Tudo em Um Sábado

2 Capítulo 2 - O presente de Winry


Winry abriu a caixinha, e dentro dela tinha um lindo par de brincos de ouro, com detalhes de prata e uma pedrinha Água Marinha. Ela ficou simplesmente deslumbrada com a joia, e não teve palavras para agradecer. Olhou para Edward, com um sorriso contagiante, e ele viu que ela realmente tinha adorado. Ela ficou contemplando a joia por mais alguns segundos, e então não conseguiu se conter.

— Nooossa, esse deve ser o brinco mais lindo que eu já vi em toda a minha vida! E é todinho meu! Como vocês sabiam que Água Marinha é a minha pedra preferida? É lindo demais! — Ela estava sem fôlego, e Ed disse:

— Bom... foi o Al que escolheu e eu acho que foi um palpite de sorte! — Al olhou pra Ed e deu de ombros. Ela estava ainda em estado de choque.

— É simplesmente di-vi-no! Perfeito, maravilhoso, sensacional! Al, você tem realmente muito bom gosto! Eu vou experimentar essa maravilha é agora mesmo! — Winry disse, e começou a retirar os brincos antigos de ferro e os deu para Ed segurar, enquanto colocava os brincos novos, lindos demais.

Eles ficaram muito lindos nela e até pareciam que tinham sido feitos só pra ela! O azul da pedra realçava o azul dos olhos de Winry, e o ouro e a prata davam um ar chique e despojado. Ed olhou e ficou sem fôlego. Al olhou a expressão do irmão, sorriu e o cutucou com o cotovelo, e Ed ficou vermelho e virou o rosto. Winry ficou um tempão na frente do espelho, se olhando de vários ângulos, para ver qual era o ângulo no qual ela ficava mais bonita. Edward limpou a garganta, e Winry parou de se contemplar na espelho e foi ver o braço dele. Ele precisou tirar a camisa, e Winry viu que ele estava muito machucado. Tinha arranhões em todo o peito e na barriga, e seu braço esquerdo estava também ralado e machucado. Ela olhou pra ele por um minuto. Ela estava tão próxima que ele podia sentir a sua respiração. Ele corou com a proximidade que ele estava.

— Ed... como você quebrou o braço? — Winry perguntou. Ed, sem saber o que responder, disse todo sem jeito:

— Bom... er... é que eu andei brigando pra caramba e acho que excedeu um pouco do limite e... — Ele parou quando Winry passou a mão por cima dos arranhões em seu braço. Ela olhou pra ele com olhos tristes, e foi buscar alguma coisa no seu quarto. Quando voltou, tinha em suas mãos um kit de primeiros-socorros, com remédios e várias ataduras e curativos. Ela começou a passar um remédio nos vários arranhões de Edward, e ele ficou surpreso. Depois de limpar as feridas, ela colocou curativos nos arranhões menores e gazes nos machucados maiores. Depois de cuidar dele, ela disse:

— Ed, você não precisa se descuidar assim. Seus auto-mails podem ser trocados, mas a sua vida é uma só, entendeu? — Ed ficou ainda mais chocado com a atitude inesperada dela, e a única coisa que fez no momento foi assentir com a cabeça.

— Que coisa... cuidado para não danificar a base, porque é ela quem está conectada ao seu corpo, e se acontecer alguma coisa com ela, você pode ter sérios problemas. Sorte que eu já tinha pensado nisso e reforcei durante a cirurgia. Essa deve ser a parte mais resistente do seu auto-mail. — Disse Winry, agora novamente checando o Auto-mail. Ela parou um minuto para pensar em como faria o auto-mail dessa vez.

— Você prefere que eu aumente o reforço, pra ficar mais resistente, mas mais pesado, ou prefere que eu aumente a durabilidade contra a ferrugem e fique mais leve, porém menos resistente? — Perguntou Winry, mas Ed, como não sabia nada sobre o assunto, disse:

— Ah, você é a especialista aqui, eu não entendo nada disso... Faça como quiser. Só preciso que concerte o mais rápido possível. — Ela suspirou desapontada. Esperava uma resposta diferente.

Winry separou as ferramentas e todo o resto, mas quando foi pegar o alicate, ela cortou o dedo nos papéis que estavam em cima da mesa. O sangue começou a escorrer pelo dedo dela e ela começou a gemer de dor. O kit de primeiros-socorros ainda estava ao lado de Edward, e ela foi até o sofá, e ele viu o sangue pingar em uma das almofadas do sofá.

— O que aconteceu com o seu dedo? — Perguntou Ed. Winry olhou para o ferimento.

— Ah, isso? Não foi nada demais! Só um corte de papel e... AI! — Ela gemeu de dor quando tocou no kit, pois tinha machucado o dedo. Agora o kit estava com manchas do sangue de Winry. Ed viu isso e suspirou. Depois ele segurou a mão dela para olhar o ferimento. Foi a vez de Winry ficar surpresa. Em seguida pegou um remédio no kit e passou no dedo dela.

— Ai! Doeu! — Gemeu Winry quando Ed colocou o remédio.

— Deixa de frescura! É só um remédio. Eu não gemi quando você o passou em mim. Arde um pouco, mas vai fazer seu dedo melhorar. — Disse Ed, e essa resposta chocou Winry. Depois de aplicar o remédio, ele pegou um curativo e colocou no dedo machucado dela.

— Pronto, agora você vai poder concertar o meu Auto-mail mais rápido! — Ele olhou pra ela e sorriu. Ela ainda estava surpresa, e respondeu com outro sorriso.

Depois começou a concertar o Auto-mail dele. Tinha sido um estrago e tanto. Ela precisou substituir vários parafusos e porcas, e muitas partes tinham que ser trocadas ou restauradas. Depois de um tempo, ela anunciou:

— Ed, seu Auto-mail está em um estado crítico... Vou precisar de dois dias. Droga... vou ter que virar a noite de novo... — Winry suspirou. Ed se sentiu meio culpado por fazê-la passar por isso. Ela viu a expressão do rosto dele, sorriu e disse:

— Mas não se preocupe! Só preciso mesmo é de dois dias! Vai estar pronto rapidinho! — Ele sorriu.

Então ela se lembrou dos deliciosos bombons de chocolate que ela tinha comprado no mercadinho.

— Aaah, quase ia me esquecendo! Que cabeça a minha... — Ela foi até a mesa, onde tinha deixado as compras, e pegou os bombons dentro do saco de compras.

— Eu adoro esses bombons! Quer um, Ed? — Winry ofereceu os bombons. Esses bombons eram tão familiares... Então Ed se lembrou que esses eram os bombons preferidos deles na infância. Ele e Al sempre pediam dinheiro para a mãe deles para comprar aqueles bombons caseiros de chocolate. Que nostálgico...

— Mas é claro que eu quero! — Ed não pensou duas vezes e pegou o bombom. Ele abriu a embalagem e deu a primeira mordida. Aquele gosto doce e gostoso da infância invadiu as suas papilas gustativas como nenhum outro doce havia feito antes. Ele gemeu de prazer e comeu o bombom bem devagar, para aproveitar aquele sabor da infância, do qual ele só tinha mera lembrança. Winry também comeu o seu bombom, e sentiu o gosto delicioso e doce de chocolate dominar a sua boca. Eles estavam aproveitando lentamente o gosto da infância.

— Nossa, esses bombons não mudaram de gosto, mesmo depois de anos e anos. Continuam com o mesmo sabor. — Disse Ed, lambendo os beiços. – Lembra, Al, que esses eram os nossos bombons preferidos no mundo todo? — Al olhou para o teto, enquanto tentava se lembrar do gosto deles.

— Tenho que adicionar esses bombons na minha lista de coisas que irei comer quando recuperarmos nossos corpos, Nii-san. — Disse Al, contente. Ed sorriu com a boca melada de chocolate.

— Claro! Adicione, adicione! — Disse Ed. Winry riu.

— Ed, sua boca está toda melada de chocolate! Tem até na ponta do seu nariz! — Ela e Al começaram a rir, e ele limpou o chocolate da ponta do nariz e lambeu.

— Huuum, gostoso! — Ele disse e riu. Winry riu. Ainda tinha chocolate nas suas bochechas.

— Vem, deixa que eu limpo isso! — Ela disse, e limpou com o dedo indicador todo o chocolate que estava nas bochechas dele, e depois lambeu o dedo sujo de chocolate. Ela sorriu.

— Huuum, gostoso! — Ela disse, e ele corou. Ela riu do rosto dele, agora vermelho ao invés de marrom.

— Aah, e outra coisa que eu quase esqueci! Eu comprei os ingredientes para fazer uma deliciosa torta de maçã, só que com essa correria toda acabei me esquecendo! Querem me ajudar? — Ed e Al concordaram com a cabeça. Finalmente veriam como aquela torta deliciosa era feita.

Ela disse para eles irem para a cozinha lavar as mãos enquanto ela pegava as compras em cima da mesa e levava para a cozinha. Ela falou para Ed prender bem o cabelo, pra não cair cabelo na torta. Ele fez a sua famosa trança, mas Winry disse que ainda não era suficiente. Então colocou uma redinha no cabelo dele. Ela e Al riram, e até Ed riu quando se olhou no espelho. Mas não se importava desde que Winry também usasse. A redinha não ficou tão estranha nela, afinal, ela era uma menina. Ela colocou o seu avental cor-de-rosa com a frase “ ♥ eu amo cozinhar ♥ ” bordada, e Ed achou que ela ficou muito mais... feminina, mas é claro que não disse nada. Não queria correr o risco de ter uma chave inglesa anexada à sua cabeça, se ela não gostasse. Ela começou a preparar a massa, e depois de colocar os ingredientes, pediu para Edward misturá-la, e depois pegou três ovos, separou as claras em uma tigela e pediu para Alphonse bater até virar neve, enquanto ela, por sua vez, descascava e cortava as maçãs em cubinhos. Depois que o Al terminou de bater as claras e elas ficaram em neve, ela foi ver como Ed estava se saindo. Ele estava indo bem, sem usar a alquimia! Depois ela viu que ele estava batendo com dificuldade com um braço só, e disse:

— Vem, deixa que eu te ajudo. É difícil bater a massa com um braço só, não é? — Ela sorriu, colocando as claras em neve na massa, e depois segurou a tigela com uma mão e a mão dele com a outra, e começou a fazer movimentos no sentido horário com a colher de pau que estava na mão dele. Ele corou.

— Viu? É assim que se bate. Al, pode ajudar ele a segurar a tigela, por favor? — Al assentiu com a cabeça e foi ajudar o irmão, enquanto Winry terminava de picar as maçãs. Depois de fazer a massa, ela untou uma forma para tortas e colocou a massa nela, e em seguida levou ao forno pré-aquecido.

A massa teria de ficar lá por uns 30 minutos, e durante esse tempo, ela pegou o abridor de lata para abrir a lata de leite condensado. Depois de abrir, deixou a lata em cima da mesa, ao lado de Edward, e se virou para o armário para pegar outra panela. Edward aproveitou a distração dela para passar o dedo na parte de baixo da tampa da lata de leite condensado, que estava transbordando daquele delicioso manjar. Ela se virou, e ele rapidamente levou o dedo à boca. Ele não tinha conseguido enganá-la, pois ela tinha visto, mas fingiu não ver.

— Eu vi isso, viu mocinho? Você não pode fazer isso. — Ela disse, dando um tapinha nas costas da mão dele.

— Ixo o quê? — Ele disse, com o dedo ainda na boca. Ela riu.

— Não se faça de desentendido, eu vi que você passou a mão no leite condensado!- Winry disse, e despejou o leite condensado na panela, junto com os cubinhos de maçã e um pouco de suco de maçã.

— Voxê não pode plovar naga! — Disse Ed, ainda saboreando o dedo. Winry e Al riram.

— Nii-san, você está falando engraçado! — Disse Al, e ele e Winry riram.

— Ed, que falta de educação falar com a boca cheia! — Disse Winry e riu. Ed riu também e tirou o dedo, agora todo babado. Winry mandou ele ir lavar a mão de novo, e com razão.

Winry continuou a fazer o delicioso recheio da torta, e depois que terminou de fazê-lo, foi olhar como estava a massa. Ela estava no ponto. Winry retirou a massa do forno e começou a despejar o recheio delicioso e depois fechou a torta. Ed estava com água na boca, e Al, apesar de não sentir fome, queria poder provar daquela torta que eles haviam feito. Winry colocou a torta na janela.

— Agora, é só deixar ela esfriar e depois vai estar prontinha pra comer! — Disse Winry. Ed estava com água na boca ao sentir o doce cheiro de torta de maçã.

— Aaah, ainda temos que esperar? — Disse Ed, impaciente.

— Isso se você não quiser ter uma bela dor de barriga. Agora, enquanto a torta esfria, eu vou continuar concertando o seu auto-mail. — Disse Winry, retirando o avental, tirando a rede do cabelo e limpando as mãos sujas de massa e recheio. Ed também tirou a rede do cabelo, o que foi um alívio pra ele, só que estava doido de vontade de colocar um pedaço daquela torta na boca, mas conseguiu resistir à tentação.

Notas finais
No próximo capítulo: "Ed e Al resolvem ir visitar o túmulo da mãe. Depois, quando voltam pra casa, Winry surpreende Edward com um ***********. O que é? Não sabe? Vejam no próximo capítulo! XD
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