Notas iniciais
Oiee, desculpem a demora, mas aqui está mais um cap dessa fic *-*
Espero que curtam :)

SAM’S P.O.V.


– O que você quer comigo, Dean? – Perguntei impaciente.

– Como assim o que eu quero com você? Você é suspeito de homicídio, Winchester – Ele disse como se fosse óbvio.

– Eu entendi essa parte. Mas quais são as provas contra mim? Tem testemunhas? Eu não vou ter direito a um advogado?

– Vamos por partes, Winchester – Henricksen disse me encarando.

– Tudo bem. Comecem – Rolei os olhos de novo. Isso estava mesmo virando uma mania.

– Recebemos uma ligação anônima de um corpo encontrado jogado perto de um rio em Chicago, na semana passada – Dean começou a falar, me fuzilando com os olhos — A pessoa que nos ligou disse que teria visto você matando o jovem – o loiro olhou na ficha, para ler o nome do garoto – Gary Frankel a sangue frio, com uma faca que também foi recolhida na cena do crime.

– O quê?! Eu NUNCA matei ninguém. Nunca. Como podem me acusar por causa de um telefonema anônimo? – Gritei indignado.

– Eu não terminei, Winchester – Dean gritou de volta e eu me acalmei – Continuando. A faca continha parte de digitais, que mandamos para a perícia examinar. E adivinha de quem elas são? Muito bem, Winchester. Suas. E temos fontes seguras que você e o senhor Frankel já trabalharam juntos. Estou certo? – Ele perguntou e apenas o encarei — Você quer mais prova do que isso?

# FLASHBACK ON #

6 anos atrás...

Já fazia alguns meses que eu havia deixado os negócios com Clark Kent. Ele não estava nada feliz. Claro que ele poderia contratar alguém para me matar e eu estaria fora do mapa em um piscar de olhos, mas ele não vai fazer isso. Eu conheço o Clark. Ele vai ficar brincando comigo. Como um garoto mal com uma lupa atrás de uma formiga em um dia de sol. E nesse caso, eu sou a formiga.

Um amigo meu, Gary Frankel, me deu umas dicas de como escapar daquele cretino. Ele foi muito bom para mim, na verdade. Mas eu sei que ele tem uns lances com o Clark e não é bom eu confiar muito nele.

Gary era um rapaz no mínimo... Estranho. Muito curioso com tudo, sabia da vida de todos, mas ninguém sabia nada dele. Era muito misterioso. A única coisa que eu sei dele é que além desse trabalho, ele também trabalha no contrabando de armas. É assim que nós conseguimos fazer nosso trabalho. Sem ele, não teríamos feito a metade das coisas que somos contratados para fazer.

Há alguns dias, Gary ligou no meu celular, dizendo que queria conversar. O nosso encontro vai ser daqui a alguns minutos e estou me preparando, tanto fisicamente quanto psicologicamente. Não sei o que esperar dele.

Estou andando até um beco da uma rua paralela à Quinta Avenida. Ele está atrasado. Ele nunca se atrasa. Deve estar me testando, ou então isso é uma emboscada.

Do nada, uma figura magra, com aparência infantil e vestes pretas se aproxima de mim no beco.

– Olá, Sam – Ele disse cordialmente.

– Oi, Gary – Eu digo, apertando sua mão – Queria me ver?

– Sim. Eu quero que você saiba que não é mais seguro você ficar por aqui.

– E por quê?

– Clark não está em um bom momento financeiro, parece que um de seus garotos deu mancada e ele perdeu uma bela grana.

– E o que eu tenho haver com isso? – Perguntei curioso.

– Ele já até colocou um preço pela sua cabeça, Winchester. Ele está de mau humor. Então é melhor você sair da cidade por um tempo – Ele disse esperando por alguma reação. Mas eu não fiz nada. Nem mesmo me surpreendi, eu tinha certeza de que ele faria isso em algum momento.

– Você tem certeza, certo?

– Claro que sim, Winchester – Ele me encarava – Agora saia daqui.

– Valeu, Frankel – Agradeci.

– É melhor você ir embora rápido, porque o valor a ser pago é tão alto, que talvez até eu comece a te perseguir.

– Gostaria de ver você tentar – Eu ri.

– Até mais, Sam – Ele estendeu o braço.

– Se cuida, Gary – Apertei sua mão e fui para o hotel barato em que estava ficando.

# FLASHBACK OFF #

Dias atuais...

Fiquei quieto, enquanto o olhava incrédulo. Como assim tinha as minhas digitais?

Espera... Ah, entendi tudo.

– Olha aqui, Warner. Sim, eu estava em Chicago na semana passada. E sim, eu conheci o Gary, mas não fui eu que o matei. Tudo o que eu sei é que fui visitar um tio meu que mora em Chicago e eu até lembro que sumiu uma das minhas facas. Então, é claro que houve um engano aqui – Falei a verdade.

– Não vem com historinha pra cima de mim, Sam. Eu sei o que você fez. E não vou descansar até que você esteja atrás das grades.

– Só porque você não gosta de mim, não quer dizer que eu o matei! – Gritei.

– Olha aqui seu... – Dean começou, mas foi interrompido.

– Já chega! – Victor gritou – Vamos nos comportar como adultos, por favor?

– Tá – Eu e Dean respondemos juntos.

– Sam você tem direito a um advogado. O estado vai providenciar isso para você. Enquanto o caso é reavaliado você vai ficar em prisão domiciliar por tempo indefinido – Victor disse formalmente.

– O quê? Quando foi decidido isso?

– Nós já falamos com o juiz que vai acompanhar o seu caso e ele achou que seria a melhor medida a ser tomada.

– E eu não vou poder escolher o meu advogado?

– Não – Dean respondeu.

– Por quê? – Que injustiça.

– Porque o juiz não confia em você, eu não confio em você e ele muito menos. Então é melhor nós escolhermos isso. Para o bem de todos – Henricksen respondeu e eu revirei os olhos.

– Ótimo – Sorri sarcasticamente – E onde eu vou ficar “preso”? – Fiz as aspas com os dedos.

– Nós já designamos um lugar para você ficar. É só me acompanhar, Winchester – Dean sorriu me encarando. Como eu odeio aquele sorriso de superioridade que ele lança pra mim. Um dia eu mato ele.

– Claro. Nada me faria mais feliz – Mandei um beijo para ele e ele me devolveu um dedo do meio, me fazendo rir.

Eu o acompanhei até fora da sala, aonde me algemaram e me escoltaram até um carro grande e preto. Me senti lisonjeado. Eles estavam agindo como se eu fosse um cara extremamente perigoso. Tinham medo de mim. Gostei.

Vamos admitir. Eu não sou a pessoa mais pura do mundo. Já cometi erros, muitos e grandes erros. Alguns foram até de propósito. Já matei pessoas por dinheiro. Já vendi e revendi armas e já me rebaixei até ao tráfico de drogas, mas eu não matei Gary Frankel. E por que eu faria isso? Ele só me ajudou...


Continua...

Notas finais
Espero q tenham gostado *-*
Beijackles e Padakisses ♥