Tudo por Bella Cullen
16 Capítulo 16- Professor e aluna
Notas iniciais
Infelizmente não sei quando será o próximo post, vida tá corrida, mas podem ter certeza de que nunca abandonaria uma fic, eu tardo mas não falo.
Obrigado a todos que mandaram messagens aqui e no Twitter, a preocupação de vcs é linda.
Capítulo dedicado a uma leitora que me indicou essa ideia, perdi seu nome, se manisferte nos comentários que agradecei no próximo.
Beijos e aproveitem o capítulo... Enooorme.
Pov. Bella
- Vai princesa, desfaça esse bico.
- Mas, mamãe, eu não quero que o Jake vá e deixe a Nessie.
Contei até dez e lembrei-me de minha avoada Renée. “Bella, ser mãe é padecer no paraíso...”.
- Amor, nós iremos amanhã de manhã. Será que é tão ruim assim ficar com o papai e comigo?
Hoje era um dia daqueles e eu podia ouvir a risada de Jacob e Edward na cozinha. Aqueles dois... Belos comparsas me saíram. Deixar-me dialogar com uma garotinha persuasiva e emburrada era missão só minha.
Explicar para meu anjo que nós estávamos deixando para ir amanhã porque queríamos um tempo a três, estava fora de cogitação, apesar de inteligente e esperta fora do normal, Nessie não entenderia a intensidade desse sentimento.
- Não, mamãe... Não é isso, eu amo ficar com vocês, mas eu vou sentir saudades...
Tirei a escova de seu cabelo, a coloquei de pé na cama e lhe encarei, se ela sabia ser persuasiva eu também sabia. Ou não..., vai que ela herdou isso do pai.
- Filha, ele também vai sentir saudades, mas lembre-se de que o Jake tem um papai, pensa como o papai dele deve estar morrendo de saudades...
Nessie abriu bem os olhos, pôs o dedinho na boca e fez a maior carinha de pensadora nerd que podia existir.
- É mamãezinha eu acho que posso sobreviver sem ele por um dia.
Jacob gargalhou no andar debaixo e Edward rosnou.
- Tudo bem gatinha, agora que tal se nós descêssemos para ver o que o papai preparou para seu almoço?
Ela sorriu amplamente e pulou da cama já saindo do quarto às pressas. Eu sabia o que vinha a seguir.
- Vamos lá mamãe, quem chegar por último coloca o tênis de chulé do Jake na mala.
Torci o nariz para a prenda que pagaria, nunca em são consciência que eu não daria a ela o gostinho de ganhar de mim.
Esperei até ter certeza que ela já estava bem longe e só então saí do quarto.
- Ah... Você perdeu mamãezinha...
Cheguei ao topo da escada a tempo de contemplar Nessie se desmanchando de rir nos braços de Edward, ele como eu, ainda tinha o receio de que ela caísse naquela escada.
- Perdeu de novo, perdeu...
Edward levantou a sobrancelha para mim e eu dei de ombros.
- O que sua mamãe perdeu dessa vez, sobrinha do tio Emmett?
- Ah papai! Eu corri mais do que ela e cheguei primeiro, agora ela vai ter que colocar o tênis do Jake na mala.
Edward também torceu o nariz. É eu teria que tapar respiração por alguns segundos.
- Ih princesa, quando chegarmos a Forks temos que conversar com o vovô, mamãe está muito lenta ultimamente.
Só por que eu sou Bella Cullen e adoro provocar, desci as escadas sem nunca quebrar o contato visual com ele e parei ao seu lado arrancando nossa filha de seus braços e a colocando no chão.
- É quando chegarmos à Forks talvez eu me consulte com Carlisle. Agora Princesa, faça um favor pra mamãe, vá até a cozinha e veja com o Jake o que o papai preparou para o almoço de vocês.
Ela nem esperou eu mandar duas vezes e saiu saltitando para a cozinha. Era a minha deixa...
- Então quer dizer que eu preciso de uma consulta? Ah que interessante. Talvez, só talvez... Eu deva dar uma passadinha em Port Angeles e me consultar com um médicozinho de 23 anos, loiro, sarado, alto e muito educado, que ajudou a mim e a Alice com umas sacolas outro dia. Ele foi tão prestativo, acho que devo devolver o favor. Alice deve ter o endereço dele num cartão que ele nos deu e que ela fez questão de guardar. Doutor Andrew, formado em ginecologia e obstetrícia, se não me engano...
E só para provocar mais um pouquinho, baixei meu escudo e me lembrei de cada detalhe daquela cena, pela qual passamos semana passada. O franguinho basicamente molhou o chão de tanto babar em mim e em Alice.
- Alice!!!
Jasper rugiu bravo de algum lugar no andar de cima.
- Bella sua traíra, nós não combinamos que isso seria um segredo nosso.
- Oops!!
Fiz minha melhor cara de desculpa e voltei minha atenção para meu planinho...
- Ora sua...
Edward me agarrou pelos braços e me apertou na parede, já levantando minhas pernas e me enganchando nele.
- Vingança, Baby? Adoro...
Suas mãos apertaram despudoradamente minha bunda e logo senti sua ereção proeminente se esfregando em mim.
- Então quer dizer que você e Alice andam aceitando ajuda e só para se divertir ficam deslumbrando os pobres mortais dessa cidade. Ah Isabella isso não é nada bom...
Ele traçou beijos por meu pescoço e mordeu meu ombro, me esfregou mais nele e suspirou. Eu estava completamente quente e molhada.
- O que eu posso fazer se somos irresistíveis, amor?
Provoquei de novo.
- Irresistível e bem engraçadinha. Reze a Deus para que eu nunca encontre com esse doutorzinho, se não, eu não respondo por mim, senhora Cullen.
Com um solavanco forte demais, a boca dele tomo a minha. Era insano como meu corpo respondia ao dele. Como fogo e pólvora...
- Ei casal? O Furacão que vocês chamam de filha está indo, se larguem e se componham...
Edward me soltou e virou-se de costa pra se acalmar. Eu como não podia usar desse subterfúgio respirei pesadamente até me acalmar por inteiro.
- Mamãe, vamos logo, o papai fez uma carne com batatas e arroz com verduras. O Jake tá com fome.
Peguei-a no colo.
- Vamos lá princesinha vamos ver se vocês aprovam a comidinha do papai.
Pov. Edward
- Aqui senhor.
Estendi a mão e peguei uma sacola que a atendente me entregou.
- Quanto te devo?
- Não é nada, senhor. A senhora Alice já se encarregou de tudo.
Alice minha irmãzinha às vezes conseguia ser muito chata, só ela mesmo pra conseguir fazer com que saísse de casa e deixasse Bella sozinha.
- Mas se eu puder lhe ajudar em mais alguma coisa?
Suspirei frustrado pra a tentativa dela em soar sexy.
- Papai, vamos pra casa Nessie está com “saudadinha” da mamãe.
E minha filha como tinha o time perfeito, demarcou seu território e o da mãe. Peguei-a no colo e beijei sua bochecha.
- Vamos princesa, o papai também está morrendo de saudades da mamãe.
Encaminhamos-nos para a saída da loja. Eu não estava feliz em estar ali, mas Bella era altruísta demais e quando Alice disse que precisava que eu pegasse uma sacola pra ela aqui em Port Angeles, minha esposa logo ofereceu pra que eu viesse e trouxesse Nessie. Minha garotinha estava muito chorosa com a partida de nossa família e acho que Bella achou que distraí- la seria uma boa ideia.
Pov. Nessie
Eu e meu papai a saímos daquela loja feia. Afh! Eu odiei aquelas vendedoras e vou pedir pra titia Lice pra nunca mais comprarmos nada ali, aquelas mulheres todas ficavam olhando pro meu papai como se ele fosse o leão mais lindo da montanha. E na verdade ele era, mas era só meu e da mamãe.
Ai que raiva dela. Ah mas, eu ia contar pra mamãezinha, ah se ia.
- Filha, papai precisa te pedir uma coisa.
Olhei pra ele, enquanto ele se sentava num banco no corredor do shopping e me virava para ele me colocando entre suas pernas.
- O que é papai?
- Como você sabe vamos voltar pra Forks amanhã de manhã e depois de amanhã, na sexta pra ser mais exato, nós sairemos de viagem.
Suspirei feliz, nós íamos viajar. Eu amo viajar.
- E pra onde nós vamos papaizinho? Agente podia ir pro Brasil, a Nessie está com saudades da Zafrina.
E estava mesmo. Adoro aqueles filminhos inéditos que ela coloca dentro da cabecinha da gente.
- Oh princesa...
Papai não pareceu feliz e Nessie não entendeu o porquê.
Ele colocou a mão no meu rosto e acariciou.
- Sabe princesa, desde que nos mudamos para cá, titio Jas e titio Emmett têm sentido muitas saudades das viagens que fazíamos antigamente.
- Antigamente quer dizer: quando não existia a mamãe e nem Nessie?
Ele pareceu assustado e foi logo respondendo.
- Antigamente, nós saíamos muito, íamos caçar longe. Só nós os homens, mas aí o “Papai do Céu” deu a mamãe e você de presente para o papai e devido às últimos fatos não viajamos mais. Então seus tios acham que já está na hora de retomar velhos hábitos.
- E isso quer dizer, deixar Nessie e mamãe?
Fiz biquinho... Eu sabia que meu papai se derretia por ele.
- Oh princesa. Não é isso. São só alguns dias, passa rapidinho, você vai ver e além do mais, titia Alice tem mil planos para vocês nesses dias que nos ausentaremos.
Pensei na possibilidade. Tia Alice era bem criativa.
- E ainda tem o vovô Charlie, mamãe está morrendo de saudades dele.
É mesmo, me esqueci do vovô, eu bem que queria ficar perto dele e da vovó Esme e da tia Rose e da vovó Sue.
- Legal papai, eu também quero ver o vovô. Mas Nessie vai sentir saudades do papai.
Ele me abraçou apertado.
- O papai também vai sentir sua falta, princesa. Prometo ligar todos os dias só pra ouvir sua voz e dizer que te amo.
- Igual você faz com a mamãe?
- Igual princesa.
Sorri satisfeita para meu lindo papaizinho.
- Agora princesa, o papai precisa te pedir um favor. Você pode me ajudar?
Eu assenti.
- O papai quer muito que você cuide da mamãe pra mim. Titia Rose às vezes fala umas coisas que não deve e deixa a mamãezinha triste, então eu quero que você, quando e se perceber que sua tia está exagerando ou perdendo o controle, tire sua mãe de perto dela.
Eu entendi tudinho, papai, mesmo ausente estava dando um jeito de cuidar da minha mamãe.
- E como eu farei isso papai? Me de uma ideia...
- Eu não sei, Princesa. Invente uma desculpa, diga que está com sede, sono, fome. Seja criativa e faça essa carinha de anjo, que sua mãe com certeza, não resistirá e fará suas vontades.
Pensei nas possibilidades... Eu podia fazer aquilo.
- Então, temos um acordo?
- Claro que temos.
Meu pai me abraçou e logo depois pegou na minha mão me arrastando para a saída.
- Agora vamos pra casa. Sua mãe já esta há muito tempo sozinha.
Começamos a caminhar e foi então que eu ao passar pela porta de uma loja de sapatos já conhecida por mim, me lembrei de uma conversa esquisita entre minha mãe e titia Lice.
- Pai?
Parei de frente a loja e o fiz me olhar, minha curiosidade era imensa.
- Fala filha.
- O que são “saltos me fodam”?
Eu não sei o motivo, mas papai parou no meio do shopping e me olhou com cara de assustado.
- Não repita isso. Onde você ouviu isso Nessie?
Estiquei minha mão ele se abaixou, toquei seu rosto, que agora estava tenso e sério e lhe mostrei minhas lembranças de uma conversa estranha entre mamãe e titia Alie.
“– Hummm saltos me fodam? Amei vamos levar.
– Alice?
– Quê? Deixe-me aproveitar que o seu comprador está aberto hoje.
– Mamãe o que é saltos “me fodam”?
– Ai querida, é loucura de sua tia, ela está brincando, não repita isso.”.
Tirei as mãos do rosto de papai e esperei sua resposta.
- Filha, não repita isso, você ouviu o que sua mãe falou? Essa palavra é muito feia e não quero ouvi-la saindo de sua boca.
- Tá bom papaizinho. Eu não repito. Mas é que os “sapatos me fodam” da mamãe eram tão lindos que eu queria uns pra mim. Quando eu crescer, você me deixa usar uns “saltos me fodam” para o Jake? Ele vai adorar e...
- NESSIE... Chega! Eu não quero que você repita isso.
Primeiro eu levei um susto, depois me deu uma vontade louca de chorar e por último uma saudade doente de minha mamãe.
- Eu quero a mamãe.
Solucei baixinho e uma aguinha salgada saiu de meus olhos e escorreu pela minha bochecha.
- Oh filha desculpe, eu não queria gritar, mas é que, fiquei nervoso... Desculpe?
Nessie queria responder, mas eu não conseguia. Alguma coisa sufocava, a saudade da mamãezinha aumentava e eu só queria ficar quietinha e não olhar pro meu papai.
- Querida, espere, converse com o papai.
Comecei a caminhar pra saída.
- Nessie. Desculpe o papai?
Fui andando na frente e ele veio logo atrás. Assim que chegamos perto do carro, parei e esperei ele abrir a porta. Papai se abaixou e segurou meu rosto com as mãos.
- Gatinha, eu não estou nervoso. Eu só não quero que você repita palavras feias e papai já tinha mandado você não falar mais. Converse comigo?
Mas ele tinha gritado com a Nessie, e ninguém nunca gritou com a Nessie. Estava doendo muito no peito da Nessie.
- Eu quero a mamãe...
Solucei de novo e mais uma enxurrada de lágrimas desceram.
- Tudo bem, querida. Vamos.
Pov. Edward
Meu Deus, como eu fui capaz de fazer isso.
Em todo esse tempo que estamos morando aqui, nunca achei o caminho até nossa casa tão longe.
Nessie se mantinha silenciosa em sua cadeirinha no banco detrás. Eu bem que tentei puxar assunto de novo e consolá-la, mas nada. Ela não respondeu, só suspirava e chorava baixinho.
Mas também pudera, eu tinha gritado com ela. Não sei onde eu estava com a cabeça, mas fiquei tão aturdido com sua pergunta, depois com suas memórias e depois com sua falação e ainda a inclusão de Jacob na conversa que perdi totalmente o controle e cometi essa burrada.
- Filha? Converse comigo? Me perdoe, princesa?
Nada, nem um murmúrio. Os pensamentos dela eram sôfregos e tristes, ela só queria e pensava em Bella e o colo dela era a única coisa que minha criança queria no momento e confesso: eu também.
Meu bebê estava magoado, abatido, sofrendo e só Bella poderia apaziguá-la.
Assim que avistei nossa casa, soltei um silvo de alívio...
- Bella? Preciso de você amor.
Pov. Bella
Estava em meu quarto quando ouvi o suspiro de Edward. Nesse exato instante meus instintos me alertaram, algo estava errado. Nessie chorava.
Minha comprovação veio ao ouvi-lo me chamar.
- Bella? Preciso de você amor.
Desci as escadas voando e parei na entrada no mesmo instante que ele freou o carro.
- O que aconteceu? Nessie?
Abri a porta detrás e arranquei minha filha de lá a aconchegando junto ao peito. Os soluços dela aumentaram.
— Edward o que aconteceu? Por Deus me contem?
Ninguém se manifestava. Meu marido se mantinha calado e cabisbaixo, já se encaminhando para dentro de casa.
- Mostre para a mamãe filha.
Apelei. Peguei a mão dela e encostei-a ao rosto.
Quando o filete de imagens se mostrou é que fui capaz de entender.
Uma vontade louca de rir, quase se apossou de mim. Eu sabia que minha filhinha curiosa não ia deixar aquele assunto morrer assim de graça.
- Oh meu Deus! Vamos dar um jeito nesse luxinho, não é filha?
Edward já tinha entrado, segui o mesmo rumo que ele. Ao passar pela sala não resisti... Peguei o telefone e disquei um número conhecido.
Antes do primeiro toque ele foi atendido.
- Alô, Bella... Eu...
- Se prepare Fadinha. Meu marido vai te pegar...
Desliguei o telefone antes de ela responder e subi para o quarto de Nessie. A coloquei de pé na cama e comecei a resolver aquele pequeno desentendimento.
- Vamos tomar um banho, Gatinha? Esse drama todo, está parecendo luxinho de uma garotinha com sono?
- Nessie tá triste, mamãe. O papai gritou com a Nessie.
Ela soluçou e Edward suspirou de nosso quarto.
- Ah filha, mas você fez uma coisa errada. A mamãe já tinha te falado que aquela palavra não era pra ser repetida e papai também falou, mas você teimou.
- Mas, mamãe...
Coloquei-a no chão e liguei o chuveiro, temperando-o numa temperatura agradável.
- Nada de, mas... Mocinha. Você fez uma coisa errada, foi repreendida por isso e depois ainda ficou sem falar com o papai. Você acha isso certo? Ele está angustiado agora.
- Não, mamãezinha. Não foi certo, mas é que doeu aqui e eu não consegui falar, eu só queria você.
Ela colocou a mãozinha no peito, bem em cima do coração.
- Isso se chama, luxinho. Acho que a combinação banho, leite quentinho e cama, resolveram direitinho essa dorzinha. Ah! E claro, um pedido de desculpas pro papaizinho, também ajuda. O que você me diz?
- Se for o leite do papaizinho eu acho que resolve, o dele é mais gostoso que o seu.
- Você ouviu papai? Prepare um leite para sua pequena.
Eu não podia ver Edward, mas sabia que um rastro de sorriso se formava eu sua face. Ele já se movimentava a toda na cozinha.
- Vem vamos sair daqui. Seus dedinhos já estão enrugados.
Tirei Nessie do chuveiro, a levei para o quarto, sequei e lhe vesti um pijama de perna comprida, cor de rosa.
- Vem gatinha deite-se aqui.
Ela deitou e em questão de segundos já cochilava. Era agora que ela se desculpava.
Ela suspirou, estava cansada demais.
Minutos depois Edward entrou, silencioso e cabisbaixo, ele parecia relutante em se aproximar.
- Nessie, papai trouxe seu leite.
A afastei um pouco de mim, já que ela tinha se agarrado a meu pescoço. Ela abriu os olhos custando...
- Trouxe pra você, Princesa.
Nessie se sentou e estendeu a mão para pegar o copo.
- Tome devagar está quente.
Ela acenou que sim com a cabeça e degustou o leite, no começo uma careta se formou, mas depois ela apreciou a bebida. Para nós era questão de segurança e cuidado que ela ingerisse comida humana até completar a idade que estagnaria.
- Viu mamãe, eu disse que o leite do papai é mais gostoso.
Um pensamento pecaminoso me trouxe lembranças pervertidas. Edward estava muito calado e eu tinha a obrigação de fazê-lo sorrir.
Fiz um esforço e baixei meu escudo.
“Eu concordo, seu leite é mais gostoso.”
Fiz minha maior cara de inocente, quando ele abriu a boca de susto ao ver as imagens que vinham em minha cabeça.
Noites quentes de amor, onde ele se derramava e eu bebia do néctar dos deuses.
- Mamãe Nessie pode “nanar” agora?
- Pode garotinha do tio Emmett...
“Nanar” era uma das falas de Emmett e Nessie adorava quando ele a tratava como uma criança normal.
Antes dela se deitar, se aproximou de mim e beijou meu rosto e como eu esperava que fizesse estendeu os braços para o pai.
- Papaizinho, desculpe a Nessie? Nessie ama o papai e não quer que ele fique triste. Nessie promete que não vai mais teimar, que não vai mais chorar e que nunca mais vai ficar sem falar com o papai.
Um pequeno sorriso se formou no rosto de meu marido. Ele pegou Nessie no colo e a apertou junto ao peito aspirando o cheiro de seus cabelos, exatamente como fazia comigo.
- Vamos esquecer isso? Eu também te devo desculpas, filha. O papai gritou com você e isso não se faz. Prometo-te que isso nunca mais vai acontecer. Tudo bem?
- Tudo bem. Então temos um acordo?
Nessie estendeu a mão. Edward a pegou e eles trocaram um cumprimento meio estranho que incluía punhos, cotovelos e dedinhos. Esse ato me pareceu, Jacob demais...
- Eu te amo, papai.
- Eu também te amo, filha.
Edward buscou meus olhos e murmurou um “obrigado”. Meus olhos marejaram e se eu não fosse uma vampira teria chorado com a cena.
- Agora vamos mocinha, chega de protelar. Caminha...
Ela nem me ouvia mais. Já tinha dormido nos ombros do pai.
Edward a deitou e beijou-lhe a testa.
Aproximei-me, a cobri de novo e beijei suas bochechas.
- Durma bem, Anjinho de mamãe...
Nessie não respondeu, sua respiração calma e compassiva me dizia que ela já se entregava ao mundo dos sonhos.
- Venha senhora Cullen, você já babou demais nessa garotinha hoje, deixe-a descansar.
Edward me arrastou para fora e logo no corredor começou a despejar suas lamúrias.
- Ela tem razão de amar mais você. Eu admiro muito esse seu dom de saber lidar com ela.
- Hei, hei... Pode parar por aí, marido. Quem foi que disse que essa garotinha ama mais a mim?
- Eu disse. Você que não viu, como ela ficou hoje quando as coisas aconteceram. Nada a acalmava, os pensamentos dela eram só a mamãe e nada mais.
Parei e toquei o rosto triste de Edward.
- Você não deve ter mais essas lembranças de quando era humano, amor. Mas eu tenho e te garanto, não é porque Nessie me quis para curar sua manha, que prove que ela me ame mais que a você. Tenho certeza que quando eu tiver que repreende-la ela vai correr para seus braços, aí será sua vez de apaziguar a situação. Crianças são assim mesmo.
- Mas você sabe, que se ela te amar mais do que a mim, eu não me chatearei. Não sabe? Você é uma mulher fantástica Bella, e uma mãe melhor ainda. Se nós pudéssemos eu juro que faria pelo menos mais uns dois filhos em você.
Parei por um minuto me lembrando de tudo pelo que passamos.
- Nessie já tá bom, amor.
Edward riu, me beijou de leve na testa e me levou para nosso quarto.
- Tome um banho, amor. Eu tenho que ajeitar umas coisas.
- Isso não se faz, senhor Cullen, eu achei que você me acompanharia.
- Mais tarde, princesa. Mais tarde.
Era uma promessa. E quem conhece meu marido sabe que ele literalmente cumpre suas promessas.
Entrei no chuveiro, lavei meus cabelos e tomei um banho demorado. Eu me sentia renovada e revigorada.
Edward não estava por perto, mas estava em casa.
Saí do quarto e encontrei um pacote em cima de minha cama, se não me engano era o pacote que Edward tinha ido buscar para Alice. Um envelope vermelho sobre o pacote chamou minha atenção, a grafia bonita e delicada de Alice já era de meu conhecimento.
Assim que identifiquei meu nome, o abri sem pestanejar. O conteúdo do bilhete me causou um calafrio.
Bellinha
Seu marido está te esperando em uma sala no terceiro piso. Vista o conteúdo desse pacote, calce uns sapatos pretos, que já deixei separado em seu closet, amarre o cabelo e coloque as fitas.
Aproveite a noite, e não contenha seus gemidos, o sono de Nessie é profundo.
Amo-te!
P.S. Você pode me agradecer amanhã.
Alice Cullen
Minha curiosidade me impediu de ser delicada. Rasguei o pacote e me surpreendi com o que vi. Sem esperar coloquei aquele pedaço de pano, calcei os sapatos, prendi o cabelo, passei um perfume e me encarei no espelho.
http://sp.quebarato.com.br/sao-carlos/fantasia-colegial-a-sapeka__331E7A.html (ignorem a modelo).
Por Deus! Eu estava muito gostosa. Edward ia amar. E pra completar já estava muito molhada...
Subi para o terceiro piso e uma luz acesa numa porta no final do corredor me chamou a atenção. Aspirei o cheiro delicioso. Edward estava banhado e muito cheiroso.
- Você está atrasada Isabella...
Travei, a voz dele soava rouca e firme. Não fui capaz de pronunciar uma só palavra. Encaminhei-me para a sala e quase gozei ali mesmo, com a cena que me revelou.
Na sala um quadro branco estava postado à frente, tinha uma mesa grande ao lado, com uma cadeira, onde Edward estava sentado e a frente, bem no meio da sala, uma única mesinha com uma única cadeira.
- Entre e sente-se, senhora Cullen, sua aula já vai começar.
Edward se levantou e só então eu pude contemplá-lo. Meu marido estava gloriosamente vestido com uma calça preta, uma camisa de manga longa, dobrada até os cotovelos azul e um jaleco branco se estendia por cima das roupas até o seus joelhos.
- Pelo jeito estamos lenta hoje. Entre e sente-se sua aula já vai começar senhora.
Ainda meio boba, saí detrás da parede e entrei.
Tá confesso, tudo na vida tem um preço, mas a cara que Edward fez quando viu minha “ropicha”... Foi a melhor coisa do mundo, ele chegou a escancarar a boca e lamber os lábios, um rosnado baixo saiu de sua garganta quando lhe dei as costas para me sentar, minha bunda estava praticamente exposta devido ao cumprimento da saia e eu tinha plena consciência disso...
Ah fazer seu marido babar... Isso não tem preço. Alice merecia um prêmio.
- Pode começar a aula, professor Cullen.
Fiz minha melhor cara de aluna safada.
- Pois bem Isabella, como tenho notado seu desempenho em Língua Portuguesa, anda um tanto quanto fraco e nossa aula de hoje será exclusivamente para treinar seu vocabulário. Podemos começar?
- Sim, querido professor.
Mordi a ponta da caneta e abri minhas pernas. O olhar de meu marido foi rapidamente para a parte exposta e molhada de meu baixo ventre.
N.A: As partes em itálico são as falas em Português.
- Repita comigo, Isabella: Eu sou uma garota má, que fica tentando seu professor.
Mantive-me quieta.
- Não escutei sua voz Isabella.
Tomei toda coragem que tinha e propus uma regrinha para tornar o jogo mais interessante.
- Se eu acertar a pronúncia, o que eu ganho professor?
Friccionei uma perna na outra, causando atrito e barulho.
- Minha admiração?
- Tsc, tsc... Muito pouco professor, eu quero algo palpável.
Edward sorriu de lado e inspirou. Meu cheiro de excitada estava impregnando a sala.
- E o que você propõe, cara aluna?
- Um jogo professor. Se eu acerta a pronúncia o senhor retira uma peça de roupa.
- E se você errar, Isabella?
Ele sorriu safado.
- Se eu errar, eu também retiro uma peça. Concorda?
- Plenamente senhora Cullen, então pode ir tirando uma peça...
- Como assim? Por quê?
- Oras... Não falei, está desatenta demais hoje, Isabella. Se não me engano eu te mandei falar uma frase agora a pouco e você não me obedeceu. Isso significa que não sabe. Então, pode ir tirando.
Era esperto demais esse meu homem.
- Qual frase, professor? Por acaso seria essa: “Eu sou uma garota má, que fica tentando seu professor?”
Fiquei atenta a cada palavra, eu queria a qualquer custo ganhar esse jogo.
Edward gargalhou.
- “Má” tem um acento em Português, Bella. Ele garante uma pronúncia forte e aberta no “a”. Mas eu tenho que admitir, você acertou e como foi de primeira vou lhe agraciar tirando quatro peças de roupas.
Crispei os olhos pra ele. “Agraciar”? Edward estava louco era para acabar de vez com essa brincadeira e me com... Bella se controle... Edward estava era louco pra tirar a roupa e me amar ali naquela mesa.
E ele tirou, os sapatos e as meias. Que graça tinha isso... Se bem que ele tem um pé lindo, e aquele pé nos lugares certos... Ah fazem milagres.
- Agora se prepare, vou complicar a vida pra você, diga: “Eu estou mais gostosa do que sou, nessa roupa.”.
Ai meu Jesus Cristim, tinha “ous” e “sas” demais...
“- Eu estou mais gostooossaa...” Ah que meleca, Edward! Pega leve, vai?
- Não fale palavrões, Isabella. Você viu o que palavras mal faladas, podem nos fazer. E não, eu não vou pegar leve com você. E pode ir tratando de tirar uma pecinha, porque você errou gatinha. Em Português “S” sozinho entre duas vogais, têm som de “Z”... Então você errou.
Oh saco de idioma difícil... Mas tá, jogo é jogo. Levantei da cadeira, abaixei e desabotoei meus sapatos. Claro, isso tudo bem lentamente e provocadoramente para que Edward apreciasse meu decote, aproveitei a tirada das meias e alisei minhas pernas displicentemente.
- Hummm...
Ele gemeu, no mesmo instante que o cheiro maravilhoso da excitação de meu homem invadiu minhas narinas.
- Podemos continuar, professor.
Ele sacudiu a cabeça para desanuviar as ideias e voltou a falar.
- Você está melhorando, Isabella. Agora se concentre e diga: “Eu estou completamente encharcada e necessitada do meu marido.”.
Essa nem se eu quisesse eu erraria. Era uma verdade pura e deliciosa.
“- Eu estou completamente encharcada e necessitada do meu marido”.
Os olhos de Edward se escureceram e ele grunhiu de desejo.
- Vamos logo com isso, amor. Ou eu não respondo por mim, se você continuar me provocando assim, estou até parecendo um adolescentezinho.
- Tire, professor.
Fingi de desentendida, mas confesso, amo quando ele perde a linha do raciocínio, esquece-se do personagem e implora por mim.
- Só uma peça dessa vez, Isabella. E garanto que da próxima essa sua sainha vai sumir daí.
Limitei-me a rir e apreciar a visão dele retirando o jaleco e o jogando num canto da sala.
- Pare de sorrir safado e repita comigo, mocinha: “Alice, bloqueie suas visões, porque daqui a pouco nosso futuro estará fechado para menores de 18 anos”.
E só porque eu sou Isabella Cullen e amo provocar, fiz questão de errar.
“- Aliicii, bloqueie suas visssões...” Ah Edward essa eu não consigo, está difícil. Dê-me uma chance?
- Jogo é jogo, irmã do Emmett. Nada de chance. Tire...
Adoro... Pousei as mãos nas laterais da saia, virei de costas e dei uma rebolada bem “à brasileira”, Edward gemeu alto.
- Tire.
Bradou.
Virei de frente, subi a mão, alisei meus seios e só pra apimentar o jogo, tirei a gravata e as fitas do cabelo.
Edward não ficou satisfeito.
- Provocadorazinha dos infernos, Isabella. Mas você me paga agora, diga: “Amanhã, eu serei a primeira vampira dolorida, assada e torta do mundo inteiro”.
Edward falando sujo era a glória. Gostei da camisa dele, mas acho que já era hora dela sumir dali.
“Amanhã, eu serei a primeira vampira dolorida, assada e torta do mundo inteiro -” E como eu sei que acertei pode tirar essa camisa daí, meu professor.
Ele não respondeu, só fez uma cara de poucos amigos e desabotoou a camisa. Enquanto ele deslizava a peça pelos braços torneados, o peito se apresentava e eu literalmente babei nele. Edward era perfeito demais.
- Vamos continuar com o jogo antes que sua baba alague a nossa casa inteira?
Meneei a cabeça e continuei o secando. Rudemente e com a voz grossa de desejo ele me mandou repetir.
-“Esse jogo está me irritando, é melhor você acabar com isso agora, Isabela”.
Dessa vez eu nem tentei eram tantos “esses” duplos e “erres” duplos que me perdi por inteiro.
Virei de costas de novo, desabotoei a saia e remexi as pernas displicentemente, para que a peça escorregasse.
- Ah Isabella!!!!
Quando de repente a saia sumiu de minha mão e o peito de Edward violentamente se chocou com minhas costas, eu sabia que o jogo tinha acabado.
- Eu vou te ensinar agora é outra coisa, esposa.
Ele falava ofegante, já se esfregando em minha bunda, alisando meus seios e mordendo meu ombro.
- Eu vou te ensinar uma língua muito melhor Isabella.
Ele deu um puxão em minha blusa e arrancou-a de mim.
- Você está tentadora demais, Bella. Em todos os idiomas e desculpa se eu não for delicado, amor. Mas eu já estou dolorido de tanto apreciar essa delícia que é você.
- Para Edward, gozar só com a sua voz é vergonhoso. Pare de provocar e vem logo, amor.
- Vergonhoso? Vergonhoso é quase gozar só de olhar, princesa. E por pouco isso não aconteceu comigo. Mas se acalme, gatinha. Se você quer ação, eu vou te dar ação.
Escutei o zíper da calça dele se abrindo, tentei me virar...
- Não! Eu quero você assim. Se incline sobre a mesa, amor. Fique na ponta dos pés e levante esse quadril delicioso pra mim...
Eu não sei se o choramingo dele me estimulou ou se foi a minha indecência mesmo, só sei que fiz tudo o que ele pediu.
- Ah delícia!
- Ah Edward...
Ele se afundou em mim de uma vez só, sua mão veio para o meu ombro e as estocadas eram violentas e rápidas.
- Assim Bella, empina pra mim, vai Delícia.
Eu estava perto, muito perto.
- Me aperta, linda. Aperta-me, estou quase lá.
Suspirei pesado e com um último estímulo para a satisfação completa, puxei meus quadris e os fiz chocar com os dele, o barulho foi alto e luxuriante.
- Te prometo que um dia faremos isso em um quarto espelhado, amor. Você precisar ver o quanto deliciosa e gostosa é.
Eles estocou com mais violência e eu pompei em resposta.
- Ah Deus! Eu vou... Vou...
- Vem Linda, vem mesmo, só estou esperando você.
E o céu de novo veio a terra, os espasmos violentos me atingiram e ele se derramou em mim. A temperatura quente, abundante e cheirosa de seu gozo me atingiram em cheio, e o êxtase da situação nos dominou.
Sim, nos dominou, porque o peso de Edward sobre mim, me evidenciava que ele não era imune a tudo o que se passava ali naquela sala.
- Você ainda será minha morte, Bella.
- Assim como você será a minha.
Beijos molhados e carinhosos me acariciaram o pescoço.
- Gostou da sua aula?
- Amei. Podemos voltar à ilha de Esme agora, acho que Gustavo gostará de ouvir o que aprendi.
- Nem brinque com isso, Bella. Essas palavras em Português só poderão ser ditas para mim.
Gargalhei pra ele. Edward era um ciumento de marca maior.
- Agora vamos para o nosso quarto, senhora Cullen, porque eu ainda quero aproveitar e muito essa nossa última noite aqui e tenho mais um tanto de idiomas para lhe ensinar.
Fui carregada de volta para nosso quarto e a única certeza que eu tinha era que essa semana sem meu marido seria uma tortura em todos os sentidos, pois Edward me completava e sem ele uma parte de mim literalmente se perdia, deixava de existir ou simplesmente o acompanhava, onde quer que ele fosse.
Notas finais
Beijos
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