Tudo Por Você
6 Capítulo 6
Notas iniciais
DIVIRTAM-SE!
Sophia Curtis sentiu uma onda de adrenalina ao deixar as luzes fortes do cubo e entrar na escuridão impenetrável do vazio. A segurança da entrada principal do centro havia acabado de ligar dizendo que o convidado de Sara, tinha chegado e precisava de alguém para acompanhá-lo ao galpão 5.
SC: Sr. Levis suponho? – disse ela estendendo a mão.
O homem pareceu hesitar, mas segurou a mão de Sophia em sua palma larga.
BL: Desculpe, você é...?
SC: Sophia Curtis — respondeu ela. – Sou detetive do departamento. Sara me pediu para que eu o acompanhasse até a cena do crime.
BL: Ah, entendo. – o homem então sorriu. – Sinto muito que pareci confuso. Pensei que Sara estivesse sozinha aqui hoje. – ele gesticulou na direção do corredor.
Apesar de ter se recuperado depressa, Sophia notara o lampejo de decepção em seus olhos.
No posto de segurança do saguão, o vigia fez ambos passar pela costumeira rotina de detectores de metal e crachás de segurança temporários.
Levis tirou o celular do bolso, seguido de algumas chaves e um isqueiro.
SC: De onde você conhece Sara? – perguntou Sophia, erguendo os olhos para o misterioso convidado.
BL: Ah, desde algumas semanas. – mentiu. Conhecia Sara a mais tempo que ela o conhecia. Observava Grissom. Lembra-se? E em conseqüência observava Sara também. Eles caminhavam em um longo corredor, no fim do qual ficava o galpão 5. – Este lugar é realmente incrível... Na verdade é a primeira vez que venho aqui.
O seu tom ia ficando mais agradável a cada passo, e ela percebeu que ele estava se empenhando em assimilar tudo que o cercava. De qualquer forma, enquanto caminhava pelos corredores desertos, Sophia foi fazendo um resumo do objetivo e da função do centro de pesquisas. Enumerando os vários galpões e aquilo que continham, repetindo o que o segurança lhes disse, a ela e à Sara, quando ele os guiou até o ‘cubo’, o cubículo iluminado no meio dum galpão extremamente escuro.
O homem pareceu impressionado.
BL: parece que este lugar é um baú do tesouro cheio de artefatos inestimáveis. Eu teria imaginado seguranças por toda parte.
SC: Não há necessidade – disse Sophia, gesticulando na direção das câmeras que se enfileiravam ao longo do teto muito alto. – A segurança é toda automatizada. Cada centímetro deste corredor é filmado 24 horas por dia, 7 dias por semana, e ele é a espinha dorsal do complexo. É impossível entrar em qualquer sala deste corredor sem um cartão de acesso e uma senha. Estamos contando com isso para pegar o assassino da moça no cubo.
BL: Que modo eficiente de usar as câmeras. – ele sorriu. – Mas onde fica o laboratório onde Sara está?
SC: No galpão 5. Bem no final deste corredor. – respondeu ela.
Bryan parou de repente, girando o corpo para a direita em direção a uma pequena janela.
BL: Nossa! Olhe só para isso!
Sophia riu.
SC: É, aqui é o galpão 3. É conhecido como galpão molhado.
BL: Molhado? – repetiu Bryan, com o rosto colado no vidro.
SC: Aí dentro tem mais de 11 mil litros de etanol liquido.
BL: Aquilo ali é uma lula? – ele virou para ela com os olhos arregalados. – É imensa!
SC: Pelo o que me disseram tem mais de 12 metros. – ela sorriu.
Aparentemente fascinado pela visão da lula ele parecia incapaz de desgrudar os olhos do vidro. Cinco segundos depois ele continuava olhando pela janela, deslumbrado.
SC: Está bem, está bem. – disse Sophia, rindo enquanto inseria o cartão de acesso temporário que ganhara e digitava sua senha. – Venha. Vou lhe mostrar a lula.
Ao entrar no mundo fracamente iluminado do galpão 3 , James vasculhou as paredes em busca de câmeras de segurança. Não tinha o menor interesse em lulas gigantes queria apenas usar aquele espaço escuro e isolado para solucionar um problema imprevisto.
James já vira alguns lugares sinistros na vida, mas poucos se comparavam ao mundo extraterrestre do galpão 3. Galpão molhado. A sala imensa dava a impressão de que um cientista louco havia invadido um supermercado e preenchido cada corredor com jarros de todos os formatos e tamanhos contendo espécimes. Iluminado como um laboratório de fotografia, o espaço estava banhado por uma névoa vermelha. O cheiro de hospital era nauseante.
SC: este galpão abriga mais de 20 mil espécies. – ela sorriu. – peixes, roedores, mamíferos, répteis. – informou lendo uma placa fixada na parede.
BL: Todos mortos, espero. – disse ele fingindo nervosismo.
SC: sim, sim. – era óbvio.
Ele estava ocupado correndo os olhos pelas paredes em busca de câmeras de segurança. Viu apenas uma. Apontada para a porta de entrada, o que não era nenhuma surpresa, já que era provavelmente a única forma de se entrar ali.
E em seus pensamentos, a porta pela qual, Sophia Curtis jamais cruzaria novamente...
FIM DO CAPÍTULO 6
Notas finais
:D
Até o próximo capítulo.
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