sussurrar algo com Jasper, mas foi tão baixo que nem com minha super audição consegui compreender.
- Posso ajudá-la em alguma coisa?
Olhei para o lado e me surpreendi com a voz do vendedor, ele resfolegou assim que me viu mais de perto.
- Não presc...
- Pode deixar, eu e minha esposa já sabemos o que queremos, não precisaremos de sua ajuda, mas mesmo assim, muito obrigada pela atenção.
Edward descansou a mão direita em minhas costas e respondeu ao garoto secamente. Só por birra e por que eu estava muito irritada com atitude dele de agora a pouco, resolvi provocar.
- Na verdade eu preciso de sua ajuda sim. Estou precisando de umas camisolas novas e não encontrei a seção, você poderia me acompanhar até lá?
Edward enrijeceu ao meu lado, mas não me deixei abater.
- Claro que sim, madame. Queira me acompanhar, por favor.
O rapazinho se achando o tal, estendeu o braço para mim, eu me achando a tal, me livrei de meu marido, nada se achando o tal, ai que confusão...
Enganchei-me nele e me afastei.
- Bella...
O rosnado foi de advertência. Fingi que não ouvi e sibilei quase que num sussurro para ele.
“- Vingança é um prato que se come frio, meu amor.”
Alice, Jasper e Jacob sorriram quando passei por eles, Nessie me deu um tchau e sumiu para dentro do provador. Edward ficou que nem estátua parado no mesmo lugar.
- Aqui senhora?
- Cullen. Isabella Cullen.
- Ah sim. Essa é a seção de roupas íntimas senhora Cullen, pode experimentar quantas quiser e se precisar de minha opinião eu estarei a seu dispor...
Antes de o garoto terminar de me dar uma cantada barata Edward já estava a meu lado de novo.
- Pode nos dar licença agora? A parte do experimentar e da opinião é comigo.
O garotinho quase se borrou de medo. Edward fechou a cara e mostrou os dentes num sorriso irônico.
- Tu..., tudo bem senhor Cullen, qualquer dúvida estarei bem ali.
Virei de costa para eles a comecei a olhar as peças como se nada tivesse acontecido.
- Se quiser que eu mate por você é só pedir Isabella Cullen, eu farei com todo gosto. No entanto, eu ficaria muito agradecido se poupasse os pobres mortais da minha fúria.
- Não sei do que está falando, senhor Cullen. Esqueceu que eu odeio gastos a toa, talvez eu devesse mesmo pedir a ajuda do rapazinho.
Catei umas peças a ermo e fui para o vestiário. Eu só queria o deixar remoendo o seu ciúme.
Retirei minhas roupas e já vestia a curtíssima camisola vermelha, quando a cortina se abriu de repente.
- Ah...
Eu ia gritar de susto, mas ele foi mais rápido. Cobrindo a minha boca com a sua, meu corpo foi içado e imprensado a parede do pequeno recinto. O fogo de sempre já dava seus sinais.
- Ninguém Bella tem o direito de ver você atraente desse jeito a não ser eu. Saiba que se um dia isso acontecer, o infeliz morre logo depois.
A boca passou para meu pescoço, beijos molhados eram depositados ali, com uma mão ele continuou me segurando enquanto a outra deslizava deliciosamente pelas minhas pernas, rumo a um lugar louco pela atenção dele.
- Se comporte Edward. Por Deus! Isso está me matando.
- Então se comporte senhora Cullen, se cada vez que eu disser uma besteira você resolver se insinuar para alguém, nós teremos um problema. Porque você sabe que sempre perco o controle quando o assunto é você. Desculpe, eu não quis te magoar?
Olhei para o dourado líquido dos olhos dele, e me derreti de imediato.
- Tudo bem. Eu sempre perdôo não é? Agora vamos sair daqui.
Acho que minhas desculpas não o convenceram, porque ele não fez menção nenhuma de me soltar. Ao contrário, me apertou mais junto ao peito e espremeu de novo a boca na minha, ele parecia sôfrego e urgente demais.
- Diz que me ama? Eu preciso ouvir que apesar deu ser um idiota que te magoa todos os dias, você me ama e me amará para sempre?
Ah burra! Como você pode fazer seu marido perfeito, que põe o mundo a seus pés, duvidar de seus sentimentos por ele e ainda se menosprezar a esse ponto? Surtou foi sua louca? Tânia vai amar saber disso.
Minha consciência gritava para meu ser insano.
- Eu te amo, seu bobo e vou te amar para sempre. Perdoe-me também, às vezes sou sentimental demais. Agora vamos sair daqui...
- Eu prometo te mimar muito, quando você estiver sentimental, tá meu amor?
Dei-lhe mais um beijinho e já ia saindo quando sua mão segurou meu pulso me impedindo de abrir a cortina.
- Se não quer matar o pobre humano de um ataque cardíaco, é melhor se vestir antes, amor.
Abri a boca de incredulidade e me encarei no espelho, eu ainda estava com a camisola. Edward sorriu torto e eu suspirei frustrada.
- A culpa seria sua, quem mandou me distrair.
- Ei pombinhos, se não querem que a Bella se atrase é melhor saírem daí.
Conferi as horas 15hs e 40 min., eu teria que me apressar. Troquei de roupa ainda sob o olhar minucioso dele.
- Pronto. Vamos?
Saímos do vestiário e fomos ao encontro de nossa família.
- Até que enfim, será que vocês não podem se controlar só um pouquinho, vocês já são bem grandinhos pra fazer promiscuidade em locais públicos.
- Jacob? Eu ainda sou uma recém criada. Edward?
- Oi amor?
- Se eu arrancar a cabeça dele ainda será aceitável, não é? Ainda posso me considerar no período de adaptação, não posso?
- Isso é completamente compreensível, amor. Concorda Jasper?
- Certamente irmão. Se eu fosse você ficaria na sua Jacob.
Nessie e Alice riram do arrepio que o tomou, todos sabíamos que era brincadeira, mas Jacob às vezes só funcionava na base da ameaça.
- Vamos Edward? Já estou atrasada.
- Oh princesa, lamento te informar, mas você terá que ir sozinha. Eu queria uns livros novos, e a livraria fica do outro lado da cidade, se eu te acompanhar não dará tempo. Perdoa-me por isso também?
Eu queria dizer que não. Não estava disposta a enfrentar burocracias financeiras sozinha.
- Ah Edward e se eu não souber responder o que o gerente quiser saber? E se for uma proposta daquelas de investimentos? Eu não entendo nada disso. Vamos comigo? Amanhã agente volta e vai até a livraria, também estou precisando de livros novos.
Mentira... Só que aquele era Edward Cullen, ele nunca perderia a chance de me comprar algo, ainda mais quando eu dizia que estava precisando.
- Tenha misericórdia Bella, não faz isso. Assim é covardia, você sabe que eu não consigo te negar nada quando você pede assim.
- Pare de drama, Bella. Além do mais Esme vai se zangar demais se Edward não passar pela galeria e pegar uma encomenda que ela pediu. E qualquer dúvida que tiver é só nos ligar que nós te aconselharemos. Agora chispa daqui, que não é nada elegante uma Cullen se atrasar.
- Isso Alice, gaste seus argumentos...
Despedi-me de minha filha com um beijinho rápido e dei tchau para meu irmão, meu amigo e meu marido de longe, pois a fadinha já me escoltava até o carro.
- Pode me soltar agora, Alice. Eu ainda sei o caminho.
- Dramática..., Compreenda Bella, se não fosse por mim esse amor de vocês seria monótono e sufocante. Agora suma daqui e se divirta. Conversamos depois e aí você poderá me agradecer.
Virei-me para questioná-la, mas a danadinha já sumia para dentro do shopping. Se eu não estiver muito enganada e tiver entendido direitinho, a mensagem subliminar de Alice, eu com certeza teria uma tarde divertidíssima.
Pov. Edward
Parei o carro em frente ao prédio, dei uma corrida no olho pelo estacionamento ali existente, e graças a Deus nada da Ferrari vermelha.
A idéia de Jasper de fazer uma rota muito mais longa pra ela foi sublime.
Contemplei o prédio, ele não era nada grandioso, mas o ar de aconchego emanava dele.
Identifiquei-me para o porteiro e logo fui autorizado a entrar, Alice com certeza, também tinha cuidado disso.
Peguei o elevador, subi, quando o mesmo parou no meu andar desejado, desci, de repente me sentindo ansioso. Parei de fronte a porta 108 e usando a cópia da chave que minha irmã tinha me entregado, entrei.
- É Edward, se tem uma coisa que você não pode duvidar é da imaginação e do talento de Alice Cullen.
O lugar não era muito grande, a sala onde seria o palco principal de nosso teatrinho, era composta por uma mesa com duas cadeiras, uma para mim e outra para ela, em cima da mesma um computador e alguns papeis completavam o cenário, logo na ponta esquerda um adorno chama a atenção, circundei as letras elegantes e fiquei tentando decifrar seus significados.
“Edward Cullen- GAPADBC”
Eu tinha minhas suspeitas, mas mesmo assim perguntaria a Alice mais tarde, a Fadinha ficaria feliz em saber que me deixou curioso.
Andei mais alguns metros ainda estudando o local, a minha direita uma pequena cozinha, impecavelmente branca e vazia.
No final do corredor, a minha frente duas portas, em uma delas um minúsculo cômodo que eu supunha ser um quarto, ele estava completamente vazio também.
Dirigi-me a outra porta, quando a abri o sorriso foi inevitável, Alice era mesmo a melhor irmã do mundo. Uma aconchegante cama king size, se mostrava imponente em meio ao quarto delicadamente pintado em tons pastéis.
Quatro travesseiros que eu logo identifique como sendo de plumas de gansos e um edredom de tom vermelho e branco davam um acabamento perfeito ao lugar.
Adentrei-o e observando mais de perto identifiquei uma televisão de LED, que ocupava a parede inteira de frente a cama. Nas duas pontas da cabeceira, duas luminárias negras de formato angelical, davam ao lugar uma sensação de pureza e amor.
Andei mais um pouquinho e encontrei uma pequena porta de Blindex. Forcei-a desnecessariamente, pois a mesma deslizou suave se abrindo para um também pequeno Closet, eu tentei me segurar, mas infelizmente ou felizmente, não sei, a curiosidade me venceu.
- Ah Alice! É hoje que a Bella me mata.
Dentro dele, algumas peças de roupas que caberiam perfeitamente em mim e em Bella.
- Ah Monstrinho! Eu te devo uma vida.
Tracei os dedos pela fina, transparente e indecente camisola de organza, que fazia par perfeito com um conjunto de lingeries, que ali se encontrava.
- Ah Bella! Aguarde-me, princesa.
Fechei o Closet, antes que eu surtasse de vez e as rasgasse antes da hora.
Dei mais alguns passos até parar de frente a outra porta, ainda me remoendo de curiosidade a abri. As paredes do lugar eram de um azul escuro, com pequenos riscos de um tom suave de prata. Eu o achei ridiculamente pequeno para um banheiro de casal, mas assim como o apartamento inteiro era aconchegante e delicado.
- Ainda bem que você é pequenininha, amor.
Voltei para a sala ainda contemplando os detalhes. Se eu e Alice conhecíamos bem, minha Bella, ela com toda certeza, se encantaria por nosso pequeno ninho.
Talvez eu o comprasse para ela, ultimamente andávamos freqüentando muito Port Angeles, e sempre voltamos muito tarde. Para nós isso não era problema, mas pra quem tem uma criança é um problema, na maioria das vezes Nessie voltava dormindo e por mais que Bella a aconchegasse nos braços tínhamos consciência de que não era confortável o bastante.
- Esse não Edward, muito pequeno. Sua família merece o melhor.
Sentei na cadeira atrás da mesa e liguei o computador, eu tinha que matar o tempo, odiava esperar, ainda mais quando estava sem Bella, à ausência dela me causava medo, era insano, era quase que estar desprovido de ar para um ser humano normal.
- Venha logo, meu amor. Venha para mim.
Passei meus olhos por alguns sites de busca até que encontrei o meu objeto de desejo. Concentrei-me no anúncio.
“Vende-se ou aluga-se casa em Port Angeles, contendo três quartos, sendo dois suítes. Copa, cozinha, quatro banheiros, áreas de serviço e descanso, piscina e quintal.
Localizada num dos bairros mais tranqüilos da cidade, ideal pra quem procura silêncio e paz.
Rodeada de verde, crianças adoram.”
“Preço promocional para pagamentos a vista.”
Decorei o endereço e telefone e me deixei vagar pelas fotos, parecia uma casinha de bonecas, essa Bella não poderia me acusar de exageros.
Eu tentava a todo custo, não pensar no futuro, por que eu sei “que ele a Deus pertence”, mas às vezes era impossível não fazê-lo e agora era um momento desses. Olhando nossa realidade de perto me peguei pensando em até quando essa estabilidade resistiria.
Conheço cada membro de minha família e por isso posso garantir que a ociosidade de nossas vidas estava começando a os cansar.
Rósalie e Emmett encabeçavam a minha lista, o ter de ficar escondidos, sem ter o que fazer, incomodava-os ao extremo.
Alice e Jasper, apesar de não deixarem transparecer, vinham logo atrás. Privar a Fadinha de passeios, compras e badalação era quase que torturá-la e Jasper claro, vendo sua frustração, frustrava-se junto.
Esme e Carlisle eram os mais tranqüilos, eles poderiam viver aqui por anos que nem se importariam, mas o problema é que os humanos companheiros de trabalhos de meu pai já começavam a desconfiar de sua juventude.
A minha opinião não contava, eu estaria com minha mulher onde quer que ela vá. Mas eu conhecia Bella o suficiente para saber que o sofrimento seria inevitável quando chegasse o dia de nossa partida. Deixar Charlie para trás parecia algo monstruoso e eu não estava disposto a aceitar de bom grado, qualquer coisa que ferisse minha mulher.
E só para complicar ainda mais nossa vida, ainda tinha um certo lobo. Ah Jacob! Essa parte era uma incógnita. Não tenho a mínima idéia do que vai ser e o que vai acontecer com ele quando decidirmos partir. Algo me diz que separá-lo de minha filha está fora de cogitação.
Talvez Port Angeles, fosse mesmo à melhor solução.
“Correntista se aproximando, se prepare.”
Sorri que nem um bobo ao ler a pequena mensagem de texto enviada por Alice.
Voltei ao Closet, vasculhei-o e encontrei em um lugar a parte, os trajes cuidadosamente comprados e personalizados por minha irmãzinha.
Troquei-me e voltei correndo para a sala. Posicionei-me perto da janela da frente. Não queria perder nada dela.
Segundos depois avistei o imponente carro virando a esquina. O cheiro de morangos, misturado ao aroma particular dela me atingiram em cheio, era como um calmante para um ser fora de controle.
Ver Bella dirigindo a Ferrari era aumentar minha libido em trezentos por cento.
Por Deus! Como ela ficava sexy.
Os humanos do sexo masculino e até alguns do sexo feminino, entortavam os pescoços e perdiam o controle sob seus pensamentos, quando ela passava. Eu me segurava, pode escutá-los quando todos desejavam o que era seu, era castigo demais.
Mas para minha salvação, ela era Isabella Cullen a mesma obtusa de sempre, não se dava valor, não se via com muita clareza. O que para mim, era como um bálsamo nas feridas, acalentava e aquecia meu coração todos os dias.
Elegantemente bem vestida e com uma andar de predadora, firme e decidido, ela desceu do carro, ativou o alarme e se dirigiu até o portão e é claro, desconcentrou o porteiro.
O pobre humano quase engasgou quando a viu, me concentrei para ouvir melhor. Ela ainda não tinha percebido a minha presença.
- Pois não, senhorita?
Senhorita? Será que a aliança dela não estava visível o bastante?
- Senhora. Cullen, Isabella Cullen.
Ela o corrigiu para minha total satisfação.
- Ah perdoe-me a indelicadeza, senhora Cullen. Entre, por favor.
Com uma expressão desconfiada e um pouco desconfortável ela ultrapassou os portões.
- Te esperam no apartamento 108, senhora. Espero que tenha uma boa tarde. Com sua licença...
Jasper deve ter brincado com as emoções do rapaz enquanto esteve aqui. Foi só Bella mencionar o sobrenome, que a face do coitado, mudou de desejo para respeito e admiração. Eu tinha que me lembrar de agradecer a meu irmão por isso.
Assim que ela desapareceu de minhas vistas, voltei para minha cadeira e me sentei. Ouvi o barulho do elevador se movimentando, busquei pensamentos de alguém que pudesse estar dividindo-o com ela, não encontrei, ela estava sozinha.
O cheiro aumentava gradativamente, à medida que ela se aproximava, eu já estava louco de saudades, a abstinência dela era sufocante.
O elevador parou, era chegada à hora. Atentei-me para os passos cadenciados. Ela desceu, respirou fundo desnecessariamente, mas provavelmente identificando o cheiro de Jasper, de Alice e meu, que estavam impregnados no ambiente. Deu mais dez passos e parou de frente a porta de nosso teatro particular.
Quase que como uma carícia ela bateu na porta. Recompus-me do efeito que ela causava em mim, coloquei a máscara psicológica do personagem e a mandei entrar.
Pov. Bella
- Entre. Está aberta.
Às vezes eu era obrigada a concordar com Edward e Alice, eu era obtusa demais. Não vou dizer que não desconfiei dessa história de banco, ainda mais depois das dicas dela e tudo pareceu mais nítido quando cheguei aqui e dei de cara com um edifício residencial. No entanto, a ficha só caiu de verdade quando a voz peculiar e o cheiro embriagante me atingiram.
Encostei os dedos na fechadura forçando a porta a se abrir. Entrei...
Senti-me a mesma humana de sempre ao observar o Adônis de cabelos cor de bronze, que me encarava com o olhar faminto e luxuriante.
- Se aproxime senhora Cullen. Nós temos muito que conversar.
Ainda anestesiada pela presença dele, forcei meu corpo a me obedecer.
- Sente-se.
Obedeci. Eu parecia um robô.
- Respire Bella... Estou me sentindo um frango assado, só falta você babar.
- Palhaço...
O gostosão a minha frente se achava...
- Pois bem senhora Cullen, eu a chamei aqui, por que tenho notado algumas coisas erradas com suas faturas. Observe-as, por favor, e me diga o que vê?
Eu não acredito que ele falaria de dinheiro. Pai do céu! Era desperdício demais, o meu cérebro já matutava mil e umas maneiras de arrebentar aqueles botões da camisa azul e amarela dele, e o danado queria mesmo falar de dinheiro?
- Eu não preciso observá-las senhor Antony Cullen, as confiro todo o mês e sei que estão corretas...
- Perdão, eu não queria interromper, mas do que me chamou?
“Vingança é um prato que se come frio, Chuchu.”
- Ahn de Antony?
- Ah senhora Cullen, deve estar havendo algum engano, meu nome é Edward, Edward Cullen.
A cara dele estava o máximo, então era a hora de dar o tiro de misericórdia.
- Não é não senhor Cullen. Se eu não me engano, ontem certo senhor Cullen perdeu uma aposta...
A compreensão o atingiu.
- Ah entendo. Então me chame do que quiser Isabella, o importante agora é fazer vê-la que suas faturas estão erradas.
Ah será que o meu tiro tinha saído pela culatra? Eu queria tanto irritá-lo.
- O que tem de errado com elas? Meu marido as paga todo mês e nem reclama.
Ele sorriu. O que eu disse de engraçado?
- Esse é o xis da questão. Seu marido não reclama e sabe por que senhora Cullen? Por que ele não tem do que reclamar, suas faturas são absurdamente pequenas. O que tem a me dizer sobre isso?
- Nada, Antony. Eu não vejo necessidade de sair gastando a rodo, por aí.
- Tem certeza, Isabella? Se for alguma coisa que pudermos fazer para melhorar essa nossa parceria, nós o faremos.
Ele se levantou. Essa era hora que eu mais amava nos nossos joguinhos.
- Tenho certeza, eu estou muito feliz com meu cartão e não pretendo mudar nada com respeito a isso.
- Eu não teria tanta certeza, minhas clientes dizem que sou ótimo em persuasão.
Minhas clientes? Ele estava querendo briga, só pode.
- Ah é? Interessante, senhor Antony, pois meus amigos dizem que sou bem teimosa e obstinada. Quer pagar pra ver?
- Eu adoraria Isabella.
E como ele é Edward Cullen, parou a minha frente pegou minha mão, me levantou da cadeira, afastou-a com o pé e me sentou à mesa, abriu minhas pernas e se aconchegou no meio delas. Será era possível ágüem se molhar só com isso?
- Eu convenço minhas clientes com beijos, senhora Cullen. Muitos beijos...
A boca lasciva se apossou de minha pele, rosto pescoço, mãos, nada escapou de seus beijos molhados e quentes.
- Já está convencida?
- Ih nem de longe, Antony.
Mentira deslavada...
- Eu convenço minhas clientes com minhas mordidas, senhora Cullen. Muitas mordidas...
Ele agarrou minha camisa e abriu num só puxão, arrebentando todos os botões e expondo meu lingerie lilás.
- Muito melhor assim.
Melhor? Muito melhor. Com minha semi nudez exposta ele literalmente devorava todo o meu corpo, mordidinhas eram distribuídas desde o pescoço, seios até a barriga.
- E agora Isabella? Convenceu-se de que pode fazer melhor com seu cartão?
- Ainda não Cullen. Se essa é sua última cartada...
- Ah não, não é, eu ainda posso te persuadir com minhas mãos, senhora Cullen. Muitas mãos...
Ele tirou meus sapatos, desabotoou minha calça jeans, arrancou-a de mim e passou a acariciar meus pontos sensíveis.
- Hum, Edward!
- Do que me chamou senhora Cullen?
- Antony...
Ele riu, mas que porra era aquela que ele estava fazendo com as mãos que me tiravam a concentração? Sei lá, só sei que era bom demais.
- Persuadida, Isabella?
Sufoquei um sim.
- Quase senhor Cullen, tem mais alguma arma?
- Tenho, e essa é uma das melhores Isabella. Os meus dedos, muitos dedos...
Os lindos e longos dedos se fecharam sob me soutien o arrancando de mim, logo depois minha calcinha teve o mesmo destino. E para piorar minha situação, ele passou a me acariciar intimamente.
- Meus dedos fazem milagres Isabella. Quer ver como eles podem te obrigar e me chamar de Edward.
- Estou pagando pra ver Antony.
Eu estava me tornando mestra na arte da provocação e ele sabia disso.
- Ah Antony...
Edward afundou os dedos em minha entrada encharcada.
- Meu nome Isabella, diga o meu nome.
- Antony...
- Resposta errada meu bem.
- Ah...
Os dedos se aprofundavam e reviravam dentro de mim, depois ele quase os tirava totalmente e voltava com uma vontade insana para meu interior.
- E agora Isabella? O que me diz?
Eu não estava em condições de falar.
- Tá bem, se você se recusa a me dizer um sim, eu posso usas duas armas de uma vez.
- Ahhh! Droga, Antony...
- Meu nome Isabella, meu nome...
Ele caiu de boca em meus seios, enquanto os dedos continuavam fazendo um estrago lá em baixo.
- Ah isso, princesa. Vem pra mim, vem...
- Isso Antony, assim...
Rebolei nos dedos dele.
- Resposta errada de novo, Isabella.
O encarei brava, quando ele retirou os dedos e se afastou.
- Volte para cá... Eu estava tão perto.
Choraminguei que nem uma vadia no cio. Acho que ele se compadeceu, pois voltou com tudo e dessa vez se apossando de minha boca, o língua dele era quase tão insana quanto os dedos.
- Humm, senhora Cullen. Que vontade de me afundar em você. Veja isso meu bem, você me deixa louco, Delícia.
Ele levou minha mão até a ereção dura e pulsante, mesmo por sobre a calça de alfaiataria.
- Liberte-o vai, Gatinha. Ele quer te ver.
Fiz o que ele mandou e o que eu desejava, abri seu zíper e baixei sua calça e sua boxer de uma só vez, expondo-o inteiro para mim. Aconcheguei-o, a parte que coube na mão e comecei a estimulá-lo assim como o Danado fazia comigo.
- Isso, assim meu amor, assim.
Edward passou a se empurrar em minha mão, enquanto os dedos se aprofundavam mais em mim.
- Ah que merda, Edward. Não pare, mais rápido.
- Do que me chamou Docinho? Eu não ouvi.
- Droga. De, Edward...
- Eu ainda não ouvi Bella.
Ele estava curtindo com a minha cara, isso era fato, mas nem me importei eu já estava entrando em outra dimenssão.
- EDWARD, Meu Edward.
Gritei ao mesmo tempo em que espasmos ensandecidos nos atingiram ao mesmo tempo. Eu gozando feito uma louca nos dedos dele, enquanto ele gozava lindo e potente em minha mão.
- Ahhh....
O alívio foi imediato.
- Que saudades de você Bella. Vem comigo amor, quero que conheça um lugar.
Eu sei que o deixei me carregar, mas duvido que eu conseguisse caminhar depois daquilo, eu ainda estava fora de mim.
Fui levada para um quarto e literalmente jogada em uma cama.
- Eu ainda estou fervendo, princesa.
Sem esperar por minha resposta verbal, mas atendendo a minha resposta corporal que se abriu de novo para ele. Edward se despiu e se deitou por cima de mim, já se acomodando.
Todo tipo de sexo com ele era bom, mas nada se comparava a junção de nossos corpos com nossos olhares profundos e conectados, o amor emanava de nós.
- Hoje vou lhe ensinar a investir, poupar, sacar e depositar, Bella.
- Promessa é dívida Edward eu vou cobrar e todo o pagamento tem que ser de uma só vez, pois os meus juros são altos e eu não aceito financiamentos.
- Estou contando com isso, senhora Cullen. Estou contando com isso.
Naquela noite não voltamos pra casa, ligamos para Nessie e desejamos boa noite, mas passamos a noite ali, nos amando, nos curtindo e trocando cada gota de amor que compartilhávamos um pelo outro.
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