Tudo Mentira?

22 20º - Capítulo


Notas iniciais
Hey menines olha a gente aqui novamente... Obrigada a todas que comentaram no cap anterior.. E bem Postei minha primeira One, e convido a todas para darem uma passadinha e lerem. http://fanfiction.com.br/historia/535530/Dont_Have_Words_-_One_Shot/ Agradeço desde já :* Agora vamos ao cap, apreciem sem moderação. Postada: 01/09/2014

Por Bella

Brincava com a mãozinha do meu filho, enquanto o mesmo ressonava em um sono dos deuses, já fazia um bom tempo que estava acordada, porém a preguiça de levantar em um domingo me dominava completamente.

Lembranças do dia anterior dominavam minha mente, saber o que era estar em família novamente, fazia uma dor apertar em meu peito... A saudade.

Como tinha saudades daqueles velhos dias na lanchonete, a brincadeira e os risos com o pessoal. James sempre tentando ser o mais sério, mas o primeiro a começar as brincadeiras, seguido por Laurent, Tanya sempre tentando ser a boa moça ignorando meu primo, mas ambos sempre ficando no final das contas e Victoria também tentando ser a responsável, mas logo caia nas nossas graças, nós cinco, tentando reerguer aquele lugar, que muitos não sabiam o real motivo de eu lutar tanto por ele, alias só James e meus tios, que não aprovavam, sabiam da importância dele para mim. E eu simplesmente o abandonei largando tudo nas mãos de James, quebrando a promessa que fiz a mim mesma nos meus quinze anos quando... Não, afastei os pensamentos, não iria deixar que certas recordações estragassem esse momento de lembranças felizes.

Suspirei e olhei para meu anjo. Quando eles iriam conhecer Liam? Será que teria a coragem suficiente para chegar depois de quase um ano e fingir que nada tinha acontecido? Será que eles aceitariam e compreenderiam minha decisão?

Realmente não tinha respostas para todas essas perguntas e isso que me corroeria aos poucos, essas inseguranças, mas sabia que em algum momento teria que reencontrá-los...

Meus amigos...

Minha família...

Um suspiro alto me fez voltar ao presente, Liam se remexeu e passou as pequenas mãos sobre o rosto fazendo uma careta que me lembrou de Edward, ri.

Tão pequeno e tão parecido com o pai.

– Meu lindo, meu amor o anjo da minha vida. – Acarei seu rosto que relaxou.

Voltei à tarde de ontem, na verdade em uma parte em especial. O calor cercou do meu pescoço a minha face. Edward era um amante formidável, claro que não poderia fazer nenhum comparativo com outro alguém, afinal não tive ninguém além de Edward, mas o prazer que meu corpo sentia, a maneira como eu respondia a suas caricias, não era possível que isso fosse algo de uma pessoa, ruim de cama, como alguns falam.

E ainda mais ontem que ele praticamente foi meu... Servo, como o mesmo disse, e um servo muito digno se é que posso assim dizer, com apenas sua boca e mãos ele me fez chegar à plenitude do prazer... Então quando finalmente o tivesse inteiramente dentro de mim...

Senti um arrepio em meu ser e respirei fundo.

Sim era algo que sabia que iria acontecer, mas quando e aonde? Ainda não tinha certeza, mas eu queria... Alias quero ter uma noite inteira de prazer em seus braços sem me preocupar com o amanhã ou ser interrompida como das duas últimas vezes.

Suspirei afastando os pensamentos, não pensaria em fatos que ocorreram, tentaria me focar no presente e quem sabe em um futuro.

Em outro contexto do presente lembrei-me do que dei a Hector, um amor de criança, será que Liam seria que nem ele? Ou mais agitado? Pelas poucas dicas que ele dava, me daria um pouco de trabalho quando começasse a andar.

– Mas vou adorar viver esses momento com você amor, correndo, gritando, fazendo bagunça, quero ter todos esses momento com você. – sussurrei para meu filhote.

Ainda nas lembranças do brinquedo que dei a Hector, lembrei-me daquela caixa guardada no armário da minha casa de Forks, aqueles brinquedos de madeira que meu pai me dera, alguns em meus aniversários, outros em algumas datas especiais e outros ele me dava só pelo prazer de ver a filha feliz, palavras dele. Pisquei os olhos sentindo as lágrimas escorrendo, como sentia sua falta, dos seus abraços, beijos de boa noite, dias de pescaria, ou sentados assistindo algum jogo.

– Desculpe filho por ter tentado lhe privar de ter um pai, prometo que farei de tudo para mantê-lo perto de seu papai por toda sua vida e ter momentos inesquecíveis com ele assim como tive com seu avô.

Em resumo o dia de ontem tinha sido perfeito, claro tirando o meu encontro desagradável com aquelas duas... Pessoas, para não pensar outra coisa.

Será que teria uma vida agora?

Será que tudo se ajeitaria agora?

Bem só o futuro poderia me dizer, e assim viveria um dia de cada vez e sem apressar nas coisas.

Pensando em um dia de cada vez.

Ainda tínhamos que conversar sobre os últimos acontecimentos e em que pé está nossa amizade, e pensado nele...

Quem seria a loira que saiu do quarto dele na noite anterior? Uma amiga? Ou uma... Bem eu não tinha porque me preocupar, não me era estranha, mas com certeza nunca falei com ela. Quem sabe uma futura em potencial namorada? Garrett era um homem maravilhoso, apesar dos últimos deslizes ele era gentil, amável, cavaleiro, brincalhão... Protetor, qualquer mulher que conseguisse ficar com ele poderia se considerar uma sortuda, ter um homem como ele seria quase como ganhar na loteria. E era o que mais desejava para ele, pois sabia que apesar das nossas desavenças era o que merecia.

Um resmungo me vez voltar ao presente e me deparei com meu anjo de olhos verdes, abertos e curiosos.

– Mas já acordou esse lindo não? — Beijei seu pescoço e o mesmo riu e o que me fez ficar com um sorriso besta no rosto, Liam se recontorcia olhando para o lado e soltando uns resmungos. – Já tentado falar? É isso mesmo? Vamos para sala enquanto sua tia dorme.

Com a preguiça bem longe agora levantei pegando o edredom da cama e a bolsa de Liam. Maggie desperta me rodeou antes de deitar no tapete e se encolher. Na sala ao meio de brincadeiras troquei sua fralda e a roupinha, daria um banho mais tarde, já que ainda era umas dez de amanhã e estava um pouco frio, o coloquei em meu colo e me enrolei na manta formado um casulo, Liam devia estar se perguntando se a mãe dele era louca.

Coloquei em algum canal de desenho e deixei que as imagens coloridas distraíssem meu filho que olhava os personagens se mexerem e falarem, eu realmente nem prestava atenção apenas ficava admirando meu filho, por quantas horas eu podia suportar isso? Provavelmente minha vida toda.

Pouco mais de meia hora tinha se passado quando Sophia apareceu.

– BOM DIA, povo lindo e maravilhoso que lindo dia. – Falou vindo em minha direção me dando um beijo no rosto e apertando as bochechas de Liam, que não gostou e escondeu seu rosto em meu peito e com isso começou a bater as mãozinhas na minha camiseta para em seguida começar a chorar.

– Estou vendo que alguém acordou com todo bom humor possível. – Falei enquanto expunha meio seio direito para meu filho que o abocanhou velozmente. – Estava esperando uma desculpa para comer né meu gordinho. – Peguei sua mão beijando e o mesmo puxou de volta e passou a mamar de olhos fechados. – Ok, vou deixar você se alimentar em paz, rapazinho nervoso.

– Ai que desenho legal. – Sophia falou se sentando ao meu lado abraçando a almofada e sorrindo.

– Está bem?

– Maravilhosamente bem?

– Apaixonada?

– Completamente. – Ela falou alegremente e depois se calou olhando para mim de olhos arregalados. – Não... Quero dizer... – Não aguentando diante de seu constrangimento gargalhei. – Marie isso não tem graça. – Falou escondendo o rosto vermelho na almofada.

– Não estou fazendo nada. – Me recompus. – Só fiz um pergunta, estou vendo que falar com Alec fez muito bem a você.

– É bem, sim, ele é legal?

– Legal? – arqueei uma sobrancelha.

– Ok, Ok. — Ela se ajoelhou no sofá para minha direção. — Ele é maravilhoso, divertido, cavalheiro, galante... Ah acho que estou apaixonada mesmo, bem talvez não tão apaixonada, mas encantada. Ah Marie, sabe nunca procurei por um relacionamento, sempre me foquei em meu irmão e em mim mesma que não perdia tempo com os garotos idiotas do colégio, mas Alec é diferente, ele faz estágio na empresa do Edward, que assim como eu esta querendo se preparar para faculdade, apesar de ele ter uma boa condição financeira, ele disse que quer entrar com seu próprio esforço, e você não sabe... Ele quer fazer Arquitetura também, e tipo... Na mesma faculdade, da para acreditar? E ele também pediu meu número ontem, e desde que ele foi embora temos trocado mensagem, ele quer sair comigo, da para acreditar nisso? Ainnnnn será que finalmente encontrei meu príncipe?

– Tenho certeza que se é tudo que você disse e se ele pediu seu número e pelo pouco que o conheço, posso dizer que vocês foram feitos um para o outro, e saiba que não sou a única achar isso. – Pisquei para ela. – Sabe Sophia você merece alguém, e o Alec pode ser esse alguém.

– Sim, sim...

– Mas?

– Não disse “mas”.

– Mais o, mas esta na sua voz.

– Ah Marie. – Ela fez um bico. — Eu moro em São Francisco, cresci, morei ali, e logo vamos embora e bem ele vai continuar aqui e nem teremos um tempo para tentarmos construirmos algum tipo de relacionamento sério, temos três horas de diferença no fuso horário, moramos a mais de quatro mil quilômetros de distância, mais de seis horas de viagem de avião, e não temos tanta intimidade assim para tentar construir um relacionamento à distância.

– Sophi tente não ser tão pessimista, não vou falar para você que é fácil pelo que esta passando, mas tente viver um dia de cada vez, enquanto estivermos aqui aproveite esse tempo com ele se é isso que você quer, sei que é um bom moço, e então quando chegar o momento de irmos ai sim vocês vão ver que decisão vão tomar sobre o relacionamento de vocês, se é apenas uma amizade ou se pode virar algo mais.

– Obrigada pelas palavras Marie, sabe apesar de termos apenas dois anos de diferença você já é uma mulher completamente madura.

– As circunstâncias da minha vida fizeram com que eu me tornar-se uma adulta antes da hora, mas não tenho que reclamar só tenho a agradecer tudo que tenho hoje.

– Obrigada pelas palavras Marie, sabe não tenho mais minha mãe comigo, e meus avós. – Ela deu de ombro. – Não é um tipo de assunto que introduziria a eles, obrigada por me compreender e pelos conselhos, prometo que vou parar com essa paranóia de só pensar pelo lado negativo das coisas e viver um momento de cada vez e... – Ela parou quando seu celular começou a tocar. – Oh my god é ele. – Ela falou se levantando.

– Então atenda menina. – ri de seu jeito.

– Sim, claro, é o que vou fazer. Calma – Ela respirou fundo e atendeu. – Alô? Alec, oi tudo bem?... Estou ótima obrigada... Ah se posso ir ao cinema hoje? – Ela me olhou com um sorriso no rosto e fiz um gesto de positivo. – Ah claro por mim tudo bem... Ah então é o hotel Chambers... As sete?... Por mim tudo bem... Combinado... Beijos até mais então. – Ela desligou o celular. – Ahhhhh vou ao cinema com ele hoje, ai não acredito Marie, o que vou vestir? Ai não trouxe roupas para sair, ai o que vou fazer, oh my god ele me convidou para sair. – Ela falava enquanto anda de um lado para o outro no quarto, quase pulando de felicidade. – Não Sophia, calma, uma coisa de cada vez, tenho aquele outro vestido florido que comprei, posso ir com ele, é bonito e discreto. O que acha Marie?

– É perfeito. – Sorri pelo seu entusiasmo e estava muito feliz por ela.

– Ah estou apaixonada. – Ela se jogou no sofá e rimos, Liam soltou meu seio satisfeito, me ajeitei e o coloquei de pé até arrotar.

– Viu Liam, a tia Sophia esta arranjando um pretendente, mas temos que avisa-lo que antes que tenha outra intenção que ele venha falar com senhor, afinal foi o senhor que a conheceu primeiro. – Brinquei e Sophia agora gargalhava.

– Mas esse menino pode ficar despreocupado porque não vai me perder não. Um meteoro teria que cair na terra para me afastar desse anjo. – Passei Liam para os braços de Sophia e começou a brincar com ele que ria diante das brincadeiras.

Ouvi o som do meu celular e corri no quarto para atender.

– Alô.

– Bella...

– Oie Edward.

– Tudo bem?

– Sim e você

– Estou. – Pelo o tom de sua voz notei que não era a verdade, abri para perguntar, mas ele falou primeiro. — Dormiu bem?

– Sim. – estranhei sua pergunta.

– Satisfeita? – Então entendi o que ele realmente o que ele estava perguntando e corei.

– Edward!

– O que foi? – Ele riu do outro lado da linha, cachorro. — É apenas uma pergunta simples.

– Sabe que sim. – Respondi corando mais se possível.

– Fico feliz em ouvir isso de sua própria boca. Saiba que também dormi, muito, muito bem e tive um sonho também. – soltei um “hmm” e ele continuou. – Estávamos juntos em uma casa na praia Liam corria animado atrás de uma pequena menina de pouco mais de um ano... Nossa filha. Espero que esse sonho venha a se tornar realidade.

– Edward... – Não sabia o que falar.

– Não precisa dizer nada, só queria compartilhar com você. Mas bem hoje sendo um domingo lindo e maravilhoso o que acha de almoçarmos juntos?

– Almoçar hoje? – Lembrei-me do compromisso de Sophia e olhei para mesma que entrou em meu campo de visão. – Acho que não vai dar Sophia.

– Não! – Sophia meio que gritou.

– Um momento Edward. – Tampei o bocal e olhei para ela. – O que foi?

– Vou sair com Alec só mais tarde e sei que acha que vou ficar ocupada o dia todo, mas provavelmente só vou me arrumar depois da cinco da e sobra tempo para você ir almoçar com Edward sem problemas que fico com Liam, sei que você não gosta muito que ele fique em um ambiente onde não possa extravasar seu temperamento. – ela brincou.

– Sophi realmente não...

– Vai logo Marie, antes que eu mesma fale com o Edward. – Ela fez um cara de falsa brava e desisti.

– Ok Ok... Edward.

– Sim.

– Tudo bem podemos ir almoçar.

– Ok, podemos levar Liam e...

– Não. – O cortei. – Sophia vai ficar com ele que é melhor.

– Tem certeza? Não vejo problema nenhum em levá-lo conosco.

– É que não quero gosto que ele fique em um ambiente fechado sem a liberdade para chorar, berrar e fazer tudo que quer.

– Entendi então passo ai por volta das treze.

– Tudo bem.

– Então até mais tarde, beijos.

– Beijos até. – Olhei para Sophia. — Acho que também tenho um encontro hoje.

***

Já era quase meio dia quando sai do quarto, tinha que ir à farmácia comprar umas coisinhas, assim que fechei a porta a do Garrett se abriu e o mesmo apareceu usando a roupa da noite anterior com os cabelos desgrenhados.

– Você viu uma loira alta passando por aqui? – Ele simplesmente perguntou sem mais e nem menos.

– Se é a quem vi, sim, mas ontem à noite.

– Mas que merda!

– O que aconteceu?

– Nada que seja da sua conta Marie. – Ele disse seco e engoli minha resposta.

– Tudo bem, até mais Garrett. – Virei às costas e segui em direção ao elevador.

– Marie. – O ignorei. – Marie. – Ele chamou novamente segurando meu braço o olhei, mas nada disse. – Olha me desculpa por meu comportamento de uns segundos atrás... Alias quero lhe pedir desculpa pelas minhas últimas atitudes eu... Podemos conversar? Por favor.

– Agora?

– Sim, eu te peço precisamos resolver esse mal entendido que ha entre nós. – ele disse com os olhos suplicantes e não pude recusar.

– Tudo bem.

Entramos em seu quarto meio desorganizado, mas tratei de ignorar o fato.

– Sente-se, por favor. – Garrett disse e me acomodei no sofá pegando a almofada e deixando em meu colo. Então ele sentou do meu lado sua mão pousou sobre a minha que apertava a almofada. – Me perdoa. – Ergui meus olhos me deparando com os seus que me olhavam fixamente. – Sei que merece mais do que esse simples palavras, mas ela é a única que consegue mostrar um terço do que sinto, sei que talvez para você minhas últimas atitudes não... Mereçam seu perdão...

– Garrett, todos erramos, alguns erros são irreparáveis e outros... E não acho que o seu se enquadre na primeira opção, mas... Você me magoou muito, não apenas com atitudes, mas com palavras que têm poder de ferir mais que um tiro, ou uma facada, éramos muito amigos antes de chegarmos aqui, então de repente vejo toda nossa amizade sendo jogada pelo ralo e sabe que é uma pessoa muito especial para mim Garrett, não estou dizendo que te perdoo ou desculpo, só quero que me explique o que o moveu a fazer o que fez.

– Estou completamente envergonhado Marie, sei que já devíamos ter dito essa conversa semana passada, porém não tive cara e coragem para realizar tal ato, mas agora não posso retardar mais, pois sei que se continuasse a seguir o caminho a qual trilhava perderia sua amizade para sempre e pode ter certeza que não é isso que quero. – Ele fechou os olhos e respirou fundo antes de abri-los e vi determinação neles. – Me desculpe por ter sido um maldito canalha arrogante com você, por ter dito coisas que não posso mais voltar atrás para apagá-las da sua e minha mente, mas espero que possa me desculpar, não depois dessa conversa, e nem hoje, mais um dia, na verdade nem sei se eu posso me perdoar algum dia, talvez isso não seja desculpa, mas... Tentei ser o anjo vingador e protetor, cumprir a promessa que fiz naquele hospital quando a conheci, então resolvi julgar as atitudes do Edward em relação ao passado, mas o que eu fui além do mais culpado nessa história? Quis me intrometer na sua vida e querer que você escolhesse aquilo que eu achava quer era melhor para você, que era se afastar do meu primo, a pessoa que a fez sofrer tanto no passado, contudo esqueci que era sua vida, suas escolhas, eu devia apenas aceitar o que você queria e continuar ao seu lado independente do que escolhesse, no lugar disso... Fiz o que fiz.

“- Quando descobri que Edward era o pai do Liam, fiquei incrédulo, nunca imaginei que meu primo poderia fazer algo do tipo que ele fez a você e não poderia, não queria dar a chance de deixá-lo fazer novamente. Como já disse pode não ser a desculpa, porém ainda via aquela menina frágil que conheci no hospital, tão pálida e sem o brilho no olhar, aquela que chorou em meus braços que compartilhou um pouco do passado comigo, me escolheu para ser seu confidente quando precisou e amigo e o que lhe dei em troca? Feridas profundas com minhas atitudes infantis me deixei agir pelo lado emocional do que pelo racional. Agora analisando as coisas de um ponto de vista diferente, e abrindo meus olhos, sei que o que levou Edward a fazer o que fez deve ter sido um motivo muito forte, pior é que o mesmo já quis-me dizer mais fui estúpido o suficiente para ignorar e achar que ele era apenas o carrasco, e quando via que tinha o perdoado tão facilmente... fiquei puto da vida, ele tinha a abandonado, mentido para você e parece que com uma estrema facilidade conseguiu recuperar tudo novamente, pode me xingar, mais achei que você estava sendo uma tola facilmente influenciável por palavras piegas de desculpa, afinal o que seria melhor do que ter novamente seu amado e pai do seu filho novamente em sua vida.

“- Sei que me enrolei aqui, mas é que na verdade eu estava mais planejando algo decorado para lhe dizer mais tarde, contudo não podia perder a coragem novamente, então acha que pode perdoar esse seu ex- amigo que pode vir a se tornar seu amigo novamente no futuro?”

Por um momento não disse nada, apenas continuei a digerir tudo que ele tinha falado, entendia seus motivos, assim como pude entender os do Edward, todos nós estamos propensos a errar essa é a lei do ser humano e quem não tem teto de vidro que atire a primeira pedra, não é o que dizem? Todos merecem uma segunda chance.

– Sabe que terá que viver com o que aconteceu Garrett, assim como eu. – Comecei seriamente. – Não é algo que possamos apagar facilmente, porém podemos colocar uma pedra nos últimos acontecimentos, se prometer que não ira repetir seus últimos atos, e que também vai conversar com Edward, pois vocês dois estão precisando esclarecer algumas coisas.

– Eu sei que temos, não queria ter que ir brigado com ele.

– Então eu o desculpo. – Falei e ele sorriu. – Não quero ser mais uma pessoa rancorosa, a vida é curta demais para guardamos sentimentos ruins e afinal isso não faz bem para ninguém.

– Isso eu concordo plenamente... Amigos? — Perguntou ele inseguro.

Segurei sua mão com um aperto firme.

– Amigos... – Dei um beijo em seu rosto e Garrett me abraçou.

– Me desculpa novamente. – Disse contra meu cabelo e assenti contra seus braços, ele se afastou. – Obrigado. Sabe tive... Digamos que o incentivo de duas pessoas.

– Uma delas era a loira que saiu do seu quarto ontem? – Perguntei sorrindo maliciosamente e por incrível Garrett corou um pouco, mas mesmo assim corou. – Opa, estou vendo que tem algo ai.

– Sim foi ela e Alice, bem e não tem nada.

– Acho que tem sim, para você simplesmente sair do seu quarto com a mesma roupa de ontem, tenho certeza que há algo, agora me conte...

– Marie.

– Marie nada, desembucha.

– Ah... Ok. – Ele suspirou e se jogou no sofá. – Ela é a Kate Ston, amiga de Alice, e bem éramos também amigos antes do casamento de Alice, mas depois dele nunca mais nos vimos, perdemos contato... E bem acabamos por nos reencontrar ontem e é isso.

– Sabia que era não me era estranha. – Comentei comigo mesma. – Mas é só isso mesmo?

– Como você é xereta Marie.

– Sou sua amiga e tenho o direito de ser xereta ainda mais quando meu amigo esta caindo de amores pela antiga amiga, para não falar outra coisa.

– Como?

– Peguei. – Ele arregalou os olhos. – Joguei verde e você caiu direitinho, agora me conte essa história direito. – Ele ficou em silêncio por um tempo e pensei que não falaria nada, mas começou.

– Nos conhecemos ainda adolescentes, ela já era linda naquela época, sempre que vinha passar as férias na casa dos meus primos sempre nos encontrávamos, mas nada aconteceu, conversávamos, riamos da piada um do outro e sempre foi assim, até o casamento de Alice, passamos o casamento, a festa e a pós-festa juntos o tempo todo, como padrinhos no altar, bebendo, rindo, ficamos até o outro dia dançando, os músicos já tinham ido embora, mas continuamos em nossa bolha até o amanhecer ao som da natureza... – Ele falou e notei que estava perdido nas lembranças. — Então por fim a realidade cair sobre nós e cada um foi para seu canto, então nunca mais nos vimos e é isso.

– Sem nenhum beijo? – Perguntei incrédula. – Tava na cara que estava apaixonado e mesmo assim nem...

– Não nenhum beijo, nenhuma ligação, nenhuma palavra... Até ontem.

– Então se beijaram? – Perguntei já animada.

– Não falei isso.

– Para bons entendedores meias palavras bastam.

– Como consegui ficar essa semana sem a sua presença baixinha? – Ele riu da minha cara de brava, sabia que não gostava nenhum pouco que se referisse a minha altura, ou a falta dela no caso.

– Mas vocês ficaram juntos ontem? – Perguntei o ignorando

– Sim. – Ele deu um sorriso torto e arquei a sobrancelha. — E não me olhe com essa cara, apenas nos beijamos e bem depois ficamos deitados conversando até eu cair no sono pesado e acordar sem ela ao meu lado e pelo o que você disse ela saiu ainda ontem à noite, e mais uma vez sem uma palavra ou o telefone, agora só terei o beijo para ficar em minhas lembranças.

– Mas vocês vão se ver novamente e terão a chance de conversar sobre isso...

– Não vou correr atrás Marie, se ela quisesse algo, até reatar nossa amizade teria deixado alguma mensagem, mas no lugar disso só ficou no silêncio e foi embora. – Ele ficou quieto e fiz companhia, não sabia ao certo o que dizer ao mesmo tempo em que acreditava que Kate gostava dele, não podai afirmar o porquê de sua atitude. Olhei para o chão e vi um papel branco pequeno, me levantei e Garrett nem ao menos disse nada, me abaixei pegando o papel e sorrindo ao ver o que estava escrito.

– Acho que estava errado a respeito de Kate...

– Como? – Ele se voltou para mim e mirou no pequeno papel em minha mão. – O que é isso?

– Kate Ston, telefone 567-9549.

– Mentira. – Ele disse se levantando e pegou o papel da minha mão e lendo ele próprio. – Ah não acredito... Será que ela quer que eu ligue para ela. – Olhei de queixo caído.

– Mas é claro seu idiota. – Soltei bufando.

– Olha o respeito – Ele rebateu, mas do nada me vi meio suspensa no ar com um abraço de urso. – Ah como estou feliz Marie.

– Você merece... Mas agora pode me soltar, estou querendo respirar. – Ele riu e me abaixou e sua felicidade me contagiou agora as coisas estavam se acertando.

Por Edward

Acordei hoje muito bem, mais bem do que o esperado sonhei com um futuro não muito distante e talvez o... Alias a certeza de ter passado praticamente o tempo todo com Bella no dia anterior tinha sido maravilhoso, ainda mais os momentos trocados em meu quarto... Em minha cama, estava mais do que satisfeito pelo prazer que lhe tinha proporcionado, tinha sido um pouco difícil me segurar para simplesmente não arrancar nossas roupas e fazer amor pelo o resto do dia, porém tinha uma parte racional, pequena e que ganhou dentro de mim que sabia que não era o momento apropriado para que nossos corpos se tornassem um só, então resolvi me fazer de servo e satisfazer Isabella... Que ficou muito satisfeita por sinal...

– Ainda lembrando-se da tarde selvagem de ontem Ed? – Emmett me fez voltar ao presente, estamos agora tomando café, todos juntos, o único que faltava para completar nossa família era Bella, Liam e meu pai.

– Como? – Perguntei a Emm já tinha esquecido o que o próprio disse.

– Ui, realmente Emm deve ter sido muito bom para ele estar tão aéreo assim hoje. – Jasper comentou e com isso ambos gargalharam.

– Jasper. – Alice ralhou com ele. – Parem os dois temos uma criança presente. – Ela falou, Hector estava conosco mais estava muito ocupado brincando com seu cereal.

– Posso saber sobre o que estão falando? – Todos ficaram mudos na hora, olhamos para Dona Esme que continuava a tomar seu café delicadamente, como aquelas mulheres do século dezessete de Londres.

– Nada de importante. – Respondi.

– Para não ser nada de importante deve ser daquela... Mulher. – Minha mãe disse como se dissesse o próprio nome do diabo, trinquei os dentes ignorando. – Isabella não? – Ela sorriu e bebeu um pouco do seu chá, nada disse, apenas voltei à atenção a meu prato com panquecas. – É ela mesma então... Bem não sei por que discutir sobre um assunto tão sem importância a essa hora da manhã, ainda mais na primeira refeição do dia. – Ela terminou.

Todos continuaram em silêncio cada um olhando para o outro sem sabermos o que falar para minha mãe, ela não se parecia em nada com a Antiga Esme de dois anos atrás, pouco antes da minha pequena aventura, ela já tinha mostrando um pouco dos seus sinais de mudanças quando começou a insistir que eu estava ficando velho e precisava me casar, e claro Paola era a escolhida, mas o que a levou a tais atitudes não sei, quando a questionava ela dizia que continuava sendo a mesma de sempre, mais meus irmão e eu sabíamos que não era a verdade raras era as vezes que ela se abria, a última tinha sido com a Alice, a mesma nos contara sobre o que nossa mãe disse quando foi a ver na estufa, seu refugio, que ela tinha medo que a deixássemos sozinha, principalmente eu que morei tanto tempo com ela, e que se eu escolhesse outra mulher a mesma não gostaria de morar como uma sogra como ela... Bem se seu comportamento continuasse assim era o que aconteceria.

– Mãe a moça a qual a senhora se refere é sim Isabella, mãe do seu segundo neto. – Alice falou comendo sua maçã. – E caso não se lembre o nome dele é Liam e como tenho certeza que não o viu é cara do Edward de quando era bebê.

– Ah claro. – Ela disse e era possível notar o tom de ironia em sua voz. – Talvez seja realmente filho de Edward.

– O que quer dizer com isso? – Perguntei rispidamente.

– Que esse menino poderia ser filho de qualquer um. – Disse ela como se explicasse a uma criança. – Não seja estúpido Edward sabe muito bem que poderia ser, o mais seguro é que faça logo um teste de DNA para ter certeza, afinal não podemos acreditar que pessoas como essa Isabella dizem é a verdade...

– Mãe o filho é meu acredito e não preciso de nenhum teste para comprovar algo que esta na cara.

– Claro se for verdade teremos que aceitar essa realidade – Ela continuou me ignorando completamente. — E claro você ira lutar pela guarda do garoto para tirar dela.

– Como? – Quase gritei e me segurei para não levantar e sacudir minha mãe, ela estava ficando louca.

– Alguém que tem coragem que engravidar só para segurar um homem não deve ser nem chamada de mãe, e tenho certeza que essa Isabella...

– Vovó a senhol...ra esta falando da Tia Bella? – Hector interrompeu de cenho franzido.

– Ela não é sua tia Hector. – disse Esme categoricamente.

– Ela é sim, e meu priminho Liam também é meu priminho. – Hector falou alto com a voz trêmula.

– Temos que ver se isso é verdade querido.

– É verdade sim! – Hector gritou e começou a chorar.

– Viu até a pobre criança ela já enfeitiçou.

– Mãe! – Alice falou chocada, todos estavam – Não fale assim...

– Oras Alice não vou mentir para o meu neto dizendo algo que na verdade não é, sabemos que essa mulher nunca será suficiente para Edward e temos que relevar que o bastar...

– BASTA! — Todos olharam para a voz que veio como trovão, Emmett tinha gritado e minha mãe se calou na mesma hora olhando de olhos arregalados para ele. – Rose tire nosso filho daqui. – ele falou e Rose não se fez de rogada pegando Hector que chorava “Porque a vovó esta falando mal da tia Bella e do meu priminho eu gosto deles, porque a vovó não gosta?” Hector dizia enquanto se afastava.

– Vou com minha irmã. – Jasper saiu beijando a testa de Alice que só assentiu. Ele deu um sorriso complacente para mim e saiu, então ficamos apenas os Cullen.

– Está feliz pelo que fez? – Emmett perguntou. – Fez meu filho chorar por sua opinião mesquinha e sem nenhuma lógica, não tem porque destilar tanto veneno para uma pessoa que nem ao menos fez mal à senhora mãe. – Vi que meu irmão tentava se controlar. – Mas que merda Mãe o que aconteceu com você? Para que tanto rancor? Isabella é uma das melhores coisas que aconteceu em nossa família e você simplesmente a julga sem saber de todos os fatos, virou uma Deusa agora e eu não sei?

– Sabe estava pensando em me mudar para cá, ficar mais perto da minha família, mais sabe de uma coisa? Vou continuar onde estou que ganho mais, a senhora me fez lembrar o motivo que me fez ir embora, meu pai, mas agora é a senhora que não aprova nada, e que bom que mostrou logo a sua face nova e ainda não fui estúpido o suficiente para vir antes, continuarei onde estou para que assim não tenha que olhar para cara da senhora novamente e nem te dar a oportunidade de destilar seu veneno para com o meu filho. – Com essas palavras Emmett saiu sem dizer mais nada.

– Agora digo a verdade e sou a culpada. – Minha mãe falou indignada e continuei quieto.

– Mãe sabe que esta errada e...

– Chega não vou ficar aqui os escutando defender aquela mulher. – Ela se levantou. – Não acredito que meus próprios filhos estão virando as costas para mim. – Ela falou antes de sair, iria para sua estufa com certeza.

Então restou apenas Alice e eu naquela imensa mesa, eu fiquei mudo, não sabia o que dizer, estava irado com minha mãe também, mas mais que isso estava magoado, saber que sua mãe simplesmente odeia a mulher da sua vida e ainda chama seu filho de bas... Não nem conseguia pensar ou raciocinar direito, minha vontade era fazer que nem Emmett pegar minhas coisas e Isabella ir a Las Vegas casar com ela para assim termos uma vida plena e feliz sem o ódio dos outros.

– Ah Edward. – Nem tinha percebido que Alice estava sentada do meu lado agora. – Sinto muito, não sei o que esta acontecendo com nossa mãe, ela não era assim. – Ela falou me abraçando do jeito que dava por causa da barriga. – Tudo culpa daquela infeliz da Paola, nossa mão já estava mudando um pouco, mas depois que a conheceu... – Alice apenas negou. – Sinto falta dela às vezes.

– Tudo bem Alie. – Beijei sua cabeça. – Também gostaria de saber o que aconteceu com aquela mulher amorosa que chamávamos de mãe. E não posso deixar de me sentir culpado por ter trazido Paola para criar esse ninho de cobras.

– Não é sua culpa Edward, eu mesma cheguei até pensar em gostar da Paola, mas ela não demorou muito a mostrar suas asinhas de anjo caído. – Assenti e continuamos abraçados por um tempo cada um em se próprio silêncio.

– Vá lá ficar com o pessoal.

– Mas você...

– Quero ficar um pouco sozinho. – Alice abriu a boca como se fosse dizer algo, mas só assentiu me dando um beijo na testa e indo embora.

Continuei sentado por um bom tempo com um vazio em minha mente, em meu peito, minha mãe cada dia me decepcionava mais.

– Vejo que o café estava amargo hoje. – Charlotte comentou se fazendo presente. Dei um sorriso tristonho. – Dia difícil? – Ela perguntou enquanto juntava as coisas na mesa, apenas assenti.

– O que aconteceu com ela Charlie?

– Não sei ao certo menino, mas sua mãe deve ter seus motivos, sabemos que ela não era assim, talvez ela ainda tenha guardada aquela Esme no fundo.

– Não tenho tanta certeza assim.

– Ela ama todos vocês, mais tem medo de perdê-los como o seu pai.

– Agindo do jeito que esta só vai nos perder mesmo. – Charlotte deu um sorriso compadeceste e se retirou, sai da mesa indo para o quintal, sentei em uma das cadeiras da pequena varanda e liguei para Bella, só sua voz para me acalmar agora.

– Alô? – Conversamos um pouco ela notou minha voz tensa, mais relaxei ao que ia falando com ela e claro tive que lembrar um pouco da tarde anterior, tinha certeza que seu rosto ficou corado ao falarmos sobre o assunto por cima, e também falei sobre meu sonho com ela, Liam e uma linda garotinha, sabia que a deixava sem palavras quando falasse algo referente ao futuro então acabei mudando de assunto chamei-a para um almoço e ela quase recusou e eu quase surtei, precisava da sua companhia, do seu abraço e dos seus beijos, só isso que me traria paz suficiente, assim que acertamos tudo desliguei, se continuasse com ela no telefone provavelmente não conseguiria falar muito.

Joguei meu corpo para trás passando a mãopelos cabelos, eu estava frustrado, mas mais calmo, e agora eu teria uma conversa com a Dona Esme.

Caminhei para o lugar onde com o passar dos anos tinha se tornado o refugio de minha mãe, a estufa.

Ela ficava no fundo da casa cercada por uma vegetação alta, meu pai tinha construído para minha mãe como presente de casamento, a mesma ficara encantada, sempre amou as flores e plantas, mas mesmo amando rara eram as vezes que ela ficava, Marcus era quem sempre cuidara, até se aposentar e cuidar apenas superficialmente, então alguém sempre vinha em tempos em tempos para aparar as folhagens e coisas do tipo, até que minha mãe dispensou e a mesma passou a cuidar de tudo, na verdade era mais como se fosse transportado ao passado, ali naquele pequeno lugar aconchegante conseguia enxergar a Esme, minha mãe que fora outrora em um tempo não tão distante.

Abri a porta de vidro fechando sem fazer barulho algum e dei a volta encontrando minha mãe de costa e pelos movimentos vi que a mesma cortava alguma coisa e falava para as flores.

– Porque me deixou Carlisle? – Ela falou com a voz acusadora. – Sabe eu te amava, sempre te amei desde que te vi a primeira vez e continuo amando mesmo depois de todos esses anos, como gostaria de tê-lo ao meu lado novamente ajudando a criar nossos filhos, dando conselhos... Parece que tudo que digo ou faço é motivo de descontentamento, eles não aceitam uma palavra que digo. – Ela cortou com mais força, acredito ser uma rosa. – Sabe que tudo isso é culpa sua?! Sim afinal nos deixou aqui sozinhos, eu te amo, mais te odeio por ter me deixado! — Ela quase gritou a última parte e por um momento hesitei, melhor seria falar com ela depois, ouvi-la falar assim do meu pai me... Acabei esbarrando em um vaso mais o segurei antes do mesmo cair, porém o barulho chamou atenção de minha mãe que virou, vi que ela passou a mão no rosto rapidamente, secando suas lágrimas. – Quer alguma coisa Edward? Ou veio aqui para defender mais Isabella? – Respirei fundo tentando controlar meu temperamento.

– Sim mãe vim falar de Isabella...

– Não quero saber.

– Então fique quieta e apenas me escute, por favor. – Ela virou de costas e passou a trabalhar no vaso, passei a mão no rosto e respirei algumas vezes antes de começar. – Não entendo a sua... Hostilidade com Isabella, à mãe do meu filho. Eu esperava que ficasse feliz por saber que teria um neto a mais para mimar, mas vi que estava completamente errado. Não posso obrigá-la a gostar de Bella, mas espero que aja algum respeito por sua parte, pretendo ter um futuro ao lado dela e me casar assim que possível. – Vi ela se retrair diante de minhas palavras e continuei. – Se desse ao menos uma chance a você de conhecê-la...

– Não quero saber da mulher que quer roubar meu filho e nossa fortuna q...

– Mas que merda Mãe! – Acabei gritando e com isso ela se virou para mim. – Realmente não sei o que esta acontecendo com a senhora, à mulher que amava a vida, que apesar de sempre ter tido de tudo era humilde, e lutava pela felicidade dos filhos... Só me diga onde ela está agora para que eu possa trazê-la de volta porque a mulher que tenho convivido nos últimos tempos é tudo, menos minha mãe.

– Como fala assim comigo, tem que me respeitar.

– E eu respeito, mas não vou ficar calado enquanto a vejo humilhar a mulher que amo.

– Ah ela já correu para te contar que eu que fui à errada...

– Bella não me disse nada, alias não abriu a boca se recusou a falar, mas não é difícil imaginar o que pode ter dito a ela, você não viu o estado a qual a encontrei, acabada, humilhada querendo apenas fugir de um lugar que acreditei ser seguro para ela.

– Será que não vê que é tudo um teatro para tirar você de mim...

– Não é ela que vai me tirar de senhora e sim você mesma... Que saber, tentei ser calmo e racional, mas cansei... Diz que tem tanto medo de me perder e aos meus irmãos, mas apenas suas atitudes fazem com que eu me afaste, assim como Emm e Alice, suas palavras na mesa feriram seu neto, e como qualquer pai Emm fará de tudo para proteger seu filho, assim como farei de tudo pelo o meu, e sabe no lugar de ficar feliz, por eu estar feliz e por ganhar duas pessoas maravilhosas em sua família. – Neguei frustrado. — No final vai perder três, isso se não perder mais... – Disse me referindo aos meus irmãos. – Ai sim vai ficar sozinha. – Falei e me afastei, não antes de acrescentar. — Meu pai se arrependeu de muitas coisas em seu leito de morte, mas pelas suas últimas atitudes, acredito que nem nesse momento conseguira arrancar tanto ódio de seu coração. Ouvi o que falava do meu pai, lembro-me das vezes que o criticava por tentar nos controlar, contudo esta fazendo igual... Não, pior que ele e se não começar a rever seus conceitos mamãe, acabara mais do que sozinha.

Sai sem dar a chance de a mesma responder e antes de fechar a porta pude ouvi um soluço sofrido.

Passei direto pela casa indo para meu quarto, peguei algumas roupas e coloquei em uma pequena mala, estava saindo do meu quarto quando me deparei com Alice.

– O que...

– Vou ficar alguns dias em meu loft já que meu apartamento falta muitas coisas.

– Mas já falou com a mamãe...

– Bem Esme disse que tem medo de me perder, mas ela ainda não notou que já me perdeu, e no momento não vejo algum motivo para ficar aqui, ainda mais que posso ainda ter o desprazer de ver Paola, ficarei fora apenas alguns dias até consegui me acalmar e não querer mandar nossa mãe para algum psiquiatra.

– Entendo o que dizer, mas bem... Talvez esteja na hora dela aprender alguma lição. – Minha irmã disse meio tristonha.

– Ela esta precisando. – Fui para sala com Alice encontrando meu irmão e cunhados lá brincando com a cidade de madeira com o Hector.

– Vim me despedir. – Anunciei.

– Vai embora tio? – Hector perguntou vindo em minha direção, peguei-o no colo.

– Não garotão, vou apenas ficar uns dias fora de casa, mas vou sair com sua tia Bella, então como não voltarei creio que não nos veremos depois.

– Entendi.

– Mas prometo que logo nos veremos. – Dei um beijo em seu rosto e baguncei seu cabelo.

– Vai mesmo? – Emmett perguntou.

– Sim, não estou com cabeça para aguentar mais nossa mãe e suas atitudes mesquinhas.

– Não sei o que aconteceu com ela...

– Nenhum de nós entende.

Despedi-me de todos e segui meu caminho para o hotel, chegaria um pouco adiantando e daria tempo de ficar com meu filhote antes do almoço com Bella.

Durante o percurso fiquei pensando em qual restaurante poderia levar Bella algum romântico?

Aconchegante?

Chique?

Simples?

Realmente não sabia, perguntaria se tinha alguma preferência, se não decidiríamos na hora, e como a mesma disse que Sophia teria meio que um encontro com Alec, era um ótimo menino logo menos seria efetivado para um novo cargo na minha empresa, e claro com todo seu esforço, nos últimos meses ele vinha se destacando entre os demais, mostrando novas idéias e resolvendo pequenos problemas cotidianos, com certeza era um ótimo rapaz para Sophia, aprendi a gostar dela como uma irmã mais nova, e com esse encontro deles poderia passar o resto da tarde junto ao meu filho e Bella.

Pensar neles me acalmava e pensar no futuro me deixava eufórico, sonhava com o dia em que entraria em casa depois de um dia de serviço, onde teríamos um lindo Liam correndo pela casa e uma Bella com um barrigão, sim gostaria muito de ter mais filhos com ela, ainda mais depois do meu sonho, e o máximo que poderíamos ter quem sabe um time de futebol?

Ri com meus pensamentos, o futuro era incerto e claro que apenas diante de nossas escolhas que ele poderia se tornar realidade. Só tinha um pequeno problema... A mulher ao qual gostaria de compartilhar minha vida aceitar a minha proposta, claro que não pretendia pedi-la hoje em casamento, apesar de minha vontade ser igual aqueles antigos guerreiros que raptavam suas mulheres amadas para casar e ser feliz... É Edward você anda lendo livros demais...

Vontade era que não faltava, mas iria me segurar e faria tudo certo. Só tinha que convencer Bella de continuar aqui comigo, o que sabia que não seria uma tarefa tão fácil, minha pequena tinha um gênio forte e o meu jeito mandão que sei que tinha não ajudava muito nossa situação, mas sabia que conseguiríamos encontrar um jeito de acabarmos juntos.

Talvez esse futuro já fosse presente se tudo tivesse saído certo da primeira vez, mas não pensaria no passado doloroso, o que me lembrou de ontem, ter Bella entre meus braços, mesmo que não completamente, ainda, tinha sido mais do que uma satisfação, claro que tive que fazer um esforço sobre humano para não me entregar aos prazeres que apenas ela me proporcionaria, mas sabia que não era o momento certo, nossa segunda vez tinha sido impensada e seguimos os instintos e a fome de nossos corpos naquela noite da festa, e como da última vez acabamos sendo interrompidos, mas prometi a mim mesmo que na próxima vez que finalmente ficássemos nos braços um do outro seria por nossa livre espontânea vontade e claro sem chance de sermos interrompidos.

Cheguei ao hotel e estacionei um pouco longe para evitar o manobrista, se não na hora de pegar demoraria mais e não estava com muita paciência ainda, travei o carro e fui em direção cumprimentando o porteiro no processo, logo já estava no elevador a caminho do quarto de Bella.

Talvez a levasse ao... Parei meu pensamento assim que a porta do elevador se abriu, sai automaticamente e tentei segurar o insistindo assassino e possessivo que tomava conta de mim, na minha frente tinha uma cena que não gostaria de ver nem em meus piores pesadelos, Bella e Garrett nos braços um do outro, talvez estivesse sendo exagerado, era possível ver que os dois estavam trocando um abraço, intimo demais em meu conceito. Aproximei-me sem fazer nenhum barulho não queria atrapalhar o casal.

– Fico muito feliz por termos nos acertado Garrett, e tudo dará certo daqui para frente. – Ouvi Bella dizendo e dando um beijo no rosto de Garrett e apertei minhas mãos antes que cometesse algum assassinato.

– Vejo que se resolveram. – Falei ironicamente me fazendo presente.

– Edward! – Bella disse animada e sorrindo, mas ao ver minha expressão, creio que não era uma das melhores, seu sorriso se desfez. – O que aconteceu?

– Desculpe se interrompi algo. – Falei ácido ignorando sua pergunta.

– Edward... – Garrett começou.

– Desculpe por tê-los interrompido, mas não se preocupem já estou de saída. – Dizendo isso virei às costas.

– Edward! – ouvi a voz de Bella e continuei, apertei o botão esperando o elevador e com isso Bella me alcançou. – Posso saber o que esta acontecendo?

– Nada, fique com Garrett.

– Edward! – Ela quase gritou e a mirei. – Sério que vai ter essa atitude de “enquanto ele não for meu amigo não pode ser o seu”? Pelo amor de Deus...

– Não é nada disso. — Falei entrando no elevador e Bella me acompanhou.

– Então o que é?

– Quer saber, é quase isso, mais é pior porque ele praticamente a xingou de pr... Nem sou capaz de pronunciar a palavra, e eu a defendi dele e agora você simplesmente volta e se joga aos braços dele...

– Nós conversamos e nos resolvemos, entendi o porquê da sua atitude, se conversasse com Garrett entenderia que...

– Só em seus sonhos que falaria com ele novamente.

– Da para parar com essa atitude de adolescente e agir como um adulto que é.

– Não Bella não da, não enquanto eu vejo a minha mulher nos braços de outro, sendo que esse outro já deixou claro que sente algo mais do que apenas amizade, e ainda mais depois dele ter te chamado de qualquer, como pode perdoar o que ele disse e ainda...

– O perdoei assim como eu perdoei você. – A porta do elevador se abriu e ambos descemos. – Sim ele me ofendeu, disse coisas da qual se arrependeu, mais ele apenas me feriu com palavras no seu caso sabemos que foram mais do que isso, mas não importa isso no momento, então que dizer que você tem direito a redenção ele não? Ainda que ele que esteve do meu lado quando mais precisei.

– Então prefere ficar com ele à comigo? – Me aproximei quase colando nossos corpos, as palavras saíram arranhando minha garganta, só de imaginar isso fazia com que o desespero tomasse conta do meu ser.

– Não coloque palavras na minha boca. – Ela me encarou. — Apesar de que se continuar a se comportar desse jeito vou preferir com toda certeza. – Abri a boca com vontade de retrucar até notar que estávamos nos saguão fazendo mais um show, fechei a boca respirando fundo, passei as mãos pelos meus cabelos e rosto.

– Bella vamos parar por aqui, antes que digamos coisas das quais ambos vamos nos arrepender. Hoje o dia não esta sendo nada bom, então é melhor nosso almoço ficar para outro dia, depois te ligo para nos falarmos. – Falei e Bella nada disse me aproximei com intenção de dar um beijo, mas ela virou o rosto, segurei a onda de raiva que se apossou de mim e dei um beijo em sua bochecha. – Tchau.

Sai sem dar a chance de a mesma responder, cheguei a meu carro e arranquei e pouco me importei se estava no limite da velocidade, algumas multas não me matariam e eu precisava dessa liberdade.

Andei por um bom tempo sem rumo, cruzando ruas e avenidas um pouco vazias de Nova York de um pleno domingo.

– Mas que porra! – Gritei batendo no volante do meu carro. Era só o que me faltava discutir com Bella por causa daquele projeto de pessoa. – Mas sabe que a culpa é sua Edward.

Depois de ficar horas, que era o que parecia, dentro do carro dirigindo sem rumo aos poucos fui voltando a razão, sabia que tinha levado as coisas longes demais, mas o ciúmes que tomou conta de mim naquele momento, sim esse maldito ciúmes que me fez perder a cabeça e a razão.

Cheguei à empresa e entrei, o porteiro estranhou, mas nada disse, estacionei meu carro na vaga de costume e peguei o elevador que me levaria até meu loft, eu tinha um apartamento que era bem maior, mas ele estava praticamente abandonado, não tinha mobília, mas agora que tinha decidido que não moraria mais com Dona Esme tinha que reformá-lo para deixar habitável, para quem sabe futuramente morar com Bella e Liam.

Isso se ainda tiver uma chance com ela.

Não, não seria uma pequena discussão que nos afastaria bem por enquanto meu loft seria o suficiente, entrei no meu quarto jogando a mala em um canto e tratei de ir tomar um banho. A água quente que caia sobre meu corpo aos poucos foi me relaxando e fazendo voltar a raciocinar os acontecimentos com clareza.

Ainda enrolado com uma toalha na cintura peguei o celular e liguei para Bella, e tocou até cair na caixa de mensagem.

– Parabéns Edward, acabou de acrescentar mais uma merda para sua lista infinita. – disse a mim mesmo me jogando na cama sem me dar ao trabalho de me trocar ao menos.

Notas finais
N/B: Hey everybody, como estão vocês? Espero que bem. Depois de um cap todo lindo e fofo para Beward e família esse aqui ficou bom apenas para o lado da Bella. Sophia e Garrett apaixonados, rashei muito das loucuras da Sophia e fiquei feliz que a Bella e o Garrett finalmente se acertaram, acho que ele já pagou pelo o que fez de errado e ficar guardando magoas realmente não é bom... Agora do outro lado da cidade a Esme fez o favor de dar o seu showzinho logo cedo tirando até o lindo e perfeito (quero um pra mim), do Hector do sério, bruxa u.u! Fiquei com um tiquinho de dó quando ela estava na estufa falando do Carlisle, mas isso passa rápido quando me lembro das outras coisas que ela disse, ai o Edward da um de defensor da honra e do nome da Bella para quando vê-la pessoalmente agir dessa forma, francamente né, assino embaixo da fala da Bella quando disse que ele está agindo igual as crianças que não querem que seus amigos façam amizade com seus não amigos u.u aiai seu Edward... É isso ai deixei minha opinião agora é a vez de vocês, comentem e recomendem muito que ainda tem muita água para passar embaixo dessa ponte, mas depende de vocês ai fazerem a sua parte ;). Beijos Kah Nanda SN. N/A: Hey menines olha eu aqui novamente um mês depois o, bem ia postar o capítulo ainda em agosto mais houve alguns contra tempo, mas já estou aqui novamente com esse imenso cap, então finalmente chegamos a parte das “conversas” e claro que esse é só o inicio, como puderam notar o Garrett se enrolou com as palavras mas espero que tenham entendido os motivos dele e o perdoem assim com nossa Beta e eu o perdoamos o/ ... Agora o outro lado da cidade.... A Esme, Dona Esme, não vou comentar nada, espero a opinião de vocês sobre a matriarca da família, e vamos dizer que ela não será nosso foco nos próximos caps, mas o nosso Edward disse umas verdades nas quais ela terá muito a pensar.. E como sempre um pequeno drama para nosso casal, mas tudo ira se acertar e teremos mais algumas conversas no próximo capitulo. E bem acho que é só isso por hoje, obrigado a todas que comentaram no cap anterior e espero todos e mais algumas nesse ^^. E o próximo capitulo será postado daqui mas três semana, mas se tivermos um número considerável de reviews podemos adiantar essa data ^^ . Obrigada Agora fui Kisses Marluce Cullen