Tudo por Bella Cullen
4 Capítulo 4- O atendente de Telemarketing
Notas iniciais
Obrigada pelo carinho da: gislaine_cullen e da Lih-Cullen que recomendaram a fic.
Estou respondendo os comentários eu amei cada um...
Era um dia comum em nossa casa, eu e Nessie estávamos caminhando para a casa grande. Minha filha tinha um bico lindo em seu rostinho de porcelana, ela ainda estava irritada por ter dormido sem nós ontem, eu entendia, claro. Mas ao mesmo tempo não me arrependi, Edward estava se mostrando um amante quente e viril e eu estava amando essa faceta menos contida dele.
- Não fica assim, princesa. Nós já estamos aqui, o papai não vai ficar feliz de ver essa sua carinha. Desculpa a gente, vai?
Ela não sorriu como sempre fazia. Simplesmente estendeu a mãozinha tocando meu rosto me mostrando logo em seguida imagens da noite anterior, onde Emmett, Jake, Jasper e Carlisle tentando fazê-la dormir, contando várias histórias, depois Esme, Alice e Rose, cantando e ninando-a, mas minha pequena parecia imune aos encantos deles, ela suspirava irritada e mostrava imagens minhas e do pai, provando que nessa hora só nós servíamos. Não pude evitar um sorriso, pelo menos nessa hora, éramos insubstituíveis.
- A mamãe também sentiu saudade, amor. Isso não vai mais acontecer.
- Você promete mamãe?
A vozinha de anjo misturada com o excesso de luxo eram um golpe baixo a minha resistência. Ela ganharia qualquer coisa de mim se quisesse.
- A mamãe não pode prometer que não vais mais passar a noite fora (ainda mais agora), mas eu prometo que sempre que isso acontecer, o papai e eu nos despediremos antes de sair e te ligaremos na hora de você dormir. Combinado?
- Combinado, mamãe linda...
Ela sorriu um pouquinho e escondeu o rosto em meu cabelo, ainda era cedo e pelo que parece sua noite foi um tanto quanto que: Agitada demais.
Então, era questão de minutos até estar dormindo de novo.
Eu não tinha pressa, caminhava a passos lentos até a casa de minha família. O dia estava claro e para Forks os poucos raios de sol que conseguiam ultrapassar as nuvens pesadas, podiam ser considerados um milagre.
Dei mais uns passos e senti o pequeno celular prateado de última geração, vibrar em meu bolso traseiro. Parei, segurei Nessie só com uma mão e o peguei com a outra, essa força exagerada ainda me assustava.
- Alô?
Eu não conhecia o número da chamada.
- Alô, bom dia. Eu gostaria de falar com a senhora Isabella Cullen.
Era a voz de Edward? Por que ele estava disfarçando?
- É ela quem está falando. Quem gostaria?
- Ah! Tenha um lindo dia senhora Cullen. Eu me chamo Edward Cullen e gostaria muito de tomar uns minutinhos seus. A senhora poderia falar comigo, agora?
Pensei por dois milésimos de segundos, se o meu marido lindo, estava se divertindo com esses joguinhos eu é que não seria estraga prazeres. Afinal, a quem Isabella Cullen queria enganar? Eu estava era amando essa nova faceta dele.
- Me desculpe moço, mas agora eu estou sem tempo, talvez outra hora. Pode ser?
- Mas senhora, tenho uma oportunidade de ouro para lhe oferecer...
Ri sozinha, até na insistência o filho da mãe, conseguia ser perfeito.
- Eu só lamento, senhor Cullen. Mas agora é mesmo impossível falar com o senhor. Desculpe-me e tenha um bom dia.
Fui prática. Dessa vez nós dois brincaríamos.
- Pois bem, senhora Cullen. A “Perversion Forever” agradece a sua atenção...
“Perversion Forever”? Por Deus? O que será que ele queria me oferecer?
Burra, mil vezes burra Isabella, devia ter perguntado primeiro, esse meu instinto ainda me colocaria em maus lençóis.
Agora o jeito seria esperar e se roer de curiosidade até meu atendente exclusivo ligar de novo.
Guardei o celular no bolso e acelerei o passo, agora eu queria chegar rápido. Podia até imaginar a cara de alegre que ele deve ter feito quando lhe cortei. Edward gabava para todo mundo esse dom que eu tinha de sempre fazer o contrário do que ele previa.
- Bom dia, querida?
- Bom dia, Esme.
Minha mãe de coração, que remexia em alguma coisa nos vasos de flores, veio ao nosso encontro. Ela me deu um beijinho singelo e cheirou lentamente os cabelos de minha filha, como se precisasse daquilo para viver.
- Bom dia, vovó?
Nessie já cochilava.
- Bom dia, amor. A vovó vai tomar um banho e já vem te buscar pra você dormir mais um pouquinho lá no meu quarto, pode ser?
- A mamãe não vai sair?
- Não princesa. A mamãe vai conversar com tia Alice e tia Rose.
Era magnânimo o amor de todos dessa família, pela minha menininha.
- Então pode vovó.
Esme cintilou os olhos em direção a minha luxentinha. Ninguém resistia
Minha sogra se afastou, era impressionante como até suja de terra e com chapéu de jardinagem, ela conseguia ser elegante.
Tenho fé que um dia eu chegaria lá.
- Alice e Rose estão te esperando no quarto, Bella.
Eu já sabia, mas mesmo assim sorri com a informação. Fui ao encontro delas.
- Demorou hein, Bella?
- Não comece Rósalie! Eu ainda estou com raiva por vocês não terem me ajudado ontem e só pra constar, Edward já sumiu de novo. E se tudo isso não bastasse ainda tem uma empresa de telemarketing me assediando. Eles querem, porque querem me vender alguma porcaria.
Não era um jogo? Todo mundo finge que não sabe? Então? Chupem essa uva e agüentem meu mau humor, cunhadinhas...
Ok! Bella Cullen surtando de novo.
- Ih! Tá irritadinha, hein Bellinha? Eu não sabia que vampiras recém criadas sofriam de TPM. Dormiu mal, cunhadinha?
Fiz cara de brava e só pra provocar um tiquinho, não deixei que nenhuma delas pegassem minha filha. Pois é, eu sou má, assumo e assino em baixo.
- Só pra seu governo, Alice, eu não estou de TPM, e só pra te lembrar, eu não durmo irmãzinha.
- Dormir pra quê, não é Bella? Perder tempo? Onde já se viu?
Era questão de segundos até a curiosidade invadir Alice.
5, 4, 3,...
- Ai Bella! Pare de se fazer de sonsa. Comece a contar...
- Contar o que, Alie?
Ela fez uma cara inenarrável, para mim.
- Como foi sua noite, né Bella. Ah minha irmã! Não seja vingativa, isso é feio. Nós estamos loucas pra saber se você gostou?
Então senta logo essa sua bundinha gostosa aqui e comece a falar.
- Já que vocês vão começar a fofoca. Dê-me aqui a bonequinha da vovó, Bella. Vou levá-la pra descansar lá, não façam muito escândalo.
A parte do “escândalo”, ela falou olhando para Alice.
Passei Nessie para minha sogra e me sentei na cama extra king de Rose e Emmett. Será que ela tinha trocado os lençóis...
Agh Bella! Canaliza, por Deus não pense nisso...
- O que vocês querem saber?
- Desenrola Bella.
- Ok Rose...
Se eu pudesse corar, com certeza estaria rubra agora. Falar de minhas noites quentes com Edward ainda eram um tabu, para mim.
- Não vou detalhar nada, só posso dizer que foi surpreendente.
- Surpreendente tem duas definições, Bella. A do lado bom e a do lado ruim?
Era isso! Às vezes a minha lerdeza me assustava. Minhas irmãs estavam tentando tirar de mim se eu tinha gostado. Mas é lógico, Bella sua anta. Você não deixou seu marido ler seus pensamentos ontem, o coitadinho deve estar se remoendo de curiosidade pra saber o que eu achei disso tudo.
- Claro que pelo lado bom Alice. Eu quase pirei, o meu policial rodoviário, me interrogou, me julgou e me puniu. Tem como não gostar? Eu amei.
Elas suspiraram aliviadas.
- Eu também amei o meu.
- Eu também. O meu ainda fez questão de fazer um Streep completo e desceu até o chão.
Gargalhei com a empolgação de Rose, que imitava os prováveis gestos de Emmett, rebolando e agachando jogando os braços para cima.
- Eu também gostei.
Esme também opinou, sussurrando do seu quarto. Alice e Rose contavam detalhes da noite picante delas, eu escutava e fazia uns comentários nada comprometedores, elas tinham muito que me ensinar e eu estava atenta a tudo. Ouvir detalhes da noite delas me trazia um montante de sensações, a primeira delas era a surpresa e o alívio, saber que todos estavam de um jeito ou de outro de divertindo com toda essa minha falta de experiência era uma maneira de não me sentir culpada por ver a vida deles girando em torno da nossa.
Era divertido e fácil a vida entre eles.
Ainda ríamos de alguma coisa quando meu celular deu sinal de novo. Atendi antes do segundo toque.
- Alô?
- Alô, bom dia, eu gostaria de falar com a senhora Isabella Cullen.
- Bom dia. É ela quem está falando.
Alice e Rose faziam cara de paisagem e fingiam não escutar nossa conversa.
- Ah dona Isabella! Aqui quem fala é Edward Cullen da empresa “Perversion Forever”, e eu gostaria de falar com a senhora uns minutinhos. Pode ser?
Eu queria enrolar um pouco, mas como tudo em mim foi intensificado depois da transformação, cedi. A curiosidade era incontrolável.
- Pode sim, sou toda ouvidos.
- Então Isabella, seu nome foi selecionado entre tantos de nosso banco de dados para uma oferta irrecusável. Nós somos uma empresa conceituada e líder no ramo de acompanhantes e acessórios, para vampiras solteironas, desiludidas e abandonadas...
- Êpa... Paradinho aí moço, deve estar havendo algum engano, eu não sou nada disso aí que você falou não.
Eu não saberia explicar o tanto de coisa que se passava em minha mente naquele instante: frustração, raiva, desgosto. Edward só podia ter perdido o amor a vida. Onde já se viu brincar desse jeito.
- Olha moço, eu sou casada e muito bem casada, apesar de estar cogitando a hipótese de ficar viúva agora. Mas por enquanto pegue seus produtos e enfie no...
Respirei fundo. Conte até dez Bella, é uma brincadeira. Conte até dez, não perca a calma, sua filha está a dois cômodos daqui.
Minha consciência gritava para mim.
- Nariz. Isso atendente. Enfie esses seus produtos no nariz.
Desliguei o telefone, a minha incredulidade era tanta que nem os olhares e risos de minhas cunhadas foram capazes de me fazer reagir.
Levantei rapidamente da cama e como um cometa desgovernado, saí de casa e me pus a correr floresta adentro. Eu precisava esfriar a cabeça.
Eu não estava zangada, estava surpresa. Aquela nem de longe parecia uma atitude de meu marido.
Sentei em uma pedra depois do rio e suspirei encarando o horizonte.
Meu celular vibrou, era um sinal de mensagem, cogitei a hipótese de não atender, mas eu conhecia meu marido.
Amor, onde você está?
Desculpe a brincadeira de seu infantil marido,
Deixei-me levar pela mente insana de Emmett,
Por favor, me perdoe? Volte pra mim.
Prometo parar com essa sandice agora mesmo.
Seu...
Edward
Contive a frustração que ameaçava me dominar, eu não queria que ele parasse com os joguinhos, claro que não.
Estava me divertindo muito. É Isabella Cullen, mais uma vez meti os pés pelas mãos.
Oh mulher propensa a atitudes irracionais!
Mas eu ia consertar isso, ah se ia.
Amor
Não surte, eu estou bem.
Já que estou por aqui resolvi caçar antes de voltar.
Provavelmente não estarei disponível no celular,
Pois tem uma empresa de telemarketing me ligando a todo instante.
Eu os cortei, mas você sabe como isso funciona,
Eles são insistentes.
Cuide da nossa filha.
Amo-te.
Sempre sua...
Bella Cullen
Coloquei o celular de volta no bolso, rezando a Deus pra que ele entendesse a mensagem subliminar nas entrelinhas.
Corri mais para o interior da floresta, fechei os olhos e deixei que meus instintos e olfatos de predadora tomassem conta de mim, não tinha nada de suculento em vista, então o jeito foi cravar os entes em um herbívoro mesmo. Não saciava, mas sustentava então, já estava bom.
Às vezes eu me sentia “meio Emmett”, só caçar não era o bastante, o segredo era se divertir, deixar a presa correr, ilusioná-la a achar que tinha alguma chance de fuga. Essa era a graça da situação.
- “Você pode correr, mas não se esconder...”
É eu tinha mesmo nascido para esse tipo de vida, ou melhor, de morte... Ah sei lá, isso me confunde às vezes, nunca sei...
- Putz!
Bufei de frustração, quando meu telefone tocou de novo e espantou o maior cervo.
- Alô?
- Alô, senhora Cullen?
- Sim e ela.
- Ah senhora! Aqui quem fala é Edward Cullen da empresa...
- Tá, tá. Eu já sei, pare de ladainha e fale logo qual a baboseira que vai me oferecer dessa vez.
O cortei logo de cara. Eu queria ir para os finalmente. Caçar me excitava. Edward tinha entendido meu recado.
- Eu queria me desculpar, senhora Cullen. Meu supervisor se confundiu e me colocou em maus lençóis, então, gostaria de me redimir de algum jeito.
- E que jeito seria esse, atendente?
- Não sei senhora. Estou aberto a sugestões, meu único objetivo é seguir a risca o lema da empresa a qual trabalho: “Perversion Forever, seu prazer e satisfação acima de qualquer coisa.”
Parei e pensei: ele estava ousando muito esses dias, será que se eu fizer o mesmo, estragaria o jogo?
Não, acho que não.
Então vamos lá Isabella Swan, oops... Cullen, isso... Isabella Cullen mostre a esse atendentezinho gostoso de uma figa, com quantos paus se fazem uma cama resistente.
- Sabe senhor Cullen, sou uma mulher muito exigente e só meu marido consegue satisfazer a todas as minhas vontades. Creio que o senhor não dará conta do recado. Sou areia de mais para o seu três quarto...
- Me deixe tentar, senhora Cullen. Posso ser bem convincente quando quero. E só pra senhora saber, meu carro é um Volvo modelo 2012. Seu marido é que é um caminhãozinho, pelas minhas informações ele anda tendo que dar duas viagens.
O desgraçado riu, ela óbvio que estava se divertindo as minhas custas.
- Ah atendente! Suas informações estão desencontradas. Meu marido é alto, forte, viril, insaciável...
Porque será que meu corpo já totalmente aceso, gritava para mim que ele era mesmo é: grande, grosso, pulsante?
Sei lá, né Bella?
Vai entender esse seu corpo novo, quem sabe ele não veio com defeito de fábrica?
Ah! Por Deus! Foco Bella, foco...
- E pelo que eu sei senhora, você é pequena, frágil, quente...
A minha medida, o meu tamanho.
- Errado de novo atendente. Sou o número do meu marido, nosso encaixe é perfeito, ainda mais quando estamos bem untados e bem enroscados.
Ouvi um barulho diferente no telefone, posso garantir que Edward se afastava de quem quer que fosse que estivesse do seu lado.
- Suba em alguma árvore próxima a você, Bella. Vá até a copa e sente-se em algum galho seguro e forte, longe de qualquer olhar humano ou não.
Nem pensei em desobedecer, afinal aquela não era uma ordem de um personagem, era meu marido modo on: protetor e ciumento.
- Pronto atendente. Mas saiba que não estou nada feliz, acabei de fazer um estrago na minha calça de alfaiataria caríssima, minha cunhada vai me matar quando vir isso.
- Rasgou é? Quer rasga o resto das suas roupas, para mim, senhora Cullen? Eu ia amar ouvir os sons daqui.
Será????
- É uma proposta tentadora. Será que meu marido ficaria muito irritado se eu voltasse nua pra casa? Acho que não, tem uns lobos protegendo a fronteira, sinal de que eu não correria perigo algum... É..., pode ser. Por onde quer que eu comece atendente?
Ah! Eu merecia um Oscar.
Tinha tocado a ferida com tanta sutileza, que nem o rosnado dele me surpreendeu.
- Pare de me provocar, Bella. Não há personagem, nem historinha que resista a uma insinuação dessas. Se comporte, pelo amor de Deus.
- Foco Edward, foco... Você está no comando, reverta essa situação.
Que legal! Eu sempre quis dizer isso.
- Você está certa, senhora Cullen. Sabe Isabella, eu li na previsão do tempo que hoje faria um calor infernal e como seu prazer é meu alvo final, por favor, retire calmamente sua blusa para mim.
Deslizei tecido da bata para cima de minha cabeça, o vento bateu em meu colo, causando uma sensação diferente.
- Agora tire a calça, Isabella.
- E os sapatos?
- Os sapatos não. Fique com eles. Só seu marido retira seus sapatos. Entendeu Isabella?
- Claro que entendi atendente.
Com um pouco de dificuldade retirei a calça, os saltos atrapalhavam.
Joguei as peças em um galho ao lado e sentei noutro encostando as costas no principal.
- Pronto senhora Cullen?
- Pronto senhor Cullen e agora?
- Qual a cor do seu lingerie, Isabella?
- Rosa atendente. Um rosa bem escuro. Meu marido ama essa cor em mim, ele diz que contrasta com minha pele. Ah! Como eu queria que ele estivesse aqui.
Suspirei saudosamente. A necessidade de provocar sempre vencia.
- Eu me garanto Isabella. Quer apostar como eu a faço gozar em 10 minutos?
Gozar? Pai do céu! O Emmett perverteu de vez meu marido.
Nota mental: Lembrar de comprar um presente bem caro para meu irmão.
- Apostado...
Contemplei o som da risada dele, meus pelos se eriçaram em resposta.
- Ah senhora Cullen, se eu estivesse aí a senhora ia ver, ia morder cada partezinha desse pescoçinho delicioso e sedoso seu, posso até imaginar seus gemidos. Hum!
E posso sentir também.
Vire a cabeça para o lado e faça carinho em seu pescoço por mim, Isabella...
Deslize as mãos sobre ele... Hum!
Eu posso sentir senhora Cullen, seu corpo já está quente e posso garantir que já dá pra sentir o cheiro delicioso da minha fêmea excitada.
Filho da mãe, gostoso dos infernos! Eu juro que um dia o farei pagar por toda essa doce tortura.
Fiz o que ele pediu, quando em minha vida, que eu me imaginaria me tocando a mando do meu marido. É,... O mundo dá voltas.
- Você está equivocado, senhor Cullen, eu não sou sua fêmea. O único dono da minha eternidade é meu marido, é por ele que meu corpo anseia.
- Ele é um cara de sorte. Eu o invejo, mas ele não está aqui agora, não é pra ele que você está gemendo e roçando as pernas uma na outra, não é pelo som da voz dele que seus mamilos estão intumescidos.
É Isabella?
Responda-me, senhora Cullen?
Responder como, se eu nem tinha condições de gemer mais? Será que eu era tão fascinada por ele assim que gozaria só pelo comando da voz dele?
Ah o mundo tá perdido mesmo...
- Toque neles por mim, Isabella. Meus peitinhos precisam de atenção. Molhe seus dedos no veneno dessa sua boca gostosa e rodeie as auréolas para mim Isabella.
Eu não faria isso...
- Hum, vai Isabella. Eu quero ouvir seu rosnado...
Eu não faria isso... Baixei uma alça do soutien...
- Hum! Como eu queria estar aí, para poder lambê-los... Vai Isabella, estou esperando...
Eu não faria isso mesmo... Arranquei a peça de vez. Nem estava tão necessitada assim, eu só odiava soutiens... Merda, mentirosa do caralho...
- Eu ia mordê-los, chupá-los. Eles são perfeitos senhora Cullen, posso imaginar como eles responderiam a mim. Acho que vou tirar minha camisa senhora Cullen, estou em casa mesmo, deitado na minha cama com o travesseiro cheiroso de minha esposa abraçado a mim... Hum, senhora Cullen...
Ahhh, merda! Molhei meus dedos e passei-os em meus seios, era bom... Nada comparado quando ele faz isso, mas por hora bastava...
- Muito bom senhor atendente... Hum... Gostoso, muito gostoso...
Ouvi o som de algo rasgar, eu podia jurar que eram as roupas dele. Será que Edward se masturbaria para mim? Não! Eu me recusava a perder uma cena dessas...
- Eu só tenho 5 minutos, senhora Cullen, então não trapaceie e desça já essas suas mãozinhas de fada para o paraíso... Quero saber detalhadamente como estão às coisas aí embaixo, Isabella.
Se eu pudesse corar, com certeza estaria vermelha, não era possível que eu estava fazendo isso.
Cheguei às laterais do quadril e retirei a minúscula peça.
- Isso Isabella. Passe delicadamente esses seus dedos pequenos pela pele lisa e pequena desse sexo lindo que você tem. Hum, como eu queria estar aí para poder lambê-lo, senhora Cullen. Como estão às coisas hein? Vai Isabella, converse comigo.
Conversar? E eu lá queria conversa? Edward e suas manias. Eu queria mesmo é enfiar de vez meus dedos ali e bombeá-los até a exaustão...
- Molhado, quente, muito quente, atendente. Hum! O cheiro é bom...
Ele rosnou de lá...
- Os dedos Isabella, deslize dois dedos para dentro, minha querida. Estimule o clitóris com o outro dedo, vai Isabella...
Eu não respondia mais por mim, meu corpo só obedecia ao som da voz dele. Meus gemidos eram altos, minha capacidade de concentração estava afetada e eu só rezava pra que ninguém passasse por ali perto, não deveria ser uns sons bons de ouvir.
- Vai Isabella, molhe seus dedinhos aí, meneios para frente e para trás, rode-os, tire-os e coloque-os de novo. Vai Isabella, geme pra mim, vai... Eu quero ouvir, meu pau quer ouvir as batidas de seus dedos...
Ahhh eu estava perto muito perto, eu sentia o desejo subindo de alguma parte, eu precisava liberar...
- Mais rápido atendente... Muito mais rápido.
- Isso senhora Cullen, rápido e gostoso, como só a senhora sabe fazer. Ah Isabella, está vindo... Hummm, hum...
- Ahhhh...
Um branco total, um cansaço fora do comum, uma sensação de saciedade e plenitude...
- Venha pra casa, Bella. Agora..
- Já estou indo amor...
Assim que ele desligou o telefone, esperei mais uns minutos até meu corpo e minha mente voltarem para mim e só então me aprontei e voltei para casa.
Foi decepcionante chegar a nosso chalé e não encontrá-lo lá. Passei por cada cômodo sentindo o cheiro recente dele, mas nada a casa estava vazia.
Adentrei meu quarto, o cheiro de gozo era evidente. Os lençóis trocados me fizeram sorrir, nosso sentimento era tão intenso que tudo era uma troca, amor, prazer, tudo dar tudo receber.
Sentei nos lençóis de algodão Egípcios 500 fios, deslizei os dedos sentindo a textura e aspirando o cheiro de demarcação do meu macho.
Caminhei para o banheiro as coisas estavam feias ali em baixo, eu precisa urgentemente de um banho. Na beira da linda banheira branca, uma caixa me chamou a atenção. Não contive a curiosidade e a abri. Um lindo cartão cobria a o papel fino que escondia meu presente.
Isabella Cullen, a acusada mais gostosa que já interroguei...
A noite de ontem vai entrar para a minha lista...
Espero que goste do agrado.
Use-o hoje à noite pra o seu atendente de telemarketing.
Saudades.
Agente Cullen
Um lindo colar de diamantes rosa, com os brincos eram meu presente. Pequeno, discreto, tenho certeza que custou uma fortuna. Expeli essa idéia de minha cabeça, a noite prometia e se eu reclamasse com ele poderia estragá-la.
Tomei um banho demorado, sequei meu cabelo, vesti um lingerie novo e lindo, verde musgo. Vesti um vestido justo preto e discreto coloquei as jóias, calcei um salto fino e elegante, e pronto estava perfeita para a minha noite...
Sai de minha casa e voltei para a casa grande. Ao longe percebi que só três pessoas estavam lá. Adentrei a porta e sorri para meu bebê...
- Mamãe...
Ela veio correndo e pulou no meu colo. Aconcheguei-a em meu peito enquanto ela repousou a mão em meu pescoço e me mostrou como foi seu dia, na maior parte dele Jacob estava com ela divertindo-a, ela sempre sorria para ele.
- Fiu, fiu, hein Bells, você tá muito gata... Se eu fosse adepto a sangue sugas você não me escapava...
- Para de brincadeira, Jacob. Não estou a fim de problema.
Afastei meu melhor amigo quando ele tentou me abraçar eu sabia que ia ficar impregnada com o cheiro dele, e Edward odiava isso.
- É Jake para, a minha mamãe é do meu papai...
- É Jake, do papai dela...
Sorri com o ciuminho de minha filha, sentei no sofá ao lado de Esme, que crochêtava com uma velocidade vampiresca, um novo caminho de mesa para a imponente peça da nossa sala de reuniões.
- Lindo esse, Esme.
- Eu sei querida, essa técnica em aprendi em uma de minhas viagens com Carlisle para o Brasil, no nordeste daquele país mais precisamente em Fortaleza no Ceará, as mulheres são muito prendadas, você ainda vai ter a oportunidade de conhecer.
Conversamos mais algumas amenidades, Nessie estava agarrada a mim, parece que minha pequena pressentia que eu ia sair. Tive que mudar um pouco os planos do meu marido, minha filha estava carente desde ontem, o jeito seria fazê-la dormir primeiro e só depois sair.
Mandei uma mensagem para ele, ainda o provocando-o e chamando-o de atendente coloquei-o a par de meus dilemas e sem deixar brechas para que ele retrucasse exigi o endereço do lugar aonde nos encontraríamos. Depois de responder e se certificar que tudo estava bem com minha filha ele me passou o local e disse que me esperaria contando os minutos.
- Você vai sair mamãe?
- Vou, princesa. Mas pode ficar tranqüila, a mamãe vai esperar você dormir e prometo que amanhã quando você acordar nós já estaremos em nossa casinha, juntos.
Acho que o inconsciente de minha filha estava brincando comigo, Nessie só dormiu depois de três histórias e duas canções de ninar, até Jacob já tinha capotado quando terminei a maratona.
- Divirta-se, querida e não se preocupe estará tudo bem aqui...
Despedi de minha sogra, peguei minhas chaves e saí. A Ferrari deslizava pelas ruas silenciosas de Forks.
Perto do local indicado, passei pelo carro de Alice, não a vi, mas escutei sua risadinha, não quero nem imaginar onde estava e o que estava fazendo.
Mais uns metros à frente o mesmo aconteceu, mas diferentemente de Alice, era impossível não imaginar o que Rose e Emmett, estavam fazendo, os gemidos e incentivos de meu cunhado eram altos e claros, pelo menos para meus ouvidos...
Se bem que se um humano ouvisse aquilo, ele acharia que estava perto de algum Zoo. Os “vai, Ursinha”, “assim Ursinha”, “vem meu Macaquinho”, “assim Gorilinha”, eram um tanto que bizarro, eu só esperava que ninguém da Zoonoses aparecesse por ali...
Acelerei um pouco tentando espantar aquelas vozes e então cheguei ao local indicado.
Tudo era silencioso e calmo, mas Edward estava ali, corri meus olhos para a parte sul da rua e ali, escondida entre um beco e um Volvo estrategicamente colocado para esconder, um adereço me chamou a atenção.
O melhor de tudo foi o que saiu de lá de dentro.
Um anjo de cabelos cor de cobre surpreendentemente bem vestido e penteado. Eu não sabia o que me excitava mais, se era o uniforme, calça azul marinho alfaiataria, camisa azul clara de mangas longas, gravata com listras transversais de azul escuro e prata, um lindo sapato social completavam a obra. Por Deus! Eu morreria hoje.
- Demorou Senhora Cullen.
- Desculpe atendente, mas minha filha exigiu um pouquinho de mim.
Ele colou seu corpo ao meu e sem demora devorou minha boca, o beijo em si já era bom, mas as mordidas e chupões, nos lábios deixavam tudo mais intenso.
- Desculpe senhora Cullen, eu tinha planejado uma tortuosa seção de preliminares para você, mas como à senhora me fez o favor de me deixar de pau duro a tarde toda, terei que deixar essa parte para depois.
Ele segurou firme minha mão e a fez deslizar por toda sua extensão. Sem esperar resposta, deslizou as mãos para meus quadris e me ergueu me enganchando nos seus. O beijo já era sôfrego e o roçar de nossos sexos, molhados e estimulados nos fazia já perder o raciocínio.
Ele caminhou comigo até a parte de trás do carro e só então pude vislumbrar e me indignar com a idéia dele. Milimetricamente escondida no beco, uma imponente cabine telefônica bem Londrina mesmo.
- Meu local de trabalho, senhora Cullen e é ali que vou foder você, até te deixar seca de tanto gozar para mim.
Era uma promessa, que eu sabia que ele cumpriria.
Sem demora nos colocou pra dentro e fechou a porta. Encostou-me na lateral da mesma e sem pedir autorização, deslizou o vestido por minha cabeça, a boca nunca deixava meu corpo, ora era boca, pescoço, colo, mordidas, chupadas, beijos...
Minhas mãos estavam na gravata e puxavam-no cada vez mais para mim, retirei sua camisa...
- Amo verde, senhora Cullen, ou melhor, amo nada, odeio...
Eu conhecia aquele sorriso travesso. Sem muito esforço forçou os dedos no soutien e na calcinha rasgando-os e tirando-os de mim. Agora sim eu voltaria para casa nua...
Ele firmou mais minhas costas na cabine e soltou suas mãos de mim, a pressa dele era tanta, que nem me deixar tirar sua calça ele deixou, só baixou-a um pouco e forçou a boxer preta para baixo, só o suficiente pra libertar o pênis já ereto e pulsante.
Ergueu-me um pouco e me desceu de uma vez.
Aghhhh
O orgasmo foi instantâneo. Meu e dele.
Sem dar tempo para me recuperar ele passou a estocar fundo e vigoroso. A cabine balançava e a força dos movimentos era tanta que eu sentia os vidros se trincando a minhas costas.
- Humm...
- Ahhh..
Não eram gemidos castos, mas também não era a La Emmett...
Era uma coisa minha e dele, que só nos dois fazíamos com perfeição e gosto.
- Eu amo você, Bella...
Meu marido...
- Eu amo você, Edward.
A dança erótica mais linda que já vi meu corpo se esfregava ao dele, o dele se fundia ao meu. Era o cavalgar mais gostoso que já conheci...
Não houve interrupções, nem conversas, só a troca de carinho, amor e prazer de um com o outro, que só terminou lá pelas cinco da manhã.
- Temos que voltar amor...
- Não, ainda é cedo.
Ele rosnava e mordia meu pescoço. Ri com a atitude infantil dele.
- Nós podemos continuar isso em casa. Eu prometi a sua filha que quando ela acordasse já estaríamos em casa.
Ele parou e encarou meus olhos, beijou minhas têmporas e me colocou no chão.
- Desculpe por te deixado nervosa hoje, mais cedo?
- Esquece isso eu não fiquei nervosa, só surpresa... Estou amando tudo isso, não estrague o meu momento, Edward.
O beijei calando-o antes que ele começasse.
- Obrigada pelo presente e pela note perfeita, amor.
- Perfeita aqui só você, princesa. E afinal: Tudo por Bella Cullen...
Eu não merecia tanto...
Notas finais
Comentem e recomendem, por favor.
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