Tudo O Que Eu Nunca Falei
27 Espírito.
Dizem que o amor é cego, bem o amor eu não sei, não me lembro de já tê-lo tido. Mas uma coisa eu sei, o coração é teimoso e tolo.
Achei que estava tão quebrada que nem vi quando você me concertou. Você me pegou de surpresa. Me roubou um beijo no meio de todos em uma manhã de chuva. Você disse que eu falava demais, e da sua forma me calou. E eu disse para mim mesma "foi apenas mais um beijo de muitos que damos." Mas como podia ser? Se antes eu estava com ciume de te ver com ela e só voltei a calma quando senti teus lábios. Ignorei. Fugi para casa. Fiel de que outro ia ocupar minha mente a tarde e tirar esse seu furto da minha cabeça. Mas não houve outro. Houve explosão que me impediu de seguir.
Me prenderam, eu era a pomba da liberdade presa em uma gaiola de vários andares.
Pensei em caminhos sem saída. Achei que o veneno por um momento era solução. Mas então me dei a chance de ver a luz. Você estava ali, com minha chave de liberdade. Meu anjo da guarda, me pegou no colo secou minhas lágrimas até meu corpo adormecer. Como foi que chegamos até aqui? Você tem esse olhar de James Dean e eu tenho aquele jeito natural, sem maquiagem de uma garpta travessa, algo classico e que você gosta.
Eu não sei como explicar que encontrei refúgio no seu abraço, e fiz de seus braços meu castelo. Você gosta quando minhas mãos correm seus cabelos. Querido esse carinho vindo de mim é incomum, só você o têm assim. Estou confusa, porquê somos o que somos. E eu gosto do nosso "nós", mas dizer que você não está bagunçando meus códigos seria uma mentira sem fios ou linhas de lógica. O tempo longe de você congela, e quando estou ao seu lado ele nunca parece ser o bastante. Acontece que você também tem parcela de culpa nisso, é culpa sua ser tudo o que sempre busquei. E você busca algo que não posso te dar. Falamos de tudo e mais um pouco. E você tem cabeça, a de cima e a de baixo. Tem calor e tem carinho. E eu estou me embolando nas minhas próprias palavras, porque te por em frases é algo impossível. Vou varar meu limite de linhas e não me importo. Achei alguém que faz-me perder todos os limites mesmo, e adivinha? É você. Tristeza vira alegria como um coração machucado vira gelo após ser ferido. Mas então veio você na ponta dos pés em silêncio de forma inesperada. Não percebi o que você estava fazendo. As cartas pintam rosas brancas de vermelho, e você faz o azul gelo do meu coração virar um arco-íris em mar de rosas.
Não somos 50 tons de cinza mas nos beijamos no elevador. Imitando a cena do filme.
Isso não é A culpa é das estrelas, mas juntos cada milésimo vira infinito.
Não é Simplesmente acontece, mas prometemos guardar nossos segredos.
Não é Quem é você Alaska mas fazemos loucuras um com o outro.
Não é Nerve, mas eu te desafio e você sempre faz, o inverso também vale.
Dançando Chandelier — Sia Arcustic na varanda. Eu te conduzia. Girando e girando. Havia homem e mulher ali? Ou hetero e gay? Porque eu não senti.
Água nos meus pés nos seus. Sol forte. Vento. Calor. E bela vista. Música returbando. Ouça querido, está ouvindo? É o som das nossas almas em um silêncio gritante. Ponta do pé, você inclinado. Não consigo lembrar como tava ao redor. Porque naquele momento não existia. Sua mão caminhou minha curva. Minha mão achou o vermelho de suas bochechas. Um beijo? Um erro? Ou talvez meu único acerto? Eu não sei.
Brincadeiras? Sim. Me pegue, se for capaz, depois me solte e deixe que eu fuja de novo e de novo. Me faça pular, gritar para o mundo o que sempre calo, me faça falar sem parar e depois me cale no beijo.
Aquela música com batida agitada, seremos cavalos? Livres e um do outro. Éramos crianças brincando de ser adultos? Ou adultos brincando de ser criança? Cavalgamos um no outro, beijos e calor.
Você me pergunta "Quantas vezes já nos beijamos hoje?"
Eu respondo "não sei, parei de contar, para aproveitar" rimos, e conversamos mais um pouco.
Intervalo nessa escola de espíritos, a realidade chama de volta. Um mero lanche vira desafios. Meu colar... ele está no lugar. Eu não pude me concentrar no pingente enquanto você provava do meu pescoço. Mas com respeito de beijos, não o marcou. Era puro. Era amigo. É real. Me dê de comer na boca, me trate como sua criança, me encha de mimos, e depois me leve para o topo dessa jaula onde do seu lado sinto liberdade. Me conduza: dois passos pra a razão e três para a emoção, me gire no sentido da alegria e me puxe para longe da insegurança. Falando nela, com você ela foi embora. Sou segura ao seu toque. A idéia era imaginar alguém nessa onda de tocar. Mas eu não pensei em nada, nem e nós, era apenas paz em ter você lendo-me com as mãos. Minhas mãos correram você, sem calor, mas havia amor. Amizade? Talvez. Como você mesmo disse, "amigos também se pegam", mas nós não nos pegamos, nós nos sentimos.
Mais uma dança? Treino para o 3°ano. Juramos isso, mas nossos labios pareciam estar com imãs naquelas cobertura.
Deitada no seu abraço no topo do nosso mundo vendo o sol se por. Falamos as 3 palavras mais arriscadas. Podia ser filme, mas era só a gente. Suas bochechas rubras. Sua boca úmida. Seus olhos brilhavam. Dedos entrelaçados em uma mão e a outra explorava os rostos. Respirações misturadas. Você me pergunta o que estamos fazendo com sua testa colada a minha. Deus, não sei. A dúvida se desfez beijo. Puro. Vivo. Um beijo de espirito.
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