Tudo Por Você
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Perdoem-me por não responder os reviews.
Ando sem tempo. Mas agradeço a todas por estarem lendo.
E quero dizer que TODAS são importantes. E me fazem muito feliz ao deixar seus reviews.
Obrigada.
Agora, chega de enrolação e vamos ler.
Capítulo 22... Boa leitura.
Sara ainda estava deitada no sofá com um pote de sorvete bem avantajado à sua frente. Aquilo lhe ocupava a mente, bem como a televisão ligada no canal de documentários.
A cortina, ainda aberta, mostrava o céu lá fora. Estava escuro. Ela não havia ido trabalhar. Conseguira pegar uma folga para se recompor.
Levantou-se para levar o pote até a cozinha quando batidas na porta lhe desviam a atenção. Seria James novamente? Suas pernas tremeram. Ela, então, correu até sua mesinha e sacou sua arma que ficava escondida ali. Engatilhou a arma e encostou-se à porta. Esperou. Novas batidas tornaram a soar. Ela engoliu em seco e respirando forte ela abriu devagar a porta apontando a arma em direção à brecha. Seus olhos esquadrinharam, através do vão, a pessoa parada ali na frente, assustada por ter uma arma apontada diretamente para ela.
SS: Por Deus GRISSOM! – exclamou. Levando a mão livre ao peito e baixando a arma.
Grissom tinha ambas as mãos levantadas querendo evitar um tiro.
SS: Você me assustou, poxa! – ela escancarou a porta, mandando-o, num gesto evidente, entrar. – Pensei que fosse aquele homem de novo.
GG: Desculpe-me. Eu deveria ter ligado, interfonado, dito algo quando bati... – desculpou-se.
Ela nada disse, apenas fechou a porta e guardou sua arma na gaveta. E, vendo que ele não tomaria a iniciativa, começou:
SS: O que veio fazer aqui? – sua voz foi rude aos ouvidos de Grissom. – Veio ver o estrago que fez?
GG: Eu vim ver como estava... – ele brincava com os dedos. Não sabia o que fazer com as mãos. Enfiou-as no bolso, sentindo-se desconfortável. – Ver o que eu poderia fazer por você.
SS: Eu estou ótima Grissom! – disse com ironia. – E não. Não há nada que você possa fazer por mim. A não ser tentar deixar futuros estupradores e assassinos longe de mim. – ela sorriu maldosamente.
GG: Sara, eu lhe peço mil desculpas. – seus olhos suplicaram. – Só eu sei o quanto eu queria que fosse eu e não você. Só eu sei o quanto eu queria que eu estivesse aqui e não você. – ele desenterrou as mãos dos bolsos e gesticulou apontando para o quarto. – Só eu sei! – deixou a moça sem palavras. – E sabe por quê? – respondeu o silêncio dela. – Porque eu te amo, Sara Sidle. Eu te amo tanto a ponto de esconder isso. Amo-te tanto a ponto de querer tomar suas dores todas para mim. Eu te desejo tanto que só te ver ainda não basta... – suspirou.
Sara mantinha os braços cruzados frente ao corpo. A boca levemente aberta e o queixo extremamente caído, metaforicamente falando.
SS: Eu... Eu... – ela segurava as lágrimas nos olhos que se avolumavam com rapidez. – De que adianta, Gil? Se amanhã pela manhã você vai dizer que isso não deveria ter acontecido e vai me deixar na rua, debaixo de chuva, sozinha, com frio, triste e humilhada. – ela deixou as lágrimas caírem.
Grissom se aproximou dela a ponto de estar perto o bastante para segurar suas mãos.
GG: Sara, eu nunca havia dito isso a você. – ele deu um meio sorriso. – Eu não sou bom com palavras... Eu tenho certeza de que um ‘eu te amo’ não provaria tudo o que sinto. – ele passou a mão pelo rosto tomando coragem. Sara apenas o olhava.
Grissom então, ainda segurando as mãos de Sara, ajoelhou-se a frente da perita e limpou a garganta.
GG: Sara, – ele sorriu ao ver a confusão no rosto dela. – casa comigo? – ele pediu olhando dentro dos olhos negros dela. – Eu não tenho nenhuma aliança agora... Mas eu arranjo depois. O que importa agora é a tua resposta. – ele se calou esperando a resposta.
SS: Gil, — as lágrimas corriam livremente em seu rosto. – não brinque comigo. Eu te amo! Você sabe. Não é nenhum segredo... Só não brinque comigo. Por favor. É a única coisa que eu peço. – ela pediu.
GG: Sara, eu nunca falei tão sério na minha vida. – ele disse. – Eu não brincaria com isso... Você sabe o quão difícil é para mim lhe dizer isso.
Eles ficaram se encarando. Olhos nos olhos.
GG: Sara, eu já estou ficando sem jeito. – ele ficou corado. – Diga-me tua decisão. – ela ficou calada. As lágrimas ainda em seu rosto.
SS: Aceito Grissom! – ela sorriu. – Aceito!
Eles, enfim, se acertaram.
Grissom se levantou e, com ambas as mãos na cintura da moça, beijou-a.
Dizem que tudo está bem quando termina bem, não é? Tudo estava bem, mas ainda não havia terminado. Não mesmo!
FIM DO CAPÍTULO 22
Notas finais
Espero que estejam gostando.
Beijos e até o próximo!
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