Tudo por Bella Cullen

8 Capítulo 8- Prazer, Edward Cullen


Notas iniciais
Desculpem a demora, mas eu e meu marido somos de um Movimento da nossa igreja, o Cursilho e esses dias teve encontro, e nós trabalhamos pra caramba. Por isso o sumiço. Peço que me perdoem e prometo que as postagens semanais voltarão ao normal.
Capítulo dedicado a Clara Cullen que me deu essa capinha linda, a Carol Lobo que deu a sexta indicação e a Cyndy que se preocupou com meu sumiço... Obrigada pelo carinho...
Meu Twitter é @carlakodel, qualquer dúvida me procurem lá...
Beijos e até quarta que vem...
A parte em itálico, são pensamentos alheios...

Pov. Edward

- Tá bom, Edward, agora pode me colocar no chão eu sei andar, sabia?

Parei e no mesmo instante me lembrei de nossa pequena desavença ainda há pouco.

Coloquei-a no chão e deixei que ela terminasse o percurso até nosso carro andando.

Eu amava Bella, com todas as minhas forças e confesso que às vezes até extrapolava os limites, mas o medo de perdê-la era tanto, que eu até me esquecia que ela não era mais assim tão frágil.

- Ok princesa, vamos lá.

Mas Bella, como sempre me trouxe e razão e me provou que eu estava me tornando um louco obsessivo, com grandes indícios de loucura generalizada.

Mas ela não poderia me culpar, aquela mulher seria a minha perdição, agora, por exemplo, eu estava anestesiado ainda, se um inimigo me pegasse agora com certeza ele me venceria, mas também depois de perder vergonhosamente uma partida quem me condenaria?

Rá, vocês pensam que minha vida é fácil, querem saber o placar da goleada?

Não riam, eu ainda estou tentando me recuperar.

Ah mas eu ainda vou castigar minha esposinha por isso, eu garanto que vou, podem escrever...

Tá Edward pare de enrolar e conte logo à goleada que levou...

Ok, ok.

Isabella, gostosa das gostosas, Cullen 10 x Edward, o marido pau mandado, mas feliz, Cullen 6.

Tá, eu sei. À coisa podia ter sido bem pior, mas isso não me consola, eu ainda estava borbulhando por aquela mulher, e se não fosse pelo meu pequeno anjo, que há essa hora já devia estar planejando a terceira guerra mundial, eu faria minha Bella pagar por ter me deixado sedento por ela.

Sinceramente, eu ainda me pergunto, será que o destino ainda me pregaria mais alguma peça? Pensem comigo, eu um leitor de mentes exímio, sou loucamente apaixonado por uma vampira que é na verdade um escudo, e pra minha completa insanidade, eu que me gabava de ter um autocontrole invejável, tenho por esposa uma mulher que consegue se segurar mais do que qualquer ser sobrenatural que eu já tenha conhecido.

- Chegamos.

É eu era um homem de sorte mesmo.

- Estou com saudades de casa.

Sorri para o comentário dela e dei a volta já abrindo a porta do Volvo para que ela entrasse.

- Eu também. Acampar com nossa família é impagável, mas nada se compara ao conforto de nossa casinha.

- Eu sei, eu também me sinto assim.

Busquei seus olhos, eu amava ver o brilho deles quando ela falava de nossa humilde residência. Tá certo que às vezes eu queria que Bella fosse só um pouquinho mais consumista, só pra eu poder mimá-la de vez em quando, no entanto, eu idolatrava a capacidade que ela tinha de ver a beleza das pequenas coisas.

- Vamos?

Assim que ela entrou no carro dei a volta e me sentei ao seu lado. Dei a partida, ajustei o rádio numa estação agradável e logo deslizávamos pelas estradas de terra que davam acesso a rodovia.

Cobri a mão de Bella com a minha e descansei-as em cima de minha perna, quanto mais perto ela estava, mais feliz eu ficava.

- Edward?

- Hum?

Premeditadamente, a minha linda senhorinha se virou para o meu lado, repousou a cabeça em meu ombro e passou a delinear meu peito com a mão que antes estava junto a minha.

- Outro dia eu estava pensando nessa coisa de imprinting...

Opa, território de areia movediça.

- Ê?

Eu estimulei, queria saber aonde a mente muda dela me levaria agora.

- Ê que eu fiquei curiosa a respeito disso.

Alcancei a rodovia e pisei no acelerador, o ronco do motor, a alta velocidade e o cair da noite, tornavam o conjunto da obra, perfeito.

- Prossiga amor.

- Eu não sei Edward. Sabe, é tão confuso, às vezes eu acho que o Jake está me roubando algo, mas às vezes acho que Nessie e como um pagamento por tudo que ele nos fez. Pode parecer insano, mas nenhuma dessas idéias me atrai.

Imagens nítidas, de toda vez que o cachorro a salvou tamborilava em minha mente.

- Não funciona assim, princesa. Nessie não é um prêmio de consolação, ele a ama e a amará cada vez mais.

- Eu não duvido Edward. Conheço o Jake como ninguém e sei da intensidade dos sentimentos dele.

Ouvi o volante ranger tamanha a pressão que exerci sobre ele, ao ouvir o comentário dela.

- Então, qual é o dilema, amor?

- Ah, sei lá! Eu só queria que ela pudesse escolher não que ela já fosse destinada a alguém. Sabe, eu queria que ela encontrasse uma pessoa especial, assim como eu encontrei, mesmo que essa pessoa fosse o Jake. Eu só queria que ela tivesse o prazer de descobrir o amor, não que ela já crescesse sabendo que Jake seria o dono de seu coração.

- Isso está me parecendo ciúmes, senhora Cullen.

Ela assustada se afastou de mim e me olhou nos olhos.

- É claro que não! Nessie é minha filha, mas eu não sou sua dona, tenho plena consciência de que ela vai crescer e formar sua própria família, um dia.

O que admiro em Bella? A capacidade que ela tinha de entender só o que queria e quando queria.

- Você não entendeu amor. Você falando desse jeito fica parecendo que você está é com ciúmes do Jacob.

Demorou cerca de cinco milésimos de segundo, para que ela digerisse minhas palavras.

- Ah Edward! Quer saber? Poupe-me, tá?

Ela voltou para seu lugar e cruzou os braços emburrada. Trinquei os dentes e acelerei mais. Eu não ia pedir desculpas, não dessa vez...

- Amor?

Ela chamou e isso era outra coisa que eu amava em Bella, a rapidez com que ela se esquecia das coisas. Na verdade eu amava tudo nessa mulher.

- Você sabe que eu não vejo o Jake desse jeito. Não sabe?

- Sei?

Tá confesso, fiz manha, mas ela mereceu.

- Claro que sabe. Eu sou só sua, amor.

Será que vampiras sofriam de bipolaridade? Se não, Bella era uma exceção a regra. Não era ela que estava emburrada agora a pouco?

- E do policial rodoviário...

A minha mulherzinha linda, se aproximou de novo e perigosamente encostou a boca no meu pescoço.

- Ah Edward se você soubesse como ele me pegou de jeito...

Ah Deus... Eu ainda morreria por essa mulher. Ela sem o menor pudor baixou seu escudo e passou a se lembrar da nossa noite, onde eu me caracterizei a primeira vez.

Era.... Como posso dizer? Constrangedor? Não.... Era muito excitante...

- Também sou do atendente de telemarketing...

A boca passou a me morder no pescoço, a mão? Rá, a mão começou a subir pela minha perna. E ela me mostrou como foi com o meu segundo personagem. Era como ir a um cinema com seção exclusiva.

Ah misericórdia! Que rebolado era aquele?

- Ainda tem o pedreiro...

Era judiação. Minha gostosinha, agora lambia meu pescoço enquanto me mostrava o filminho pornô mais perfeito que já vi.

Eu ficava bem de pedreiro... E ela, por Deus como amava aquelas lingeries.

- Também sou do vampirão mau.

Era mesmo e como era. E nessa hora eu me sentia ele de novo, bravo, exigente, louco para que ela me desafiasse.

- E de quem mais você é, princesa?

- Ah também de um fiscalzinho ambiental aí.

- Só deles?

Eu tentava parecer controlado, mas, estava perdendo. Ela me tinha nas mãos, como sempre.

- Hum, deixe-me pensar?

Pensar era uma coisa que eu não sabia como fazer nesse momento. Bella em um momento de distração minha se sentou em meu colo de frente para mim com as pernas totalmente abertas.

- Amor, a estrada...

“Ah Edward, deixe de ser frouxo e quem vai pensar nisso agora, relaxa e curte maninho.” Se Emmett estivesse aqui ele diria exatamente isso.

- Mantenha os olhos nela. A propósito respondendo a sua pergunta, eu fui desses que citei, mas ainda posso ser de um bombeiro, um médico, um frentista...

Por Deus! Ela estava citando suas fantasias, assim como Alice falou que ela faria quando me convenceu a participar da sua idéia maluca.

Sem me dar chance de prever seus atos, Bella se movimentou para frente e para trás em cima de mim. A fricção do corpo dela ao meu era algo inenarrável.

Era bom, era quente, era glorioso...

- Hum... Ah...

Eu gemi descontroladamente, a vontade de fechar os olhos era tanta.

Será que eu gostava tanto assim do meu carro? Ela não era mais tão frágil, duas ou três capotadas seriam até excitantes.

- Ah! Delícia...

Putz! Ela era uma diaba, isso era fato. Pra minha total loucura e deleite, Isabella Cullen acionou a alavanca de ajuste do meu banco e nos empurrou para trás, com um pequeno gesto muito do gostoso, escorregou o corpo sobre o meu e sentou no início de minhas pernas, quase nos meus joelhos. Volta e meia eu inclinava a cabeça para a direita a fim de visualizar melhor a estrada.

- Hum, agora tá ficando bom.

Eu tinha criado um mostro e, diga-se de passagem, foi à melhor coisa que fiz até hoje, mas Deus não me perdoaria por isso.

Como uma provocadora profissional, ela continuou me beijando, era luxuriante demais como ela introduzia a língua em minha boca, a vontade de mordê-la de devorá-la inteirinha era quase que insuportável e ainda tinha as mãos.

Deus e que mãos!Que nesse exato momento se encontravam em meu zíper abrindo e libertando uma parte de meu corpo que tinha vida própria.

Não, ela não ia fazer isso? Ou será que ia?

- Oooiii!!!

Misericórdia Senhor! A minha linda esposinha estava conversando com...? Com meu...? Ah droga! Com ele, porra!!

- A mamãe tava com saudade...

- Por favor, amor. Eu estou dirigindo tenha só um pouquinho de piedade de mim?

- Hum, hum.

Ele negou veemente com a cabeça e como uma assassina que admira pela ultima vez a presa, me olhou nos olhos e se abaixou.

Uma guerra interna se formava dentro de mim, a vontade de me empurrar inteiro dentro dela, para que ela me tivesse em sua boca, era imensa, mas ao mesmo tempo a idéia de que aquilo não era bom pra ela e que só o estava fazendo para me satisfazer, me atormentava. Eu não queria isso pra Bella, eu só faria o que a fizesse feliz...

- Amor...

Ela ignorou minhas súplicas e a tortura continuava. Eu já não tinha mais controle sobre mim, eu era o mesmo viciado de sempre que aceitaria tudo que aquela mulher me desse.

Num ato desesperado levei-a mão a sua cabeça e empurrei-a para que me aconchegasse mais, instintivamente impulsionei meus quadris, já que ela começou eu faria aquela loucura valer à pena.

- Isso, amor... Assim... Delícia...

Eu gemia descontrolado. Pensando em fazer aquilo ficar melhor dei seta para a direita e já embicava o carro para o acostamento, quando meu celular tocou...

- Não Alice... De novo não...

- Não atenda Edward.

Relutei alguns segundos. Por Deus eu queria demais que ela terminasse aquilo... Mas eu precisava atender Alice e se fosse algo urgente? Ela não me ligaria nessa hora se não fosse importante. Ou ligaria?

- Não pare o que está fazendo, princesa. Não tire essa boquinha gostosa daí.

Usando um autocontrole que eu nem sabia que tinha mais, peguei o celular trinquei os dentes e ousei a atender.

- Fale... Sabe que está atrapalhando, né?

Soou rude, mas fazer o que? Se eu gemesse e Emmett me ouvisse estava perdido.

- Não ouse a parar esse carro Edward Cullen, tem uma garotinha aqui que está a ponto de derrubar a casa e se em 15 minutos vocês não estiverem entrando por essa porta, pode crer que a terceira guerra mundial estará declarada e nem Carlisle será capaz de conter o “Cachorro” e a Rose.

Ah Deus! Bella deu uma sugada imensa quando ouviu o nome de nossa filha e eu? Eu gruni em resposta.

- Ahhh...

Ouvi Alice suspirar do outro lado.

- Parem com isso seus pervertidos...

Bella parou e me olhou nos olhos... Não... Não... Continue..

- Bote essa boquinha aí...

Sibilei baixo para ela, que em resposta me deu um olhar safado e se abaixou me tomando de novo. Eu estava perto... Muito perto...

- Droga Edward! Você ainda está aí? Dá pra pararem com isso está me dando... Dando-me...

- Vontade, irmãzinha?

- Não, seu ordinário! Estão me dando náuseas mesmo.

- Pare de espiar e vá atormentar o Jasper, já estamos nos limites de Forks, em 10 minutos estaremos aí.

Desliguei sem dar a ela a chance de retrucar.

- Isso bebê... Vem pra mamãe, vem..., mostra pro papai quem manda aqui...

Bobinha minha esposa, nem precisava, eu sabia de cor e salteado quem mandava ali.

E eu ia. Ah mas eu ia mesmo. Meu corpo já respondia ao chamado dela, tudo eram satisfação e amor, era a primeira vez que eu me despejaria na boca dela, eu relutei muito, mas no final eu não conseguiria me segurar, era uma fantasia, era uma tara. Bella se entregaria para mim de novo, sem reservas e sem paranóias.

- Hum Bella!

Voltei a impulsionar meus quadris. Ela libidinosamente passou a me lamber e mordiscar a ponta, que nessa hora já estava inchada e pulsante. Eu podia sentir os espasmos se aproximando. Pisei no acelerador, eu queria chegar ao ápice numa reta.

- Vem Edward,... Vem...

As mãos dela passaram a massagear minhas...? Meus...? Ah Droga! Ela massageava minhas bolas, enquanto sugava lindamente meu pau... Ai... Aquele não era eu...

- Assim amor... Isso... Perfeito... Gostosa... Continua princesa. Só mais um pouquinho...

Assim que o carro ganhou a estabilidade da estrada livre e sem curvas, eu me entreguei. Deixei as sensações me dominarem, fechei os olhos e me liberei. Os espasmos eram novos, o sentimento era novo, nada que se comparasse a nossa dança de amor de todos os dias, mas era diferente. Era mais uma prova do tamanho do amor dela por mim.

Ousei abrir os olhos e ainda vislumbrei a dedicação dela, enquanto tomava os respingos de meus fluídos que tinham lhe escapado. Era a coisa mais linda de se ver.

- Você foi perfeita, princesa.

- Foi bom, Edward? Sabe o quanto sou inexperiente nesses assuntou, às vezes tenho medo de fazer algo errado ou de não lhe proporcionar o mesmo prazer que você me proporciona.

Linda...

- Você não precisa de experiência, Bella. Você tem e faz com sentimentos e isso me basta.

Aproximei-me dela e beijei de leve seus lábios. Era surreal sentir meu gosto nela.

- Vamos pra casa...

Libertei-me dela logo que a curva sinuosa para a direita que nos levaria a nossa casa, se fez ver.

Sem esperar pensamentos de todos os estilos me invadiram.

Os amáveis, de minha mãe:

Ah, eles chegaram! Minha família está reunida de novo.

Os carinhosos, de meu pai.

Que bom que chegou filho. Sentimos sua falta.

Os discretos de Jasper.

Experiências novas, irmão? Temos que trocá-las depois.

Os irritantes de Alice.

-Você é um mal agradecido, Edward. Faço tudo por você e é assim que me paga? Tratando-me mau?

Ela estava irritada. Teria que me retratar depois.

Os maliciosos de Emmett:

Tirando o atraso, hein maninho? A farra deve ter sido boa, nem se preocupou com sua filha.

Os estressantes de Rósalie:

- Até que enfim chegaram. Tomara que agora se lembrem que têm uma filha.

Se ela os verbalizasse em voz alta magoaria Bella. Eu teria que cuidar disso mais tarde.

E os compreensíveis de Jacob:

- Que bom que chegaram, Nessie vai ficar feliz em ver a mãe.

E só para alegrar a minha noite os mais lindos, intensos e infantis eram os de minha garotinha.

- Hu... Hu... O papai chegô... Hu... Hu... A mamãe chegô.

- Nessie ainda está acordada?

- Sim. E ansiosa pra ver você.

Desliguei o carro assim que cheguei à garagem, rapidamente dei a volta, abri a porta e estendi a mão para ela. Assim que ela a pegou, arrastei-a para fora e imprensei-a na lateral do carro.

- Edward, o que...?

Antes que ela terminasse a pergunta tomei sua boca na minha. Beijei-a como eu queria ter feito há poucos segundos atrás quando ela me apresentava um mundo novo.

Ela gemeu...

- Obrigado, princesa. Você me torna cada dia mais apaixonado por você.

- Oh meu bem...

Quanta melação... parem de se agarrar na garagem...

Ignorei os pensamentos de Emmett e me preocupei só com a língua de minha senhora, que nesse momento exigia minha atenção.

- Vamos senhor Cullen, antes que eu perca a razão e te agarre aqui mesmo.

Mais?... Ah maninho, tá fudido. A mulher tá pegando fogo hoje.

Deixei-me ser arrastado por ela, nem Emmett estragaria minha noite.

- Família?

Bella se anunciou.

- Mamãe?

Nessie se remexeu no colo de Rose até que ela a colocasse no chão e correu ao encontro de minha mulher.

- Oi princesa. Como foi seu dia? A mamãe estava morrendo de saudades.

Não parece...

Trinquei meus dentes para Rósalie, ela estava começando a me irritar.

- Eu também, mamãe.

- Você disse oi, pro papai?

Sorri para minha pequena e abri meus braços, eu receberia meu pequeno furacão.

- Oi papai.

- Oi amor. Como foi seu dia?

À medida que ela foi pensando eu fui me atualizando, Bella se aproximou e Nessie lhe tocou o rosto também lhe dando o boletim completo.

- Viu mamãe, o meu cervo foi maior que o do Jake.

- Ah Montrinha, você trapaceia...

- Trapaceio nada.

- Perdendo o jeito, Jacob?

- Ah Bells você entende não é? Ela tem prioridade.

Fechei os olhos ao ver a intenção dele.

- Senti sua falta.

- Eu também.

Eles estreitaram o espaço entre eles e se abraçaram. Eu queria tirá-la de perto dele, mas me contive, eu sabia que era insano esse ciúme, mas fazer o que se imagens vivas dele tentando-a roubar de mim, ainda me assombravam.

- Problemas resolvidos. Filho?

Carlisle como sempre, me salvou. Eu sabia que ele estava tentando me distrair e sinceramente eu agradeceria a ele mais tarde.

- Por enquanto sim, pai. Olhos dourados e perfeitos, mas vou observar mais atentamente.

- Melhor mesmo, temos que ficar atentos a qualquer mudança.

- Obrigado, pai. Só de imaginar que algo pode estar errado com ela, eu perco o rumo e acho que fiz algo que não devia ao transformá-la.

- Você foi perfeito, querido. Não pense mais nisso.

- Você que é perfeita, mãe.

Abracei Esme e deixei que ela me estreitasse em seus braços.

- Eu quero ir pra nossa casinha, mamãe. Tô com soninho.

Essa manha toda foi só porque a Bella chegou? Ela estava bem melhor agora a pouco.

- Rósalie...

Rosnei para ela, seus pensamentos já estavam me cansando. O que estava acontecendo com ela?

- Ei calma aí, maninho.

- Contenha sua mulher, Emmett.

A verdade dói Edward? Você sabe que, o que eu penso é verdade, talvez eu devesse deixar sua mulher saber...

Atravessei a sala e peguei Bella pelo cotovelo já a encaminhando para a porta. Se Rose verbalizasse seus pensamentos, iria causar um transtorno em nossa vida.

- Vamos pra casa, amor.

- Ah não Edward! Você monopoliza demais sua mulher. Eu ainda quero falar com ela.

- Amanhã, Alice.

Ela entendeu as entrelinhas.

- Se despeça de seus tios e de seus avós, princesa.

Peguei Nessie do colo de Bella e a coloquei no chão. Ela rapidamente foi até cada um deles e lhes deu um beijo de boa noite.

Eu seria melhor mãe para ela.

Respirei fundo e busquei os olhos de minha esposa, só ela pra me manter sob controle nesse momento.

- Tudo bem?

Seus dedos suaves e quentes se acomodaram aos meus.

- Tudo, só não se afaste. Eu preciso de você.

Perdoe Rose, irmão. Ela está meio entediada esses dias.

Olhei para Emmett, eu tinha pena dele. Como alguém tão puro e gente boa como ele foi ter um destino desses.

- Boa noite a todos, nós vemos amanhã.

Recebi carinhos e protestos em respostas, mas não me importei eu só queria tirar Bella dali.

- Até amanhã e tenham uma boa noite. Amanhã conversamos. Alice, por favor, não faça essa cara.

Deixe-a ficar Edward. Rose não vai fazer nada eu posso ver...

- Amanhã, Alice.

Respondi ao pensamento dela.

- Vamos, Florzinha?

Nessie desceu correndo do colo de minha mãe e Bella a pegou de novo.

- Você vem, Jacob?

- Claro né Bells. A loira psicopata vai começar a usar a água oxigenada e eu odeio o cheiro do medicamento.

- Some daqui, Cachorro.

Viu como nem sabem criar uma criança, olha o encosto a que terá que ser submetida pro resto da vida. Tudo por causa de quem?

- Se contente com a sua própria vida, Rósalie.

Dei mais um rosnado e sai rumo a minha casa, aquilo era demais para minha sanidade. Bella caminhou calada a meu lado.

Já estávamos perto do rio quando os pensamentos de Alice me alcançaram.

Esse você vai amar Edward.

Não entendi de primeira sobre o que ela falava.

- Bella espera, tenho um recado pra você mulher.

- Que foi Alie?

- O gerente da agência de Port Angeles, ligou para você mais cedo, e te mandou passar nesse endereço amanhã, parece que tem umas pendências pra você resolver e é urgente.

Eu visualizava o plano de minha irmãzinha caçula. Era sensacional.

- Ah não, Alice. O que ele quer?

- Não sei ao certo, Bella. Mas parece que envolve seu cartão de crédito.

- Saco! Tá bom então passamos lá amanhã.

Deve-me mais essa Edward.

- Eu te amo, irmãzinha. Agora se não se importa...

Peguei Bella de surpresa e a coloquei no colo correndo para casa.

- Ah papai...

Nessie se retorcia de rir.

- Durma bem, Nessie.

- Durma bem, Jake.

- Até amanhã Bells. Tchau. Edward.

- Descanse Jake e obrigada por tudo.

- Durma bem, Jacob.

Despedimos-nos dele e entramos. Nossa casa era o melhor lugar do mundo.

- Vamos tomar banho, princesa?

- Eu, você e o papai?

Olhei pra ela, ela já sabia minha resposta.

- Isso. Eu você e o papai.

Corri até nosso quarto e coloquei a banheira pra encher e voltei pra junto delas.

- Podem ir, amor. Só vou preparar o leite da Nessie e já me junto a vocês.

- Ah não, papai! Leite não, a barriguinha da Nessie tá cheia, ela tomou muito sangue hoje.

- Leite sim, gatinha. Pra Florzinha do papai crescer bonita e inteligente igual à mamãe.

- E esperta e bonita, assim como o papai.

Aproximei-me delas e dei beijinhos leves nos lábios de minha esposa.

- Não demore!

- Nem se eu fosse louco.

Fui para a cozinha e preparei a bebida indesejada de minha pequena. Nessie era relutante nesse ponto, mas eu insistia, ela era meio humana, então tinha de comer comida humana.

Voltei para o quarto e encontrei minhas garotas se despindo ao som de uma baladinha suave e moderna. Fingi que não as vi e me encaminhei para o banheiro. Tirei a roupa e entrei, eu as aguardaria ali. Num momento só nosso.

Fechei os olhos eu não precisava dormir para sonhar com a cena linda que se desenhava a minha frente: Bella e Nessie, os presentes de Deus para um pecador como eu, as criações mais perfeitas que eu, em mais de cem anos de peregrinação por este mundo, já vi.

- Eu acho que o papai dormiu...

- Eu acho que não.

Sorri de olhos fechados, era a melhor sensação do mundo essa coisa de ser completo.

- Acho que se você der um beijinho nele, ele acorda.

A água se movimentou a minha volta, mas, continuei na mesma posição, só quando senti a boquinha quente se encostar a minha bochecha foi que abri os olhos.

- Ah o papai acordou...

- Claro que acordei quando uma princesa beija o rosto de alguém, não a ser humano que resista.

Ela gargalhou e estendeu os braços para mãe, que vagarosamente a pegou no colo e se abaixou dentro d’água. Abri os braços pra ela e esperei até que as costas de minha mulher se acomodassem a meu peito.

Massageei tranquilamente seus ombros, enquanto ela lavava os cabelos de nossa filha. Pra quem olha de fora podia se assustar com a cena: marido, esposa e filha, nus no mesmo ambiente. Mas eu lhes diria, que quando se ama sem medidas, um amor maior que qualquer criatura pode imaginar, não há nada de mal nisso. Eu só via, Afrodite mãe a quem eu amaria e veneraria pra todo o sempre de todas as maneiras possíveis e claro, isso incluiria amor corporal, e Afrodite filha, a quem eu amaria e veneraria da forma mais pura e honesta que se pode imaginar.

Aquele nosso momento não era nada mais que, uma troca de carinho e uma saciedade da falta que sentíamos uns dos outros quando nos separávamos.

- Vamos sair à água já está esfriando?

Meu bebê, nessas alturas já se encontrava deitada nos ombros da mãe, os olhinhos quase fechados.

- Vamos. Tem alguém querendo caminha aqui.

Tracei a bochecha rosada com os dedos e ela sorriu.

- Papai?

- Oi anjo?

- Posso dormir com vocês hoje? Só um pouquinho? Eu prometo que tomo o leite.

Ela puxou a Alice. Isso é fato...

Dei um suspiro. Às vezes ouvir os pensamentos de Bella ainda me assustava.

- Claro que pode amor.

Saí da banheira me enrolei na toalha, e abri a outra para receber meus tesouros.

- Hum, que cavalheiro...

- Minha dama, merece.

Abracei o corpo pequeno dela e a acompanhei até o quarto.

- Seque Nessie pra mim, enquanto eu busco um pijama quentinho pra ela?

- Claro que sim, senhora Cullen.

Ela se afastou e eu comecei a secar minha pequena que já cochilava em nossa cama.

- Não dorme filha.

- Não tô “numindo”, papai.

Contive uma risada, fui até o armário do banheiro peguei uma toalha sequinha e a enrolei nela.

- Tome, vai ajudar a te esquentar.

Entreguei-lhe o copo com leite e comecei a secar os cabelos com a outra toalha.

- Argh... Ainda é ruim, papai.

- Se esforce.

Ela não desobedeceu e logo o copo jazia vazio na pequena mãozinha.

- Quase não encontro filha. Um furacão passou pelas suas gavetas?

- Não mamãe, foi tia Alice mesmo.

- Ah definitivamente um furacão.

Nessie riu da mãe já de olhos fechados, enquanto Bella a vestia com um conjunto flanelado e comprido de cores suaves e bonitas. A carreguei no colo até o banheiro e praticamente escovei seus dentes, ela estava já se rendendo ao cansaço.

- Boa noite, papai. Nessie te ama.

- Boa noite, princesa. Papai também te ama.

Sem arrependimento nenhum me deu as costas e se aconchegou nos braços da mãe.

- Boa noite, mamãe cheirosa. Eu te amo muito.

- Boa noite, Bebê lindo. A mamãe te ama muito mais.

Se eu sentia ciúmes dessa predileção de Nessie por Bella?

Lógico...

Que não. Bella lutou por ela, Bella morreu por ela. Isso era mais que justo.

- Tome senhora Cullen. Ligue para seu pai.

Estendi o telefone para ela e esperei até que ela conversasse com o pai. Conheço meu sogro e sei que ele aguardava notícias dela.

Ter Nessie ao nosso meio era como a comprovação de que tudo que Rose pensava, era engano. Nós não pensamos só em nosso bel prazer, Nessie sempre seria nossa prioridade. Somos um casal novo e temos nossas necessidades, mas nada que não pudesse esperar. Os caprichos de minha filha sempre viriam primeiro.

Notas finais
Recomendações e Comentários???
Pra quem leu com atenção já sabe quem é o personagem semana que vem.... onde teremos dois pontos de vista..
Beijos e até lá.