Tudo Mentira?

25 23º - Capítulo


Notas iniciais
Oie pessoinhas, antes tarde do que nunca, esse é o último cap do Ano, nos falamos mais lá embaixo... Apreciem a Leitura! Postada: 29/12/2014 Ps: Para quem acompanhava minha outra Fic Inesperado, digo que já postei o tão esperado Epílogo, e para quem não conhece segue o link abaixo, as vejo por lá tbm ^^ http://fanfiction.com.br/historia/120172/Inesperado/

Por Bella

Cheguei ao hotel em tempo recorde, entrei no meu quarto e agradeci por encontrar Sophia e Liam adormecidos ainda, peguei uma muda de roupa e fui para o banheiro, a água me ajudaria a clarear meus pensamentos.

Mas foi em vão...

A água era um calmante que nos deixa em nossos próprios pensamentos, durante os longos minutos fiquei analisando os últimos fatos que envolviam Paola, e não consegui chegar a nenhuma conclusão meramente positiva.

Desliguei o chuveiro e me enrolei no roupão, minutos intermináveis se passaram e eu não pensava em nada, não tinha muito que pensar, eu via um grande espaço oco em minha mente, e em meu peito também. Se tudo isso fosse verdade? Como eu aguentaria mais uma decepção desse tamanho? Como meu coração...

Senti algo na minha mão, e então notei que estava chorando.

– Marie? – Sophia chamou e bateu na porta.

– Sim? – Perguntei secando as lágrimas traiçoeiras.

– Você está bem?

– Sim, saio em um minuto.

– Ok.

Independente se era verdade ou não, eu tinha que ser forte por Liam e por mim mesma.

***

Coloquei um short jeans e bata azul, hoje o dia estava calorento, olhei no espelho uma última vez e agradeci por não estar com os olhos vermelhos, abri a porta e sai com um sorriso.

– Desculpa a demora fiquei perdida em pensamentos e nem vi o tempo passando.

– Ah tudo bem, é que ouvi um barulho parecido... Acordou cedo hoje.

– Sim, esse calor de hoje me fez acordar disposta, acabei saindo para dar uma caminhada, desde que Liam nasceu nunca mais caminhei praticamente.

– Ah... É hoje o dia está lindo. – Ela falou e mordeu o dedão, um costume que ela tentava perder quando estava ansiosa ou nervosa.

– E...?

– E o que? – Ela me olhou de olhos arregalados e ri.

– O que você que falar? – Apontei para o dedo dela e a mesma olhou surpresa colocando as mãos para trás.

– Bem... Alec me ligou e ele me chamou para sair... de novo.

– Ah que ótimo Sophia, para onde vão? – Perguntei realmente animada.

– Não sei...

– Como?

– Ah eu disse que tinha que falar com você primeiro... Não podia simplesmente aceitar sair assim ainda mais que estou tra...

– Parou, hoje que eu saiba é domingo correto? – Ela assentiu. – E que eu me lembre em São Francisco você não trabalhava para mim nos finais de semana...

– Mas aqui...

– Sem mais, pode ligar para ele e sair, não tente me usar como desculpa não mocinha, mas é claro que se é que você quer sair com ele...

– Mas é claro que quero! – Ela me cortou e disse com tanta certeza que acabei rindo e ela corou. – Bem é que ele é legal e tudo mais como já disse.

– Então menina, você gosta dele e ele de você, simples como água.

– E talvez ele vá para mesma universidade que eu ano que vem.

– Perfeito! Vejo que alguém logo, logo vai namorar. – Brinquei e ela corou mais ainda escondendo o rosto nas mãos.

– Não sei e se...

– Nada de “e se” vamos pensar no agora e em um futuro muito feliz.

– Ah Marie obrigada. – Ela veio e me abraçou e retribui. – Você é a irmã mais velha que sempre quis ter. – Pisquei repetidamente tentando evitar as lágrimas que queria sair, limpei a garganta antes de dizer.

– E você é a irmã que eu sempre quis ter. – Beijei seu rosto. – Então maninha borá colocar uma roupa e ficar bem gata para o seu gato. – Falei com uma voz diferente que no final fez com que Sophia e eu ríssemos.

Ajudei a escolher uma roupa, Alec tinha informado que iriam a um lugar ao ar livre então escolhemos um look básico, um short jeans com uma camiseta estampada um tênis confortável com uma bolsa tira colo, ela prendeu o cabelo em um rabo de cavalo e em menos de vinte minutos saiu, desejei boa sorte. Peguei meu anjo que já tinha acordado, mas que ficou apenas nos olhando enquanto babava em toda sua mão.

– Hoje vai ser só eu e você rapazinho. – Peguei suas mãos limpando-as e depois a mordendo o que causou uma estrondosa gargalhada em meu filho. – Mas que homem gostoso esse. – Beijei sua bochecha e ele riu mais. Com um sorriso besta no rosto troquei sua frauda e a roupa e fui para a sala sentei ligando a televisão e colocando em um canal de desenho. Abracei meu filho e ficamos ali os dois assistindo o Ursinho Pooh.

Já estava acabando o desenho quando bateram na porta. Levantei carregando um Liam que se contorceu em meus braços.

– Tão novo e já acha que é dono do seu próprio nariz. – Falei e abri a porta. – Edward! – Exclamei, não esperava vê-lo tão cedo depois de...

– Bella. – Só em ouvir a voz do pai Liam se virou. – E ai filhão. – Ele falou e meu pequeno se remexeu os bracinhos no qual Edward o pegou prontamente. – Vejo que alguém está animado hoje. – Ele fez uma careta que fez com que Liam risse. – Como está meu amor? – Perguntou cariosamente a Liam e beijou sua testa. – Tudo bem? – Dessa vez ele se dirigiu a mim e assenti e dei espaço para ele entrar.

– Que bom. – Antes de entrar ele segurou Liam com uma das mãos e deu um beijo em minha testa, fazendo um carinho em minha cabeça, esse pequeno geste por um momento pareceu errado, ainda mais quando me lembrei das... – Sophia?

– Deu uma saidinha com Alec.

– Ah sim. Bem então devo esperar uma demissão?

– Como?

– Pelo o que fiquei sabendo Alec planeja fazer estudar na Universidade Estadual de São Francisco, e acredito que essa seja a mesma que você comentou uma vez comigo que Sophia queria fazer.

– Ah sim, Sophia espera que isso aconteça também.

– E você? Não quer que aconteça? – Perguntou enquanto entrava e se ajeitava no sofá

– Mas é claro! Sophia é uma ótima pessoa e merece ter alguém como Alec e tenho certeza que quando chegar à hora, se eles realmente se gostarem, darão um jeito de ficarem juntos.

– Como nós... — Edward calou e fiquei quieta mordendo meu lábio inferior, um silêncio constrangedor caiu sobre nós. – Então... – Edward começou. – Estava pensando em levá-los a um lugar hoje, o que acha?

– Que lugar?

– Bem é uma surpresa. – O olhei curiosa. – E não vou falar e nem dar nenhuma pista.

Por um momento pensei em recusar, mas o dia estava tão bom para ficar dentro do quarto de hotel, e assim talvez tivesse a coragem de perguntar sobre o que Paola significava em sua vida.

– Ok eu aceito, mas o que devo vestir?

– Hn, algo confortável e leve para um dia típico de verão – Ele deu um sorriso misterioso.

– Mas só isso não ajuda. Nenhuma dica? – Fiz um bico infantil e Edward riu.

– Ok, ok, Algo para o ar livre e não falo mais nada. – Ele fez um zíper com a mão sobre a boca e ri, assenti e voltei para o quarto enquanto Edward ficava brincando com Liam. Abri minha mala e procurei por algumas das roupas que ainda não tinha usado, pensei em colocar outro short e alguma blusinha, mas descartei ideia, não precisava parecer mais jovem do que já sou do lado de Edward, ok poderia parecer paranóia minha, mas queria ser uma mulher a altura dele, não sabia para onde ele me levaria, mas tinha certeza que não seria o central park, pois ele não faria tanto mistério... Acho.

Por fim peguei um vestido, ele parecia na verdade duas peças distintas com a parte de cima como uma camisa jeans e a saia florida, como já tinha tomado um banho so troquei de roupa, peguei outro short mais grudado e coloquei por debaixo, coloquei uma sapatilha, um brinco e pulseira de acessório e peguei a bolsa de Liam, preparei sua bolsa e coloquei minha carteira dentro também.

– Prontinho. – Anunciei assim que sai e Edward me analisou de cima abaixo.

– Esta linda. – Ele falou e suas palavras foram tão intensas que corei.

– Obrigada. – Agradeci encabulado, antes de sair coloquei mais comida e troquei a água de Maggie e logo estávamos saindo do quarto rumo ao elevador, troquei Liam antes, fui empurrando o carrinho enquanto Edward carregava Liam, conversamos um pouco de Sophia e o futuro eminente dela com Alec. Chegando ao carro ele ajeitou liam na cadeirinha deixando um brinquedo com o mesmo para se distrair e colocou o carrinho no porta malas, minha vontade era de ir atrás com Liam, mas acabei abrindo mão e fui na frente com Edward ele ligou o rádio e deixou em uma estação qualquer tocando baixinho.

Passamos dez minutos em silêncio enquanto Edward continuava por uma longa avenida.

– Então... – Comecei. – Como foi o jantar de ontem? – O vi apertar o volante com mais força.

– Normal. – Disse com a voz contida.

– Só isso? – Insisti.

– Esperava que tivesse algo mais?

– Não sei. – Dei de ombros, me ajeitei no banco e virei o rosto olhando as ruas sem realmente vê-las.

– Bella, o que... – Ele parou quando sua mão pousou em minha cocha. – Esta usando um short? – Perguntou e segui para sua mão que repousava em mim, e senti uma queimação tomar conta naquele ponto.

– Ah... É sim.

– Por quê? – Ele desviou os olhos da rua por um momento para me focalizar e depois voltar sua atenção no trânsito.

– Como mãe tenho que tomar certos cuidados, sempre estou em movimentos, caso caia algo de Liam no chão ou tenha que me abaixar para o ajeitá-lo no carrinho, tudo isso causa movimentos que possam vir mostrar algo que não se deve. — fiz um gesto com a mão e ele riu. – E como está calor queria usar algo mais fresco... – mento a última parte, afinal ele não precisava saber que só queria parecer uma mulher a sua altura nesse momento.

– Hm entendi bem precavida... – Ele piscou e acabei corando mais uma vez.

Ele continuou com a mão em minha cocha e só tirando quando precisava trocar de marcha, venci meu subconsciente e coloquei a minha sobre a dele, Edward focou em mim com um olhar surpreso e sorriu. O caminho continuou em silêncio até começara tocar uma música... Aquela música apertei sua mão inconscientemente e sabia que ele estava pensando o mesmo que eu, a primeira vez que ouvimos essa musica juntos, também estávamos em um carro... Ao mesmo tempo em que parecia ser algo recente, também era tão distante, há quanto tempo não ouvia essa música? Uma das minhas favoritas como sabia que dele também, antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, o som de sua voz preencheu o carro.

What I'd give to run my fingers through your hair
(O que não daria para passar meus dedos por seus cabelos)

To touch your lips to hold you near
(Tocar em seus lábios, abraçá-la apertado)

When you say your prayers try to understand
(Quando você disser suas preces, tente entender)

I've made mistakes I'm Just a man
(Que eu cometi erros, sou apenas um homem.)


When he holds you close
(Quando ele abraçar você)

When he pulls you near
(Quando ele puxar você para perto)

When he says the words
(Quando ele disser as palavras)

You've been needing to hear
(Que você precisa ouvir)

I'll wish I was him cause these words are mine
(Eu queria ser ele porque aquelas palavras são minhas)

To say to you till the end of time
(Para dizer a você até o fim dos tempos)


And I will love you baby always
(Sim, e eu te amarei, querida, sempre)

And I'll be there forever and a day always

(E estarei ao seu lado por toda a eternidade sempre)

If you told me to cry for you I could
(Se você me dissesse para chorar por você, eu choraria)

If you told me to die for you I would

(Se você me dissesse para morrer por você, eu morreria)

Take a look at my face
(Olhe para o meu rosto

There's no price I won't pay
(Não há preço que eu não pagaria)

To say these words to you
(Para dizer essas palavras para você)

Ele terminou a música em seu timbre perfeito, e eu podia sentir as letras atingindo meu ser, um aperto no peito e uma vontade de chorar, mordi meu lábio inferior e respirei fundo.

– Você tem uma bela voz. – Repeti quase a mesma frase de mais de um ano atrás.

– Hm... Obrigado. – Pude notar o tom de divertimento em sua voz.

– Já pensou em seguir a carreira de cantor? – Continuei.

– Não... A não ser que fosse um cantor particular. – E com isso ele puxou minha mão e a beijou. – Sempre que escuto essa música lembro-me de você.

– Acho que só a ouvi uma vez mais depois daquela vez...

– Por quê? – Não respondi. – Ah... – Pude ouvir até o estalo em sua mente quando ele entendeu o que eu quis dizer. – Foi no dia do nosso primeiro encontro...

– Sim.

– Lembro que alguém ficou com ciúmes...

– Mas não fui à única. – rebati.

– Exato. Aquele dia com certeza foi um dos melhores dias da minha vida. – ele soltou e nada respondi apenas me perdi em pensamentos daquele dia.

(...) Edward pegou a almofada da minha mão e colocou atrás dele, antes que eu dissesse qualquer coisa ele me puxou para cima de seu peito, com certeza era muito melhor que a almofada. – Está tudo perfeito. – Falei.

– Sim. – Ele beijou minha testa e me abraçou firmemente, o frio que eu podia sentir sumiu junto com os braços de Edward. Apreciamos por minutos intermináveis o silêncio e a leve brisa em nossos rostos. – Já estamos juntos há uma semana.

– Sim, uma semana maravilhosa.

– Mas eu ainda não sei muito sobre você. O que acha de fazermos um jogo de perguntas e respostas?

– Completamente de acordo. Eu começo. – Falei com muito entusiasmo.

– À vontade.

– Hum, vamos pelo mais simples. Sua cor favorita?

– Marrom.

– Marrom? – perguntei

– Sim.

– Nunca conheci alguém que gostasse de marrom.

–Um dia você saberá por quê. (...)

– Porque marrom? – Perguntei num rompente.

– O que?

– Naquela noite, enquanto estávamos deitados na caçamba ao luar, fizemos um jogo de pergunta e resposta, e perguntei sua cor favorita, e você disse que era o marrom, quando perguntei o porquê você disse que um dia eu saberia... – Falei relembrando com detalhe cada momento.

– Ah sim, me lembro, fazia uma semana que estávamos juntos... – Disse em um tom melancólico. – Acho que está mais do que na hora de você saber. Bem o marrom era por causa dos seus olhos.

– Oh...

– Na verdade marrom é uma palavra muito brusca para se referir as suas nuances, na verdade é mais como um mar de chocolate derretido. – Pisquei surpresa pelas suas palavras. – Mas eu me lembro que alguém também disse sua cor favorita.

– Verde. – Respondi automaticamente. – Mas você não me perguntou o porquê.

– Na época cheguei à conclusão que era o mesmo que o meu, meus olhos. Acertei?

– Sim, mais os seus são diferentes dos comuns, não saberia explicar com palavras.

– Posso considerar isso como um elogio. – Ele respirou fundo e apertou minha mão. – Sabe que eu daria tudo para que fosse diferente.

– Eu sei. Talvez mudasse algumas coisas, mas o resultado final foi maravilhoso afinal de contas... – Falei e indiquei a cabeça para trás.

– Sim, apesar dos pesares Liam foi o melhor de tudo isso.

Assentimos em cinco minutos ele entrou em uma aérea de estacionamento.

– Onde estamos?

– Logo saberá. – Ele achou uma vaga e estacionou. – Vamos? – Assenti e sai do carro, abri a porta traseira e tirei Liam que tinha passado o percurso todo em silêncio, a não ser pelos seus resmungos na linguagem dos bebês. Fui para o porta malas no qual Edward retirava o carrinho.

– Edward... – Comecei.

– Sim? – Perguntou enquanto ajeitava o carrinho.

– Queria te perguntar uma coisa. – Falei e coloquei Liam no carrinho o prendendo.

– Diga

– Sobre a Paola...

– Não! – Ele me cortou bruscamente. – Eu não quero falar sobre ela.

– Mas...

– Por favor, Bella, não vamos estragar esse dia maravilhoso com um assunto tão desagradável. — Pensei em abrir a boca e retrucar, mas por fim apenas assenti.

Ainda teria o momento certo para falarmos sobre esse assunto.

Depois de ajeitar Liam no carrinho passamos a caminhar em direção a porta de entrada.

– Então me pode dizer onde estamos finalmente?

– Não consegue imaginar?

Neguei, já tinha olhado durante o percurso e não fazia à mínima ideia de onde estávamos.

– Então já vai saber.

Ele nos encaminhou para um lugar no qual várias famílias passavam então se tratava de um lugar público, assim que passamos pelo imenso portão de ferro focalizei no nome.

– Bem Vinda ao Jardim botânico de New York. – Olhei a nossa frente para além da fila de entrada o imenso verde tomar conta do recinto junto com os mais variados tipos de flores. — Então?

– Eu estou... Maravilhada, nunca imaginei que me traria em algum lugar assim.

– E isso é só o começo.

– Como?

– Digamos que exatamente do outro lado temos um zoológico, então vamos apenas dar um tempinho aqui até irmos para lá.

– Um zoológico? Jura? – Ele assentiu. – Nossa... Eu nunca fui a um zoológico. – Falei com um sorriso bobo nos lábios.

– Fico feliz em ser o primeiro a levá-la.

– Obrigada. – Falei e o abracei por impulso. – Isso significa muito para mim. – Pisquei afastando as lágrimas teimosas.

– Quero que você apenas desfrute de tudo que merece Bella. Vamos?

Assenti animada e fomos a caminho de uma das estufas principais, no caminho vimos várias flores das mais diferentes cores tomando do lugar, mesmo faltando pouco menos de um mês para o final do verão elas não perdiam seu brilho natural. Entramos na estufa onde uma senhora apresentava algumas espécies raras e o acasalamento entre uma espécie e outra que dava um resultado maravilhoso, eu estava encantada, maravilhada e completamente apaixonada, talvez por ter nascido, crescido e vivido em um lugar rodeado por floresta e algumas flores sentia um tipo de familiaridade com esse lugar.

Eu apontava e comentava sobre uma coisa ou outra com Edward, que apenas ria de alguns absurdos que falava, como “O que viraria do acasalamento do girassol com uma tulipa?”, impossível? Eu sei, mas me pegava imaginando essas coisas.

Entramos então em outra estufa, dessa vez com plantas exóticas e raras, algumas muito estranhas, a instrutora explicava que algumas das flores que achávamos que eram pretas na verdade não o eram, que essa não era natural, mas que algumas dessas cores é tão fortes e escuras que podem ser confundidas com o preto, e era verdade, me aproximei de uma das flores e pude notar o marrom escuro que bordava suas pétalas.

Continuamos nosso passeio por mais uma meia hora, até Liam começar a protestar de fome, sentamos em um banco de pedra um pouco afastado, peguei sua frauda de pano e abri, com uma manobra que toda mãe sabe abaixei a alça de meu sutiã e forneci o alimento ao meu filho, e colocando a frauda por cima para nossa privacidade. Edward passou seu braço em volta de meus ombros e me puxou para mais perto de si, me aconcheguei em seus braços, com a mão livre ele segura a mãozinha de Liam.

E assim foram se arrastando os minutos, Liam soltou meu seio satisfeito, me ajeitei e coloquei para arrotar, e em poucos minutos ele começou a bocejar.

– Deixe comigo. – Edward me interrompeu quando fui colá-lo no carrinho. Então Edward o aconchegou em seus próprios braços. – Acho que podemos continuar nosso passeio.

– Sim.

Então fomos ao caminho da saída e já saindo de cara no zoológico, e eu mais parecia uma criança querendo abrir seus presentes em dia de natal, eu olhava mais do que maravilhada para tudo.

Começamos pelos mamíferos, passando por tigres, leões, ursos e até elefantes, em uma parte alta podíamos ver as girafas, eu ri quando um dos filhotes tropeçou em uma de suas próprias patas e caiu, mas sua mãe logo foi ao seu auxilio, eu apontava para os animais e lia sobre suas curiosidades, Edward apenas sorria para mim e me explicava algo quando sabia a resposta.

Sentia-me tão leve e serena, podia dizer que pela primeira vez me sentia com a idade que eu realmente tinha, ou até mais jovem, desde cedo tive que me acostumar a tomar conta de mim mesma, e agora podia me ver livre disso, ser apenas uma Bella de vinte anos e cheia de vida, sem preocupações, era totalmente novo e maravilhoso.

– Oh meu Deus! Você viu Edward que lindo? – Comentei animada quando o leão marinho se jogou no chão fingindo de morto como a instrutora mandou. – Que vontade de ter um.

– Acho mais fácil comprar o zoológico, acho que você disse isso te todos os animais.

– Menos dos insetos. – Me arrepiei só de lembrar.

Continuei apreciando o pequeno show e comecei a gargalhar quando a instrutora começou a fazer ginástica e o pequeno, não tão assim, Leão marinho começou a imitar. Por fim a moça pediu palmas a seu parceiro e eu mais que animada bati, e vi o lindo animal bater palmas e depois mandar beijo, ri dessa sua atitude.

– Seu sorriso é lindo e o som do seu riso é musica para meus ouvidos. – Edward soltou e o encarei sentido meu rosto ficar mais quente, e sabia que não era do sol.

– Não lembro quando foi à última vez que ri assim. – Falei por fim quanto nos afastamos, empurrei o carrinho, onde Liam estava agora desperto com seu mordedor nos encarando.

– Espero que isso vire cotidiano.

– Eu também. – Sorri, agora parecia algo tão fácil e comum de se fazer. – Obrigada por me proporcionar esse dia tão lindo e maravilhoso Edward.

– Eu que tenho que agradecer pelo imenso prazer de me deixar fazer parte de sua vida novamente.

Por insisto me aproximei e dei um selinho demorado em seus lábios, quando tentei me separar Edward me segurou pela nuca e aprofundou nosso beijo, que retribui de bom agrado.

– Se continuarem assim serão presos por tentado ao pudor. – Nos separamos e encaramos a voz conhecida.

– Garrett!

– Hey Marie, desculpe interromper, mas alguém tinha que informar que certas coisas não se fazem em frente de crianças. – Falou apontando para Liam.

– Besta. – Brinquei e Edward me segurou pela cintura, encarei a bela loira a seu lado. – Você deve ser a famosa Kate. – Falei e a mesma sorriu envergonhada.

– Enquanto ao famosa eu não sei, mas sou a Kate Ston sim.

– É um prazer conhecê-la finalmente. – Me soltei de Edward a cumprimentei com um beijo no rosto.

– Digo o mesmo. — Ela sorriu. – E você Edward? Como está faz tempo que não nos vemos.

– Verdade, acho que a última vez foi no casamento de Alice não?

– Sim. Também estava no aniversário do Hector, mas acabamos por não nos encontrar. — Ela deu um olhar significativo para Garrett e sorri pelo os dois.

– Entendi, mas creio que reencontrou alguém mais importante. – Edward brincou e ela riu se agarrando a Garrett que a abraçou.

– Sim, mas também foi bom rever velhos amigos, acabamos nos separando tão de repente.

– Verdade.

– E foi bom que Garrett tenha resolvido me trazer ao zoológico hoje e assim podermos nos reencontrar.

– Não acredito que a brilhante ideia de vir ao zoológico partiu de Garrett. – Edward disse em uma falsa indignação e ri.

– Sabe como que é primo, temos que começar pelas beiradas. – piscou e riu. – Ai, Kate!

– Homens. – Ela revirou os olhos e assenti. – Estávamos indo almoçar, o que acha de irem conosco?

– Por mim está ótimo. – Concordei e os homens nada fizeram a não ser nos acompanhar, deixei Kate guiar o caminho enquanto conversávamos sobre o zoológico e os homens vinham atrás de nós.

– Então está feliz pelo reencontro com Garrett? – Perguntei.

– Muito. – Ela olhou para trás e sorriu. – As coisas estão diferentes agora, mas um diferente bom.

– Fico feliz por vocês, principalmente por Garrett, ele merece uma pessoa como você na vida dele.

– Obrigada, não imaginei que quando nos reencontrássemos, bem nunca imaginei que teríamos uma chance de ficar juntos para falar a verdade, a última vez que nos vimos... Foi enfim... – Ela deu de ombro.

– Ele me contou sobre a “história” de vocês.

– Oh, sério?

– Sim, tinha que ver na manhã do dia seguinte, quando viu que você não estava com ele, parecia um louco e teve a capacidade de ser rude comigo.

– Ele não me falou dessa parte. – Ela me olhou de olhos arregalados e ri.

– Agora sabe, mas não fui eu que contei. – Pisquei e ela que riu.

– E você?

– O que?

– Ora com Edward, vejo que são perdidamente apaixonados um pelo outro, e se me permite dizer, quando o conheci mais novo, ele era o sucesso no universo feminino, e apesar de tudo ele nunca deu atenção a nenhuma das meninas, claro tinha seus rolos mais nada sério, e cheguei a ouvir uma conversa dele com Emmett sem querer e ele disse que preferia esperar pela mulher que ele viveria pelo resto da vida do que ficar se enganando pelo meio do caminho, agora vendo ambos entendo completamente o que ele queria dizer. – Ela falou de uma vez e engoli seco tentando digerir todas suas palavras.

– Eu...

– Marie! – Virei em direção ao som e me deparei com Sophia que caminhava em minha direção.

– Soh. – abracei-a. – Então esse era o lugar misterioso.

– Sim. – suas bochechas adquiriram um tom rosado.

– Alec. – cumprimentei.

– Senhorita Swan.

– Oh, por favor, Alec menos formalidade, ainda mais que somos quase cunhados. – Pisquei e tanto ele como Sophia coraram fortemente e acabei rindo. – Estou brincando.

– Não,... Quer dizer sim, é bem... – Ele se enrolava com as palavras.

– Alec... – Edward se fez presente.

– Senhor Cullen! – No mesmo momento Alec tomou uma postura mais formal diante de Edward.

– Menos garoto, estamos em um dia descontraídos deixemos a formalidade apenas na empresa, sim? – Ele assentiu. – Bom.

– Bem Kate, deixe-me apresenta-la, essa é Sophia minha amiga irmã e babá do Liam.

Depois de todas as devidas apresentações convidamos Alec e Sophia para almoçar conosco.

Chegamos ao restaurante e não demorou para sermos acomodados, sentei entre Edward e Sophia, Kate a minha frente com Garrett ao seu lado de frente ao Edward, Alec ao outro lado de frente a Sophia, logo fizemos nossos pedidos.

– Não acredito que esses homens tenham dito a brilhante ideia de nos trazer ao zoológico hoje, por acaso isso foi combinado? – Kate fez a pergunta diretamente a Garrett.

– Por que todos acham que não sou capaz de fazer um passeio tão simples?

– Porque isso não é sua cara. – Edward respondeu.

– E é a sua obviamente. – Retrucou meu amigo.

– Mas é claro, sabe que sempre gostei de estar ao ar livre, contemplar as paisagens e cada detalhe que a natureza é capaz de demonstrar e sempre que possível registrando esses cenários.

– Certo. – Garrett resmungou. – Esqueci do seu amor por fotografia.

– Sabe que se pudesse largaria tudo para seguir minha verdadeira vocação. Sinto falta dos meus Hobbes de quando mais novo, quem sabe um dia eu voltei com eles. – Olhei com um ar questionador, mas Edward apenas sorriu e mudou de assunto.

E o tempo foi se passando e o almoço também, todos comemos nossas comidas elogiando a mesma, as meninas e eu falávamos sobre o zoológico e os homens estavam entretidos em algo dos negócios.

– Nossa estou cheia. – Kate comentou assim que terminou sua sobremesa. – Gula é um dos meus maiores pecados.

– Mas essa gula não te afeta em nada. – Garrett falou levantando as sobrancelhas a provocando, que causou risos a todos e uma Kate corada.

– Eu também sofro desse mal. – Sophia falou. – Às vezes acho que sou um saco sem fundo, qualquer coisa que me oferecem acho que como. – Terminando essas palavras Alec ofereceu um pouco de sua sobremesa a Sophia que aceitou prontamente causando suspiros em nós mulheres e um ar indignado nos homens.

– Vejo que o romantismo não esta totalmente perdido nesse mundo, não é Bella? – Kate questionou e concordei.

– Quer dizer que não somos românticos? – Garrett perguntou com uma falsa indignação.

– Se a carapuça está servindo. – Ela deu de ombro e riu.

– Garrett você devia falar menos e fazer mais.

– Pode ter certeza que farei isso.

– Garrett!

– Opa. – Foquei em Edward e vi que uma parte de mouse de chocolate jazia em sua camisa. – Hey filho se você queria era só pedir. – Ele riu e beijou a testa de Liam.

– Liam. – Lamuriei. – Desculpa Edward, quer que eu...

– Bella, ele é meu filho também, não tem que se desculpar por nada. – Ele sorriu para mim.

– Eu sei desc.. – Ele me deu um olhar severo e me calei. – Deixe-me limpar isso. – Peguei um guardanapo e fiz uma manobra para limpar sua camiseta. – Ops... Acho que piorei. – olhei para meu trabalho mal feito e fiz uma careta.

– Tudo bem é só uma camiseta no final das conta. Obrigado. – Ele pegou minha mão e beijou.

– Acho que vou vomitar. – Ouvi a voz do Garrett e rolei os olhos.

Terminamos nossa sobremesa, deixamos os homens resolveram a conta a ser paga, depois de mais um pouco de conversa cada um seguiu para o seu canto com seu respectivo par. Despedi-me de Kate com uma promessa que marcaríamos um dia de meninas, e com Sophia que a veria mais tarde, e dando uma recomendação a Alec para tomar conta dela se não se veria comigo.

– A trata como se fosse sua irmã.

– Porque ela é. – Sorri. – Sempre quis ter irmãos, ainda mais uma irmã, alguém que eu pudesse cuidar, que eu fosse sua amiga e confidente, aquela que eu encobriria quando fosse necessário, que ela me contaria quando desse seu primeiro beijo, seu primeiro amor... Essas coisas.

– Não foi assim com sua mãe? – Engoli em seco.

– Infelizmente não tive esses momentos. – Falei simplesmente e fiquei quieta dando o assunto por encerrado.

– Sabe... – Ele começou depois de um momento de silêncio. – Você terá esses momentos... Com suas filhas, e claro o Liam será o primeiro, apesar de ser um menino sei que ele sempre vai lhe confiar tudo, porque você é uma mãe maravilhosa que o ama e que o ensinará a ser um bom homem. – Apertei os lábios e pisquei afastando a imensa vontade de chorar.

– Nós o ensinaremos. – Respondi. – Eu... Vou ao banheiro. – Falei e segui em direção do toalete. – Assim que entrei fiz minhas necessidades, lavei o rosto e olhei meu reflexo no espelho, eu podia ver um brilho a mais em meus olhos, o rosto corado, tantas emoções agora faziam parte de minha fisionomia, que nunca imaginei isso há um ano, sabia que ainda tinha um longo caminho pela frente, muitas decisões a serem tomadas e claro muitos tropeços e talvez até alguns tombos, mas a vida era assim e tínhamos que viver um dia de cada vez e pensar sempre positivo e pensar sim em um futuro e lutar para chegar nele. Sequei minhas mãos e sai.

– Tudo bem? – Edward perguntou de cenho franzido. E me abraçou, com Liam entre nós, quando cheguei perto dele.

– Sim.

– Você quer ir embora? – Pensei por um instante.

– Sim.

– Então vamos.

Ele nos guiou até o carro, acomodei Liam na cadeirinha enquanto Edward guardava o carrinho, logo estávamos indo embora.

– Importa-se eu passar no meu loft para me trocar? Ainda é cedo. – Ele olhou para o relógio do carro que marcava 17h07min. – Bem ainda temos muito tempo para passarmos juntos, então vou me trocar rapidinho e então vamos para o hotel. Pode ser?

– Tudo bem.

Passamos o caminho conversando sobre a cidade, no meio delas Edward disse que me levaria para um ponto turístico de New York, e acabei engolindo a resposta que talvez não teríamos tempo, o dia estava perfeito, ou quase, para eu estragar com meus pensamentos altos.

Entramos pela garagem da empresa, Edward estacionou, peguei Liam e sua bolsa, o trocaria também, mesmo que já fossemos para o hotel. Pegamos o elevador e antes de sairmos dele Liam já se encontrava adormecido em meu colo.

– Acho que alguém se cansou hoje. – Edward comentou.

– Eu tenho certeza. – Beijei sua testa.

– Vem. — Ele me caminhou até o pequeno quarto e o coloquei na cama e o deixei descansar um pouco.

– Mas não vai te atrapalhar?

– Claro que não. – Ele rolou os olhos. – Vocês nunca vão me incomodar.

– Ok. – O coloquei sobre a cama e abri a bolsa peguei frauda, lenço e uma muda de roupa, rapidamente o troquei já que meu filho estava completamente apagado, ajeitei travesseiros ao seu redor e voltei para a sala encontrando Edward enchendo umas taças de vinho.

– Servida? – Ele me ofereceu.

– Não posso tomar nada que teor alcoólico

– Ah, mas eu sei, por isso esse é sem álcool. – Ele mostrou a garrafa na qual era possível ler a informação no rótulo. Sorri pelo sei jeito prestativo de pensar em tudo.

– Se for assim eu aceito. – Peguei a taça a qual me era oferecido. — Obrigada.

– Disponha. – Ele tomou um gole. — Vou me trocar e já volto. – Assenti e ele se afastou, tomei um gole e o sabor era divino, nunca tinha tomado algo assim, tomei mais um gole, o sabor suave e doce brincava em minha língua, era um gosto parecido com o suco de uva, mas tinha algo a mais.

Comecei a reparar mais no loft, a primeira vez que estive aqui não pude analisar muita coisa, a não ser o sofá e a cama. Alisei o couro macio e relembrei da nossa conversa, de como ocorreu tudo naquela noite, e como eu joguei tudo para o alto e me entreguei novamente em seus braços, o reencontro de nossos corpos, aquele prazer descomunal e inexplicável, que só ele, e apenas ele sabia como me proporcionar. Então os vários decorrentes acontecimentos, o Liam ruim, Edward descobrindo que era o seu pai, à tarde no parque, à tarde no shopping com as meninas, a festa do Hector, e uma vez mais o prazer nos braços de Edward, suspirei. Naquele dia pensei que ele me tomaria como sua novamente, apesar de saber que meu inconsciente ainda não estava pronto, meu corpo queria e aclamava pelos seus toques, e claro como ótimo amante Edward soube me satisfazer, e eu me sentia incomodada um pouco por não poder fazer nada por ele, não que ele me cobrasse ou algo do tipo, mas eu também queria ser capaz de enlouquecê-lo de levá-lo ao mais alto da plenitude que o prazer era capaz de nos levar. Só que a insegurança sempre tomava conta de mim, eu era ainda muito inexperiente no quesito sexo, podia contar nos dedos quantas vezes tínhamos transado, e quantas eu fui realmente ativa no momento, e por mais que Edward dissesse que não, eu sabia que ele queria algo a mais da minha parte, e eu estou mais do que disposta a lhe oferecer, só precisávamos de um momento propício para isso, e eu não sabia como criá-lo.

Mais um gole.

Olhei para um canto afastado e um tanto abandonado vendo um violão. Depositei minha taça na mesinha do centro e me levantei, me aproximei daquele instrumento e mais lembranças me assaltaram.

– Pronto já... – Me virei assustada.

– Eu só estava... Olhando? – Porque eu estava usando uma entonação de pergunta?

– Ah sim — Ele se aproximou e pegou o violão. — Eu não toco, desde... Bem desde que sai de Forks, quando voltei o deixei aqui, neste mesmo lugar.

– Não o notei da última vez que estive aqui.

– Acho que consegui mantê-la ocupada por alguns momentos. – Ele abriu um sorriso torto e corei.

– Acho que me lembro. – ele riu.

– Venha, acho que podemos cantar algo juntos. – Ele sentou no sofá e me ajeitei ao seu lado. – Algum pedido?

– Hm, não... Surpreenda-me. – Ele ficou em silêncio por um momento ajeitando as cordas, ele bateu os dedos sobre o violão em um ritmo, três vezes, então ele começou a tocar e cantar, e minha garganta se fechou.

Hold on, little girl
(Aguente, garotinha)
Show me what he's done to you
(Me mostre o que ele fez com você)
Stand up, little girl
(Levante, garotinha)
A broken heart can't be that bad
(Um coração partido não pode ser tão ruim)
When it's through, it's through
(Quando isso passar, passou)
Fate will twist the both of you
(O destino mudará vocês dois)
Come on, baby, come on over
(Venha, querida, aproxime-se)
Let me be the one to show you
(Me deixe ser quem vai te mostrar)

I'm the one who wants to be with you
(Sou eu quem quer ficar com você)
Deep inside I hope you feel it tôo
(Lá no fundo, eu espero que você sinta o mesmo)
Waited on a line of greens and blues
(Esperei em uma fila de imaturos e deprimidos)
Just to be the next to be with you
(Só para ser o próximo a estar com você)

Build up your confidence
Reerga sua confiança
So you can be on top for once
(Assim você pode estar no alto mais uma vez)
Wake up, who cares about
(Preste atenção, quem liga)
Little boys that talk too much
(Para garotinhos que falam demais)
I seen it all go down
(Eu já vi tudo desmoronando)
Your game of love was all rained out
(Seu jogo do amor esta acabando)
Come on, baby, come on over
(Venha, querida, aproxime-se)
Let me be the one to hold you
(Deixe-me ser quem vai te abraçar)

I'm the one who wants to be with you
(Sou eu quem quer ficar com você)
Deep inside I hope you feel it tôo
(Lá no fundo, eu espero que você sinta o mesmo)
Waited on a line of greens and blues
(Esperei em uma fila de imaturos e deprimidos)
Just to be the next to be with you
(Só para ser o próximo a estar com você)

Why be alone when we can be together, baby?
(Porque ficar sozinha quando podemos ficar juntos, querida?)
You can make my life worthwile
(Você pode fazer minha vida valer a pena)
And I can make you start to smile
(E eu posso fazer você começar a sorrir)


When it's through, it's through
(Quando isso passar, passou)
Fate will twist the both of you
(O destino mudará vocês dois)
Come on, baby, come on over
(Venha, querida, aproxime-se)
Let me be the one to show you
(Me deixe ser quem vai te mostrar)


I'm the one who wants to be with you
(Sou eu quem quer ficar com você)
Deep inside I hope you feel it tôo
(Lá no fundo eu espero que você sinta o mesmo)
Waited on a line of greens and blues
(Esperei em uma fila de imaturos e deprimidos)
Just to be the next to be with you
(Só para ser o próximo a estar com você)

I'm the one who wants to be with you
(Sou eu quem quer ficar com você)
Deep inside I hope you feel it tôo
(Lá no fundo eu espero que você sinta o mesmo)
Waited on a line of greens and blues
(Esperei em uma fila de imaturos e deprimidos)
Just to be the next to be with you
(Só para ser o próximo a estar com você)


I'm the one who wants to be with you
(Sou eu quem quer ficar com você)
Deep inside I hope you feel it tôo
(Lá no fundo eu espero que você sinta o mesmo)
Waited on a line of greens and blues
(Esperei em uma fila de imaturos e deprimidos)
Just to be the next to be with you
(Só para ser o próximo a estar com você)

Just to be the next to be with you
(Só para ser o próximo a estar com você)

– Acho que essa musica nunca fez tanto sentido para mim como agora. – Ele deu um sorriso triste.

– Posso dizer o mesmo. – Senti uma lágrima teimosa rolar em meu rosto. Antes que pudesse contê-la, Edward o fez por mim.

– Não chore, não mais pelo mesmo motivo.

– É uma ferida que sempre vai doer.

– Prometo que farei de tudo para que ela nunca mais se abra. – Ele beijou levemente meus lábios. – Bella... – O mirei. – Durma comigo hoje. – Arregalei os olhos.

– Eu não sei...

– Por favor, quero tê-la em meus braços esta noite, e apenas isso, e claro que com Liam também, quero ter as razões da minha vida esta noite comigo, não quero ficar sozinho hoje, então eu te peço e se preciso for lhe imploro, me de apenas isso por essa noite.

– Eu... Tudo bem. – Ele soltou um suspiro aliviado.

– Obrigado. – Ele segurou meu rosto entre as mãos e me deu um longo beijo. – Mais vinho? – Sorri e assenti.

Ele me serviu mais vinho e depois colocou um filme para assistirmos, fiquei deitada em seus braços aproveitando o calor, mas durou pouco até um Liam choroso acordar, o peguei acalentando em meus braços até me ajeitar melhor e dar de mamar. Edward ficou ao meu lado com seus braços aos redor de meus ombros. Depois de devidamente alimentado ficamos um tempo curtindo nosso filho, Edward se propôs a dar um banho no Liam e deixei, separei sua roupa a deixando pronta, minutos se passaram e ouvi a porta se abrir.

– Já separei... – Parei de falar quando vi um Edward apenas com uma toalha preta enrola em sua cintura. – É bem... Vou trocá-lo.

– Não, deixe comigo, pode ir tomar seu banho.

– Ah, eu não tenho roupa...

– Separei uma muda limpa minha, vai ficar grande.

– Ah bem, ok. – Pisquei ainda olhando para sua cintura.

– Bella?

– Já volto. – Corri para o banheiro e pude ouvir sua risada, ele fez de propósito, ri e prendi meus cabelos de modo que não molhassem, então vi uma muda de roupa dobrada em cima da bancada, era um calção e uma camiseta, teria que ficar sem calcinha, e o fato não me incomodou tanto, ou eu esperava que não, tirei minhas roupas as dobrando e lavei minha calcinha a estendendo, e esperando que secasse até amanhã, tomei um banho longo e calmante, deixando a água levar o cansaço do dia. Troquei de roupa e sai, encontrando um Edward usando uma roupa parecida com a minha adormecido com o Liam em seus braços. Cacei minha bolsa rapidamente pegando meu celular e tirando uma foto desse momento perfeito, e também mandei uma mensagem avisando a Sophia que iria dormir fora com Edward, espero que ela não entenda outra coisa. Guardei o celular me ajeitei do outro lado da cama e fiquei em silêncio por longos minutos apreciando os dois, quanto tempo havia passado eu não sabia, mas Liam se mexeu e Edward parecendo um imã também, porém ele acordou, piscou algumas vezes e olhou para Liam e depois para mim.

– Acho que dormi.

– Um pouco. – Ele sorriu. – Vou colocá-lo no carrinho. – Apontei para o mesmo e ele assentiu, ajeitei o carrinho perto da cama e coloquei Liam o cobrindo.

– Boa Noite filho. – Beijei sua testa.

– Agora sua vez. – Edward disse apontando para o lençol aberto para mim, sorri e me ajeitei, ele puxou o lençol e depois o edredom sobre nossos corpos. – Obrigado. – Ele beijou minha bochecha e depois meu pescoço, acabei rindo.

– Eu que agradeço. – Seus braços rodearam minha cintura. – Boa noite.

– Boa noite.

Naquele momento resolvi deixar minhas preocupações de lado, sabia que o certo seria abordar o assunto e encerrar de uma vez por todas minhas dúvidas e preocupações, mas uma parte de mim e bem forte pedia para deixar o assunto de lado e não me preocupar, e foi esse lado que ouvi, talvez me arrepende-se futuramente, mas agora só pensaria no presente, em poucos minutos cai no mundo dos sonhos recheados de visões de um futuro perfeito.

Continua...

Notas finais
N/B: Olá queridas, finalmente mais um capitulo delicioso de TM, ai como amamos a tranquilidade que esses últimos caps. estão nos trazendo, o que infelizmente só quer dizer que a Mah, está tramando algo tão mal quanto seu nome hahaha (trocadilhos a parte), não brincadeira eu não sei de nada sobre o futuro, apenas deduzi um fato de quando a abonança é demais a tempestade tende a vir perto também. Tirando esses presságios futuros, o que acharam desse cap doce fofinho? Não vamos comentar na covardia da Bella em ter deixado o assunto passar, e tão pouco no jeito do Edward em lidar com isso, será que ele não lê jornal para saber o que já anda sendo espalhado com o nome dele? u.u aiai. Pois bem tirando esses fatos que lindo foi mais momentos fofuras entre o nosso casal, seu pequeno príncipe e até os amigos agregados que acharam todos que passear pelo zoo no domingo fosse o programa mais adequado do dia, para resumo da obra, só faltou que eu fosse mesmo u.u, mas dentre as férias espero poder ir também õ/ hahahaha. E esse final OMG dormir juntinhos assim o meu coração não aguenta, é tipo o sonho de 11 entre 10 casais apaixonados, (pelo menos eu acho que seja O.O), e agora o que o futuro reserva a esses dois? Não sei, mas tenho certeza que saberemos em breve ;). E agora chegou a vez de vocês, imagino que todos estejam já de férias, e mesmo que não sejam férias longas como para os estudantes o recesso de Natal e Ano Novo estão ai, portanto sem desculpa de tempo para não comentar, comentem pessoal, parece balela, mas vocês não tem ideia do quanto um simples review faz diferença na vida de uma autora, por isso comentem. Desejo a todos sinceramente os mais felizes votos pelo Natal e Ano Novo, que um traga o ceio da família completa, carinho, conforto e gratidão por estar juntos, e o outro traga muita paz, sabedoria, saúde, prosperidade e muitíssimo amor, é o que eu desejo de coração a todos que leem. Boas Festas. Até o próximo. Beijos. Kah Nanda SN. N/A: Hey menines, então o que acham que a Kah disse é verdade? O.O’ ... Eu concordo que esses últimos capítulos estão até que tendo sua dose de tranquilidade kk... Mas... Vamos ver o que o futuro nos reserva, adorei escrever esses cap, esses momento de paz, amigos, um dia para curtir sem pensar em no futuro a não ser no presente, e incrível como todos apareceram assim neh? NY é tão pequeno mesmo rsrs, como a Kah disse só faltou ela ( e eu de quebra) aparecer kkk... Então rapidinho sobre a forma de como os dois estão lidando com esse assunto, digamos que futuramente ambos vão resolver... ou não rsrs... Não falo mais nada! Bem agora vou ficando por aqui, agradeço como sempre a todas que comentaram no anterior e as espero nesse e nos próximos o/. Então um Feliz Natal atrasado, espero que tenham aproveitado muito, comendo, se divertindo seja com amigos ou família, e votos para um maravilhoso Ano Novo, que entrem com o pé direito, que esse ano traga muita paz, harmonia e tudo de bom para vocês, e nos vemos no ano que vem menines. Um hiper Mega Kisses para vcs Marluce Cullen