Padre? Me perdoe, porque eu pequei. Fiz do ato puro um sacrilégio e da carne de adão criei meu pecado.

Eu tinha algo puro em meu ser, mas o diabo deve ter me achado. Porque meus olhos dilataram, e da santidade nasceu luxuria. Entre homem e mulher, dos capitais, o pior pecado, ou talvez o melhor.

Não me prenda a cruz, não foi culpa apenas minha, é dele também. Um lucifer em vestes celestes. Que trás com si o vinho, que é melhor que a água benta.

Padre me perdoe, porque peco sempre que o olho assim, que o toco, que o sinto. Ele é o fruto proibido de eden, e eu sou apenas a Eva, que provou e se viciou. Quero o mais a cada vez que degusto. Quero sentir o doce inferno que é seus labios, porque com ele eu queimo.

Então à ti padre, rogo perdão, por louvar apenas com ele entre 4 paredes. Por preferir o inferno ao céu. O pecado a santificação. E eu sei que não é verdadeiro, é apenas ilusão temporaria, como qualquer pecado capital. Mas eu sou apenas uma Eva que da carne de Adão fez seu pecado.

Te peço que mantenha meus pecados em segredo, me passe a penitencia, enquanto falo meu pecado, nesse confissionário.