Tudo em Um Sábado
8 Capítulo 8 - Doces sonhos
Notas iniciais
Edward entra em uma luz forte, que não tem origem certa, e se vê em sua antiga casa, com o Sol brilhando no céu, e sente o calor do Sol percorrer o seu corpo, mas uma coisa está diferente: o calor percorre todo o corpo. Então ele nota que está com o seu braço e a sua perna normais, e não os auto-mails, e não entende muito bem. Ele fecha os olhos, suspende a cabeça e abre os braços, para apreciar aquele calor do Sol da manhã nos seus membros à muito perdidos, para relembrar como era a sensação, e então vê uma pessoa correndo em sua direção.
Era o seu irmão Alphonse, que agora estava com o seu corpo original e sorrindo para Edward enquanto corria ao seu encontro e chamava por seu nome. Edward estava emocionado, porque durante todos esses anos o seu maior sonho era ver novamente o sorriso do irmão, cujo corpo fora perdido devido ao seu pecado. Ele corre em direção dele e o abraça forte. Agora os dois estavam sorrindo, estavam felizes. Depois ele olha para o horizonte e vê ali a alguns metros, bem diante dele a sua antiga casa. Ele não entendia bem o que estava acontecendo, porque não estava conseguindo ligar as informações em sua mente. Então a porta se abre, e dela sai uma figura familiar, com longos cabelos castanhos e um avental branco.
— Ma-mãe? — Ele balbucia pasmo, não acreditando no que está diante dos seus olhos.
Sua mãe que acabara morrendo por causa da epidemia, agora estava viva, na porta de sua casa, sorrindo para ele. Ele corre ao encontro dela, sua felicidade era indescritível. Ver sua mãe que você ama demais voltar da morte viva e feliz na sua frente realmente era indescritível. Ele a abraça forte, sentindo-a em seus braços, não acreditando no que estava acontecendo.
— Mamãe — Ele balbucia incrédulo enquanto ela corresponde calorosamente ao abraço dele. Lágrimas começam a escorrer de seus olhos dourados. A emoção preencheu todo o seu corpo, então sua mãe sorri.
— Edward, você já está grandinho pra chorar — Ela diz com aquela voz doce da qual ele só tinha mera lembrança.
Ela enxuga as lágrimas dele em seu avental branco, e ele a abraça ainda mais forte. Ele afundava a cabeça em seu peito enquanto ela passava a mão carinhosamente pelos cabelos dele. Só Deus sabe como ele sentiu falta disso.
— Tenho tanto orgulho de você meu filho — Ela dizia, enquanto o abraçava. Ele fechou os olhos, não queria que esse momento terminasse nunca. — Obrigada por cuidar tão bem do seu irmão Alphonse. Ele precisa de você — Alphonse se aproximou e abraçou os dois. Agora estavam os três abraçados, preenchendo os espaços que a muito tempo estiveram vazios em seus corações. — Meus amores, sempre lembrem que eu estarei aqui quando precisarem.
Família. Um sentimento que foi perdido por Edward a muitos anos, e agora ele o tinha reencontrado. Depois de um longo momento abraçando a sua família, Edward olhou a mãe, sorrindo.
— Sentimos saudade — Ele disse, e ela sorriu para ele de volta.
— Eu também senti, amor — Ela disse e deu-lhe um beijo na testa. — Você continua praticando alquimia, querido?
Nesse momento ele se encheu de orgulho. Queria mostrar à mãe, que sempre o incentivara, o resultado dos seus estudos. Ele a soltou e bateu suas mãos, e transmutou no chão uma linda fonte ornamentada com flores e corações e com o máximo de detalhes e capricho. Ela bateu palmas, impressionada por ver o quanto ele tinha evoluído a sua alquimia. Al também quis participar, e transmutou no chão um lindo corcel selado e repleto de detalhes magníficos.
— Vocês são mesmo filhos do seu pai — Ela disse sorrindo. — Agora me contem, como estão?
Ela os chamou para sentarem na varanda, e ele começou a contar a ela sobre suas viagens e sobre tudo o que eles tinham passado nesses três anos, e ela ficou meio preocupada com os dois, como qualquer mãe ficaria ao saber que os filhos tinham se metido em confusão e em perigos.
— Queridos, não precisam se arriscar tanto nem sofrer tanto — Ela disse, abraçando os dois. Ed olhou pra ela e disse:
— Ma-mas mãe, eu fiz isso tudo só pensando em trazer o corpo de Al de volta! Eu não fiz para me arriscar, eu só... — Trisha o calou, pondo o indicador em frente aos lábios dele.
— Não estou criticando você, querido, e sei que você fez tudo isso pensando no Al, mas tente não pensar nisso só por agora, tudo bem? — Ele assentiu com a cabeça. Ele olhou para o rosto dela. Queria gravar bem a imagem que via, para não esquecer.
— Mamãe — Ele disse, pausando por um minuto. — posso deitar no seu colo?
— Claro que pode, meu amor — Ela disse, dando um tapinha no colo como convidando-o a se deitar.
Ele rapidamente repousou a cabeça no colo macio, quente e acolhedor da mãe, enquanto ela fazia cafuné nele. Foram momentos maravilhosos.
— Te amo, mamãe — Edward não pensava que iria dizer isso, mas queria deixar bem claro de que amava ela mais do que tudo.
— Eu também te amo, meu doce — Ela disse, passando a mão pelos seus cabelos. — Quero que saibam que estou muito feliz — Ela olhou para Ed sorrindo. — eu sempre olharei por vocês, meus filhos.
Sempre olharei por vocês...
Sempre olharei por vocês...
Essas palavras ficaram no ar por um momento, até que Edward vê uma quarta pessoa, correndo em direção à eles. Era Winry, que agora chorava enquanto sorria, correndo na direção dele. Ela estava emocionada e chorando de alegria, e ele levanta a cabeça, olhando para ela.
— Winry? — Ele diz olhando para a garota que corria. — Winry! — Ele se levanta e vai na direção dela, feliz.
Sua mãe sorri. Parece que ela sabe de mais coisas do que ele pensa que ela sabe. Edward vai correndo, enquanto ela o chama.
— Ed! Ed! Ed...
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— Ed!
Ele abriu os olhos lentamente com dificuldade e viu que era Winry que estava chamando por ele. Ela sorriu ao vê-lo acordar.
— Você estava chorando enquanto dormia, por isso te acordei. — Winry disse, enquanto ele esfregava os olhos, enxugando os vestígios de lágrimas e se sentava no sofá. — Você estava tendo um pesadelo?
Ele parou por um minuto para lembrar. O sonho maravilhoso que tivera estava ainda nítido na sua memória, e ele sorriu e disse para Winry.
— Não, Winry, tive o melhor sonho da minha vida.
Notas finais
Desculpem se ele ficou pequeno.
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