Tudo, menos irmãos
17 O castigo vem a cavalo
Os amigos curtiam a festa como se não fossem responsáveis por muitas lágrimas e preocupações, exceto Iori que remoía pela prova e as aulas perdidas, o castanho apenas encarava o copo de bebida e olhava seu reflexo no lago.
— Iori-San, o que houve? Não te vi pegar nenhum aperitivo e o buffett tá ótimo. Takeru surge atrás do castanho preocupado com o isolamento que ele se encontrava, diferente dos amigos até mesmo o tímido Ken estavam se divertindo e permitindo serem filmados e tiravam fotos do casal.
— Estamos em um problema sem solução, nessa hora amanhã estaremos castigados e todos os olhares do colégio estarão voltados para gente.
— Sabe eu queria ter visto essa fuga. Pentelha o loiro.
— Você é exatamente igual a eles, leva tudo na brincadeira.
— Hida, você já está aqui, não dá pra voltar atrás, anda vem, estão servindo gâteau à la crème glacée. O castanho para no lugar vendo o amigo arranhando outro idioma.
— Você se adaptou depressa. Observa Iori.
— Pensei que tinha achado um computador dando sopa e sumiu no digiportal. Miyako aparece com o prato cheio de guloseimas.
— Minha vontade era essa, o que é isso?
— Não conheço a pronúncia do lugar, mas basicamente são salgados e bolo, anda Iori-Kun, qual é? Já nos desculpamos por insistir tanto, mas concorda que está divertido. Miyako se empolga. — Até mesmo o Ken-Kun está dançando e isso não se vê todos os dias, no momento ele parou para provar os doces, Iori você tá perdendo.
— Entendo Miyako-Chan, mas isso não me tira o peso de ter faltado com minhas responsabilidades.
— Miya-Chan você já provou o bolo, kami não me pede pra pronunciar, eu só estou na França a algumas horas. Hikari e Catherine se juntam aos amigos e Hikari dá uma colherada do petit gâteau, com o sorvete para Miyako provar.
— É petit gâteau! Catherine apresenta o doce.
— Que coisa deliciosa. Miyako se delicia . Muitas conversas e comes e bebes, depois chegou a hora esperada pelas mulheres, Natsuko iria jogar seu buquê, pela tradição, quem pegasse seria a próxima a subir ao altar.
— Vamos para quem o buquê trará sorte… Natsuko fazia falsos gestos que jogaria o arranjo, as mulheres estavam na expectativa, o buquê foi lançado e Yamato observava discreto a felicidade da mãe, quando sentiu um empurrão nas costas e de repente estava em meio a mulherada se equilibrando e se levantando com as flores nas mãos.
As mulheres caem na gargalhada e batem palma e até Natsuko não segura o riso ao ver que um de seus filhos apanhou o buquê.
— Ae Yamato, parece que vai ser o próximo. Pentelha Takeru.
— Se eu por minhas mãos no imbecil que me empurrou , vai voltar um corpo para o Japão. O loiro lança o olhar em cima de Taichi.
— Yamato, do que vai adiantar avançar pra cima do Taichi? Mimi Perguntou piscando para o namorado.
— Aqui! Quase se matam por isso. Yamato estendeu o buquê para Mimi, com um tom rosado nas bochechas e ganhando um beijo.
— Aproveita meu filho, aw vocês dois estão tão crescidos. Natsuko abraçou o casal, quase chorando.
— Okaasan, vai borrar a maquiagem. Yamato abraça a mãe.
Não muito longe dali… Takeru e Pierre riam sem parar, Takaishi tinha empurrado o irmão e se escondido na multidão.
— Tu não presta falso anjo. A cara do teu irmão foi a melhor. Pierre ri.
— Literalmente dei um empurrãozinho pra ele e a Mimi-Chan, merci Pierre.
— Pra isso servem os amigos, que micasso épico, aqui vem cá isso merece…
— Cara se for me dar um beijo não vai ser só o Yamato que eu vou empurrar. Ameaça Takeru.
— Détendre, aqui. Pierre ergue o punho e ambos entrelaçam os antebraços.
Após a gloriosa festa, os digiescolhidos ainda estavam esgotados, muito se devia ao horário que dormiram, outro motivo era o exaustivo fuso horário.
— Esse foi o melhor dia. Ken afirmou se sentando na cama.
— Eu vi que se divertiu muito meu amor, não querendo acabar com o astral, mas durma bem que amanhã vamos enfrentar uma batalha difícil. Alerta Miyako.
— Eu não queria ver a mãezinha chorando de novo, não posso negar senti a adrenalina e gostei da sensação.
— Não vai pegar gosto em fugir do colégio. Pentelhou a violacea.
— Miyako. Ken riu da piadinhas e a puxou para um beijo .
— Eu te amo . Declara, interrompendo a carícia e unindo seu nariz ao da amada.
— Cinco minutos de intervalo não serão suficientes para matar as saudades. Declara Miyako. — Estamos condenados a uma dura pena.
—Tomara que eu possa continuar a estudar com você.
—Acha que seus pais serão assim tão rudes? Pergunta Miyako.
— Não dá para pensar em uma única probabilidade, mas que eles não devem estar com a melhor cara isso não devem, ainda sim me diverti tanto.
No outro quarto Daisuke admirava os detalhes do quarto e Hikari penteava os cabelos.
— Casa linda não é Dai-kun? Hikari tira o ruivo dos devaneios.
— Muito, o cara se deu bem, olha onde veio morar, um dia nós dois também vamos morar num lugar assim, grande, espaçoso e confortável. Daisuke afirmou de forma sonhadora.
— Eu te amo ruivo, eu só quero um lar, e juntos pode ser até no apartamento como o nosso que eu estarei feliz.
Daisuke beija Hikari.
O dia amanheceu e Catherine ainda estava dormindo.
A turminha se levantou cedo e deixaram os vestidos dobrados com um bilhete agradecendo, Hikari não quis esperar Taichi acordar, ouvia o alto ronco da porta, apenas se despediu de Sora que acordou mais cedo, e tomou café por insistência da cunhada, a castanha apenas deixou um bilhete se despedindo do irmão em baixo da porta.
Vestiram os uniformes e usaram o notebook de Takeru para atravessar.
— Eu tô arrebentado! Nossa aqui já é de tarde, como assim? Reclama o ruivo.
— Pamonha você sabe o que é fuso horário né? Miyako bronqueou sem dó.
— É claro que eu sei, anda vamos, Hikari-chan te ligo quan-do… A voz morreu ali juntamente com a coragem, os pais estavam todos reunidos na sala da família Yagami, tomando café e discutindo a atitude irresponsável dos adolescentes. O ruivo atropela os amigos e a namorada os jogando de volta no quarto da castanha.
— O que houve Motomiya? Questionou Ken passando a mão na testa.
— O juízo final! Responde o ruivo.
Todos encaravam o líder.
— Já aguentamos muito as suas idiotices, eu to indo. Iori abre a porta e congelou ao ver seu avô e sua mãe o encarando.
logo todos surgem atrás do castanho e Miyako arrasta Daisuke que queria ficar no quarto da namorada.
— Qual de vocês vai começar a explicar essa confusão. Mantarou é direto, mostrando a foto postada na rede social da irmã, mostrando o grupo reunidos e fazendo careta, a colega que deu o flagrante na fuga, tirou uma captura de imagens, trazia até mesmo Ken e Miyako dançando.
— Certo! Pedimos desculpa por todo o transtorno, sentimos uma uma imensa saudades do nosso amigo e da Nancy, e de forma alguma estou tentando comovê-los… Miyako teve o pedido interrompido.
— Vai comover quem aqui, estão com a cara de carrascos. Daisuke resmunga alto.
— Motomiya não piora. Repreende Ken.
— Conversamos em casa, por hora eu vou querer a chave e o portal quando chegarmos. Ordena o pai de Ken.
— Otousan! Ken engole seco.
— Ichijouji-San, licença, eu peço perdão, se isso ajuda, olha foi minha a ideia, como assim quer a chave e o portal? Pergunta Daisuke.
— Por que não to surpresa, para estudar é um asno, para planos imbecis é o cabeça. Provoca Jun.
— Eu não estava com saudades dessa jogress de annabelle com brinquedo assassino. Daisuke da a língua.
Hikari abafa o riso e se mantém séria.
— Colocar em termos simples, já não enfrentamos problemas com seres digitais a muito tempo, seus dispositivos de abrir os portais e o notebook ficaram retidos por dois meses. O pai de Ken anda em direção ao filho.
— Isso vale para todos, não pode e não vai ser tolerado esse comportamento , dois meses sem os computadores, celulares e os digivices eu só devolvo se houver alguma ameaça causada pelos digimons. Susumo ordena estendendo a mão, Hikari abaixa o olhar, e colocou a mão na pequena bolsa e tira seu digivice, Sussumo o pega da mão da filha e a encara.
— Hikari-Chan. Tailmon olha para a parceira.
— Tá tudo bem, Tail-Chan. Hikari abraça a gatinha.
— Já incomodamos muito a família Yagami, vamos Ken.
Miyako o beija e Ken retribui como se fossem fazer uma longa viagem, só foram interrompidos pelo irmão de Miyako pitaguerrendo.
Os pais de Ken fazem uma reverência e vão em direção a porta, calçam os sapatos e vão para sua casa.
Em casa, Ken pegou seu notebook e entregou junto com seu digivice e digi terminal, ficariam restritos a estudar e repor os conteúdos perdidos.
Após se desculpar novamente com sua mãe que o abraçou forte, Ken se jogou na cama.
— Ken-Chan, porque os pais tomaram os digivices, eles podem fazer isso? Perguntou Wormmon.
— Claro Wormmon, tomamos uma decisão perigosa e os preocupamos, amanhã você fica dormindo e meu pai vai me levar para o colégio, pelo menos ele deixou eu continuar em Odaiba High School.
— Eu quero ir com você Ken-Chan. Pede Wormmon.
— Amanhã eu não voltar cedo e vai chover, fica aqui protegido, amanhã eu vou receber a segunda parte da punição. Lamenta Ken.
— Mais punição, não saímos para matar e roubar. Wormmon estava inconformado.
Ken abraça o digimon e ri.
— De fato não Wormmon, mas foi uma fuga, uma afronta as regras e autoridades, eu vou ficar bem, eu só devo estar em casa para o jantar, dois meses passam depressa, e estamos juntos. Ken tranquiliza o parceiro.
Miyako dramatiza em ter que entregar seu digivice e os aparelhos eletrônicos, para ela eram como tirar uma parte de seu corpo, os pais não viam outra punição se não retirando o principal meio de fuga dos filhos, Miyako olhava para os objetos em cima da mesa e um a um foi trancado na gaveta com chave, os irmãos da violacea acabavam opinando no castigo.
— Tava legal o passeio com o namorado, paciência imouto. Mantarou passa a mão pelos cabelos da caçula.
— Francamente já vi colegas fugindo para o parque, praia e shopping, mas do outro lado do mundo seu grupo foge do normal. Comenta Mamoe.
— Ainda bem! Miyako olha para a gaveta e vai para o quarto.
— Fica assim não menina, logo mais você estará de novo com toda a parafernália eletrônica. Hawkmon tenta animar a parceira.
— Hawkmon, tem ideia de quanto tempo vai levar pra fazer os trabalhos sem o computador, fora que eu vou me sentir trancada… isolada. Dramatiza Miyako.
— Eu vou ficar aqui se quiser te ajudo com a lição. Oferece a ave.
— Aw que doce. Miyako abraça o parceiro.
— Vai sentir falta de ficar encarando a foto do Ken não vai. A brincadeira do digimon fez o rosto da digiescolhida avermelhar mais que suas penas.
No dia seguinte…
Ken pegou os materiais que jogou embaixo da cama e cobriu Wormmon que estava choroso em passar o dia todo sem o parceiro.
— Não chora se não eu não vou conseguir ficar bem, foi divertido a brincadeira, mas fizemos tudo de forma errada, seja forte Wormmon, o dia vai passar depressa, volta a dormir. Ken se despede do digimon o abraçando.
Os digiescolhidos chegavam e logo vem o carro do senhor Ichijouji estacionando e o detetive vindo logo atrás do filho.
— Pode ir otousan, eu prometo que não vou fazer novamente, até porque eu não tenho o digivice aqui.
— Eu vou assim que os portões se fecharem, espero não ter que voltar com outra queixa.
— Cara eu achando que aturar sermão da maluca da minha família foi ruim, você tem direito até a carcereiro. Pentelha Daisuke, sussurrando para o amigo.
— Tô me sentindo meio que assim mesmo, paciência e temos que ver a diretora.
— Poh tinha até me esquecido, cara o que esse povo pensa que fomos fazer? Pergunta Daisuke.
— Coisa boa é que não é, mas se eu acho a diaba que nos entregou com as fotos eu…
— Ohayo fujões, decidiram voltar para o colégio? Provoca a morena.
— Miya se acalma, já temos muitos problemas. Hikari tenta acalmar a violacea.
— Cuidado Ichijouji continua assim e vai parar nas páginas erra… Mal deu tempo dela terminar e Miyako já acerta um tapa em seu rosto, deixando a marca de seus dedos.
— Louca! Gritou a menina.
— A prova não foi muito difícil, arrumou tempo para soltar seu veneno, espalhar fofocas e prints por aí. Ken defende a namorada.
— Ichijouji! A menina engole o choro.
— Vai mensageira do caos. Daisuke expulsa a garota.
— A diretora tá esperando vocês, e o que houve Okamoto? a inspetora chega para levar os alunos.
A imagem da perfeição ruiu diante dos olhos da estudante, além dos esporos de Miyako e Daisuke o mais doloroso foi o de Ken.
— Não precisa se meter em problemas, arigato.
— Você sempre arranjou problemas me defendendo, isso foi pouco perto do que já fez.
— Aw meu amor.
— Me acompanhem. Ordenou a inspetora.
Após um tempo os quatro foram divididos isolados dos demais estudantes, iriam repor as aulas perdidas, e levaram uma pilha de deveres que nem sabiam se até o natal terminariam.
Miyako e Iori estavam em salas separadas dos amigos que eram da mesma classe, mas na detenção o professor Fugiyama encara com decepção a mais nova da família Yagami, colocou cada um em um canto da classe, a chuva caía grossa.
— Até compreendo o Motomiya ter feito tal afronta, mas francamente, alunos como Yagami, Inoue, Hida e até Ichijouji, aqui, seu irmão me dava trabalho Yagami, tinha horas que eu tinha vontade de dar uns cascudos, mas fugir para festas?
— Acontece que eu e o niisan somos dois seres humanos diferentes, eu sinto muito, mas eu só vim para fazer a prova, a parte das broncas a diretora e meus pais já despejaram em cima, se isso te deixa feliz, nem sei se teremos nem natal. Yagami se irrita e pega as provas. — Que foi achou que eu ainda era a menininha do apito?
O professor se recobra do susto e marca os lugares para seus alunos problemas, até o final do tempo que passariam isolados esses seriam seus acentos.
— Hikari-Chan tá tudo bem? Pergunta Daisuke se aproximando vendo a castanha encarando o céu chuvoso.
— Eu estou, desculpa, por te preocupar Dai-Kun, é que eu não suporto esse professor e vamos ter que nos suportar até o final do castigo. Naquele momento o professor voltava do banheiro e escutou calado a frase. A jovem gesticulava e desabafa.
— Tudo bem Hikari-Chan ,e aí mais alguém tá que não aguenta mais ver letras nem do próprio nome e números? Pentelha Daisuke.
— Primeiro dia passou, qual a necessidade do isolamento? Pergunta Ken.
— Somos maus elementos. Pentelha Daisuke.
— Fico com pena do Hida-San e da Miya-Chan, e nem podemos reclamar nas mensagens.
— Amanhã eu não vou querer ver essa reuniãozinha do trio, agora podem ir para
suas casas, eu vou corrigir as provas, e amanhã nos veremos novamente, Ichijouji, seu pai está te esperando no corredor.
— Você ta muito perdido cara. Daisuke apoiou a mão no ombro de Ken.
— Paciência eu procurei isso quando topei, nem vai dar para ver a Miya-Chan com esse cerco, me sinto o próprio criminoso. Lamenta Ken.
— Aguentar agora meus pais me olhando torto. Não dá para negar que foi divertido. Suspira Hikari.
— Até o momento que o sol nasceu, a Miya deve ter ouvido bronca até a hora de dormir, os irmãos dela, os pais dela, vamos antes que meu pai me leve algemado. Pentelha Ken tomando água.
— Pra que eu fui imaginar a cena, por deus. Daisuke zomba.
— Eu vou sentir falta das nossas reuniões, mas escutaram o nosso carcereiro, “Nada de reuniões”. Remenda a castanha.
— Fica muito com o Daisuke olha o que ta aprendendo. Pentelhou Ken. — Falar em carcereiro, minha cela me espera, se encontrarem a Miya, entreguem isso para ela, até amanhã pessoal. Ken se despede.
— Carta? Aw a Miya-Chan vai amar.
— To preocupado com ele, o senhor ichijouji podia folgar um pouco, já voltamos, já entregamos o “portal e a chave”, eu vou ficar com saudades dos nossos passeios, quando tudo isso acabar vamos para um monte de lugar, sem rumo.
— Foi com essa falta de rumo sua que estamos onde estamos. Pentelha Hikari.
— Hikari-Chan. O ruivo ri, e puxa a namorada pela cintura trocando beijos.
— Querem uma cama? Pentelha Miyako.
— Miya-Chan. Hikari solta o ruivo e abraçou Miyako. — Direto do mozão, Miya quanto doce, aqui, ta até assinada e no envelope feito a mão. Queria muito saber o que está escrito, mas eu vou ter que aguentar dois meses para usar o chat, o digi terminal e qualquer coisa conectada com o mundo digital, até amanhã.
— Até logo esfregão de óculos. Daisuke pentelhou.
— Tomara que aprenda usar pelo menos um neurônio, porque o Ken não me entregou, eu nem demorei tanto? Perguntou Miyako.
— Calma Miya-Chan, é que o pai dele tá vindo trazer e buscar, eles ficaram muito preocupados, agora eu também preciso ir, até amanhã. Hikari se despede.
— Fica calma, daqui a dois meses seu sogro solta seu namorado. Pentelha Daisuke.
— Vou indo também, até logo mula ruiva.
— Vai ler as palavras do poeta, “Aw Miya eu te amo”. Daisuke cantarola e acabou levando um murro no rosto.
—Já pra casa cabeça de fósforo. Aponta Miyako.
— Eu vou se eu quiser toupeira miupe. Pentelha Daisuke.
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