Tudo Por Você

26 Capítulo 26


Batidas na porta.

“Será que Grissom esqueceu algo?” – Sara perguntava-se mentalmente.

Do outro extremo da porta, Náder esperava. Impaciente. Mãos nos bolsos. Subindo e descendo na ponta dos pés. Em sinal claro de nervosismo. Ele se sentia assim sempre. Nervoso. Ele parecia, o tempo todo, nervoso.

Sara, com um sorriso no rosto, pensando partir de Grissom as batidas na porta, atravessa a sala num piscar de olhos e, sem nem sequer olhar pelo olho mágico, ela abre a porta.

SS: Griss, o que... – e sua voz estancou-se assim que percebeu que não era Grissom ali.

Náder a olhava sem pudores. Desejava aquele corpo. Não negava.

Mas como consegui-lo?

Ele já tinha tudo em mente.

Mais cedo ou mais tarde, Sara Sidle estaria deitada em sua cama.

E o melhor, (para ele, pelo menos.) por vontade própria.

SS: Náder? – ela o tirou do transe. – O que faz aqui? – perguntou cautelosa, segurando a porta com força, preparando-se para fechá-la rapidamente, se fosse preciso.

NJ: Eu... Eu... Estava eu aqui perto e decidi passar por aqui. – disse abrindo um sorriso e retirando as mãos dos bolsos.

Mas aquela velha mania dele ainda perdurava. Ele não deixava, sequer um minuto, de subir e descer na ponta dos pés.

SS: Como... Como descobriu meu endereço? – precaveu-se.

NJ: Vi... Eu... Inteligente... – ele dizia sempre essas palavras desconexas para logo depois organiza a frase e dar sentido a tudo. – Vi o homem inteligente laboratório sair daqui há pouco. – levou novamente as mãos aos bolsos.

Estava mentido. Sabia onde Sara morava desde a ida dela ao mercado, pouco antes de ser abusada. Seguira-a.

Sim, era ele quem a seguia de longe. Náder Jonas, o maluco do laboratório.

Sara tinha certo receio dele. Sabia que não oferecia qualquer tipo de perigo, mas aqueles olhos vidrados nela eram de dar medo a qualquer mulher.

SS: E o que você quer? – tomou cuidado ao escolher um tom simpático e formal. Não queria demonstrar impaciência e pressa em fechar aquela porta.

NJ: Eu... Você... Quero... – olha ele falando desconexamente outra vez. – Quero você... Eu quero você! – disse por fim.

Sara tentou responder, mas nada saia de sua boca. E mais, o que dizer numa situação dessas?

NJ: Eu posso entrar? – deu um passo a frente.

SS: Estou esperando alguém... – foi a primeira coisa que veio a sua mente. Então diminuiu um pouco o espaço aberto da porta.

NJ: Bem... Ah. Tudo bem, então. – ele sorriu afetuoso. Os olhos ainda vidrados. – Só pensei que precisaria saber de algo. Mas tchau!

SS: Tchau Náder! – ela se despediu, feliz por ele estar, finalmente, indo embora. – Nos vemos por aí. – e fechou a porta, aliviada. Achando estranha a frase ‘só pensei que precisaria saber de algo’.

No outro extremo, Náder virava as costas e ia embora.

“Você ainda virá a mim, Sara. Só é questão de tempo. E que não seja tarde demais para você!” – desceu as escadas com esse pensamento.

Perto do laboratório, distante 15 minutos da casa de Sara, James puxava Grissom, ainda desacordado para dentro daquela casa abandonada. Já preparada para fazer Grissom ter o pior de seus pesadelos e sentir a pior das dores.

FIM DO CAPÍTULO 26