Tudo Mentira?
5 4 ° Capítulo
Notas iniciais
4° Capitulo
Por Edward
– Eu moro na casa em frente a sua, sou aquele que te olha todas as noites pela janela, e que um dia estará em sua cama quando você apagar as luzes.
– Edward? – olhei para Bella que acenava na minha frente. – Edward? Esta me ouvindo. – olhei meio confuso.
– O que foi?
– Eu é que pergunto, estou esperando uma resposta sua, mais de repente você parou e seu olhar estava distante parecia que seu corpo estava aqui e sua mente em outro lugar.
Olhei para Bella, e podia apostar que parecia um idiota, respirei fundo, eu jurava que havia falado em voz alta, e já estava esperando um tapa na cara merecido. Que ideia essa a minha, eu imaginei que estava falando com ela? Edward você esta perdendo o juízo, completamente.
– Edward, — fixei meus olhos nela. – você usa algum tipo de droga? – ela perguntou incerta. A olhei estarrecido. – Olha não tenho nada contra você, mas se usa algum tipo disso espero que entenda que não quero que trabalhe aqui e...
– Nunca usei e nunca vou usar nenhum tipo de droga. – falei interrompendo-a.
– Bem, desculpa então, mas você estava olhando para o nada e eu pensei...
– Me perdi em meus próprios pensamentos, mas tudo bem faço isso direto. – menti. – Mas o que você havia perguntado. – ela me olhava um tanto desconfiada.
– Perguntei onde mora.
– Ah... – passei a mão pelos meus cabelos. – Bem eu,... Sou seu... Vizinho. – falei meio hesitante, Bella me olhava com uma expressão se total surpresa.
– Oh. – falou simplesmente. – Esta morando na casa em que é de frente para minha? – assenti. – Então você é o vizinho misterioso? Posso dizer que estou surpresa, há quanto tempo esta morando ali? Pois nunca o vi.
– Bem moro aqui a pouco mais de duas semanas, mas que coisa é essa de vizinho misterioso? – vi suas bochechas atingirem um tom rosado, o que a fez ficar mais linda do que antes.
– Bem, como teve ter notado moramos numa cidade minúscula e as noticias correm, e “ninguém” nunca o viu, e devo concordar com a senhora Newton, você é lindo. – eu a encarei surpreso e vi que ela mesma ficou chocada com as próprias palavras, suas bochechas dessa vez atingiu um tom mais forte ficando vermelho. – Bem, eu... Vou me trocar, e tchau e até amanha. – ela sair de perto de mim e foi para o pequeno escritório ali.
Um sorriso brincou em meus lábios, bem pelo menos ela me achava lindo.
Por Bella
O que você tem na cabeça Isabella Marie Swan? Indaguei-me, queria bater minha cabeça numa parede. Como pude ter essa coragem de dizer que Edward era lindo, apesar de que lindo não seria a palavra certa para mencionar, acho que não existia uma palavra para descrever Edward, sua beleza ofuscava ele mesmo.
Fechei os olhos lembrando daquele peitoral e barriga definida, senti um novo rubor sumir pelas minhas faces. Os óculos que ele usava não fazia nenhuma diferença, ou melhor, apenas acrescentava, o dava um toque de charme, e aquele sorriso... ISABELLA PARE! Obriguei minha mente, eu devia estar ficando louca isso sim.
Edward nunca olharia para mim, notei como as mulheres o encarava, a luxuria era plausível para qualquer um, e claro que ele não iria desperdiçar uma chance, as mulheres caiam aos seus pés, porque eu estava pensando nisso. Balancei a cabeça, foi apenas um momento de fraqueza, há quanto tempo eu não via um homem, que não fosse os que já conhecia a muito tempo. Eu estava um pouco fascinada por sua beleza, como toda a outra população feminina também estaria. A senhora Newton não escondeu seu agrado com o novo habitante da cidade, eu também fiquei curiosa mais pouco liguei, e agora descubro que ele é meu vizinho que mora na casa em frente a minha, e me pergunto: Como nunca o vi?
Deve ser por eu nunca me importar com o que acontecia naquela cidade. Há quase um mês atrás vi que a casa antiga dos Maclean estava sendo reformada, mas pouco me interessei, e sim eu notei que a casa voltou a ser habitada a pouco tempo, mas nem liguei para isso, eu estava agora mais centrada no meu futuro do que antes, logo conseguiria todo o dinheiro que precisava, só mais uns quatro a seis meses eu já conseguiria me mudar de vez de Forks e tentar começar a fazer minha faculdade, eu ainda não tinha certeza do que queria fazer, mas ainda tinha tempo pra pensar.
–Bella. – ouvi meu primo me chamando. – Já se trocou?
– Estou terminando. Você já não tinha ido? – comecei a tirar a roupa apressadamente.
– Bem lembrei que você ia fechar aqui sozinha então voltei.
– E seu encontro?
– Não ia ser nada demais.
– Sei. – revirei os olhos. — Todos já foram?
– Sim, só resta eu e você.
– Ok, já estou saindo. – troquei de roupa rapidamente e peguei minha mochila. – Pronto. – falei quando sai fechando a porta atrás de mim.
– Demorou hoje. – James comentou e dei de ombros. Fechei tudo e tranquei a porta. — ai o que achou do Edward? – ele perguntou enquanto caminhamos em direção onde estavam nossas motos.
– Ele parecer ser uma pessoa legal.
– Também acho, bem teremos agora um bom numero de clientes femininas aqui.
– Por quê? – perguntei sem entender seu comentário.
– Bem só hoje, uma meia dúzia de mulheres me perguntou se Edward estava trabalhando aqui agora. Quando eu afirmei elas sorriram e disseram que voltavam amanha. Cara de sorte Edward, mal chegou e já tem um monte de mulheres aos seus pés. – ele riu, não gostei do comentário.
– Bem, não me importo se ele vai querer se envolver com essas mulheres desde que não seja no horário de serviço. Espero que ele note isso.
– Se ele não notar pode deixar de eu aviso ele. Hoje foi bom.
– Sim, se continuarmos nesse ritmo logo colocaremos tudo em ordem. – falei e James concordou. – Bem até amanha. – coloquei o capacete e subi na moto já a ligando. James acenou e sai.
Eu adorava andar de moto senti o vendo forte pelo meu corpo, obvio que eu pilotava com cuidado, poucas vezes abusei da velocidade.
Logo cheguei em casa não pude evitar de olhar para a casa em frente, apenas uma luz estava ligada no segundo andar, devia ser seu quarto. E como um flash e imagem dele sem camisa voltou em minha mente.
Devo estar ficando louca
Guardei minha moto e entrei em casa onde o silêncio predominava, eu já havia me acostumado a viver sozinha desde que meu pai faleceu, mas as vezes sentia falta de alguém aqui comigo, me sentia muito solitária mesmo tendo James, minha Tia Beatrice e Tio Gabriel.
Fui para meu quarto e abri as cortinas e a janela, olhei novamente para a casa em frente á minha pela primeira vez, Edward estava sentado – imagino ser sua cama – com um violão vi seus dedos dedilhar entre as cordas, ele estava maravilhoso daquele jeito, observei por mais uns minutos.
O que eu estava fazendo?
Tomei um banho e preparei um lanche leve, voltei para meu quarto e olhei de relance novamente para o outro lado a luz estava apagada agora, ele devia estar dormindo já. Deitei na minha cama e peguei o livro que estava lendo, podia até parecer uma coisa idiota mais eu era apaixonada por livros de romances, toda semana eu comprava um novo agracia por eles serem baratos cinco dólares no máximo. Eu me permitia esse pequeno capricho apenas, as histórias passavam num tempo antigo, as que eu mais gostava era da Escócia, estava lendo agora Refém da Sedução da Hannah Howell, ela era minha autora preferida, suas histórias sempre me cativaram e essa era outra.
Não demorou muito para o sono começar a vir, marquei a pagina que estava apaguei as luzes e fui fechar a janela e as cortinas, olhei para frente e podia ser impressão minha, mas parecia que Edward estava me olhando, mas devia ser imaginação minha. Fui para minha cama e não demorou muito para cair no sono.
***
O barulho irritante me despertou e senti muita vontade de tacar meu despertador longe. Desliguei-o e me joguei na cama novamente, eu andava com humor terrível esses dias, e todos notaram mais a culpa era de uma pessoa, Edward Cullen, a uma semana eu não dormia direito sonhando com ele ou me pegava olhando muito para ele, eu sabia que estava fascinada com ele mas não devia estar, ele era um homem como qualquer outro, é Bella tente se enganar. Eu estava o evitando nessa semana, tina medo do que podia falar perto dele, a noite eu sempre tinha a impressão que ele estava me olhando mais sabia que devia ser minha imaginação.
Nossa clientela aumentou, pelo menos da ala feminina, todas vinham com um único propósito de conhecer o novo funcionário algumas se insinuavam e até demais para o meu gosto, Edward parecia que não se importava com esse fato, ou ele não se importava de fato ou fingia muito bem. Afinal que homem não gostava de ser assediado por tantas mulheres?
Edward sempre vinha tentando falar comigo, mas eu o evitava e falava apenas o necessário, não sei como mais ele me abalou um pouco. E eu me sentia amuada com medo de que eu fizesse alguma burrada e por isso resolvi me afastar. Levantei e logo arrumei minha casa, aqui foi à casa do meu pai e depois que ele faleceu morei com minha tia por um ano, mas bati o pé e resolvi voltar para onde eu vivi minha vida toda. E desde meus dezesseis anos eu moro sozinha. Minha tia foi contra no começo mais eu já era emancipada e ela não podia fazer mais nada.
Tomei meu café e fui me arrumar, ouvi o barulho já conhecido por mim olhei entre as cortinas da sala e vi Edward saindo com sua caminhonete velha e barulhenta, eu ri. Essa caminhonete não era a cara dele. Sentei-me e liguei a TV assistindo um canal de culinária sem realmente prestar atenção. Meus pensamentos estavam em Edward.
O que estava acontecendo comigo?
***
–Boa tarde pessoal. – Cumprimentei todos assim que cheguei, eles me cumprimentaram de volta, fui direto para o escritório me trocar, mas antes passei por Edward que me cumprimentou por ultimo, lhe dei um sorriso nervoso e entrei no escritório, logo me troquei e sai.
Hoje como toda quarta feira, não foi muito movimentada, as horas se passaram poucas pessoas paravam por aqui, deixei que Vic e Tan ficassem atendendo as mesas enquanto fiquei no balcão com os meninos, eles estavam numa conversa sobre mulheres, típico assunto masculino. Edward pouco falava enquanto Laurent e James se vangloriavam sobre suas conquistas.
– E você Edward, teve muitas namoradas? – James perguntou e fingi continuar lavar os pratos mais apurei meus ouvidos.
– Bem nunca tive uma namorada. – ele respondeu simplesmente e o copo da minha mão caiu dentro da pia.
Ele era mentiroso ou o que?
– Ah cara, isso é mentira. – Ouvi James resmunga. – Só falta dizer que é virgem.
– Bem isso eu poso afirmar que não sou.
– Mas é sério, você nunca namorou? – dessa vez Laurent perguntou.
– Verdade, para mim “namorar” consiste em sair, apresentar a seus pais formalmente, idas a cinema, jantar, conversar sobre gostos, gostar de estar com a pessoa, isso entre outras coisas, eu nunca fiz, a única coisa que tive até o momento foram casos, um durou até quase um ano, mas nada mais passava de sexo ocasionais. Nunca levei uma mulher para conhecer minha família. Pois ainda não encontrei a mulher certa para isso.
James e Laurent parecem que estavam ponderando as palavras de Edward, ele falou algo que nunca imaginei de um homem, são raros esses tipo.
– Bem – James começou. – Então você e Bella podem dar as mãos. – me virei ao mesmo instante olhando para James que sorria, que vontade de arrancar aquele sorriso dele.
– James! – falei.
– Por quê? – Edward perguntou ao mesmo tempo em que James completou.
– Bella nunca namorou também.
– James! – quase gritei dessa fez, Edward olhou para mim surpreso, eu acho.
– Que foi prima?
– Que foi? Quem te deu o direito de me colocar no meio desse assunto?
– Estamos apenas comentando, não precisa ficar nervosinha. – minhas bochechas ardiam e eu sabia que estava corada. O fato de eu realmente nunca ter namorado me incomodava um pouco, por isso que nunca comentava. Ainda mais do porque nunca ter namorado.
– Sabe que não gosto que toque neste assunto. – James pareceu se lembrar do por que e assentiu.
– Desculpa prima. Só que faz tempo.
– Tudo bem. E faz sim. – falei com pesar e enxuguei minha mão. – Vic pode fechar a porta já, já vai dar cinco e daqui a pouco temos que limpar. – falei saindo do balcão indo para o escritório.
Fechei a porta e me sentei abri a gaveta e olhei uma fotografia onde estava eu e meu pai, tentei impedir mais uma lagrima caiu.
– Como sinto sua falta. – abracei a foto contra meu peito. – Você faz muita falta. – não sei por quanto tempo fiquei assim até ouvi a porta se abrindo.
– Bella, James quer saber... – Edward parou a frase no meio quanto me fitou. – Bella esta tudo bem? – assenti e levantei enxugando minhas lagrimas.
– Não e nada, eu... – não consegui me segurar e logo um soluço mudo saiu. Senti-me fraquejar e logo Edward estava do meu lado abraçando-me, permiti a dor dar vazão as minhas lagrimas.
– Shh... Calma. – Edward passava as mãos pelos meus cabelos me permitindo molhar sua camisa. – Quer que eu chame James? – neguei, não queria que meu primo me visse novamente neste estado. – Tudo bem.
Não queria me permitir essa fraqueza, ainda mais perto do Edward, eu tentava me fazer de forte, mas sempre vinha essa dor em meu peito às vezes, e eu me permitia me sentir que nem uma criancinha assustada querendo colo.
E desta vez foi Edward que me deu. Aos poucos fui me acalmando, seu abraço era confortante para mim, aconchegante, quente, gostoso. Seu cheiro era um calmante para mim.
– Esta melhor? – sua voz era nada mais que um sussurro. Assenti ainda incapaz de falar. – Vou pegar um pouco de água para você. – falando isso ele saiu e logo voltou com um copo. Bebi a água avidamente o que aliviou um pouco a dor em minha garganta. – Bella. – ele me chamou e olhei. – Não vou perguntar o que aconteceu porque sinto que é um assunto pessoal, mas quero que saiba que se precisar de um ombro amigo, pode contar comigo.
Olhei para Edward fixando meus olhos nos seus, não havia reparado antes, mas seus olhos eram de um verde profundo e suave, me lembravam de esmeralda, nunca havia visto pessoalmente, mas se eu a visse seria como seus olhos.
– Obrigado Edward. – agradeci.
Quem sabe, podíamos ser amigos.
Por Edward
Acordei com a claridade batendo em meu rosto virei para o outro lado colocando o edredom sobre meu rosto. Por desisti de voltar a dormi e levantei sete e meia da manha, isso que dava quando você costuma acordar cedo todos os dias de sua vida.
Levantei e arrumei minha cama, tomei um banho quente, fiz meu café tomei arrumei a casa e sentei quando voltei a olhar para o relógio eram oito e quarenta e cinco. O tempo parecia não passar, eu queria manter minha mente ocupada mais estava difícil, não queria me lembrar da sensação de ter Bella em meus braços, o cheiro leve de morangos havia me atingido em cheio, vê-la frágil acabou com minhas defesas e me vi querendo agora sempre estar ao lado dela.
Logo após ela melhorar voltamos a trabalhar, Bella tentava não demonstrar mais de algum jeito eu sabia que ela ainda estava sofrendo por algo, que não sabia o que era. Um instinto que proteção me pegou desprevenido e me vi querendo pegar sua dor e passá-la para mim.
Devo estar ficando louco
Esperei dar nove e meia para ligar para Jasper, fazia muito tempo que eu não falava com ele. Enrolei um pouco até discar os números e ele logo me Atender.
– Edward. – sua voz era de alivio.
– Oi Jasper. Tudo bem?
– Sim.
– Minha mãe, Alice...
– Sim, sim.
– Aconteceu alguma coisa?
– Bem, nada de mais,– ele me escondia algo,
– Jasper. – falei já impaciente.
– Aconteceram umas coisas...
– A empresa? — o interrompi.
– Não ela esta indo de vendo em polpa, o problema são dois, sua mãe e Paola. – fechei meus olhos.
– O que aconteceu?.
– Bem sua mãe ameaçou a colocar a policia de todo s país atrás de você, pois iria fazer um mês que você “desapareceu” e ninguém sabia pra onde mais sua irmã deu um jeito de arrumar situação, você conhece a Alice. E Paola exigiu saber onde você estava isso aconteceu uma semana depois que você se foi. Ela fez um barraco, falando que tinha o direito de saber onde você estava, pois tinham muito que conversar, e que você a humilhou e mais umas coisas sem sentido, Alice se intrometeu e quando Paola a chamou de baixinha, já viu, tive que segurar Alice para não bater naquela biscate, com todo respeito Edward, ela foi um dos seus casos mas..
– Tudo bem Jasper, continue. – Pouco me lixava para o que as pessoas achavam de Paola.
– Continuando, ela disse que não ligava mais que daria um jeito de saber onde você estava, até parecia que vocês tinham alguma coisa mais seria e saiu fazendo um ar de superioridade. Alice quase foi atrás dela. Ah tema imprensa, você saiu no jornal, mais não se preocupe foi nada de mais, apenas uma note onde estria o grande e Ilustre Edward Thomas Cullen presidente da CJ, mais para eles você esta de férias, o que não é uma grande mentira, em alguma ilha isolada do mundo. Eles apostam nisso.
Ele me contou mais algumas coisas sobre a empresa, era bom saber que tudo andava bem, conversamos um pouco mais ate ouvi uma voz ao fundo.
– É o Edward? – a voz da Alice soou. – Deixe–me falar com esse meu irmão ingrato. – ri imaginando da cara dela. – Oie Edward, Tudo bem? Só para você lembrar eu existo ok.
– Olá Alice estou maravilhosamente bem, e pode ter certeza que não me esqueci de você.
– Bom mesmo, mas o que aconteceu de bom para estar com essa voz animada? – Alice não tinha jeito seu sexto sentido era muito apurado.
– Nada demais Alice, arranjei um emprego.
– O QUE? – como sempre escandalosa.
– Não se preocupe, até agora ninguém suspeitou de nada, as roupas e o óculos fazem uma grande diferença.
– Eu sabia. Te falei não foi.
– Foi Alice. – concordei com ela o que era melhor no momento.
Alice começou a tagarelar como sempre, falando que da próxima vez iria dar uma surra em Paola, conversamos mais um pouco de depois desliguei estava quase na minha hora, fui para o meu quarto me troquei peguei minhas chaves e sai fechando a porta olhei de relance para a casa em frente com a esperança de ver Bella, mas nada. Liguei a caminhonete e me pus ao caminho.
Eu ainda a olhava toda noite, podia parecer coisa de maníacos psicopatas, mas eu gostava de vê-la, admira-la. Certa noite pensei que ela havia me visto, mas devia ser coisa da minha imaginação. Voltei a me concentrar no meu caminho.
***
Hoje a noite havia sido um pouco corrida, mas consegui dar conta, Bella voltou a me ignorar como fazia a uma semana, e notei que ela começou a fazer isso depois que uma mulher me entregou um cartão com o seu telefone. Depois de ontem imaginei que as coisas melhorariam notei que não. Estava terminando de arrumar as coisas quando Bella entrou no escritório como fazia toda noite.
– Edward. – olhei para James.
– Sim. – terminei de enxugar minhas mãos. Restava apenas eu, ele e Bella.
– Eu tenho que ir, pois já estou atrasado, mas não quero que Bella fechasse aqui sozinha, e ela não quer que você espere ela, mas você faria o favor de esperar ela fechar tudo e ir embora, não gosto que ela fique sozinha aqui, apesar de conhecemos todo mundo, nunca é demais se prevenir e minha prima acha que nada mais poderia acontecer com ela. – James realmente se preocupava com Bella isso era notável.
– É claro que eu espero James, sem problemas.
– Valeu cara, lhe devo uma. Só não deixa ela te ver. – assenti, ele foi se despedir de Bella e eu sai, fiquei ao lado da minha caminhonete esperando-a.
Por Bella
James já havia ido, constatei assim que fechei o escritório, apaguei as luzes e fechei a lanchonete, James queria que Edward me esperasse, mas não, eu podia muito bem fechar aqui sozinha. Nada demais poderia acontecer.
Hoje o dia havia sido corrido, minha relação com Edward continuou a mesma, mas depois que vi aquela mulher lhe entregando um cartão, me fez sentir alguma coisa estranha e tentei, em vão, não ligar para aquilo. Mas eu me sentia estranha, não sabia dizer o que era.
Fui em direção da minha moto coloquei o capacete, a liguei e quando dei ré a senti travar e quase cai, retirei o capacete e desci da moto olhando o pneu.
– Não acredito. – o pneu dianteiro estava furado e não tinha como eu andar com ela. – Merda. – peguei meu celular, o jeito era ligar para James, sem bateria. – Que ótimo o que vou fazer agora?
– Bem o que você vai fazer eu não sei, mas posso lhe dar uma carona.
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