Tudo Por Você
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Beijooos. Até segunda.
E boa leitura.
Sentada no chão, num canto qualquer do vestiário, Sara pensava no havia ocorrido, mas foi tirada de seus pensamentos pela entrada eminente de seu chefe.
Os olhos de Grissom vasculharam cada canto do vestiário até encontrar Sara sentada em um canto isolado.
GG: Sara! – ele exclamou. Uma exclamação de ‘enfim te encontrei’. – Te procurei por todo o departamento! – emendou essa pequena frase que só confirmou a exclamação anterior.
SS: Já me achou! – ela disse em tom irônico.
GG: Você está bem? – ele perguntou sem se importar com as sarcásticas e irônicas palavras de sua subordinada mais dedicada, e por que não dizer, a preferida.
SS: Oh, eu só estive numa caçada mortal, com assassino em série, na qual eu era a presa... Por que não estaria bem? – ela usou e abusou novamente do tom irônico, adotado por ela em situações como essas.
O supervisor e perito não se abalou com modo de falar da moça, muito pelo contrário. Ele sabia que essa era uma forma de autodefesa de Sara. E se ela a estava usando era por que, obviamente, para ele, precisava de ajuda. E foi o que ele se propôs a fazer. Agachou-se para ficar no mesmo nível que ela e então tomou suas mãos nas tuas.
GG: Eu só quero te ajudar Sara! – ele disse, mantendo a voz o mais calma possível. – Quero te proteger! – foi sincero.
SS: Eu sei me virar bem sozinha! – ela retrucou e puxou suas mãos das dele encarando-o.
Grissom então se levantou e estendeu a mão para Sara para que ela levantasse. O gesto não passou despercebido por Sara que não só ignorou a ajuda como se levantou sozinha e se encaminhou para a porta do vestiário sem dizer nada.
GG: Deixe-me cuidar de você? – ele perguntou, fazendo-a estacar rente à porta.
SS: Você teve suas chances, Gil... – ela disse sem, nem ao menos, se dar ao trabalho de virar. – E foram muitas. – o fato de estar virada ajudava Sara a esconder as lágrimas que agora escorriam por seu rosto. – Mas você fez questão de desperdiçar uma atrás da outra! – ela terminou cerrando os punhos.
GG: Desculpe-me Sara! Eu não quis lhe magoar...
SS: Mas magoou! – ela enfim virou.
A imagem de sua subordinada preferida com os olhos marejados de lágrimas e com o rosto lavado com a dor do coração o fez querer chorar também. Chorar por sua burrice desmedida. Chorar por seus medos, infantis e infundados.
Vendo que não teria respostas, Sara saiu, deixando para trás e dando as costas para um Grissom que lhe fizera o mesmo... Deixara-lhe para trás, lhe dera as costas, não só uma, mas inúmeras vezes, mas que bastaram para que ela percebesse que era perda de tempo investir em algo sem valor.
Os corredores do laboratório pareciam vazios agora. Ela caminhava para o estacionamento. Para seu carro. Para sua casa. Para o seu lar. Enfim.
Em sua casa, o lugar em que se sentiu melhor foi em seu banheiro, num relaxante banho de banheira. E depois, sua cama lhe convidou para um descanso. E foi o que ela fez. Dormiu a manhã toda. Mas quando acordou não se sentiu nem um pouco descansada. E esse cansaço já dava sintomas físicos como olheiras e mal humor.
Foi sob muita preguiça que ela conseguiu sair para comprar alguns mantimentos que faltavam em sua casa. O mercadinho da esquina estava cheio de pessoas desconhecidas, com vidas, sonhos e medos diferentes. E foi com esse pensamento que ela saiu de lá carregando uma sacola em cada mão.
Ela não imaginava, mas de longe um homem a seguia. Andava no mesmo ritmo que ela e a despia com os olhos. Não, não. Não era James Mattews... Mas essa figura, aparentemente um homem normal, ou não, logo mais será apresentada.
FIM DO CAPÍTULO 17
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