Tudo por Bella Cullen
11 Capítulo 11- O Stripper
Notas iniciais
Obrigado a todos os comentários de apoio e incentivo, eles valem por qualquer outro.
Jhon???? Saudades.
Lembrem-se que a parte itálico, são pensamentos...
Só pra deixar claro: A Rósalie não é vilã, ela só falou demais, odeio dramas então para as fãs dela, isso logo vai se resolver...
Confesso, isso tá me stressando...
Pov. Bella
- Papaizinho?
- Vem cá, Bonequinha Mimadinha, do papai.
Eu trancava a porta de nossa casa e já me virava para acompanhar Nessie e Edward.
- Nessie, não é mimadinha, papai. Nessie só quer colinho.
Edward sorriu torto já a pegando. Mesmo com um sentimento louco de perda tentando me dominar, olhei atentamente a cena que se desdobrava a minha frente, eu necessitava que o calor do amor deles me inundasse se não eu não conseguiria partir.
- Pronta Senhora Cullen?
Pronta, pronta eu não estava. Mas a confiança que o olhar dele me transmitia, era reconfortante.
- Pronta.
Abaixei-me para pegar as três malas que estavam no chão.
- Nem pense nisso.
- Mas, o que? Edward? Eu posso fazer isso...
- Muito Alice esse gesto, me diz quem é você e o que fez com minha esposa?
Olhei para meu próprio corpo. Por Deus! Eu estava com a mão na cintura e batendo o pé, igualzinha a minha cunhadinha Fadinha.
- Leve seu Bebê, senhora teimosa Cullen. Eu ainda finjo que mando nessa família, portanto eu levo as malas.
O peso não faria muita diferença para mim, mas confesso que carregar Nessie era bem mais atraente. Minha garotinha crescia a olhos vistos, e logo colo, seria só a lembrança de um passado recente. Então o certo era aproveitar mesmo.
- Não fique assim, amor. São só alguns dias, até a poeira baixa e Rósalie acalmar os nervos.
Imaginei que meu semblante não estaria dos melhores.
- Eu sei querido. É só que, privar sua família de nossa filha, me deixa de consciência pesada, todos eles esperaram tanto a vinda dela.
- Não seja altruísta ao extremo Bella. Charlie também sofrerá por isso e ninguém nessa casa esperou tanto por Nessie como você.
Charlie! Eu nem tinha me dado conta disso, meu pai não ficaria muito feliz com esse afastamento.
- Titia Rose tá nervosa, mamãe? Vocês brigaram?
Meu anjinho encostou a mãozinha em meu pescoço e me mostrou imagens de Rose, impaciente com as brincadeiras de Jacob, ela rosnava e mostrava os dentes para meu melhor amigo. Seria amedrontador se não fosse hilário. Jake se divertia e continuava com as brincadeirinhas infames.
- Não princesa, mamãe e tia Rose não brigaram. Nós só temos opiniões contrárias em alguns aspectos.
- E que aspectos...
Olhei para onde Edward mirava.
- Jake...
Nessie também não deixou passar batido. Edward fez careta perante o gritinho entusiasmado dela.
- Quer ajuda aí, Sanguessuga? Você parece meio sem fôlego.
- Jacob.
- O que Bells? Foi só uma brincadeirinha pra descontrair.
Jacob estava despojadamente vestido e despojadamente encostado no Volvo de Edward, um dos pés de meu amigo estava na lataria. Meu marido já tinha olhado de relance para aquele local, duas vezes.
- Oi Jake?
- Oi princesa. Dormiu bem?
- Dormi. Minha mamãe e meu papai já tinham chegado quando acordei. Jake você sabia que a gente vai viajar?
- É claro que eu sei. Por que você acha que estou aqui. Fiz o favor de trazer o carro do sei pai pra cá e aproveitei e já coloquei minhas malas no porta-malas.
Olhei embasbacada para o diálogo dele com Nessie. Os homens de minha vida me surpreendiam sempre. Jacob tinha buscado o carro na casa dos Cullen, evitando assim um encontro nosso com Rósalie e se eu não entendi errado iria conosco para Port Angeles. E Edward parecia muito sereno e até convencido a acatar isso.
- Eba! Você vai Jake?
- Claro que vou, Florzinha.
- Eu estou tentando entender, Edward...
Busquei respostas. Ele me olhou apaixonadamente e limitou-se a responder.
- Só você, meu amor. Pra conseguir unir um vampiro com um lobisomem. Uma trégua, Bella. Seu amigo e eu decidimos que seu sorriso é mais importante que nossos desentendimentos.
Passei minha filha para Jacob e me aproximei de meu marido. Toquei de leve seu rosto, passei os dedos por suas pálpebras. Ele deliciando-se com o carinho, fechou os olhos.
- Te amo.
- Eu também te amo.
Meus braços foram para o pescoço dele, enquanto os dele envolveram minha cintura e içaram-me do chão, levando minha boca de encontro a sua.
Era simplesmente uma das melhores sensações do mundo, Edward era amável, delicado e ao mesmo tempo era exigente, quente... Só beijá-lo era com certeza, um dos principais testes para meu autocontrole. A vontade de rasgar sua roupa e fazê-lo se afundar em mim, só não era maior que a razão, que me lembrava a todo milésimo de segundo que Jacob e Nessie estavam ao nosso lado.
- Eca... Eu nunca vou fazer isso, Jake. É nojento!
- Espero veemente que você mude de idéia, Florzinha.
Não segurei a risada. Afastei-me de Edward e gargalhei junto com ele. Meu amigo parecia muito irritado com nosso descontrole.
- Isso mesmo, Filha. Papai e mamãe te apóiam.
Jacob fechou mais ainda a cara, depois do comentário de Edward.
- Vovô e vovó também.
Olhei para trás do carro, Esme e Carlisle se aproximavam a passos lentos. Se eu tivesse um coração ele estaria disparado agora, nossa família vinha ao nosso encontro para se despedir.
- Vovô...
Nessie se remexeu no colo de Jake.
- Ei! Calma aí, pequena furacão...
- Devagar, filha.
Mas parar minha pequena era algo que nem Edward, nem Jacob conseguiriam. Ainda mais quando Carlisle esperava-a ansioso de braços abertos.
- Você ia se mudar sem se despedir, do vovô e da vovó?
- Não. Meu papai ia me levar lá. Não ia papai?
- Claro que sim, filha.
- Viu vovô, eu nunca saio sem me despedir, mamãe falou que mocinhas bem educadas não fazem isso.
- Sua mamãe está certa, como sempre.
Meus sogros vieram ao nosso encontro. Esme não estava feliz, sua cara de desgosto e preocupação era nítida. Carlisle disfarçava bem, meu sogro era um gentleman, mesmo que a dor rasgasse-o ao meio, ele se manteria forte e sereno, não deixaria transparecer nada, para não nos fazer sofrer ainda mais.
- Oi querida. Carlisle tinha razão, foi feito para você.
Minha mãe me abraçou e tocou meu colar.
- Obrigada, Esme. Desculpe estar causando isso em você e...
- Não, Bella! Não se explique filha, nós não viemos aqui pra isso, eu conheço meus filhos e sei como eles podem ser cruéis quando querem e Rósalie extrapolou todos os limites com você. Agradeço a Deus todos os dias pelo seu dom, se não fosse seu escudo e seu autocontrole, Edward já teria dado um basta nessa situação há muito tempo. Faça o que tem que ser feito, filha. Eu sei que essa partida é temporária.
A mesma ardência nos olhos.
Por Deus!
A emoção das palavras de minha mãe era tanta que a vontade de chorar era insana.
- Ah querida.
Desabei nos braços dela. Eu não sabia o que estava acontecendo comigo, naturalmente eu era forte, destemida, mas depois que Nessie nasceu às coisas deram uma guinada, as emoções vinham com mais força, era tudo intenso demais.
- Mamãe?
A voz chorosa de meu bebê me tirou do topor.
- Mamãezinha, não fica triste. A gente vai voltar. Num vai papai?
- Vai, princesa. Claro que vai. Não precisa ficar triste, mamãe linda e boba da Nessie, logo nós estaremos de volta.
Nessie esticava os bracinhos pra mim a peguei e Edward se juntou a nós em um abraço reconfortante e cheio de significados.
- Tudo bem, agora parem de choradeira e vão logo, se não ficará muito tarde para Nessie almoçar. Vocês vão a Forks primeiro?
- Não. Charlie está trabalhando e não podemos ir até a delegacia. Bella ligará pra ele mais tarde. Mas você tem razão, precisamos ir...
- Não, ainda não. Alice eu quero me despedir dela e...
- Ah querida, você estará com ela e Jasper daqui a pouco, eles partiram para Port Angeles logo cedo, encontraram com vocês lá.
- Ah...
Carlisle se despedia de Edward. Senti o alívio me atingir, pelo menos Alice estaria comigo.
- Até mais Vovó...
- Oh anjinho! Não faça essa carinha, sua nova casa é bem pertinho, nós vamos te ver sempre, não vai mudar quase nada. Vá com Deus, seja uma menina boazinha, tá? A vovó te ama, muito.
- Também te amo.
Deixei Esme a vontade e abracei meu pai.
- Obrigada pelo consolo e desculpe fazê-los passar por isso.
- Você não tem que se desculpar, você não fez nada. Agora vão, eu contenho essa chorona aqui.
- Se cuide filho, mantenha sua família em segurança.
- Eu manterei mãe. Vá os visitar assim que puder.
- Nós iremos filho. Tenham cuidado e qualquer coisa nos avise.
- Tudo bem. Obrigado pai.
Edward tocou de leve meu ombro, era o jeito dele de dizer que era hora.
- Cuide dos meus filhos e da minha neta, Jacob. Eu confio em você.
- Eu cuidarei, Carlisle. Ou melhor, eu sempre cuido.
Jake já se embrenhava no banco detrás, quando um rosnado de Edward o fez sair depressa e ficar atento olhando algo ainda invisível a meus olhos.
- Nem mais um passo... Ou eu não respondo por mim.
Edward respondia a algum pensamento. Pelo tom de voz pude imaginar que era de Rósalie.
- Ninguém aqui quer se despedir de você. Nessie tem mãe e pai, ela entenderá nossa decisão. E se eu fosse você não ousaria a ir a nosso encontro.
- Tenho autorização de arrancar sua cabeça se você chegar perto da Bells ou da Nessie, Oxigenada.
Jacob não lia pensamentos, mas as respostas amargas de Edward eram reveladoras o bastante, sem precisar ouvir a outra parte.
- Emmett não se intrometa. Nós também sentiremos a sua falta, “você” será sempre bem vindo em nossa casa.
Emmett pensar nele me causava mal estar. Como eu viveria sem meu irmão Urso.
- Tudo bem, eu direi. Adeus e seja feliz meu irmão.
Edward veio para o meu lado e segurou meu rosto com as duas mãos.
- Emmett manda te dizer que lamenta o acontecido e que vai sentir muito a sua falta e a de Nessie. Ele também disse para te dar um beijo por ele, e mandou te dizer que te ama muito e que você sempre será a irmãzinha preferida dele.
- Eu também te amo, Emmett. Sentirei sua falta.
- Nessie também te ama titio Emmett. E titia Rose?
- Ela está te ouvindo filha, pode falar. Ela está ocupada e não poderá vir se despedir.
Mentir não era certo, mas Edward pouparia nossa filha sempre que pudesse.
- Eu amo você. Eu não queria te deixar, mas a mamãe tá muito triste e eu sei que ela só fica feliz quando eu to por perto. Minha mamãe fez muito por mim e eu sempre farei tudo por ela. Eu sinto muito...
Meu anjinho de cabelos cacheados deitou a cabeça em meu ombro. Edward abriu a porta do passageiro para mim, me limitei a entrar e ficar em silêncio. Nunca que eu imaginaria que ela pensasse assim.
- Conviva com isso, Rose.
- Entendeu ou precisa desenhar Loira.
- Edward, Jacob...
Tentei encerrar o assunto, eu queria sair dali e acabar de vez com aquilo. Nessie soluçava baixinho em meu colo.
- Vamos lá. Bota uma música aí, Bells. Esse clima tá parecendo velório.
Dei um olhar gelado para Jacob o fazendo sentar em seu banco. Eu espera veemente que ele ficasse quieto até chegarmos ao nosso destino final.
Pov. Edward
“Eu quero me despedir de Nessie, Emmett. Eu tenho esse direito, já que eles vão afastá-la de mim.”
“Tomara que ela fique com ódio de vocês por isso...”
“Eu vou vê-la onde vocês estiverem eu mereço isso.”
“Mantenha o cão longe, Edward. Eu não deixarei que ele machuque Rose. Diga a Bella e a Nessie que eu as amo e que sentirei falta delas. Diga a Bella que se eu pudesse escolher uma irmã, ela seria a escolhida.”
“Viu ela quer falar comigo...”
“Nessie...”
Apertei mais o volante e pisei mais no acelerador. O motor respondeu e a velocidade dobrou. Os pensamentos de Emmett e Rósalie ainda estavam frescos em minha memória. Eu lamentava por meu irmão, Emmett me faria falta, não imagino minha vida muito tempo sem as barbaridades dele, mas por outro lado, distanciar de Rósalie seria a glória. Minha irmã nunca deixaria de se a mesma egoísta e arrogante de sempre. Então que convivesse com sua solidão.
Alice e Jasper não se afastariam de nós, a Fadinha ama demais minha Bella pra aceitar a mínima distância que fosse.
Esme e Carlisle estavam sentindo nossa partida, no entanto eles ficariam, mesmo que fosse a base de muitos suspiros e silêncios, Rose entenderia que no final, sua atitude tinha atingido magoado e afastado a todos.
Pode ir mais devagar. Nós estamos aqui, com você. Por toda a eternidade. Lembra?
Os pensamentos suaves e calmos dela sempre se imporiam em mim. Tirei o pé do acelerador e peguei sua mão, trazendo-a aos lábios e depositado-a em cima da minha perna. Um mínimo momento sem contato com a pele dela, era como dias sem sangue no organismo. Falando em sangue...
- Seus olhos então negros de novo. Precisamos caçar, urgentemente.
Tracei as olheiras escuras dela. Ontem não estavam assim. O desentendimento com Rósalie fez mais estrago que imaginei.
- Os seus também estão.
- Não tanto quando os seus.
- Eu estou bem. Não se preocupe.
“Eu estou bem, não se preocupe.” Eu me perguntava se um dia ela me contaria se estivesse acontecendo o contrário?
É bem provável que não. Essa ao meu lado era Isabella Cullen, a menina mulher, que fez um vampiro centenário voltar à vida.
Nossa viagem se manteve silenciosa até certo ponto, os roncos de Jacob no banco de trás pareciam à velha máquina de lavar de Charlie, mas como sempre isso não incomodava Bella ou Nessie, então ignorei. Eu estava virando mestre nessa arte.
Bella se manteve quieta, eu sabia que aquilo era uma máscara, que debaixo daquela fachada de forte, seus pensamentos eram tumultuados e intensos, no entanto para manter a minha própria sanidade, ela me mantinha de fora. Eu ainda não podia afirmar, mas seu dom ainda seria a minha glória ou a minha perdição um dia.
Não demoramos a entrar e sair de Port Angeles. Eu tinha noção dos olhos de minha esposa me queimando e como covarde que sou, os evitei. Só eu sei do poder que Isabella Cullen exercia sobre mim, era evidente que se ela me indagasse eu não resistiria e entregaria a surpresa de bandeja e esse não era a minha vontade, surpreendê-la era meu objetivo.
Andamos mais uns 5 km depois da área urbana, e logo após uma sinuosa curva a esquerda, avistei a disfarçada entrada a direita.
O atrito de meu carro com o terreno desnivelado de chão batido me trouxe duas realidades, a primeira de que eu precisaria de um carro mais alto, uma camionete talvez.
A segunda foi à felicidade de estar bem próximo do nosso novo lar, era inexplicável a vontade que eu estava de me instalar logo e garantir pelo menos uns dois meses de paz e sossego a minha família.
- Estamos chegando, papai?
- Estamos Florzinha. Só tenha mais um pouquinho de paciência.
Nessie se remexeu no colo da mãe e sentou-se ereta. Seus olhinhos de águia não deixaram nada escapar. O faro e o paladar de predador filhote, também não.
“Hum! Floresta nova parece intocável. Deve ter um monte de carnívoros por aqui.”
Os pensamentos dela não deixavam de ter razão, teria que averiguar isso com cuidado depois. Jasper seria uma boa companhia para esse passeio. Não era de minha índole deixar que minha criança e minha mulher corressem qualquer risco.
Exagerado?
Não!
Cuidadoso.
- Uau! Devo admitir, dessa vez você se superou, Edward.
Logo que a imensa casa se fez ver Jacob se pronunciou, ainda evitei o olhar de Bella, eu tinha medo de ver a repreensão neles.
- Ele é mesmo linda, papai.
Oh Jasper, eles chegaram.
Nem eu imaginei que estaria em tão bom estado de conservação, na maioria das vezes anúncios mentem, mas para meu espanto e de Alice que já tinha dado por nossa presença, a casa estava inteirinha e linda.
A fachada bem cuidada, o jardim impecável, Esme amaria esse lugar. Senti falta de algo de moderno nela, mas Bella parecia mais adepta a antiguidades.
“Você vai ter que me dá amortecedores novos, Edward. Essa estrada horrorosa quebrou os do meu carrinho. Jasper alugou esse aí, segundo ele é mais alto... Hunf...
Eu já imaginava quando vislumbrei um carro diferente em minha garagem.
- Quem tá aí, papai?
- Tia Alice e tio Jasper, anjinho. Agora vamos lá. Vamos conhecer sua nova casa.
Bella se mantinha quieta. Parei em frente à linda casa e dei a volta para abrir a porta para minhas damas.
- Titia...
- Oi, minha linda...
“Deve-me mais essa, Edward.”
Minha irmã, sempre se adiantando a mim, levou minha filha para dentro. Jacob os seguiu e Jasper me mandou pensamentos de “sorte”. E algo me dizia que eu ia precisar...
- E então? Acabe com a minha agonia, me diga o quanto estou enrolado?
“Esse é seu quarto, amanhã compraremos os móveis do jeito que você quiser. Esse é o da mamãe e do papai, esse o meu e do seu tio, esse do vovô e da vovó, esse do Jacob e esse é de hóspedes.”
- Hum, se Alice não se enganou, são 6 quartos. Então eu diria que você está muito enrolado, senhor Cullen.
Suspirei aliviado, ela tinha um som brincalhão, nada irritado.
- Na verdade são 8, tem mais dois em baixo. Nossa família é grande, amor. Esqueceu de seu pai e Sue?
- Isso é persuadir, Cullen.
- Não. Isso é convencer, madame. Agora pare de retardar o impossível e venha conhecer sua nova aquisição.
Segurei sua cintura, trouxe-a para perto e a peguei no colo.
- Ok. Achei que já tivéssemos passado dessa fase. Dá pra me colocar no chão?
- Nops. Farei isso quantas vezes achar necessário, com tradição não se brinca amor.
Cheguei até a beira da pequena escada e parei, eu queria contemplar sua reação. O bege misturado ao tom suave de azul deu um ar chique e delicado. A grama extremamente verde se contrastava com o rosa, amarelo e branco das florzinhas que ali brotavam. Era mesmo, de muito bom gosto.
- Linda, amor. Nossa casa é perfeita. Parece um sonho.
“Ah eu sabia. Ela gostou... ela gostou... ela gostou... até que enfim uma evolução.”
- Alice também acha.
- Ah Fadinha, você me paga.
Ignorei os pensamentos de minha irmã, subi as escadas e parei de frente a porta branca, Bella a abriu. Entramos a coloquei no chão, os olhos dela observaram cada detalhe da grande sala que nos apresentava, branca e com uma enorme parede ao fundo num tom de verde.
- Vem vamos conhecer o resto.
Fizemos um tour, por cada cômodo. Exceto por uma cama no quarto de Nessie, uma no de Jacob, uma de casal no nosso e uma de casal no de Alice, a casa estava completamente vazia. Isso era uma das condições de minha irmã, mobiliá-la e decorá-la com minha esposa. Essa como disse a Fadinha, teria a cara e o toque de minha Bella.
- Nós teremos muito trabalho pela frente, minha irmã. Seja bem vinda e espero que tenha gostado.
- Ah Alice...
Bella se jogou nos braços de minha irmã. A emoção que me dominou é inenarrável, era a primeira vez que ela não reclamava de algo financeiramente caro.
“- Talvez ela não tenha noção de quanto foi então Maninho, se prepare para me fazer feliz, se não eu conto para minha irmãzinha o valor da pequena fortuna que gastou. Ah aquele velho, sovina.”
E essa era Alice, sempre Alice.
Pov. Bella
Surpresa, essa era a palavra que me descreveria. Na hora que vi a extravagância que Edward fez, eu queria gritar, ficar brava e dizer que eu não moraria ali nem a pau. Mas então, quando vi os olhinhos de meu bebê brilhando de alegria e a ansiedade e espera de minha aprovação no rosto do meu marido, eu me derreti. Dei umas alfinetadas, eu confesso, mas ele fingiu de desentendido.
- Vai mamãe, me deixa ir com a tia Alice. O Jake e o tio Jasper vão também.
- Mas princesa, a mamãe queria passar à tarde com você, estou em dívida por causa de ontem.
Eu tentaria ser a mãe que Rose disse.
- Afh mamãe, você não fez nada e eu não quero ficar aqui e o papai não quer ir caçar agora, eu quero. Por favor, mamãezinha?
E quem resistia a aquelas orbes.
- Tá bom, tá bom sua chantagista. Vá...
- Legal. Vou dar tchau pro papai.
- Devagar, filha.
Virei rapidamente e encarei o restante de minha família.
- É nossa mostrinha te tens nas mãos. Pague por seus pecados, Bella.
- Ah cale-se, Jacob.
- Alice, cuide de minha filha e a traga pra casa antes de anoitecer, eu quero niná-la hoje.
- Eu trarei Bellinha, eu trarei...
- Vamos logo, Titia. A Nessie tá com sede.
Edward descia as escadas com nossa filha no colo.
- Isso não pode acontecer querida. Vamos logo.
Jasper a pegou e numa velocidade incrível saíram pelas portas do fundo. Deixando eu e meu marido na mais absoluta solidão.
- Tenho um presente pra você, vem comigo.
- Outro? Eu me recuso...
- Nada de lamentações, Bella. Você está indo muito bem, não estrague tudo.
Calei-me, ele estava certo.
- Então vamos lá senhor, sabe tudo.
Subimos de novo as extravagantes escadas, de minha extravagante casa,... Ah Bella... Pare com isso, se controle. Respirei fundo, e entoei um mantra.
Acostumar-me, isso o faz feliz...
Acostumar-me, isso o faz feliz...
Acostumar-me, isso o faz feliz...
Acostumar-me, isso o faz feliz...
Acostumar-me, isso o faz feliz...
- Preparei um banho, para você.
Toma distraída, todo esse drama por um bainho de nada. Tem parentesco com porquinhos, Bella?
Droga de outro eu metido a comediante.
- Relaxe aí por uns minutos, preciso preparar algo e quero que espere meu chamado. Acha que pode fazer isso?
Poder,... Poder,... Eu não poderia, mas quem resistia a aquele homem te mostrando uma banheira de água quentinha e espumada e ainda tirando suas roupas e beijando cada parte de pele exposta sua.
- Não me respondeu princesa.
- Poosso.
Gemi, quando sua boca mordeu minha orelha.
- Ótimo...
- Ahhh, me ponha no chão, Edward.
- Seu pedido é uma ordem, madame.
Arrepiei-me, o contato da água com meu corpo gelado era avassaladoramente bom.
- Fiquei cheirosa para mim. Eu já volto.
Beijou-me despudoradamente a boca e se afastou. Ouvi o som tocar uma música animada e alta. Edward estava me impedindo de ouvir algo. Pergunto-me o que seria.
Relaxei meu corpo, fechei os olhos e me deixei vagar pelas inúmeras possibilidades. Não consegui pensar em nada, mas algo me alertava que seria muuuiito booommm.
- Pode vir senhora Cullen.
Derramei meia banheira, de pressa e susto a voz dele parecia ansiosa. Vesti um roupão e me dirigi ao quarto. Estava vazio.
- Tire a roupa, deite na cama e feche os olhos.
A voz dele vinha de fora do quarto...
Ah sua louca faz logo o que ele diz e pare de tentar adivinhar.
E eu fiz. Imagina a cena: Bella Cullen, ex Swan deitada em sua cama king size, nua, totalmente como veio ao mundo. Fiz-me um tiquinho de rogada, deitei de ladinho e fechei as pernas.
- Não abra os olhos, até eu mandar.
A porta se abriu, ele já estava no quarto. Foi até o som e mudou de música, colocando uma mais... Hum... Sexy? Isso, mais sexy.
- Pode abrir agora, senhora Cullen.
Por Deus! O que era aquilo!
- Deixe-me apresentar-me, madame. Sou Edward Cullen, modelo e stripper, contratado pela sua irmã Alice Cullen para te conduzir ao mundo da luxúria e prazeres. Portanto, querida, se prepare, sua tarde será inesquecível.
Ah Jesus Cristim, Bella Swa... Opa..., Bella Cullen sua mãe passou açúcar em você. Vai ser doce mulher... Nem se tu viver dois mil anos será capaz de agradecer a Deus por tamanha bondade.
E que tamanho...
- Pronta? Posso começar o meu show?
- Espere só um minuto, me deixe pensar, se meu Mario chega...
- Ah esqueça-o, senhora há essa hora ele deve estar se fantasiando de algum personagem por aí, divertindo alguém. Curta comigo... Eu prometo ser melhor que ele...
- Ah se é assim, sim...
A gargalhada dele encheu o quarto e eu enchi os olhos.
Edward estava com uma calça justa de cetim preta e com uma camisa branca, de mangas compridas, um cinto vermelho na cintura e uma gravatinha borboleta também preta no pescoço. Uma verdadeira tentação.
- Sinta isso, senhora Cullen. Acompanhe as batidas.
A música era quente, algo latino a la Shakira. Ele balançava os quadris e fazia caras e bocas, eu já estava me sentindo encharcada só de imaginar.
- Hum, gosta assim, Bella.
Ele passou as mãos pelo peito. E eu, impossibilitada de falar, fiz que sim com a cabeça.
- Mas eu prefiro assim...
Ahhhh... Ele tirou a camisa... E ficou só de gravatinha. Fiz menção de levantar, eu queria tocá-lo.
- Nãããooo, paradinha aí, bebê. Se não, nada se showzinho.
Deitei de novo e firmei nos cotovelos, o secando e derramando minha baba.
- E assim, Bella? Gosta assim?
- Amo.
- Mas eu acho que você prefere assim, baby.
- Ahhh...
Grito mesmo... Ele deslizou as mãos sensualmente pelas pernas, me induzindo, me atiçando e depois tirou... A calça...
Se Edward era perfeito vestido, todo engomadinho, vocês não tem noção da beleza que ele é de boxer curta. O homem é o pecado em pessoa.
- Respira amor...
Humph! Como se eu precisasse, mas ele adora relembrar a época da humana frágil... Humana frágil? Hum! Isso me faz ter idéias...
Ah sua louca, cala essa cabeça e se concentra lá... Na... No... Ah nele.
- Gosta assim, princesa?
- Oh se gosto.
Edward estava dançava ao ritmo da música e alisava todo o corpo quase despido. Quando ele virou de costas e se abaixou, me dando a vista privilegiada do corpo perfeito, foi impossível não gemer. Como eu o queria rebolando assim aqui em cima de mim. Instintivamente abri as pernas, eu também queria provocar reações descontroladas nele.
- Por Deus, Bella! Assim eu não consigo terminar aqui, amor. Não estraga a brincadeirinha, vai...
- Se não sabe brincar, não brinca Cullen. E ande logo com isso, ou minha cunhadinha ficará sabendo que não fez seu show direito.
- Então se prepare mocinha.
Ele com muita força de vontade tirou os olhos de meu corpo e voltou a encarnar o stripper.
- Gosta assim, senhora Cullen?
As mãos dele agora passeavam por cima da cintura, se insinuando, se esfregando, se masturbando. Eu sentia o fogo e o gelo ao mesmo tempo, meu corpo dava os mesmos sinais de falta dele, que sempre tinha.
Excitado para o estado dele era apelido. Edward estava duro, muuiito duro e ereto.
- Vem cá Baby, me deixa te ajudar com isso, minha boca quer você.
- Proposta tentadora, delícia. Mas não me respondeu, gosta assim?
Ele se tocou, fazendo pequenas fricções. Bufei de desgosto, aquilo era função minha.
- Gosto. Você não faz idéia do tanto que gosto... Vem cá, Baby.
- Mas eu prefiro assim, Isabella.
Com uma maestria de tirar o chapéu, a cueca foi retirada. Esfreguei as pernas uma na outra ao ver como ele me queria também.
- Pode parar de se esfregar, Bebê. Só eu posso aliviar essa queimação aí.
- Então pare de me provocar e venha logo para essa cama.
- Nã, nã, ni, nã, não eu fui pago pra provocar, senhora Cullen. É isso que eu estou fazendo.
- Azar o seu então, pois eu vou me divertir.
Ah mas quando eu quero ser má...
Rastejei para os pés da cama e firmei ao pés ali, abri bem as ditas cujas, e pendi a cabeça para trás, firmei o corpo numa só mão e levantei a outra tocando meu sexo, já encharcado.
- Ahhhh...
Levantei os olhos e segurei a gargalhada. Edward parecia petrificado no lugar.
- Volte ao espetáculo, baby. Eu quero gozar só te olhando.
Investi dois dedos. Era bom..., nada comparado à invasão dele em mim, mas dá pro gasto.
- Ah então a gatinha quer brincar. Que seja feita a sua vontade, madame.
Eu odiava o autocontrole dele. Para meu deleite, ou seria desespero? Ah sei lá! Só sei que para minha total loucura, ele se aproximou da cama, colocou uma perna em cima da mesma e passou a se estimular. Os olhos nunca deixando os meus.
- Hum! Delícia...
Ah filho de uma mãe! Precisava gemer.
Provocando feito uma louca, abri mais as pernas, fechei os olhos e joguei muito sujo.
- Ah Edward.... isso Edward ... assim Edward... Ahhh, mais forte, Baby. Eu quero mais forte. Eu vou gozar Bebê, vou gozar pra você...
- Ah, mas num vai mesmo. Sozinha? Nem querendo, você só se alivia comigo, Delícia. Vem aqui, agora...
É, parabéns Isabella toda boa Cullen, você conseguiu.
Edward violentamente me arrancou da cama e me prensou na parede, eu que não sou boba nem nada cruzei as pernas em sua cintura.
- Hummm... Delícia.
Ele agarrou minha mão e levou meus dedos aos lábios, lambendo cada um e limpando meus sulcos deles.
- Isso Bebê, me aperta.
Ele me levantou, seu corpo se encaixou como luva, perfeitos. Como se tivessem sido feitos um para o outro, sob medida. Entendem?
- Ahhh.
- Mas que isso, Princesa. Já? Eu nem comecei?
Eu vergonhosamente gozei só em ser penetrada. Mas quem poderia me julgar. Edward era viril, grande, quente, pulsante e para meu descontrole ainda estava molhado feito eu, eu só pensava que aquilo tudo era por mim e para mim.
Como eu sou foda... Toda boa...
- Vai amor, pare de viajar em pensamentos e rebole pra mim. Eu quero o seu prazer junto com o meu Bebê. Pare de ser apressada.
Abanei o rabinho que nem cachorrinho...
Bella?
O que?
Literalmente abanei o rabinho.
- Isso princesa, assim.
Ainda bem que ele se mantinha no controle, me içava e me baixava, eu só dava os impulsos. Se fosse deixar por minha vontade, há essa hora nossa casa nova já estaria com rachaduras irreversíveis.
- Isso Bella. Eu to aqui, vem pra mim, eu preciso. Ahhh...
O calei com minha boca. Mordi, chupei, suspirei. Ele investia muito, numa velocidade inenarrável...
Pov. Edward
Ah como eu amava Alice. Além de ela me convencer educadamente a fazer essas loucuras, Bella ainda entrava no jogo. Quando na vida que eu imaginei me fantasiando se Stripper, para dar prazer a alguém, mas como minha irmãzinha disse, eu desceria ao inferno para fazer Bella Cullen feliz.
- Vai amor, eu quero... Ah Edward. Agora, eu vou..., eu vou... ahhh....
Eu podia sentir o gosto em minha boca: doce, quente, saboroso. O cheiro era embriagante, tanto que quando ela gozava, eu fechava os olhos e salivava. Eu podia sentir o sabor em minha língua e olha que dessa vez eu nem tinha provado direto na fonte.
Mas tudo com Bella era assim, grandioso, mágico. Como eu amava essa mulher.
- Ei, abra os olhos e respire Edward Cullen.
- Não posso, se respirar e sentir seu cheiro vou querer te prensar de novo aqui.
Beijei de leve seus lábios e a levei para o banheiro, nossos corpos ainda estavam unidos.
- E o que te impede de fazer isso?
Ri para o bom humor dela. Bella depois do sexo era uma graça.
- Você e sua filha me impedem senhora Cullen.
- Nessie e eu?
- Isso mesmo. Preciso te levar pra caçar, seus olhos agora estão mais negros que uma noite nublada e se eu não me engano, escutei alguém dizendo que queria ninar um bebê hoje.
Um vislumbre de dor passou pelos olhos dela. Odiei-me por ter dito aquilo. O veneno de Rose ainda fazia estrago.
- Eu prometi mesmo. Droga, eu sou uma péssima mãe e...
A beijei com toda a minha vontade e força. Apertei-a junto a mim e sussurrei em seu ouvido.
- Prometa pra mim que vai parar de falar, pensar e se crucificar por isso? Sua filha te ama, ela não pensa isso. Você escutou o que ela falou pra Rose, Nessie não mente Bella. Você empata com Esme no quesito melhor mãe do mundo. Eu te amo, essa família é nossa e nós ditamos as regras nela.
Coloquei- a no chão, segurei seu rosto e encarei seus olhos.
- Me prometa que seremos sempre assim, eu, você, Nessie e Jacob. Uma família que sempre lutará pelo bem maior e felicidade uns dos outros. Sem deixar que opiniões adversas as nossas interfiram em nossa vida fácil e no nosso futuro juntos. Prometa pra mim, eu preciso ouvir isso de você.
- Eu prometo. Sempre juntos. Eu prometo, por toda eternidade, podemos começar por aqui.
Sim, poderia por hora eu me contentaria com esse início. Bella sempre seria prioridade e mesmo que Alice tivesse mais um milhão de idéias loucas eu as faria com gosto.
Tudo por Bella Cullen.
- Agora vamos com esse banho. Nossa saída vai ter que ser rapidinha, nossa família deve estar voltando e Nessie precisa descansar. O dia de amanhã será cansativo. Alice está com mil idéias na cabeça.
- Acho que agora devo ficar apavorada, não é.
- É, agora você deve...
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