Tudo pode mudar
1 Capítulo Único - Tudo pode mudar
Em uma magnifica noite, em um dos diversos shoppings da cidade de Roma, na Itália por volta das 21:00h, uma garota chamada Helena, estava andando pelo pátio principal comendo um saboroso lanche, ao acabar seu lanche, foi descendo as escadas rolantes quando seus olhos se encontraram com os de uma garota, era linda... Era ruiva, tinha lábios sensacionais, um encantador rosto tão feminino que se ganharia facilmente um concurso de beleza, e aqueles olhos... Tão belos e azuis como o vasto oceano, eram tão encantadores que se perdera facilmente em seu olhar, ela apenas parou de olhar quando percebeu que a menina também a estava olhando, então timidamente desviou o olhar, envergonhada, continuou a descer as escadas até a saída do shopping, e seguiu o caminho de casa. Chegando em casa, não tirava a garota de sua cabeça, tinha um pensamento em sua mente, que a dominava, “Poxa, tão linda, pena que deve ser hetero...” tomou um banho para relaxar, colocou seu pijama, deitou na cama, já era por volta de 00:30, e quando menos esperava, seus olhos pesaram, e adormeceu.
Em uma magnifica noite, em um dos diversos shoppings da cidade de Roma, na Itália por volta das 21:00h, uma garota chamada Milena, estava voltando de uma loja de roupas, terminando suas compras, observando as lojas do andar acima, seus olhos se encontraram com os de uma garota na escada rolante, era linda, morena, com um rosto redondo muito bonito, lábios carnudos meio abertos, e aquele olhar, profundo, seus olhos eram tão negros quanto o mais profundo abismo, fazendo com que se perca facilmente olhando para eles... Mas a garota desviou o olhar e desceu as escadas, Milena ficou com um pensamento em sua mente... “Uau, como ela era linda, pena que deve ser hetero...”. Chegando em casa, Milena foi assistir a um filme, mas não tirava a garota de sua mente, até que pegou no sono, seus olhos pesaram, e ela adormeceu.
No dia seguinte, pela manhã, Helena acorda e segue sua rotina diária como sempre, toma banho, café, sai para trabalhar, depois para a faculdade, retornando apenas a noite.
Já a Milena, hoje estava de folga, então apenas foi a faculdade de manhã, e a tarde, já estava em casa. Enquanto Helena trabalhava, Milena descansava em casa, mas ambas sempre tinham flashbacks de seus olhares se encontrando, pensando “O que será que ela deve estar fazendo? Bom, não importa, nem deve se lembrar de mim”, porém, uma troca de olhares grava a cena em sua mente, e eu te garanto que os olhos não conseguem esconder os sentimentos e intenções, afinal, os olhos nunca mentem...
Ao cair da noite, retornando da faculdade, Helena não queria voltar para casa, então decidiu parar em um bar perto de sua faculdade, queria pensar sobre algumas coisas.
Milena inquieta, não consegue ficar parada, está agitada com vários pensamentos, ela queria uma bebida, mas não tinha nenhuma em sua casa, e já era tarde para passar em algum mercado, não tinha adegas perto de sua casa, então foi a um bar logo na esquina. Ela sente q algo interessante estava prestes a acontecer.
Helena chega ao bar, senta numa cadeira em frente ao balcão, e pede ao Barman:
— Boa noite, uma dose de Whisky por favor.
— Boa noite, pode deixar moça, gostaria de gelo de cocô?
— Sim, por favor.
Enquanto o Barman vai preparar sua bebida, alguém entra no bar, curiosa como sempre, Helena olha para trás, e seu coração bate mais forte.
Chegando ao bar, Milena abre a porta, e imediatamente arregala os olhos, ali estava a garota a qual vira no shopping ontem, ela estava estranhamente feliz, e confusa, por que por algum motivo, não estava surpresa, ela não pensa duas vezes, finge que está procurando algo em sua bolsa, e vai se sentar perto da garota, a 2 bancos de distância do seu lado direito, ela percebe o nervosismo da garota, e solta um sorrisinho inocente, ela percebe que o garçom trouxe uma dose de Whisky para a garota, pede um pouco de Tequila, e diz algo em particular para o garçom.
Helena tenta disfarçar o nervosismo, mas não sabia como, afinal, sempre fora tímida, ela tenta se acalmar enquanto toma sua dose de Whisky, mas tudo ficara mais complicado após a garota ter sentado perto dela, por algum motivo, ela sentia que era de propósito. Depois de algum tempo, após terminar sua dose de Whisky, o Barman traz outra dose para ela, porém surpresa ela questiona:
— Com licença, eu não pedi isso
— Bom... – Ah, perdão, fui eu hahaha. – Diz a garota, interrompendo o Barman.
A garota se move, sentando ao lado de Helena, e a cumprimenta:
— Olá, me chamo Milena, muito prazer, aliás, aceita esta bebida? Hahaha.
— O prazer é meu, me chamo Helena, bom, sinto que não tenho opção não é mesmo hahaha.
Ambas começam a conversar como se já fossem íntimas, uma conexão um tanto quanto rara, porém nenhuma parou para pensar nisso, o nervosismo de Helena havia parado, até que Milena tocou em um assunto:
— Hey, acho que te vi no shopping ontem, descendo as escadas rolantes, era você?
Helena, fica vermelha e trava por um segundo, mas a bebida a ajudou a se acalmar:
— Sim, era eu, eu também te vi, achei seus olhos muito bonitos.
Helena tinha medo da resposta de Milena, mas se acalmou em seguida:
— Uau, me sinto lisonjeada, sabe, eu diria isso de você inteira – Disse Milena, como se estivesse flertando com Helena, afinal, ao contrário de Helena, Milena, apesar de suas incertezas, gostava de pôr as cartas na mesa.
Helena fica tímida e solta um sorrisinho bobo:
— Hahaha, que gentil da sua parte.
Helena queria flertar com ela, mas era insegura, tinha certeza que ela estava apenas sendo educada... Afinal, Helena gostava de mulheres, mas qual era a chance de Milena mostrar o mesmo interesse? Mas ela achou que tinha que tomar uma atitude, quem não arrisca não petisca não é mesmo?
— Ei, está ficando tarde, amanhã preciso trabalhar, já que vou pra casa, gostaria de uma carona? – Disse Helena para Milena, com o coração acelerado.
— Claro, acho que ainda temos o que conversar – Afirmou Milena com um sorriso gentil no rosto.
— Bom, então vamos lá! – Disse Helena tentando parecer confiante
Elas se dirigem para o carro, Helena não tinha nenhuma segunda intenção, apenas queria saber mais sobre Milena, afinal, tudo começa com uma boa conversa não é mesmo?
O caminho inteiro elas apenas jogam conversa fora, Milena vai mostrando o caminho de sua casa, até que infelizmente elas chegam lá.
— Bom, acho que é aqui que nossos caminhos se separam não é mesmo? Já te passei meu telefone, pode me ligar amanhã em, foi ótimo te conhecer, tch... – Espera! – Disse Helena, quase gritando, interrompendo Milena,
O coração de Helena acelera, ela não pensou em fazer aquilo, aliás, o que foi aquilo? Ela fica nervosa, suas mãos tremem, e Milena olha para ela curiosa:
— Está tudo bem?
Helena não responde... Mas não precisava, ali estavam as duas, sentadas, caladas, ambas se olhando, o profundo e escuro abismo com o vasto e belo oceano. Helena levanta levemente a sua mão tremula, passa nos cabelos de Milena, e leva ao seu rosto, acariciando-o, o coração de ambas acelera, elas chegam perto uma da outra, e o que vem a seguir, é inevitável... As duas se aproximam lentamente uma da outra, fecham os olhos, e é aí que a magia acontece.
Aquilo não foi um simples beijo, tinha o nervosismo, tinha o clima, tinha a química, o romance no ar, era uma explosão de sentimentos, de todos os ritmos de dança, este é o mais incrível!
Nenhuma das duas podia acreditar, ambas já estavam se despedindo quase sem esperanças, mas como eu disse... Os olhos nunca mentem.
Helena interrompe o beijo, respondendo a pergunta de Milena:
— Estou ótima, porque? Com um leve sorrisinho no rosto
Milena apenas sorri de volta, e continua a beijar Helena, ou melhor, continua a dançar com ela, pelo resto da noite.
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