Tudo Pode Acontecer

10 Essa mulher é louca.


Notas iniciais
Bom, pelo menos eu terminei rápido, não é? kkkk'
Espero que gostem... Ficou, no mínimo, interessante.

SAM’S P.O.V.

Depois de tomar uma rápida ducha, corri no mercado, com o agente no meu pé, para comprar algumas coisas. Eu tive que pensar em algo fácil e rápido para fazer.

Quando voltei àquela espelunca que chamam de apartamento, distribui as compras em cima da mesa e vi o que eu teria que preparar primeiro.

É, eu sei... Estranho eu saber cozinhar, não é?

Minha mãe me ensinou algumas coisas antes do “acidente” acontecer. E eu era muito bom nisso. Coloquei as coisas no fogo, cortei os vegetais, arrumei a mesa e finalmente tudo estava pronto. Menos a carne, que ainda estava assando.

Ouvi barulho de passos no corredor e depois três batidas na porta. Era ela. Atendi a porta com um sorriso no rosto, que por mais incrível que pareça, eu não tive que fingir e disse-lhe que poderia ficar à vontade.

Ela sentou-se à mesa, sem dizer uma palavra, apenas olhava para mim, enquanto lavava a louça.

- Então, Bela... Tudo bem? – Perguntei, querendo começar uma conversa. O silêncio era constrangedor. Ela não me respondeu, apenas continuou olhando para mim. Sequei as mãos e andei até ela.

- Bela? Você está me ouvindo?

- Oi? Ah, me desculpe, Sam. Eu ando meio distraída hoje – Ela sorriu de leve – O que estava dizendo?

- Perguntei como você vai – Ela não era assim... Me preocupei.

- Vou bem e você?

- Bem também.

Voltei para a cozinha e chequei a carne. Estava pronta. Finalmente, eu estava morrendo de fome. Retirei-a do forno e a coloquei em um prato decente, levando-a até a mesa, junto com as outras coisas.

- Hm... Está com um cheiro maravilhoso, Sam – Ela sorriu para mim.

- Obrigado – Sorri de volta – Sirva-se, por favor.

- Obrigada.

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Depois do almoço, sentamos no sofá, para conversarmos sobre o meu caso.

- Então, Sam. Sobre a sua pergunta... Sim, tenho novidades, mas não acho que sejam boas.

- Me conte.

- O relatório oficial da perícia foi liberado. São suas digitais naquela faca, Sam. Sinto muito.

- Isso é impossível. Tem alguém querendo me incriminar, como eles não descobriram isso? – Eu estava indignado, que merda de perícia é essa?

- Eu não sei, mas só tem uma coisa que eles não conseguiram provar e é nisso que vamos basear sua defesa, até aparecerem novas provas, ok? – Ela me encarava com aqueles olhos verdes imensos, esperando por uma resposta.

- O que é?

- Eles não conseguiram provar que você estava lá, mas nós também não temos muito como provar que você não estava. Precisamos arrumar seu álibi, ele pode ser sua salvação.

- Isso é bom, não é?

- É sim — Ela sorriu.

- E que tal uma taça de vinho? – Ofereci – Você parece tensa.

- Eu não deveria, mas aceito.

- Vou buscar as taças...

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Bela não parecia bem. Talvez estivesse meio tonta de todo o vinho que tomara. Eu também não estava no meu melhor estado, mas a conversa estava fluindo bem. Conversamos sobre o caso, o trabalho dela, o governo, minhas chances de não ir preso e mais outras coisas que eu sinceramente não lembro.

Ela suspirou, fechando os olhos por um instante.

- Você está bem? – Perguntei, preocupado.

- Acho que sim. Só estou cansada – Ela colocou todos os papéis que estavam jogados no sofá, na mesa de centro.

- Quer deitar um pouco?

- Na verdade, eu gostaria muito, se você não se importar. Sei que não é nada profissional e-

- Shh, ta tudo bem. Fique à vontade.

Ela fechou os olhos e se deitou em meu colo. Eu não sabia o que fazer então apenas me ajeitei no sofá para ela ficar mais confortável. Algumas mechas de sua franja estavam em seu rosto. Eu as afastei, fazendo-lhe um cafuné em seguida.

Eu estava morrendo de dor de cabeça. A minha vontade era de dormir ali com ela, esquecer-me de todos os problemas... Apenas fechar os olhos e viajar em um sonho qualquer. Mas eu não conseguia tirar os olhos dela por alguma razão, mesmo que a minha visão estivesse dupla e meio embaçada por conta da quantidade de álcool que eu ingeri.

Bela parecia tão calma e serena, como um anjo. Ela respirava profundamente, tamanha sua exaustão. Após alguns instantes, abriu os enormes olhos verdes e me encarou.

- Eu não vou conseguir dormir.

- Por que não? – Continuei passando a mão por seus cabelos.

- Tenho muitas coisas na cabeça.

- Temos que pensar em um jeito de tirá-las daí. Para você descansar – Eu disse e ela se sentou ao meu lado, ainda com a expressão cansada.

- Como o que? – Ela me encarava, esperando uma resposta.

- Você tem um hobby? – Perguntei, me ajeitando no sofá e ficando de frente para ela.

- Não – Ela ajeitou-se também, aproximando-se de mim.

- Não tem um namorado? Nada?

- Não, Sam. Não tenho nada, mas talvez você possa me ajudar.

- Você não sabe o que está dizendo – Eu percebi que nossos rostos estavam cada vez mais próximos.

- Sei perfeitamente o que estou dizendo. Estou bêbada, não incapaz – Ela respirou fundo e fechou os olhos.

- Você tem certeza?

- Por quê? Você não tem? – Ela riu de leve, ainda de olhos fechados e colocou uma mão em minha nuca, aproximando-nos ainda mais e selando nossos lábios.

Não havia mais motivos para me segurar. Levei uma mão à sua cintura, buscando mais contato. Ela explorava meus lábios com ansiedade e carência, mas suas mãos eram suaves em meu rosto e meu cabelo.

Quando me dei conta, ela já estava sentada em meu colo, passando as mãos por baixo de minha camiseta, levantando-a cada vez mais até tirá-la por completo. Seu leve vestido escondia minhas mãos que passeavam por suas pernas torneadas e subiu até sua cintura.

Bela separou o beijo para um momento, olhou para meu corpo e suspirou.

- Uau! – Ela disse sem pensar.

- Ah, cala a boca – Eu ri, beijando-lhe os lábios mais uma vez.

Ela retribuiu o beijo de imediato e eu subi seu vestido, despindo-a também. Separei o beijo e olhei para ela também. Ela tinha um ÓTIMO corpo, ouso dizer que era perfeito.

- Uau, Bela! – Eu disse para deixá-la constrangida.

- Cala a boca, Padalecki.

- Por que você não faz isso por mim? – Ela sorriu maliciosamente e avançou em meus lábios novamente.

Ela explorava cada canto de minha boca com sua delicada língua, enquanto suas pequenas mãos passeavam por minhas costas. Infelizmente minha dor de cabeça voltou. Eu estava com um pouco de tontura e tive que fechar os olhos por um momento para passar.

Então eu me lembrei... Eu estava assim porque havia bebido. Ela estava bêbada, não tinha a menor noção do que estava fazendo. Era errado, não podíamos continuar. Isso pode implicar todo um processo se alguém descobrir que tivemos um caso. Eu posso perder a minha única chance de sair dessa. E ela vai me odiar amanhã se continuarmos, eu sei disso.

Separei o beijo e olhei em seus olhos, implorando para ela entender.

- Bela, me desculpe. E-Eu não posso fazer isso.

- O quê? – Ela estava indignada.

- Me desculpe.

- Você está brincando comigo, não é?

- E- Eu não...

- Tudo bem, Sam – Ela disse simplesmente e se levantou do meu colo, indo até o vestido que estava jogado no chão.

- Tudo bem? Como assim “tudo bem”? Só vai dizer isso?

- É, Sam – Ela colocou o vestido, sem me olhar nos olhos.

Levantei-me, aproximando-me dela.

- Bela, olha para mim, por favor – Eu pedi, com a voz suave e tocando em seu queixo e levantando seu rosto.

- Para quê, Sam? – Ela me perguntou, olhando em meus olhos.

- Você tem que entender o porquê de eu não poder continuar.

- Eu entendo. Você não acha certo ou acha que isso iria complicar no seu caso. Eu entendo, Sam.

- Então por que está brava comigo? – Eu não estava entendendo.

- Não estou – Ela tirou minha mão de seu rosto e passou o dedo pelos cabelos, ajeitando os fios bagunçados – Até mais, Sam.

Bela pegou suas coisas, terminou de arrumar o vestido e saiu rapidamente do apartamento.

O que acabou de acontecer aqui?

Ou eu sou muito burro e não consigo entendê-la, ou essa mulher é maluca, é sério. Ela ainda vai me deixar louco.

Acho que já deixou.

Continua...

Notas finais
Aaah, sorry, eu não consegui fazê-los ir até o fim, alguma coisa me segurou, mas garanto que vai valer a pena.
Espero que tenham gostado *-*
Beijackles e Padakisses ♥