Tudo Mentira?

28 25º Capítulo – Parte I


Notas iniciais
Hey, hey, ho, ho cheguei aqui... Nada a declarar aproveitem o capitulo e nos falamos lá embaixo. Postado: 09/04/2015

25º Capítulo – Parte I

Por Bella

– Apenas confie. – Ele estendeu a mão para mim e mirei a palma estendida, automaticamente a minha agarrou a sua com firmeza, seja para onde fossemos, eu confiava nele.

Só estava em dúvida ser era um sonho ou realidade esse momento.

Usando sua mão como apoio sentei na cama ainda um pouco desorientada apenas o abajur estava ligado.

– Separei uma roupa para você. — Edward falou indicado o pé da cama. — Infelizmente temos pouco tempo, então peço que você se apresse um pouco, tudo bem? — Assenti e ele me deu um beijo na testa antes de sair, em um modo automático me levantei e passei a me trocar, logo fui ao banheiro lavar meu rosto e escovar os dentes, o quanto disso era realidade? Eu estava tendo algum tipo de alucinação profunda, tentava pensar em algo, mas ainda estava inebriada pelo sono.

Chegando à sala encontrei Edward com Sophia, ele tinha Liam em seus braços, que dormia profundamente, Sophia me olhou sorrindo.

– Vamos? — Assenti, sem nada dizer primeiramente.

– Sophia... – Comecei, mas ela me interrompeu.

– Tudo bem Marie. Nos veremos logo mais e aproveite. — Ela me abraçou.

– Obrigado por tudo Sophia. — Edward agradeceu e pegou minha mão, saímos do meu quarto de hotel e seguimos para o elevador, chegamos ao saguão e logo me vi dentro de um carro com Edward no banco de trás comigo, sem eu realmente notar, a única coisa que me era presente eram seus dedos fazendo pequenos círculos na palma da minha mão. — Tudo bem? — Ele me perguntou assim que o motorista arrancou com o carro.

– Ah... Sim, acho que ainda estou dormindo, não sei se é realidade ou sonho o que está acontecendo. — Falei e Edward soltou uma leve risada.

– Fico feliz em saber que anda tendo sonhos comigo. — Ele beijou minha têmpora. — Mas isso é mais que a realidade. — Assenti. — Não sabia que você ficava tão desorientada assim quando acordava. — Disse em tom debochado.

– Eu nunca fico, mas eu... Não estou entendendo, para onde estamos indo?

– Confia em mim? – Ele repetiu suas palavras.

– Sim.

– Então logo menos você saberá.

– Mas...

– É uma surpresa Bella. Por favor, não me tente a falar antes.

– Ah...

– Vamos demorar um pouco até chegarmos ao nosso primeiro destino, então pode dormir um pouco mais, quando chegar eu te acordo. – Assenti. Edward com o braço livre passou em volta dos meus ombros e me aconcheguei contra o seu peito, mirei para nosso filho enrolado a manta azul ressonando tranquilamente, pousei minha mão levemente em seu corpinho quente, ele se remexeu, mas não acordou, fechei os olhos e bocejei. — Você fica muito engraçada desse jeito. — Edward comentou rindo novamente.

– Cala boca. — Resmunguei tão baixo que não sei se ele chegou a me ouvir.

***

– Anjo? Bella? Vamos acorda, já chegamos. — Ouvi a voz ao longe de Edward e pisquei ao abrir os olhos, apesar dos vidros escuros, a grande claridade incomodou meus olhos, já era de manhã? Por quanto tempo tinha dormido? — Bella? — Levantei a cabeça e olhei ao redor e franzi o cenho.

– Por acaso estamos em um aeroporto?

– Sim.

– Pensei que já tínhamos chego, seja onde fosse nosso destino.

– Ainda faltam algumas horas. — Dizendo isso ele abriu a porta e um vento bateu em meu rosto, ainda era de madrugada, Edward me ajudou a sair do carro. — Preciso dos seus documentos para o piloto.

– Edward você poderia me tirar do escuro e me dizer logo para onde vamos, porque eu realmente estou começando a ficar nervosa, e não de um jeito bom. — Falei enquanto pegava minha carteira e meu documento entregando-os.

– Já disse que é uma surpresa e não quero estragar com sua ansiedade. — Ele me deu um selinho e pegou minha bolsa, me passou Liam, aconcheguei meu bebê dei um beijo em sua testa um pouco úmida de suor, Edward se afastou entregando meu documento para um senhor devidamente vestido com o uniforme de piloto, eles trocaram umas palavras e ele pegou alguns papéis e assentiu para algo que Edward disse, trocaram um aperto firme e Edward voltou para o meu lado. — Vamos?

– Edward!

– Bella! Você disse que confiava em mim, então, por favor, pare de fazer perguntas às quais não irei responder. — Ele falou seriamente e bati o pé. — Agora, por favor, vamos embarcar que está frio para o nosso filho. — Revirei os olhos e segui na direção na qual ele indicava.

O piloto com que ele tinha falado antes estava aos pés da escada de embarque. Ele me deu um sorriso educado e tocou a aba do chapéu, retribui o sorriso, subi as escadas com o vento soprando forte, passei pela entrada e estaquei maravilhada com a visão do jato por dentro, a cor creme tomava conta do ambiente bem iluminada de forma elegante, poltronas luxuosas e de aparências confortáveis, no total eram oito poltronas três pares no canto esquerdo e duas individuas no direito mais ao fundo tinha um sofá de três lugares e uma mesa no centro, uma cortina separava o fundo e imaginei que ali ficava o banheiro.

– Senhora. – Uma aeromoça simpática me cumprimentou, ela tinha cabelos pretos presos firmemente em um coque com a maquiagem pesada, era bonita.

– Oi. – Respondi sem a corrigir pelo fato de ter me chamado de senhora.

– Por favor. – Ela me indicou uma poltrona.

– Eleonor, como está? – Edward perguntou assim que entrou sendo seguido pelo piloto que se dirigiu a cabine de comando.

– Bem senhor Cullen, e o senhor?

– Maravilhosamente bem.

– Seu filho é lindo. – Ela dirigiu um sorriso ao Liam, e se voltou a Edward não pude de deixar de sentir uma ponta de ciúmes, por acaso ela está flertando com ele?

– Obrigado, ele é mesmo, puxou a mãe. – Dizendo isso ele me dirigiu um sorriso e desviei o olhar constrangida.

– Mas devo dizer que o meu pequeno Henrique é mais lindo. – Ela falou rindo e nem prestei atenção que soltei um suspiro de alívio. Ao que parecia eles se conheciam a um bom tempo, mas também creio que quando se tem um avião particular, os funcionários tendem a ser os mesmo sempre. – Bem, por favor, se acomodem que logo vamos partir. – dizendo isso Eleonor deu um último sorriso antes de desaparecer pela cortina.

– Então... – Edward começou e me virei para ele. – O que achou? – Indicou o local.

– Maravilhoso, imagino que quando se está aqui nem da para notar que está realmente voando, daria para viver aqui sem problema.

– Sim, também pensei isso quando comprei o meu primeiro jato.

– Primeiro?

– É... – Ele limpou a garganta. – Esse é o meu terceiro, que uso para viagens parcialmente curtas.

– Ah... – Exclamei e fiquei quieta, às vezes me esquecia de que Edward era rico... Extremamente rico, de uma maneira que eu nem fazia ideia, mas apesar disso ele não era do tipo que esbanjava a fortuna, se contentava com pouco, não era uma pessoa famosa, mas era conhecido, era tantas coisas que eu nem conseguia imaginar.

– Vamos nos acomodar, que logo iremos decolar. – Edward me guiou até a poltrona e notei que tinha um bebê conforto disposto em uma poltrona. – Posso? – Ele indicou Liam e passei nosso filho para os seus braços, Edward o acomodou e pôs as mantas em volta, Liam se mexeu, mas não acordou. – Tudo bem ficarmos do outro lado? Ele ficará de frente para nós, mas qualquer coisa você fica ao lado dele.

– Acho que tudo bem, ficarmos do outro lado.

– Se ele acordar um de nós fica ao lado dele, ou ele fica aqui conosco. – Assenti. Ele deu um beijo na testa de Liam antes de se afastar.

Sentamos nas poltronas, e elas não só pareciam aconchegantes como de fato eram, prendi meu cinto como o piloto, Harry, ele se apresentou, pediu para, podermos decolar. O que notei de diferente? Ele não informou nosso destino como de costume nas viagens convencionais.

– Por acaso ele está de comum acordo com você? – Edward apenas me deu um sorriso e beijou levemente meus lábios. – Levarei isso como um sim.

Alguns minutos depois senti o avião se movimentar, aquele leve frio na barriga que sempre sentia quando o avião levantava voo institivamente apertei a mão de Edward.

– Tem medo de voar?

– Não diria medo, só que ainda não me acostumei, não sou que nem você que já deve ter feitos centenas de viagens e eu não cheguei a dez voos durante toda minha vida.

– Ah, acho que meu décimo voou eu devia ter menos de quinze anos, viajamos um pouco. – Ele deu de ombros.

Alguns minutos se passaram e foquei minha visão na cidade pequena embaixo de nós, aquelas minúsculas luzes fortes de New York aos poucos sendo deixada para trás.

– Pelo que entendi, não será uma viagem muito longa. – Me virei para Edward. – Segundo você esse... Seu avião, é que você usa para viagens curtas.

– Vejo que alguém já despertou totalmente. – Ele falou e bateu com a ponta do dedo em meu nariz. – Já disse como você fica linda com cara de sono e um pouco...

– Você está tentando me distrair?

– Sim. – Sua mão pousava agora em minha bochecha e ele se aproximou de mim. – Está funcionando? – Ele perguntou baixinho e seu hálito quente bateu em meu rosto, seu nariz encostou-se ao meu e ele fez algo parecido com um beijo de esquimó e ri. – Acho que sim.

– O que?

– Não disse! – Ele se afastou e riu.

– Se acha que me fez perder nosso último assunto está muito enganado. – Cruzei os braços e fechei a cara, essa minha atitude só fez com que Edward risse mais.

– Você fica linda assim, bravinha.

Abri a boca para protestar mais sua boca tomou a minha avidamente, pega de surpresa demorei um pouco para retribuir, mas minha boca logo se acostumou com o ritmo, tão conhecido por mim, levei minha mão a sua nuca subindo para seus cabelos macios e os puxei levemente, esse pequeno movimento parece que atiçou algo em Edward, pois sua boca se tornou mais possessiva contra a minha, sua mão desceu pelo meu ombro e ele apertou meu braço, sua mão então pulou para minha costela e subiu lentamente e parou ao lado do meu seio, senti então um de seus dedos passar suavemente pela curvatura de baixo dele e um arrepio passou pelo meu corpo, me aquecendo e querendo mais de seus toques, se não fosse pelos braços de nossas poltronas eu me entregaria em seus braços, como há muito tempo eu...

Fomos interrompidos bruscamente pelo som da voz do piloto dizendo que poderíamos agora andar livremente pela aeronave, e como um baque fui trazida de volta para onde estávamos e corei lembrando os meus pensamentos anteriores, como um beijo desse era capaz de e fazer perder o raciocínio? Eleonor podia ter aparecido a qualquer momento, e Liam, pelo amor de tudo, nosso filho estava deitado a nossa frente, mesmo que dormindo.

– Você está pensando demais.

– Mas o que vo...

– Gostariam de beber ou comer alguma coisa? – Eleonor se fez presente.

– Bella?

– É... Eu não sei... Talvez um cereal? – Pedi mais com uma pergunta e Edward riu.

– Claro dois cereais Eleonor, por favor.

– Certo, volto em um instante.

– Sério que você também vai comer um cereal? – Perguntei depois que a aeromoça se afastou, no momento nada tinha me vindo à cabeça, mas Edward já era um homem feito, e não tinha cara que era alguém que comia cereais, talvez um café com um croissant ou coisa do tipo, claro que ele pediu só para me acompanhar por educação. Às vezes eu me esquecia da nossa diferença de idade. E que querendo ou não, enquanto ele era um homem eu ainda agia como uma adolescente, em vários fatores.

– Sim e o que é que tem?

– Nada, só que bem, nada. – Dei de ombros.

– Bella, diga o que ia dizer, por favor.

– É que você não precisava pedir cereal só para me acompanhar, porque sei que fez isso apenas por educação.

– Como?

– É uma comida típica de... Bem esqueça. – Falei e me virei para o lado.

– Anjo, eu não fiz isso por educação. Eu realmente gosto de cereal.

– Sério?

– Só por que eu tenho mais de vinte anos isso não quer dizer que eu não goste mais de algumas coisas de... “adolescentes”.

– Não poderia imaginar isso.

– Por quê?

– Bom você é um homem feito e sofisticado, e é isso...

– Algumas coisas não mudam com o tempo, e olha você devia ver as coisas que Emmett gosta de comer ás vezes, pode ter certeza que você se surpreenderia. – Ele riu e o acompanhei imaginando as coisas que Emmett poderia comer, ele sim parece ser uma eterna criança.

– Senhor e Senhora aqui está. – Eleonor chegou trazendo um carrinho com nosso pedido.

Edward puxou um suporte localizado ao lado da minha poltrona e ela ficou disposta como uma mesa, e depois ele fez o mesmo com ele, Eleonor passou a primeira bandeja que tinha um recipiente de vidro com cereal e frutas secas em cima com um copo de leite do lado, Edward pegou a dele, agradecemos e Eleonor se afastou.

Dei uma colherada e me deliciei com o sabor adocicado do cereal e as frutas.

– Nossa esse é o melhor cereal que já comi na vida.

– Realmente, esse cereal é o melhor. – Edward disse com a boca meio cheia e ri. – O que é? – Ele perguntou depois de engolir.

– Sua mãe ficaria horrorizada se o visse falando de boca cheia.

– É talvez.

– E provavelmente ela me culparia. – Soltei sem pensar. – Quer dizer, na verdade... Eu não...

– Tudo bem, eu sei. – Ele sorriu, mas foi um sorriso que não chegou aos seus olhos. Desviei meu olhar e prestei atenção em meu cereal. – Um dia... – Foquei nele novamente. – Um dia você vai me dizer o que minha mãe disse na festa de Hector que te abalou tanto.

– Um dia quem sabe... – Falei sem muita convicção, dei mais uma colherada. – Que horas que é? – Perguntei mudando completamente de assunto. – Agora que notei que nem sei que horas você chegou ao hotel, estou totalmente perdida.

– São quatro e quarenta daqui vinte minutos faz uma hora que saímos do aeroporto.

– Nossa, nem vi, o tempo passou tão rápido.

– Quando estamos com quem gostamos o tempo costuma voar mesmo. – Ele falou e deu uma colherada.

– Falta muito ainda?

– Essas frutas secas estão divinas. – Ele falou fingindo que nem tinha me ouvido.

– Edward! – Bufei. – Ok cansei de perguntar, desisto. – Peguei o copo de leite e dei um longo gole. — Edward riu. – O que foi agora? Estou com um nariz de palhaço?

– Não, mas está com um bigode de leite. – Edward riu mais e passou o dedo indicador limpando o canto da minha boca e afastou, mas antes de pensar ao menos o que estava fazendo suguei a ponta do seu dedo onde estava o leite, pelo olhar de Edward vi suas íris se dilatarem e seu olhar se escurecer... Isso seria... Desejo? – Bella... – Ele falou mais como um gemido e toda minha pele se arrepiou e engoli em seco, o clima tinha mudado completamente e eu podia sentir a energia e o calor tomando conta do ambiente, me ajeitei na poltrona e fiquei olhando para meu cereal sem o realmente ver, meu coração estava acelerado como se eu tivesse corrido maratonas, fora o arrepio pelo meu corpo e dei um respiro fundo tentando acalmar minha respiração.

Terminamos nosso cereal em um silêncio constrangedor, Eleonor apareceu e retirou nossas bandejas, perguntou se queríamos mais, todavia recusamos minutos se passaram e continuamos em silêncio, eu não tinha coragem de levantar o olhar para ele, me perguntava até agora de onde tamanha coragem tinha surgido para fazer o que tinha feito.

– Onde fica o toalete?

– No final do corredor. – Ele se levantou e quando fui levantar fui retida pelo cinto, com as mãos trêmulas tentei tirar, mas sem sucesso. – Me permita. – Ele soltou meu cinto e sua mão roçou levemente em minha coxa.

– Obrigada.

Andei rapidamente até o lugar que ele e indicou, e me surpreendi novamente pelo tamanho do banheiro, tinha até um chuveiro, mas é claro que o banheiro teria que ser no mínimo grande, diante de toda grandeza do interior, fiz minhas necessidades, antes de sair me olhei no espelho, e de todo não estava mal, meu cabelo estava um pouco rebelde mais nada demais. Joguei água em meu rosto e usei umas das toalhas para secar meu rosto.

Sai do banheiro e encontrei Edward sentado no sofá branco, que eu tinha notado sua existência assim que passei para o banheiro, mas não tive tempo de dar muita importância.

– Vem aqui. – Ele indicou o sofá e sentei ao seu lado. – Não precisa ficar encabulada pelo aconteceu.

– Temos mesmo que falar disso? – Apertei uma mão na outra.

– Somo um casal Bella e acho que o mais normal seria conversamos sobre esse assunto. – Somos um casal, éramos mesmo? Parecia que só ele tomava conta desse fato.

– Agi por impulso Edward, apenas isso.

– É isso que eu mais adoro sua espontaneidade. – Ele beijou meu rosto. – Sua inocência.

– Edward. – Mordi o lábio sentindo meu rosto esquentar.

– Ok, ok, não falo mais nada. – Ele pôs seu braço ao redor do meu ombro. – Por enquanto. – Ele sussurrou em meu ouvido e me arrepiei e ele riu.

– Você joga sujo Edward Cullen.

– Faço o meu melhor.

Essa pequena brincadeira acabou nos descontraindo e agradeci por isso, apenas da nossa intimidade, não era algo que eu gostaria de discutir em voz alta, ainda.

Um bocejo escapou pela minha boca.

– Alguém esta cansada.

– Um pouco.

– Aqui. – Edward pegou um fino cobertor e jogou sobre nós, ele se sentou meio de lado e me aconcheguei mais me apoiando em seu peitoral e seus braços me rodearam. – Durma e descanse quando chegarmos lhe chamarei.

– Posso dormir aqui nesse sofá?

– Enquanto estamos em voou sim, não se preocupe, eu lhe protejo. – Olhei para nossas mãos entrelaçada apoiados em meu ombro, sua mão estava perto da minha boca, beijei levemente sua mão e fechei os olhos...

– Dorminhoca. – Ouvi a voz do Edward ao longe me chamando.

– Huuum. – Resmunguei abrindo os olhos lentamente.

– Vamos – Ele me deu um beijo no rosto e me ajudou a levantar. Ouvi um resmungo e notei que meu pequeno estava acordado e me olhava bem desperto.

– Por quanto tempo dormi? – Perguntei sentando na poltrona ao lado de Liam, dando um beijo em sua testa.

– Umas cinco horas, Liam acordou uma hora depois que você adormeceu, e desde então passamos a nos divertir, não é garotão. – Edward se ajeitou de frente para nós.

– Vejo que já sabem se virar muito bem sem mim.

– Obvio que não, tem uma ou outra coisa que eu não posso oferecer a ele. – Edward piscou e entendi o que ele quis dizer.

– Ah, bem, sim. Podia ter me chamado e...

– Eu chamei, mas acho que você estava um pouco cansada, não insisti então lhe dei uma mamadeira.

– Entendi, mas quando for assim pode me acordar, essa viagem a New York me fez recorrer à mamadeira muitas vezes, dizem que depois que os bebês passam a tomar mamadeira eles perdem o gosto pelo leite materno, mas Liam aceita de bom agrado os dois ainda, mas não quero correr o risco, quero amamentá-lo pelo máximo de tempo possível que eu puder.

– Ele aceitou os dois porque nosso menino é especial, mas duvido que ele troque o certo pelo duvidoso. – Ele piscou e eu ri.

– Sim, mas não vamos arriscar, quando voltarmos para São Francisco darei apenas meu leite para ele, já que vou tirar meio que o restante da minha licença.

– Ah sim. – Notei pelo seu tom que o assumpto da minha “volta” era ainda um campo minado, já estava preparada para retrucar qualquer coisa relacionada a esse tema, mas não... – Garrett havia comentado comigo esse fato, acho muito bom, afinal Liam ainda é muito novinho para ficar sozinho com outra pessoa, apesar de Sophia ter cuidado muito bem dele nos dois meses que se seguiram tenho certeza que não é nada melhor do que os pais cuidarem.

– Sim.

O comandante anunciou a hora, 7h17min, hora local e três a menos de New York, e disse que pousaríamos dentro do planejado, mas novamente não informando o local. Bem mas ao ver o nome do aeroporto seria possível eu saber onde nos encontrávamos. Alguns minutos depois descemos, eu carregava Liam, um frio familiar tomou conta de mim e por um momento imaginei onde estávamos, mas não era possível, Edward não faria isso comigo.

Ele falou com um senhor que nos cumprimentou e nos pediu para segui-lo, Edward passou o braço pelo meu ombro e me apertou, podia sentir certa tensão exalando de seu corpo, mas nada disse. Entramos por uma porta automática e ele nos encaminhou para uma sala reservada onde tinhas mais cinco pessoas.

– Logo as bagagens dos senhores serão lhe entregue. Com licença.

Andei em volta do local e vi um folheto que me dava mais do que certeza de onde estávamos. Foquei em Edward e ele me olhava cauteloso, pelo jeito esperando que eu esperneasse e começasse uma discussão, essa na verdade era minha vontade e algumas coisas a mais, mas não com testemunhas, respirei fundo e tentei organizar meus pensamentos.

– Você poderia ter me dito pelo menos para onde estávamos indo.

– Eu sei, mas queria que fosse uma surpresa.

– Pode ter certeza que é mais do que uma surpresa, só me diga o motivo que o levou a imaginar que eu gostaria de estar em Portland novamente. – Falei entre dentes.

– Bella... – Edward começou mais o cortei.

– Eu não me sinto pronta, já lhe disse, não é como se basicamente um ano depois eu voltasse e falasse “oi, como vão vocês?” e tudo ficasse por isso mesmo, não quero ter que explicar o que aconteceu e ver o julgamento em suas faces, ou ouvir perguntas às quais eu não quero responder e não me sinto pronta.

– Ok, se não se sente pronta agora quando seria? Daqui uns meses ou anos? Há quanto tempo você não fala com eles? Bella posso sim ter sido um pouco precipitado por tê-la trazido aqui, mas sei se não tivesse um empurrão nunca voltaria por conta própria. James, Victoria, Laurent, Tanya, seus tios, todos eles são sua família e tenho certeza que sentem falta de você. Eles te amam e tenho certeza que a última coisa que farão é lhe julgar, agora se você realmente quer voltar, tudo bem, podemos ir para ao hotel que reservei descansamos e hoje a noite mesmo iremos embora, apesar de tudo não quero te forçar a nada.

– Eu tenho muita saudade deles. – Disse por fim e funguei.

– Eu sei.

– Não sei se consigo.

– Claro que vai. — Ele se aproximou e encostou sua testa na minha. — Estarei do seu lado. – Assenti.

– Eu ainda, não sei... Preciso me preparar.

– Não vamos agora, ainda está cedo, não podemos esquecer a diferença de horário, vamos para o hotel, reservei um quarto para nós, descansamos um pouco e mais tarde vamos para a lanchonete que você trabalhava.

– Ela ainda está aberta?

– Você não sabe?

– Desde que estava com de oito meses de gravidez não liguei mais para ninguém. – Falei envergonhada.

– Tenho certeza que eles estão preocupados e morrendo de saudade. Então vamos?

Assenti, pegamos nossas bagagens e saímos, pegamos um táxi e não demorou muito para chegarmos ao Heathman, pelo que recordava era conhecido como o melhor hotel da cidade, cinco estrelas, provavelmente um pouco caro, mas tentei não me atentar ao fato, entremos pelo luxuoso saguão e nos dirigimos à recepção, Edward passou seu nome e fez o check in, o senhor entregou o cartão da porta e nos dirigimos ao elevador, descemos no terceiro andar e ficamos no quarto 31, ele era um pouco menor do que o que eu estava em New York, me surpreendi pelo fato, pois cheguei a esperar que Edward pedisse no mínimo um luxuoso quarto, mas como tinha pensado anteriormente, Edward não esbanjava sua fortuna a torto e a direito, por mais que pudesse.

O quarto tinha dois ambientes e uma porta, onde creio ser o banheiro, em um lado estava à cama com abajures e cômodas, do outro um sofá com TV e uma pequena mesa no canto.

Liam resmunga em meus braços.

– Ei meu lindo o que foi. – Ele começa a fazer bico e a chorar. — Acho que alguém já esta com fome.

– É já faz um tempo que ele tomou a mamadeira.

– O segure um minuto, por favor. – Edward pegou liam e me dirigi ao banheiro, lavei minhas mãos, voltei e o peguei meu resmungão que agora já chorava em plenos pulmões. – Calmo menino da mamãe, já estou aqui. – Já tinha tirado meu casaco e agradeci por estar com uma blusa social, pois só abri meus botões e soltei o sutiã, sentei-me no sofá e Liam desesperado como só ele, abocanhou meu seio rapidamente. – Ai Liam, devagar meu anjo. – Passei a mão pelos seus cabelos.

– Mamãe não vai para lugar nenhum filho, então não precisa machucar ela.

Bateram na porta e Edward foi atender, um tempo depois ele voltou trazendo um carrinho com comida.

– As malas já estão no quarto, pedi algo leve para comermos antes de nos deitar. – Edward falou e assenti nada disse, a última coisa que queria era dormir, mas ele tinha ficado acordado a viagem inteira, se não a noite inteira, que era o mais óbvio, ele deixou a comida na pequena mesa e voltou a sentar no meu lado, ele passou a mão cabeça de Liam, que soltou meu seio, resmungou, fez uma cara feia e voltou a mamar, nós rimos da sua atitude. – Ok, já entendi, não mexer com quem está quieto.

– Você também vem mexer com ele enquanto está no melhor momento do dia. – Brinquei e continuamos a contemplar nosso filho se alimentar, um tempo depois ele parou e o pus a arrotar, ele bocejou, mas antes de colocá-lo para dormir resolvi dar-lhe um banho, mas Edward disse que ele mesmo daria já que também queria um banho, ele entrou no banheiro e passei a separar uma roupa para Liam, algumas eu não reconhecia, e imaginei que era obra de Edward, separei um macacão quente.

– Bella! – Edward meio que gritou e corri para o banheiro abrindo a porta com tudo.

– O que foi? – Perguntei ofegante.

– Calma meu anjo, é que eu chamei uma vez baixo e você não ouviu. – Ele falou e notei a situação a qual se encontrava, ele estava dentro da banheira com Liam em seus braços molhado, por favor, que ele não esteja completamente nu, ou sim...

– O que eu estou pensando? – Acabei falando em voz alta.

– Bella?

– Sim?

– Aconteceu alguma coisa?

– Não, tudo bem, porque me chamou?

– É que deixei a toalha um pouco longe. – Ele indicou a toalha sobre o gancho. – Você poderia pegar ela e ficar com ele?

–Ah... Eu, ok.

Peguei a toalha felpuda cinza e coloquei contra o meu corpo, respirei fundo e me aproximei, fiquei de joelho para melhor apoio.

– Pronto filho, alimentado e limpinho, agora só dormir. – Ele me passou Liam que resmungou e ficou se contorcendo em meus braços.

– Calma meu anjo, mamãe já vai te colocar uma roupa quentinha e você vai poder dormir mais um pouco. – O enrolei em meus braços fazendo um casulo, ouvi o barulho da água e me virei por reflexo e virando para frente rapidamente, Edward tinha levantado da banheira, e não tive tempo de ver se ele estava nu ou não, apesar da minha imensa curiosidade permaneci de costas.

– Eu... Vemo-nos lá no quarto.

– Ok. – Podia ser impressão, mas senti um toque de diversão em seu tom.

Saí do banheiro com meu anjo e o coloquei sobre a cama, o sequei entre caras e bocas, enquanto ele ria e bocejava, coloquei sua roupa quentinha e ele começou a piscar.

– Ahhh meu lindo esta com soninho né? Acordou cedo o meu amor, quis aproveitar toda viagem com o papai seu danado, olha estou de olho em você para não me trocar hein. – Brinquei e beijei seu rosto cheiroso.

– Tenho certeza que eu sou trocado fácil por você se depender dele.

Virei-me para Edward que saia do banheiro com a toalha enrolada na cintura e presa a lateral, mesmo que não quisesse não tinha como não prestar atenção em seu corpo definido, na medida certa, nada de muito músculo, mas também nenhuma gordura a mais, e agora notei que há muito tempo eu não o via assim, clareei a garganta e forcei minha voz a sair normal.

– Eu vou tomar um banho agora.

– Esqueci-me de pegar minha roupa. – Falamos ao mesmo tempo, mas eu continuei.

–... Já que Liam me molhou um pouco. – Indiquei para minha camisa um pouco úmida, e notei seu olhar se demorar em uma região especifica alguns dos botões na parte de cima ainda estavam abertos e dava uma boa amostra de meus seios, e por incrível que pareça não me senti acanhada ou coisa do tipo, mas sim uma mulher com pelo menos um pouco de sensualidade. — Edward? – Chamei e não tinha como não sorrir diante da minha descoberta. – Tudo bem? – Perguntei quando ele finalmente me olhou.

– Sim?

– Tudo bem se eu for tomar um banho agora?

– Hu hum.

Ri por dentro, e peguei minha roupa antes de entrar no banheiro, mas antes de fechar a porta eu vi uma visão que não sairia da minha mente tão cedo, Edward tinha tirado a toalha e tive uma visão linda de sua bunda, com as nádegas firmes, fechei a porta e suspirei sentindo meu rosto quente. Acabei abrindo a ducha quente, resistindo à tentação de tomar um banho de banheira, como não lavei o cabelo terminei rapidamente meu banho, apesar do frio o hotel o mantinha totalmente na temperatura ideal, então não senti frio ao me trocar por um pijama de calça e uma regata, sai do banheiro encontrando Edward deitado e com um Liam dormindo livremente no meio da cama.

– Alguém capotou.

– Ele dormiu antes mesmo que eu pudesse terminar de me trocar. – Edward completou.

Fui para o outro lado da cama e me deitei Edward puxou o edredom para cima de nós, ele já tinha fechado à janela da sacada e puxado a pesada cortina fazendo com que o quarto ficasse já em um breu, apenas a luz da cabeceira ao seu lado estava ligada.

– Tudo bem ele ficar conosco na cama?

– Claro.

– Acho que estou um pouco cansado. – Ele bocejou assim que falou. – Só uma hora de sono e estarei recuperado. – Ri. – O que foi?

– Nada, durma o quanto precisar, eu talvez apenas cochile, não estou com tanto sono.

– Talvez eu faça isso.

Ficamos em um silêncio agradável e já podia ouvir sua respiração calma e sorri, mirei meu filho deitado de lado virado para mim ressonando tranquilamente, coloquei minha tão em cima dele e quase no mesmo instante senti a mão de Edward sobre a minha, entrelaçamos nossas mãos, ele apertou a minha e retribui.

Minutos, talvez horas se passaram e eu devo ter cochilado uma vez ou outra, sempre abria os olhos quando Liam se mexia, minha mão continuava com a de Edward e eu me sentia plena e completa, eu estava no lugar certo dessa vez e apesar da apreensão de início, eu estava confiante agora, finalmente reencontraria minha família.

Continua...

Notas finais
N/B: Hey girls, sentiram nossa falta? Eu sei que sentiram, (pelo menos espero que sim né hahaha). Então chegamos com mais um cap que vem seguindo a linha de fofuras diabéticas, mas finalmente temos essa linha tomando um rumo diferente, agora sabemos para onde e com qual intuito o Edward planejou essa viagem, ele está levando a Bella e voltando também para onde tudo começou e tem mais um adendo nessa viagem que vocês ainda vão descobrir, será que já tem pistas? Eu sei õ/ hahaha. Meninas esperam que tenham gostado desse cap, comentem, vou tentar prensar a Mah para ver se ela volta com a segunda parte ainda esse mês, mas tudo de depende do retorno de vocês hein, só adianto que essa segunda parte está... Prefiro não comentar, vou deixa-las na expectativa mais um tempinho ;). E não poderia deixar de comentar nesse dia especial de inicio de capítulo especial, por um super lindo motivo hoje temos algo a comemorar, o aniversário da nossa menina linda talentosa, uma das pessoas mais incríveis que já tive o prazer de me apaixonar, Kristen, minha xará de primeira letra (amo isso), então por ela e por nós, não deixem de comentar hein. Beijos. Até o próximo. Kah Nanda SN. N/B: Oie meu povo, tudo bem? Ain que saudades daqui, bem infelizmente como notaram não consegui trazer um bônus *chora*, trabalhar e estudar quem disse que seria fácil? Kkk Mas bem cá eu estou em uma data linda e especial para mim *-*, niver as nossa Diva, celebre, inspiradora, linda Kristen, ou Kiki para as pessoas mais próximas que eu sabem? Kkkk. Bueno, ao capitulo, ele foi lindo neh? Eu estava louca para postá-lo, porque esse reencontro da Bella com a família dele e com ela mesma é muito importante para o desenvolver da fic, vamos dizer que aos poucos estamos chegando ao pico de um momento que tem que acontecer para por fim eles se resolverem por completo, mas não vou dizer que momento ou situação será essa, mas não tardará a acontecer. E bem como nossa linda Beta disse, essa viagem tem mais significado do que apenas esse reencontro e surpresa, alguém aposta em algo? Espero vcs nos comentários. ps: muito obrigada a todas que comentaram nos últimos capítulos, infelizmente ainda não tive a chance de responder eles, mas assim que consegui um tempinho responderei a todos, podem ter certeza. Agora um hiper Kisses á vocês. Marluce Culllen
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.