Tudo por Bella Cullen

3 Capítulo 3- O policial rodoviário


Notas iniciais
Obrigada a gislaine_cullen pela primeira indicação...

A partir do próximo as coisas esquentam de vez...

Amei cada comentário, obrigada, vcs são perfeitos.

Beijinhos.

Pov. Bella

- O que você acha desse, Bella?

- Por Deus, Alice! Até parece que o mundo vai acabar em lingerie. Eu não preciso disso tudo.

- Eu sei o que estou fazendo, Bellinha. Não discuta comigo e além do mais, eu sei que vai agradecer depois.

A Fadinha irritante fixou seus olhos em algum ponto, provavelmente fuxicando no futuro de alguém, segundos depois sorriu triunfante e saiu saltitando pela loja, apanhando tudo que via pela frente e jogando em meus braços.

Eu já estava no meu limite, desde que o sol nascera e Nessie acordara Alice, Rose e Esme tinham praticamente me arrastado para Port Angeles, segundo elas iríamos fazer umas comprinhas de “quebra galho”, por aqui.

O pior de tudo era que o traidor do meu marido tinha se bandeado pro lado delas. Desde que todas as tormentas de nossa vida tinham se acalmado, não ficávamos mais de duas horas separados, a necessidade um do outro era palpável. Mas dessa vez para meu total desgosto e indignação ele tinha praticamente me obrigado a vir com suas irmãs e mãe e ainda se recusou a nos acompanhar. Era um absurdo. Ah! Mais ele me pagaria caro, por tamanha falta de consideração. Ou será que ele achava que um dia de compras com Alice era fácil?

- Vamos Bella, mexa-se. Passe seus cartãozinho aí. Porque nós ainda temos que ver outras coisinhas.

Peguei minha filha no colo e segui para o caixa, paguei as compras tentando ignorar os olhares nada discretos do atendente. Se ele sonhasse quem éramos, trataria de manter distância, ao invés de cobiçar...

- Mamãe, eu quero ir pra casa...

Já estava escurecendo e nós ainda não tínhamos acabado. Depois de “fazer um limpa” em cada loja da cidade Nessie já estava exausta.

- Nós já vamos, meu amor.

Estreitei os olhos para minha cunhada-irmã, não sei o que ela viu neles, mas valeu à pena, pois se rendeu logo em seguida.

- Tá bom, tá bom. Vamos logo.

Rose terminou de pegar as sacolas e seguiu para o estacionamento, o porta malas da Mercedes ficou lotado, juro que achei que não ia caber, mas o carro de meu sogro é bem espaçoso, aliás, acho que um dos motivo de Alice ter optado por vir nele era esse. Rose discordava segundo ela a escolha foi de Edward, pois ele achava que esse era mais discreto e que quatro mulheres desacompanhadas nele chamariam menos atenção. Como se isso importasse...

- Você dirige Bella. Já que eu fiz todo trabalho pesado, agora é sua vez de contribuir um pouquinho.

- Tá certo, Alice. Vamos logo com isso.

Abri a posta de trás, Rose sentou e eu lhe passei Renesmee, que já cochilava. Alice sentou ao meu lado e Esme do lado de Rose.

Pus o carro em movimento e logo estávamos a caminho de casa, um sorriso bobo se formou em meu rosto, era como voltar ao paraíso.

- Acelere Bella. Eu queria chegar em casa nesse século ainda.

- Às vezes você é insuportável, Alice.

A danada sorriu e estirou a língua pra mim. Acelerei, eu também estava louca pra chegar em casa. Dei uma conferida no retrovisor interno e Rose sorriu pra mim me encorajando a correr mais um pouquinho, seus braços em torno de minha preciosidade, formavam uma prisão e ela já dormia alheia a tudo que acontecia a sua volta.

O motor rugia e em poucos minutos já ultrapassávamos os limites de Forks, mesmo que eu não precisasse respirar era impossível não notar a diferença. Forks era verde e limpo, sei que num futuro não muito longe daqui teríamos que nos mudar, mas se eu pudesse escolher, aqui seria o lugar ideal para criar minha filha.

- O que é aquilo?

Estreitei meus olhos para onde Alice apontava.

- Não sei está muito longe, mas parece que tem alguns carros no acostamento.

- Então ande logo Bella, pode ser que tenha acontecido alguma coisa.

Segui o conselho de Esme e apertei o pé. Meus sentidos aguçados logo distinguiram cheiros e fragrâncias já conhecidas. Olhei com mais atenção aproveitando agora do pouco espaço que nos separava daquela confusão toda.

- Aquele é o Emmett?

- Emmett? Onde? Enlouqueceu Bella?

Puxei uma quantidade maior de ar, deixando que o cheiro me preenchesse por completo.

- Aquele é o Emmett, não sei o que ele faz ali, mas que é ele, é ele. E só pra informação de vocês Jasper, Carlisle, Jake e Edward estão com ele.

- Seus novos sentidos estão te traindo, Bellinha. Pare de surtar e ande logo.

Olhei-as encabulada. Por Deus! Eram eles, eu tinha certeza.

Concentrei-me na estrada e forcei o pé, ia provar para aquelas loucas que eu estava certa.

- Mas? O que?...

Eu não estava entendendo nada.

Quando estávamos quase alcançando a movimentação à frente, Emmett caracterizadamente vestido como um policial rodoviário se posicionou no centro da rodovia e com acenos nada discretos com a mão direita, me mandava parar no acostamento.

- Ih Bella! É uma blitz, é melhor você parar.

- Mas Esme...

- Não discuta querida. Regras foram feitas para serem cumpridas e autoridades para serem respeitadas.

Rosnei irritada e escutei o riso debochado de até então, meu irmão. Avaliei as minhas opções. Será que Carlisle ficaria muito bravo se eu amassasse um pouquinho o carro dele? A vontade de passar por cima daquele ser ridículo, que ficou mais ridículo ainda com aquela roupa caqui e aquele chapéu horroroso, estava se tornando a melhor de todas as idéias e vontades que já tive na vida.

- É melhor não, Bella. Carlisle gosta de verdade desse carro e se isso não é motivo suficiente para pará-la, lembre-se que Nessie está no banco de trás.

Nessie... Pisei no freio e dei seta para a direita. Alice sabia ser convincente quando queria. Reduzi gradativamente o carro até fazê-lo parar por completo.

Emmett saiu da frente da estrada e veio a nosso encontro. Quanto mais ele se aproximava, mais sua expressão se fechava, se eu não o conhecesse, juraria que é mesmo um agente.

- Documentos do veículo e carteira de motorista, moça.

- Afh! Pelo amor de Deus, Emmett. Pare de fazer hora com a minha cara.

- É agente Cullen, moça. E por favor, me dê os documentos do veículo e sua carteira de habilitação.

Rosnei de novo e escutei a risada baixa de Edward.

Alice me passou minha bolsa e ficou séria enquanto eu lhe encarava incrédula.

- É melhor obedecer, Bella.

- Alice!...

- Ande logo.

Ignorando aquela palhaçada toda, revirei minha bolsa até encontrar a carteira, tirei de lá os tais documentos e entreguei a ele.

- Huum! Certo, dona Isabella, seus documentos estão em ordem, mas a senhora cometeu duas infrações graves, alta velocidade e transportar criança menor de dez anos, fora do assento adequado...

- Emmett?

Mas que porra de brincadeira era aquela?

- Então dona Isabella, se a senhora não tiver nenhuma objeção, eu gostaria de revistar o seu carro. Desça por favor, assim como os outros passageiros.

Estava pronta pra falar um monte de impropérios pra ele, quando escuto três “clicks” de portas se abrindo. Arregalei os olhos para as mulheres daquela família, mas só para me irritar de vez, elas fingiram que aquilo era normal e desceram sem pestanejar.

Oh céus... Era hoje que uma vampira morria de infarto.

- Eu vou matar você, Emmett Cullen. Pode escrever isso.

- Isso é uma ameaça, senhora Cullen?

- Pode acreditar que sim, senhor Cullen do Paraguai.

Desci do carro e parei ao lado da porta. Emmett chamou Jasper e Carlisle, eles se aproximaram com duas lanternas na mão e começaram a inspecionar o carro. Fiquei quieta, eu queria ver até onde isso ia.

- Abra o porta malas, senhora.

Mesmo que fosse só uma brincadeira deles, uma ordem de Jasper era sempre uma ordem. Coloquei metade do corpo de volta no interior do veículo e acionei o botão que destravava a traseira.

- Ih Jasper! A coisa é pior do que imaginei, a mocinha brava é adepta a contrabando. A mala do carro tá cheia de muamba.

Ok aí já era demais.

- Muamba o escambal... E saibam vocês que essas sacolas todas são da sua mulher Jasper e da sua Emmett.

Eles me ignoraram por completo. A raiva começava a me dominar, eu juro que se Jasper tentasse me acalmar, eu arrancaria a cabeça dele.

- Rapazes, acompanhem as outras senhoras e a criança até as outras viaturas...

Carlisle agarrou meu braço com uma força exagerada e me levou de volta até a porta do motorista.

- Fique quietinha, moça.

Forçou meus braços para cima do teto do carro. A situação estava começando a fugir do controle. Eu sentia o desespero vindo.

Alice, Esme, Rose e Nessie, já seguiam em direção dos outros carros, acompanhadas por Emmett e Jasper. Nessa hora Jake ainda saiu em meio às sombras, me olhou com um cinismo irritante, atravessou a estrada e pegou minha filha dos braços de Rose.

- Deixe isso comigo, Carlisle. Pode se juntar aos outros.

Obriguei-me a tirar os olhos de minha filha e busquei o som daquela voz. Carlisle me soltou, mas eu não consegui me mexer, o magnetismo daquele ser perfeito que se encaminhava ao meu encontro, era tanto, que eu parecia colado ao carro.

Alto, forte, com o andar ritmado e a expressão séria, parecia um predador hipnotizando a caça, que naquele momento era eu.

Por Deus! Se Emmett tinha ficado perfeito naquele uniforme (que Rose nunca saiba que falei isso), Edward não tinha explicação.

- Abra as pernas, moça.

Ele se postou atrás de mim e aconchegou seu corpo libidinosamente ao meu, segurou firmemente minhas mãos sobre o teto do carro.

Jasper ligou o motor do Volvo, que estava estacionado do outro lado, nessa hora eu já não estava entendendo nada.

- Alice?

Choraminguei para ela.

- Se divirta Bellinha. Vemos-nos pela manhã.

Bandida. Nem veio em meu socorro.

- Cuide da minha filha, Rose.

Edward com uma voz cortante bradou.

- Pode deixar Edward. E, Bella?

- Hum.

Respondi.

- “Se não sabe brincar, não desce pro play.”

Ouvi risinhos baixos e, claro, como não podia deixar de ser, gargalhadas estrondosas de Jacob e Emmett. Eu podia jurar que Edward também estava sorrindo, mas ele não deixou transparecer.

Os carros se afastaram e eu suspirei desnecessariamente, mas mesmo assim frustrada.

- Abra mais as pernas, senhora Cullen, tenho que revistá-la e preciso da sua compreensão.

Fiz o que ele pediu e só então as coisas começaram a fazer sentido.

- Assim está bom?

Era um jogo. E eu era peça fundamental nele. Era o “nosso jogo”.

- Mais que bom.

Abri as pernas e empinei a bunda, imediatamente ele se abaixou e começou a apalpar meu corpo, os pés foram os primeiros.

- Saltos, senhora Cullen? Hum! Isso não é bom, mais uma infração, para sua coleção, lamento lhe informar, mas a senhora será julgada, condenada e terá que pagar a sua pena.

As mãos fortes e os dedos longos faziam um trabalho mágico em minhas pernas, mesmo por cima da bota e calça jeans extremamente justa, eu podia sentir o calor que transmitiam fazendo estragos em minha pele.

- E eu pagaria minha pena com quem, agente Cullen?

Ele se levantou calmamente, a pressão em meu corpo continuava, entre ele, eu e o carro, não passava nem uma folha de papel.

- Essa parte é comigo, Isabella. Sou eu, o responsável por senhoras bonitas que desrespeitam a lei.

A boca colada em meu pescoço, não ajudava em nada, minha sanidade já havia se perdido há muito tempo atrás.

- E qual será minha pena, agente? Descreva-a para mim, por favor.

Ele gemeu baixo e me apertou. O fogo se tornou um incêndio, quando a pronunciada e bem quista ereção, tocou propositalmente o início de minhas costas e se não bastasse tudo isso, o filho da mãe, ainda mordeu minha orelha e sussurrou...

- Vou fazer melhor senhora Cullen, em vez de te descrever, vou te mostrar como vai pagar por seus crimes.

Num ato impossível de se ver a olhos humanos, me colocou de frente pra ele e me beijou. Devia ser proibido alguém beijar assim, na minha humilde concepção de recém-criada, se todos os vampiros-machos eram intensos e luxuriosos como ele, era injusto privar cada mulher desse mundo de sentir isso...

Boa idéia Isabella Cullen, acho que vou entrar pra uma dessas frentes feministas e lutar pelo direito delas, já pensou: “Ão, ão, ão, devolva o bundão e ganhe um vampirão”. Parece até campanha política... Já me sinto a própria Hillary Clinton.

Pare de surtar, Bella... Seu homem tá praticamente te forçando a entrar no carro, e ele não precisa fazer isso... Ri de mim mesma. Eu estava enlouquecendo...

- Entre nesse carro Isabella, antes que eu perca o foco e te pegue de jeito, aqui mesmo.

Nem resisti. Ele me fez andar, me levou até a porta do passageiro, abriu-a e me fez entrar.

- Não tente nenhuma gracinha senhora Cullen, eu não quero ter que algemá-la.

Não segurei a risada, seria até interessante ser algemada (nota mental: Forçar Edward a me algemar, num futuro não muito distante.). Eu estava começando a gostar desse teatrinho.

- Pode ficar tranqüilo, agente. Eu não vou sair daqui.

Nem se eu fosse louca. Ele se afastou passando pela frente do carro, abriu a porta, afastou um pouco o banco que estava regulado para mim e logo pôs o carro em movimento.

Quando eu era uma humana frágil morria de medo do modo como Edward dirigia, mas agora era completamente diferente, quanto mais o velocímetro se aproximava do máximo, mais a adrenalina e a excitação aumentavam, era uma sensação inexplicável.

A caracterização do personagem era tanta, que hora nenhuma Edward segurou minha mão enquanto dirigia, ato que ele nunca tinha deixado de fazer desde que me transformei, confesso que senti falta disso, adorava sentir o calor de seus dedos no meus.

- Baixe seu escudo para mim, senhora Cullen.

- Nããoo...

Fiz a voz mais manhosa que consegui, Alice sentiria orgulho de mim agora, eu estava aprendendo direitinho.

- Meu marido é muito ciumento, agente. Ele vai ficar muito irritado se imaginar que lhe dei tal liberdade.

Ele riu baixo... Filho de uma mãe... Vai ser gostoso assim lá em casa...

Seguimos pela estrada, cortamos Forks e 10 minutos depois, minha curiosidade era findada.

- Motel?

Prendi a respiração. Se a intenção dele era me surpreender, ele tinha alcançado seu objetivo. O lugar não condizia com ele, Edward era cavalheiro demais para certas atitudes e assuntos. Será que ele estava era tentando provar o contrário? Ah! Mas eu pagaria pra ver.

- Isso mesmo! A cede da central é aqui, isso é só uma fachada para nos deixar invisíveis a olhos alheios. Espero que esteja preparada, seu interrogatório começará em breve, madame.

- Tenho direito a um advogado?

- A presença de terceiros e terminantemente proibida.

- Mas isso é crime, agente. Sou filha de um oficial e sei, que todo cidadão tem direito a defesa.

Se era pra brincar...

- Meu mundo, minha leis, senhora Cullen. Aprenda isso de uma vez.

Entramos, eu tentava a todo custo disfarçar a ansiedade e o pudorismo que tentavam me dominar. Os costumes humanos ainda me açolavam de vez em quando.

- Quietinha aí...

Passamos pelo portão, ele desceu, foi até uma cabine e pegou a chave, disse alguma coisa e voltou.

Pôs o carro em movimento de novo e logo parou em frente a uma frondosa porta de madeira. Desceu foi até a traseira do carro e puxou a proteção colocada ali para ocultar os carros e suas placas.

Veio a meu encontro, abriu a porta para mim, estendi minha mão e ele automaticamente a pegou, me arrastando para fora do carro, com um pouco de violência puxou meus braços para trás, os juntou e segurou meus punhos junto a minhas costas, tudo com uma só mão, a outra já destrancava a porta do quarto.

- Coopere comigo, Isabella.

Entendi suas palavras assim que adentramos a suíte. Edward me guiou até o meio e me sentou em uma belíssima poltrona que adornava o ambiente.

Fitas de cetim prenderam minhas mãos a ela. Ri com esse ato, eu conseguiria me soltar, sem um pingo de esforço. Mas, era pra cooperar, não era?

Ele deu a volta e puxou minha cadeira, até que a mesma ficasse de frente para a imensa cama redonda, onde ele já se acomodava.

- Agora, já que você se recusou a me mostrar o seu dia, Isabella Cullen, apesar de que suas irmãs já me deixaram a par de tudo o que aconteceu hoje. Eu quero que me conte com riquezas de detalhes, como foi o seu dia e como cometeu cada infração da qual está sendo acusada.

Nessa hora eu já estava a dois decibéis fora de mim. As mãos dele já estavam em meus pés.

- Bom agente Cullen, eu hoje fui arrastada de casa por minha mãe e minhas irmãs para um dia de garotas...

- Seu marido não deve ter ficado nada feliz com isso...

Ele retirou meus sapatos enquanto falava, seus dedos faziam uma leve pressão em meus pés e meu corpo traidor já respondia a ele.

- Que nada, ele nem se importa. O safado praticamente me obrigou a sair com elas. Acho que ele já está se cansando de mim.

- Não repita isso nem de brincadeira.

Sem eu prever, por um momento ele saiu do personagem e colou sua boca na minha, seu olhar era de quem implorava...

- Ok, desculpe. Vamos fazer de novo?

Ele se afastou e colocou meus pés no colo os massageando.

- Seu marido não deve ter ficado nada feliz com sua ausência...

- E não ficou mesmo. Mas quem pode com Alice? Minha irmã é assim, quando ela quer, ela consegue.

- Consegue mesmo. Feche os olhos e relaxe, senhora Cullen.

Hum! Fiz o que ele mandou.

- Continue...

- Compramos quase a cidade inteira e depois fomos embora, o resto o senhor já sabe.

- Detalhes, Isabella. Conte-me o que comprou.

Sem pedir autorização, puxou meus pés para cima e passou a beijá-los e mordê-los.

- Compramos sapatos, bolsas, brinquedos e algumas peças de decoração. O cartão do meu marido vai ficar no vermelho, ele vai me matar quando chegar à fatura.

- Eu duvido...

Ele falava e se aproximava, eu sentia o hálito doce cada vez mais perto. Se inclinando um pouco por cima de mim, ele estendeu as mãos e desabotoou minha calça forçando-a para baixo, obrigando-me a me remexer na cadeira para ajudá-lo em seu objetivo: tira-la.

- Se você tiver comprado alguma coisa pra ele, eu aposto que ele não vai se zangar. O que comprou pro seu marido, senhora Cullen?

Era impossível pensar em uma resposta inteligente, com ele deslizando a boca e a língua por cada parte descoberta em minhas em minhas pernas.

- Hum!

Gemer era quase que uma obrigação.

- Comprei camisas, camisetas... Hum! Ele vai amar meus presentes.

- Não! Não foi isso que eu perguntei. Eu quero que você me descreva as “suas compras”, que fez para ele.

- Hum! Entendi.

Não estar molhada de tesão, já estava fora de cogitação. E para piorar minha encharcada situação, meu marido, disfarçado de agente, passou a lamber a parte interna de minhas pernas. Eu já estava ardendo, impedir que minhas mãos se soltassem e impulsionasse sua cabeça um pouquinho para o lado, estava sendo um sacrifício surreal.

- Continue seu depoimento, acusada. Eu estou registrando cada detalhe dele.

E estava mesmo. E como estava.

- Comprei lingeries, camisolas, pijamas...

- Detalhes, senhora Cullen. Tecidos?...

- Hum! Variados, cetins, rendas, organzas...

- Cores?

- Todas e mais algumas. Preto, vermelho, branco, azul muito azul. Meu marido ama azul.

Foi de mais pra ele. Edward se levantou num rompante passou por detrás da cadeira e se abaixou. Com os braços por cima dos meus ombros abriu minha camisa e começou a massagear meus seios. E se tudo isso já não bastasse para me fazer perder o juízo, a boca se apossou de minha orelha e meu pescoço onde chupava lacivamente, me fazendo arfar e querê-la em outro lugar.

- Longas ou curtas senhora Cullen?

- As duas. Meu marido adora rasgar todas, agente.

- Hum!!!!

Rá. Dessa vez o gemido foi dele.

- É uma pena que seu maridinho não vá contemplar os presentes dele hoje, já que a nossa conversinha vai se estender a noite toda. Muito triste isso, não acha Isabella?

- Ah não! Isso não, agente. Meu dia já foi tedioso demais. Eu preciso ir pra casa, meu marido me espera e caso o senhor não saiba, eu tenho uma filhinha pequena que não dorme sem mim.

Esforcei-me um pouco e baixei meu escudo, mostrando a ele toda falta e saudade que sua ausência me proporcionou durante o dia. E só pra provocar, mostrei cada olhar de cobiça que recebi, desde o manobrista até o balconista da loja.

E só porque ele era o Edward, reagiu instantaneamente.

Rosnou baixo, me pegou no colo e literalmente me jogou na cama. As mãos trabalhavam frenéticas arrancando e rasgando cada parte ainda coberta de meu corpo. Eu, como não sou boba nem nada, sem muito esforço me livrei das fitas que me amarravam e tratei logo de me livrar das roupas dele.

Quando tudo parecia perfeito, eis que a boca quente se apossa da minha e apesar de ser um beijo luxurioso e cheio de desejo, o amor e a veneração se destacavam em meio aquele turbilhão de emoções.

- Todos podem olhar desejar, babar e tudo que terminar com “ar”, Isabella, mas só eu posso tocar, morder, beijar, chupar... Entendeu senhora Cullen?

Era a mais pura verdade e eu lá era louca de discordar...

- Só você, meu amor. Só você.

Nessa hora não havia mais personagem, nem fantasia que sobressaísse. Só o amor e a plenitude dos atos ritmados, profundos e enlouquecedores.

Mãos que se tocavam bocas que se conheciam, sexos que se completavam, desejos que se saciavam, prazeres que se satisfaziam.

Gemidos e sussurros era a trilha sonora de uma noite entre tantas que se iniciava.

Um Edward diferente, uma fase diferente e que pra deixar claro, eu estava amando.

Horas pareceram minutos e o cansaço não vinha, mas algo nos trazia de volta a realidade, uma vida que dependia da nossa, sempre nos buscava de nossa bolha particular para a vida real.

- Gostou da noite, amor?

Olhei no dourado mais valioso do universo e suspirei feliz.

- Tem como não amar? Confesso que me assustei de início, mas assim que notei suas reais intenções, entrei no jogo e me deliciei com cada momento dessa loucura.

- Então se prepare senhora Cullen. Seus dias de insanidade e loucura só estão começando...

Notas finais
3° O atendente de telemarketing

Semana que vem eu volto...

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