Tudo em Um Sábado

12 Capítulo 12 - Momentos nostálgicos


Notas iniciais
Mil perdões por esse cap ter demorado tanto x_x Bom, enfim... Espero que gostem dele! E ainda peço descaradamente por algumas Reviwes :P

Eles foram correndo por um caminho cheio de árvores e era realmente um lugar lindo. Winry estava na frente, seguida por Ed e Al. Ela olhou pra trás e riu.

— Vocês são muito lentos! Acho que até a vovó corre mais! — Ela disse, provocando.

Ed e Al se entreolharam. Aquilo tinha sido um desafio? Eles adoravam desafios.

— Mostra pra ela, Al! — Disse Ed, apressando o passo.

— Depois de você, nii-san! — Disse Al, apressando o passo também.

Eles correram bem rápido e logo alcançaram Winry, que tentava desesperadamente se manter na frente, mas em vão. Só que ela acabou tropeçando, e Edward, numa tentativa desesperada de segurá-la para que não se machucasse, que acabou não adiantando nada, caiu junto. Ele se colocou embaixo dela para amortecer a queda, e ela caiu sobre ele, apenas se apoiando sobre os braços, que agora estavam dobrados, tentando não machucá-lo. Eles riram ofegantes devido à corrida, e depois coraram devido à sua posição.

— Desculpe — Disse Winry, saindo de cima dele e se sentando ao seu lado. — Eu não quis...

— Não tem do que se desculpar — Ele disse, rindo um pouco e se sentando. — Foi só um acidente e a culpa foi minha. Eu tentei te segurar e acabei caindo junto.

Ele riu e ela também. Al limpou a garganta, chamando a atenção para si.

— Agora que estão os dois bem — Al disse, olhando pra eles. — Podemos ir ao rio?

— Cla-claro, Al! — Disse Edward, um pouco corado e se levantou, limpando a roupa que estava um pouco suja de grama e terra.

Ele estendeu sua mão para Winry se levantar. Ela segurou a mão dele e tentou se levantar, mas novamente caiu, gemendo de dor.

— Winry! O que foi?! — Perguntou Edward preocupado.

— Winry, você está bem?! — Disse Al, também preocupado.

Edward olhou para ela e viu que seu joelho estava machucado e saindo um pouco de sangue. Depois percebeu que uma pedra que estava próxima estava ligeiramente suja de sangue, e aparentemente ela tinha ralado o joelho naquela pedra, mas não havia sentido devido ao sangue quente por causa da corrida. Ele analisou o ferimento e viu que estava sujo de terra e grama. Ela gemia de dor.

— Droga, meu joelho... — Ela disse, deixando escorrer uma lágrima. Ed ainda odiava vê-la chorar , e ficou com pena.

— Ah, vamos, não chore — Ele disse, limpando sua lágrima. — Vamos até o rio lavar seu machucado.

Ela deu o braço à ele e ele a apoiou, ajudando-a a caminhar, já que o joelho direito dela estava machucado. Mas caminhar naquela posição estava sendo realmente desconfortável para ambas as partes.

— Já sei! Tive uma ideia melhor — Ele disse, colocando-se na frente dela e se agachando. — Sobe aí! Eu te levo até o lago.

Ela olhou pra ele um pouco surpresa. Ele ainda era mais baixo do que ela e ela se perguntou se ele aguentaria o seu peso.

— O que foi? — Ele disse, esperando que ela subisse.

— Nada. — Ela disse, afastando os pensamentos sobre a altura dele.

Ela subiu nas costas dele, segurando-se em seus ombros, e ele segurou as pernas dela, tomando cuidado para não magoar o machucado. Uma coisa chamou a atenção de Winry, enquanto ela estava lá em cima. “Desde quando ele tem ombros tão largos?” Ela notou em seus pensamentos, enquanto segurava os ombros dele.

— Tudo bem aí em cima? — Ele disse, segurando-a firmemente.

— Cla-claro... — Ela disse levemente, dando graças a Deus por ele não conseguir ver sua face, que agora estava ligeiramente ruborizada.

— Então se segure! — Ele disse, e ela obedeceu.

Ele começou a correr rapidamente em direção ao lago, e ela se surpreendeu do quanto ele era forte. Ela sabia que ele era mesmo muito forte mas agora sim conseguia ver o resultado de tantas lutas contínuas. Suas mãos escorregaram e foram parar nos braços dele, que com os músculos contraídos, ficavam muito visíveis e também muito belos.

— Não solta! — Ele dizia, ofegante, e ela saiu de seu momentâneo devaneio e levou suas mãos novamente aos ombros dele.

Al os seguia, logo atrás. Estava vendo como o irmão corria. Ele corria bastante rápido para alguém com o peso de Winry nas costas, e Al percebeu isso, mas não disse nada, só os seguiu.

— Você está bem mais leve, Winry, ou é impressão minha? Tem comido direito? — Edward perguntou, enquanto arfava e corria.

Winry, como qualquer outra mulher que se preze, simplesmente ficou no céu ao ouvir que estava mais magra. Ela sorriu animada.

— Nossa, ganhei o dia! — Ela disse, sorrindo. — Não, não é impressão. Esse é o resultado de ficar montando próteses, cortar lenha pra vovó, nadar no lago...

— Nossa, você faz tudo isso? — Ed estava surpreso em saber o quanto ela era ativa.

— Claro, se não quem iria fazer? A vovó já está velha demais para cortar lenha e fazer esses trabalhos manuais, por isso faço eu.

— Que legal você ajudar a vovó, Winry — Disse Al enquanto corria. — Ela anda precisando de ajuda, alguns lugares da casa estão realmente uma bagunça.

— Ah, você notou? — Disse Winry sem graça. — Eu e minha terrível mania de bagunça...

Edward, que a estava levando, riu um pouco, mas não riu mais devido ao ligeiro cansaço.

— Eu também tenho mania de bagunça! — Disse Ed, rindo ofegante.

— Nem me fale... já achei uma cueca sua até embaixo da cama! — Disse Al, e Winry riu alto. O rosto de Edward ruborizou.

— E o que você foi fazer embaixo da cama? — Disse Edward incomodado, arfando e ainda com o rosto ruborizado.

— Fui pegar um livro que tinha caído lá. Aí quando me abaixei pra pegar, adivinha o que eu achei? Sua cueca — Winry ainda ria intensamente.

— Tá, tá! Esquece isso. Olha lá o lago! — Ele disse, tentando mudar de assunto.

O lago estava com suas águas cristalinas e lindas como sempre, e como o dia estava de Sol, as águas assumiam uma cor azul-piscina, e davam para ver as pedras brancas que ficavam em seu fundo na beirada da margem. Algumas algas eram visíveis, de um tom verde-limão brilhante e algumas mais escuras. Alguns peixes coloridos brilhavam com o reflexo do Sol e estavam bem visíveis nas águas cristalinas do lago. Uma paisagem linda. Em suas margens, um pouco mais adentro, tinha uma floresta, na qual eles costumavam brincar de esconde-esconde quando mais novos. Aquela área era recheada de lembranças gostosas de suas infâncias.

Edward levou Winry até a beira do lago, sentou-a sobre uma pedra e retirou suas sandálias, para que ela lavasse seu joelho, que ainda escorria um pouco de sangue. Ela colocou seu joelho na água fria e sentiu sua pele arder, parecendo que tinha colocado o joelho em uma panela de água quente. Ela gemeu e apertou o braço de Edward, que notou que ela estava com dor e ali permaneceu, lhe oferecendo apoio. Seu joelho aos poucos foi parando de arder e agora nem doía mais, já lavado. A água corrente do rio foi aos poucos levando o sangue que Winry ali lavara, e nada mais de ruim iria acontecer, aparentemente.

Winry mexeu o joelho, e viu que ele já não doía mais. Ela sorriu para Edward.

— Olha, não é que essas águas são mesmo milagrosas? Curaram o meu joelho rapidinho.

Ela agora mexia as pernas na água, sorrindo. Edward olhou para ela e olhou para a água e sorriu travesso.

— Wiinryyy, essas águas acabaram de me dar uma ideia! — Winry olhou pra ele curiosa.

— Que ideia? — Winry parou de mexer as pernas na água. Edward começou a tirar a camisa, mostrando o seu abdômen todo definido, lindo e maravilhoso de se ver, por sinal. — E-Ed! O que vai fazer?

— Isso! — Ele disse, correndo na direção do lago e saltou de uma pedra. — Boola de canhããão!!

Água espirrou para todos os lados e como o lago era fundo não correu o risco de bater no fundo. Winry se protegeu com os braços dando um leve gritinho, com algumas risadas. Ele subiu à superfície e cuspiu água, nadando de costas.

— Você é louco? — Disse Winry, ainda entre risadas.

— Ah, qual é? Vem ser louca aqui comigo! — Ed disse, jogando um pouco de água nela. Ela riu, mas se levantou.

— Nada disso, divirta-se sendo louco sozinho — Ela disse, se afastando da água.

— Ah, é mesmo? E se eu te obrigasse? — Ele disse, nadando até a beira com um sorriso malicioso e fazendo uma posição de quem correria atrás dela.

Notas finais
Essa parte dos "ombros largos" eu tirei de FMA Brotherhood, porque quando no Japão se diz que um garoto tem ombros largos, significa que ele é mais maduro, menos infantil. Por isso ela quis dizer "Desde quando ele parece tão maduro?"

Espero que gostem da minha mistura de FMA normal e FMA Brotherhood xD Abraços

ainda peço descaradamente algumas reviews :P