Tudo O Que Vai

1 Deixam o rosto, deixam as fotos.


Notas iniciais
Minha minific, espero que gostem. Eu posso parecer meio dramatica no começo, mas tento melhorar depois. :) Eu espero que gostem

"Hoje é o dia, eu quase posso tocar o silencio a casa vazia. Só as coisas que você não quis me fazem compania. Eu fico a vontade com a sua ausencia, eu ja me acostumei a esquecer.... tudo o que vai"

Eu certamente sabia que me envolver com um completo idiota não seria de fato, digamos, duradouro. Mas passei por coisas piores... Enfrento essa numa boa.

Wilmer era realmente bonito, ele tinha um charme, e uma maturidade que eu pensei que jamais encontraria em homem algum. Mas eu estava errada, era só encher o cara com birita que já revelava um lado obscuro de sua embriaguez. Ele agia como um completo idiota, e ainda mais juntando com o outro completo idiota que era meu ex-namorado. Pior que ter seu (ex) atual namorado em uma mesma festa com seu ex namorado, era ter os dois na mesma festa.... Bebados. Isso realmente era preocupante. Ja que presenciei coisas terriveis ditas e feitas por Wilmer totalmente apoiadas por um casa que já chamei de amigo... Joe.

Foi lá mesmo, naquela festa que terminei com Wilmer, ele pouco pareceu se importar. Até agora...

"Toc, toc toc" .Era o barulho do som impertinente que eu ouvia na porta de meu apartamento. Maldito foi o dia em que resolvi liberar a passagem de Wilmer em minha portaria.

"Wilmer eu já disse, pela milésima vez, eu não irei abrir essa porta!" eu disse aos berros me sentando em meu sofá.

"Demi, eu não sabia o que estava fazendo.... Eu fui um completo idiota." eu assenti para mim mesma rindo." Eu estava bebado, tudo culpa daquele pirralho Jonas."

"Não importa o quão pirralho ele seja, não importa o quão idiota você tenha sido. Eu não vou voltar atrás. " ele não pareceu se importar. Eu disse chegando mais perto e encostando minha orelha a porta. Maldita hora em que resolvo fazer isso"

"Toc, toc, toc" ele bateu com força em minha porta o que me faz pular pra trá de susto, e de angustia. Eu definituvamente não era boa com termino de relacionamentos.

"Wilmer.... Vá embora, tome um banho, esfrie a abeça. Mas, saia da minha porta... Antes que eu seja obrigada a ligar para a policia...."

" Demi, você me ama. Abra essa porta, vamos ficar juntos. Vai, não é tão dificil."

Eu abri a porta, e me dei com a cena deproravel que Wilmer estava. Sujo, com manchas de sangue por sua camisa. Seu cheiro não era agradavel, e seus olhos inchados dando evidencias de que sua noite havia sido longa.

"Nós dois não nos amamos.... Isso é só atração, e admito. É bem forte... Mas não existe amor.... Tanto quanto eu, você também sabe disso, não? Agora, querido vá pra casa. Tome um banho, descanse. E quando estiver melhor podemos tomar um café como bons amigos certo?" eu já ia saindo quando sinto um de seus braços me puxarem.

"Não vai ser assim fácil, Lovato. Você é minha, você precisa de mim. Não pode me largar assim! "

"Wilmer, você não está em sua melhor forma!"

"O que quer dizer com isso? " Ele vinha com a voz agressiva, e seu corpo pra cima de mim, o que me deixou com receio.

"Que não é a melhor hora para uma conversa..... Eu nem deveria ter aberto a porta, afinal."

"Não fale assim comigo!" ele estava realmente alterado, agora ele segurava meu pulso com força.

Quando pensei em me pronunciar a porta do elevador se abre e um policial sai juntamente com o porteiro.

"Senhor, temos uma denuncia de que o senhor perturba os moradores desse andar. Principalmente a moradora desse apartamento." o policial se pronunciou e notou a força com wue Wilmer me segurava." Queira me acompanhar, por favor?"

"Eu ainda não terminei" ele disse avançando sobre mim.

"Mas eu sim!" disse o policial puxando as mão de Wilmer ferozmente de meus pulsos. Ele estava incrivelmente alterado e tentou reagir ao policial.

"Wilmer, querido" disse passando a mão sobre o rosto dele." Se controle, conversaremos depois...." e assim o vi desaparecer pelo elevador." Senhor Apps, por favor.... Quero que proiba a entrada de Wilmer nesse predio, tudo bem?"

"Sim, senhorita" eu assenti e entrei em meu apartamento.

Eu precisava descansar, realmente Wilmer precisava fazer esse escandalo? Eu fui para minha cama. Eu precisava dormir um pouco, desligar minha mente. Esquecer do mundo, de mim e das pessoas. Por que a cada vez que eu resolvia acreditar nelas, era como se estivesse cavando um buraco? Um buraco, onde eu soubesse que era pra minha propria cova, mas eu pensava que não. Felizmente, eu acabei dormindo.

Acordei sentindo um vazio em mim, infelizmente não era fome, pois já comia tudo o que estava minha vista na cozinha e nada me mantivera satisfeita. Sentei-me na sala, com a tv desligada, a meia luz refletida do crepusculo pela janela. Observei minha estante, e lá estavam fotos de minha familia, de camp rock, de minha irmas, de meus amigos, de quando eu tinha meus amigos no Texas, e senti meu coração apertar, e novamente aquele vazio, dentro de mim, gritou. Eu corri ao meu telefone...

O toque da chamada, cada vez parecia mais longa, até que ... "Alô?"

"Mamãe?" eu disse quase aos prantos.

"Demi, querida. Como está? Quando vem passar um tempo conosco? Maddie está explodindo em saudade... Assim como eu." sua voz ficara mais baixa.

"Tem lugar pra mim ai mamãe" disse quase chorando.

"Sempre terá meu amor. Demi, o que está acontecendo?

"Só saudade de casa, juro."

"Seu quarto está no mesmo lugar.. Te esperando"

"Diga a ele, que estarei ai amanha... E diga que espero minha familia no aeroporto"

"Ele mal ve a hora... " ela dizia chorando. " Ele está com muita saudades"

"Eu te amo mãe, estarei ai logo amanha cedo. " eu sorri e desliguei o telefone.

Droga! Aconteceu de novo!

Eu acordei num salto e meus olhos já estavam cheios de lágrimas, já era o terceiro sonho esse semana. De fato, eu não aguentaria mais nenhum.

Deixe-me explicar... Há seis meses, data que coincide no natal do ano passado, meus pais estavam vindo para minha casa. Pois eles resolveram que seria divertido inovar e pela primeira vez, passa o Natal em meu apartamento. Eu havia preparado toda a ceia, para que quando chegasse não lhes faltasse nada. Tudo estava pronto, comida, bebidas, a árvore. Os quartos, para que pudessem se sentir a vontade... Mas infelizmente, não foi como planejei. O voo deles estavam atrasados 2 horas, e eu permanecia no aeroporto aflita. Quando o nome do voo sai da lista de chegada. Fui até algum funcionário da companhia, para checar... Fui direcionara a uma sala, mas uma sala de controle.

“Senhorita Lovato?” disse um dos funcionários se levantando e vindo em minha direção.

“S-Sim” eu estava apreensiva.

“Sinto lhe informar, mas perdemos o contato com o avião. Ele sumiu da rota, e não manda sinal algum, teremos que rastrea-lo, pela caixa preta. E receio os resultados não serem bons... Queria pedir que...”

“Encontramos!” gritou um deles.

“Oh! Graças a Deus!“ eu disse por fim.

“Sinto muito senhorita, mas não achará graça nisso!” meus joelhos falharam, minhas mãos tremiam, eu via a correria na sala de controle. E nada mais me faria duvidar agora...

O avião onde meus pais e minhas irmãs estavam tinha caído!

Fui praticamente escoltada para casa, e desde desses seis meses, o que mais faço é trabalhar, não me deixando espaço para respirar. Ir a balada com os amigos de vez em quando, sair com o namorado, o tão falado ex agora. Mas ainda sim, vazia. Eu deixei as lágrimas escorrerem pelo meu rosto, a tempos eu não deixava isso acontecer. E estava melhor eu ao menos uma vez, revelar realmente o que eu senti, do que ficar me reprimindo para parecer forte. Vejo o visor de meu telefone piscar, enxugo as lágrimas e atendo.

“Alô?” por mais que eu tentasse minha voz ainda estava embargada pelo choro.

“Demi, querida?”

“Tia, oh quanto tempo” ouvir alguma voz próxima me alegrava, no entanto. “Estou com saudades”

“Porque não vem me visitar? Eu adoraria cozinhar pra minha pequena princesa.”

“Mas não quero te ocupar tia, a senhora deve ter tanto a fazer. E só terá uma oportunista em sua casa, que foi apenas tirar seu tempo de folga e comer de sua comida.” Nós rimos, eu realmente sentia falta disso.

“Estou tão sozinha, Demi. Logan não parece mais em casa, faz um ano já. Scott faleceu há alguns anos. Eu tenho apenas, a igreja a noite. Minhas vizinhas e o crochê.” Sim, vocês entenderam Logan, ela de fato não era minha tia de sangue, mas ela e minha mãe eram unha e carne, eu cresci a chamando de tia, e não era por um simples caso de parentesco que ela deixaria de ser o que era.

Eu e Logan Henderson crescemos juntos, como melhores amigos. Até a hora de eu precisar sair para participar de Barney, voltei pra casa, porém eu ainda queria mais... Queria fama, e Selena brilhou antes de mim, ficamos somente eu e Logan, o que não deixou de ser divertido, mas como Selena, eu queria brilhar. E minha chance foi em Camp Rock, e dali Logan pouco tempo depois se tornou famoso. E os encontros ficavam cada vez mais raros.

“Certo, então prepare aquele frango gostoso que só você prepararia.” Ela riu o que me reconfortava.

“Seja breve, Demi. Estou a sua espera.”

Desligamos o telefone, talvez se eu voltasse para casa, como no sonho eu conseguisse retirar esse vazio que tanto me assombrava. Eu fiz as malas, disse a companhia que me arranjasse um voo nas próximas 6 horas, e foi isso que fizeram. Cheguei ao aeroporto com uma hora e meia de antecedência. E após fazer meu check-in, fiquei apenas esperando a chamada. E foi como ocorreu, apesar de ter um receio imenso ao entrar no avião. Fui para “casa”. O voo foi normal, sem nenhuma surpresa. Pousamos, e eu já retirava minhas malas. Precisaria de um taxi, caso raro nessa cidade. Hoje tudo parecia conspirar ao meu favor, porque eu tinha que sair de casa. Do conforto de minha família? Para que ter ambições? Se não fosse por elas eu provavelmente estaria numa faculdade qualquer, voltando pra casa, pra minha família, ainda viva!

O taxi me deixou próximo a casa de minha “tia”, e fui andando mesmo a pé, com pelo menos duas malas e uma mochila. Eu passaria o equivalente a duas semanas lá. Eu olhava e via que praticamente, pouca coisa havia mudado, era bom. Notei uma figura parada na soleira na porta aos suspiros.

“Não achou que eu não faria juiz a minha promessa?” praticamente eu gritei, quando a vi encarar meu rosto, ela veio de um salto me receber.

“Demi, querida. Achei que demoraria mais...” eu sorri.

“Não podia minha saudade não me permite isso no momento”

“Quanto tempo passara aqui?”

“Se a senhora não se importar...” eu disse entrando em sua casa. “Minha bagagem e férias são de duas semanas!”

“Oh!Mas é claro que não me importarei, aliás. E mais tempo do que qualquer pessoa jamais passou comigo.” Eu sorri e a abracei.

É bom voltar pra casa.

Notas finais
Merecedor de Reviews?