Tudo Por Você

20 Capítulo 20


Notas iniciais
Está aí galerinha linda do meu coração. :D

Exames feitos! Hematomas óbvios no pescoços e positividade no teste de estupro. – Esses foram os resultados dos exames que Grissom lia do lado de fora do quarto de Sara, em frente ao médico responsável.

GG: Obrigado, Doutor. – fez uma pausa e olhou para Sara através do vidro da porta. Sara olhava para o lado. – Já podemos vê-la? – apontou para os peritos sentados nos desconfortáveis bancos do hospital.

Dr.: Sim, mas tentem não aborrecê-la. Ela ainda está em choque. – ele sorriu gentilmente e os deixou seguido por uma enfermeira em direção a outras salas.

Todos os peritos saltaram do banco e se dirigiram, em silêncio, a passos lentos, ao quarto onde Sara estava.

Catherine entrou pouco mais rápida e mais a frente que os outros e chegando até Sara, não se contendo, abraçou-a. Sara retribuiu o abraço tremendo. Ainda chorava.

CW: Você vai ficar bem Sara... – ela disse baixinho para a amiga. – Eu sei que vai! Você é forte... – apertou, sem machucar, mais a amiga em seus braços.

SS: Obrigada Cath. – sua voz saiu rouca, danificada pelos gritos de socorro que horas antes não atendidos.

Sara se soltou do abraço de Cath. Olhou rapidamente para seus amigos ali na sua frente, sem se demorar em ninguém, então abaixou a cabeça, visivelmente constrangida.

SS: Por que ele fez isso comigo, Gilbert? – ela disse baixinho sem sequer olhar para ele. – Eu sei que você sabe o porquê... – ela emendou ao silêncio dele.

GG: Ele é James Mattews. – “Que grande novidade!” pensou Sara. – É um assassino em série... O condenei há alguns anos. – ele afundou as mãos nos bolsos em sinal de desconforto. – Devem ter se enganado ao soltá-lo. Ele devia ter pego perpétua por tudo o que fez.

SS: Por que ele fez isso comigo, Gil? – ela refez a pergunta dando ênfase em ‘comigo’. Não queria saber quem ele era e o que ele fez. Ela queria saber o que diabos ele queria com ela.

GG: Sara, eu não sei! – mentiu descaradamente. – Se foi eu quem o condenei há alguns anos, por que pegaria você se é a mim que ele quer? – forçou uma falsa pergunta. Ele sabia a resposta. Só que revelá-la em frente a todos os seus colegas de trabalho não fazia muito referência a ele.

SS: Vocês podem me deixar falar a sós com o Grissom? – pediu aos seus amigos ali presentes.

Assentindo com a cabeça, todos saíram lançando, à Sara, olhares de conforto e sorrisos gentis.

SS: Agora me diz... – ela o olhou nos olhos. – Por que ele me perseguiu feito um cão e por que depois, ao invés de me matar, chegou a minha casa, me arrastou até a cama, rasgou minhas roupas e me... – ela não tinha forças pra falar aquilo. Como se falar a fizesse reviver. – Por que Grissom? – ele tremia. Aquela violência toda praticada a ela o fazia sentir ainda mais raiva daquele homem. Se o problema dele era com Grissom, por que então ferir Sara?

GG: Por que eu... – ele não iria falar. Não podia. Não conseguia. – Por que eu... – ‘eu te amo, Sara!’ sua mente gritava. – Por que ele deve pensar que gosto de você – disse por fim. Abrir-se ao ponto de dizer eu te amo com todas as letras era, para ele, a coisa mais difícil.

SS: ‘Ele deve pensar que gosto de você’? – repetiu a frase dele. – Me caçar, me bater, me estuprar e me largar quase morta porque ele pensa que você gosta de mim?

GG: Sim. – sussurrou. – Ele tem razão. – emendou.

SS: Razão no que? Em me seguir como um louco, me agredir e me forçar a transar com ele? – ela pareceu indignada.

GG: Não... Ele tem razão em pensar que gosto de você. – disse sem jeito.

SS: Se gostasse não me levaria para a cama e me diria que foi tudo um erro. – ela resmungou. – Na verdade vocês quase que se igualam. A única diferença foi que ele me forçou fisicamente e você me forçou emocionalmente... A verdade é que eu faço tudo por você, não é? Até me deixar ser usada. Por quê? Porque eu sou idiota e ainda te amo. – ela disse com ferocidade.

Grissom abriu a boca para falar, mas nada saia. A verdade é que ela tinha razão. A tinha usado, como James a usara. Sentiu-se culpado, envergonhado.

SS: E como sempre o grande Gilbert Grissom fica sem palavras. – ela zombou. – Agora, se puder ir... Preciso descansar, sabe?! Ainda me dói por dentro. – literalmente falou.

Grissom saiu com uma cara nada boa, sem, sequer, despedir-se. Seus colegas entraram e se despediram de Sara com palavras de conforto.

Através do vidro ele a via, tão frágil, mas ao mesmo tempo tão forte. A culpa lhe devorava por dentro. É incrível a capacidade do ser humano, que mesmo com o coração quebrado continua amando, quem lhe feriu, com cada pedacinho. É incrível a capacidade de Grissom de magoar e ferir a pessoa que mais lhe quer bem. Incrível!

Mas, pelo menos, agora Sara estava bem, segura. E isso o confortava um pouco. Por hora.

FIM DO CAPÍTULO 20

Notas finais
perdoem quaisquer erros gramaticais. Não revisei antes de postar! :D
Beijão!