Tudo Mentira?

17 16º - Capítulo


Notas iniciais
Apareci Uhu Apareci UHU... Bem como sabem o Nyah entrou em manutenção e eu ia finalmente postar mais um cap no niver da fic/ Niver do Rob (13/05)*0* ... Mas como não foi possível venho arqui agora LEIAM AS NOTAS FINAIS POR FAVOR ;D Postada: 24/05/2014

16º — Capítulo

Por Edward

Olhava para folhas a minha frente sem prestar realmente atenção, depois de marcar todos meus compromissos para o dia Anita me passava à agenda, a qual eu olhava para ter uma noção do que tinha para fazer e mesmo assim ela sempre me lembrava de uma reunião ou algo do tipo, mas hoje eu não estava centrado, lia sem entender uma palavra sequer. A única coisa que vinha em minha mente era uma maneira de reconquistar Bella e tê-la comigo para sempre, junto com meu filho.

Meu filho, senhor que dádiva é essa que você nos concedeu? O Amor que senti só ao olhá-lo é algo inexplicável. E tê-lo em meus braços, aquele ser tão pequeno e saber que foi gerado pela melhor mulher que poderia existir e eu. Ser pai com toda certeza é uma das coisas mais maravilhosas que a vida e Deus pode nos proporcionar.

Queria poder largar tudo agora e estar com eles nesse exato momento, abraçar Bella e dizer que ela me fez o homem mais feliz do mundo, ficar com ela apenas admirando nosso pequeno anjo, sair para passear com eles, vê-lo dormir, dar banho, trocar suas fraudas, ri com esse último pensamento, será que eu acertava ainda?

Fui interrompido pelo toque do telefone em minha mesa.

– Sim Anita. – Atendi.

– Senhor Cullen, o senhor Garrett gostaria de lhe falar, eu disse que estava ocupado, mas ele insiste. – Disse de forma profissional.

– Tudo bem Anita, pode deixa-lho entrar. – Falei e esfreguei meus olhos, Garrett estava se tornando uma pedra no meu caminho, literalmente e já estava perdendo a paciência com isso.

Logo ele entrou e Anita o ofereceu um café que ele prontamente recusou.

– Como vai primo? – Disse com um tom de ironia.

– Muito bem, melhor impossível. – Sorri forçado. – A que devo essa visita inesperada?

– Vamos parar de hipocrisia aqui Edward.

– Digo o mesmo. – Levantei e contornei minha mesa encostando-se à beirada cruzando os braços. — Você que veio até aqui então me diga o que quer?

– Quero que se afaste de Marie, que a deixe em paz.

– Novamente com isso? Só em seus sonhos, agora que a reencontrei nunca mais vou deixa-la entendeu? Nunca! Não sei por que ainda perde seu tempo vindo aqui falar de uma causa perdida.

– Você já a machucou o suficiente no passado.

– Passado Garrett e não pense que ela foi a única a sofrer e você não sabe de nada do que aconteceu e os motivos do porque ter acontecido.

– Eu a vi no fundo do poço, vi seus olhos opacos e sem vida, como se a vida não lhe importasse mais, ela estava totalmente quebrada quando a conheci, ela queria morrer depois daquele acidente, até hoje não me perdoo por ter sido tão descuidado, mas isso não importa ela só conseguiu começar a se reerguer depois que descobriu que estava grávida, e eu que estava lá a ajudando de todas as maneiras que me era possível, mas seu sofrimento ainda continuava, sua gravidez não foi fácil, mas eu a ajudei. Ofereci um emprego, um ombro amigo sempre que precisasse e até ofereci meu nome para o Liam. E você simplesmente foi só o causador de toda sua dor. – Garret falou friamente e saber tudo que a fiz passar trouxe-me a sensação de como se uma faca me cortasse lentamente.

– Eu a teria ajudado, de todas as formais possíveis e impossíveis, mas ela sumiu do mapa a procurei tanto que achei por um momento que ela tivesse sumido desse mundo, mas nunca desisti e não ache que ela é a única que sofreu eu também, e se pudesse pegaria toda sua dor para mim, sei que causei um grande estrago, mas ainda estou em tempo de repará-lô Garrett e não será você que me impedira de fazer isso, ainda mais que agora com nosso filho, já a perdi uma vez e não vou perdê-la de novo. Quero e vou recuperar todo esse tempo perdido e se no final ela não me quiser será uma escolha dela não porque você acha que é o melhor. – Disparei.

– Não vou permitir que a quebre, vi como ficou ontem depois de você ter ido embora, você faz mal a ela será que não nota isso? Eu sei cuidar dela.

– Não quero saber sua opinião, e cuida tanto dela que a mesma esta aqui com nosso filho de três meses, que eu saiba ela deveria estar de licença. Sim cuida muito bem dela. – Falei porem se o mesmo não tivesse trazido ela para cá eu não a teria reencontrado, porém não daria o braço a torcer.

– Não sabe de nada. – falou e se aproximou mais de mim.

– Digo o mesmo. – retruquei e andei ficando bem próximos.

– Eu poderia ser o homem da vida dela, podia ter dado meu sobrenome a ela e o Liam, poderia fazê-la se esquecer de você tão rápido que nunca teria a chance de conhecer seu filho... – Vi vermelho a minha frente diante de suas palavras e antes de notar o que estava fazendo soquei seu olho e apesar da surpresa ele revidou acertando meu queixo.

– MAS QUE MERDA É ESSA? – Alguém ao fundo gritou, mas estava muito ocupado tentando acabar com a vida do desgraçado. Mas rapidamente fomos separados e queria agora era acabar com quem tinha feito isso.

– Mas que merda vocês têm na cabeça para brigar em plena empresa. – Finalmente me foquei ao homem que estava no meio.

– Emm? – Garrett falou.

– Isso mesmo, muito bom ver você primo, e você Edward, mas os dois poderiam simplesmente me dizer o que esta ocorrendo aqui?

– Nada demais. – Garrett falou e ajeitou seu cabelo, mas com um sorriso vi seu lado direito ficar um pouco vermelho, aquilo ficaria bem pior. – Vou embora, e lhe aviso fique longe dela. – falou e saiu, uma raiva homicida tomou conta de mim.

– Ei você pode ficar paradinho, caramba éramos quase como irmãos, o que levou a ter essa atitude? – Emm me perguntou.

– Bella. – Disse, coloquei a mão no queixo que estava agora um pouco dolorido.

– A mulher deve ser muito boa para os dois estarem brigando com ela.

– Não me faça querer bater em você também Emmett.

– Você não teria chance. – Meu irmão falou enquanto flexionava os músculos sobre o terno, revirei os olhos.

–É bom te ver. – Mudei de assunto e nos abraçamos daquele típico jeito masculino. – Pensei que chagaria só amanhã.

– Consegui resolver tudo mais cedo. – Nos sentamos. – Bem mais me fale o que aconteceu para que ambos se atracarem como dois cachorros que querem o mesmo osso. – O fulminei com os olhos. – Ok, desculpe. – Levantou os braços. — Mas o que aconteceu? – perguntou serio.

– É uma longa história. – comentei querendo não falar sobre.

– Estou com tempo. – ele se ajeitou mais e sorriu, sabia que ele não desistiria, por fim comecei a falar.

– Tudo começou quando tive uma idéia.

– Que acho que não foi uma das melhores.

– Não. – balancei a cabeça. – Foi uma das melhores, apesar de que o final não foi bom...

Na próxima hora deixei Emm a par do que vinha acontecendo nesses últimos tempos, e como tinha sido o início de tudo, não tinha contado tudo quando ele tinha me ligado assim que a noticia se espalhou, apenas pedi para não acreditar e que pessoalmente eu explicaria tudo. E estava mais do que na hora, precisava do meu irmão do meu lado.

***

Por Bella

– Vem aqui sua linda. – bati nas minhas pernas e Maggie pulou e começou a tentar lamber meu rosto de felicidade. – Calma menina também estava com saudades de brincar, tadinha, sempre te deixando naquele terraço. – falei fazendo carinho em sua orelha estávamos na pequena sala conversando, Liam dormia no quarto. – Desculpa Sophi, além de ficar de olho no Liam, ter que cuidar da Mag, pode deixar que será reembolsada.

– Que isso Marie, sabe que faço mais do que pelo dinheiro, amo esses dois, e você também, porque alem de ser minha patroa é uma amiga. – ela sorriu.

– Ah Sophia, obrigada, você tem me ajudado tanto nesses últimos meses, que você também só tem a crescer nessa vida, por ser uma alma tão boa e madura, já lhe considero minha amiga também. – sorri, Sophi lembrava a mim mesma há um ano e meio atrás, uma Bella madura, sem pais, tentando viver sozinha, batalhando por um futuro, até tudo mudar. Olhei pela janela fazia um dia tão lindo, meio de agosto e o verão aos poucos ia embora, dando lugar aos ventos do outono. – Poderia levar Mag e Liam no parque hoje. – pensei em voz alta. – Está um dia tão lindo que deveria ser aproveitado e Liam depois da injeção ficou tão bom, dormiu todo o dia de ontem, mas a noite de hoje, acho que recuperou o sono perdido, não tem mais febre, foi literalmente da noite para o dia que ele ficou bom, bem o que acha?

– Concordo ficar um pouco ao ar livre vai ser bom para ele, e está bem ensolarado hoje, e já é quase meio dia.

– Sim, gostaria de ir comigo?

– Ah Claro, seria uma boa.

– Bem então podemos... – fui interrompida por uma batida na porta, achei estranho, Garrett havia passado aqui para dar um bom dia e dizer que não estaria no seu quarto, mas que poderia ligar para seu celular para qualquer coisa.

Peguei Meg no colo e fui abrir a porta e me arrepiei ao ver Edward parado na minha frente com um sorriso descontraído.

– Bom dia. – falou.

– Bom dia. – respondi. – Não querendo ser grosseira, mas o que faz aqui?

– Estava com saudades dos meus tesouros. – disse e sorriu, senti meu coração bater uma batida e depois voltar a bater como as assas de um beijar flor, não sabia o que responder diante dessa declaração.

– Gos... – pigarreie. – Gostaria de entrar? – falei dando espaço.

– Sim, obrigado. – entrou e olhou para mim. – Senti sua falta. – e com isso beijou levemente meus lábios, fez uma careta de dor, mas não disse nada apenas pisquei surpresa. – Ora o que temos aqui. – só depois de fazer carinho em Mag que notei do que se tratava da minha cachorra. – Que linda. – agora ela lambia a mão de Edward, que assanhada.

– Como sabia que era fêmea? – perguntei meio confusa, o que estava acontecendo comigo?

– Não sei. – deu de ombro — Intuição, tendo a deixar as mulheres fascinadas. – piscou e mesmo sabendo se tratando de uma brincadeira, fiquei com ciúmes... – Não a vi ontem.

– Quem?

– Sua cachorra, não a vi ontem quando estive aqui. – disse lentamente, me olhando intrigado. – Esta bem Bella? – balancei a cabeça tentando clarear minha mente.

– A deixo no terraço para ficar mais a vontade. – respondi.

– Entendi. Bem gostaria de fazer um convite. – levantei uma sobrancelha em uma pergunta muda. – Gostaria de levá-los ao parque hoje para um piquenique — ele levantou a mão e notei que tinha um cesta — O que acha?

– Ah, bem... Eu já tinha chamado Sophi para ir comigo e...

– Droga Bella. – Sophi se fez presente. – Esqueci que tenho que terminar umas coisinhas para as admissões da faculdade, e é ótimo que tenha aparecido Edward, — ela sorriu para o Edward, mas o que? — Bella queria muito ir ao parque com Liam e Mag, como ela disse está um dia lindo, e ficar dentro do hotel seria um grande desperdício, e como não vou poder ir, será ótimo você acompanhá-la, não é Bella? – Olhei incrédula para ela, e fiquei sem reação.

– Então vejo que cheguei em um ótimo momento. – se possível seu sorriso se alargou mais ainda.

– Com toda certeza. – Sophi respondeu isso era por acaso algum complô que eu não estava sabendo?

– Não devia estar trabalhando? – Perguntei.

– Tudo que tinha para resolver, já foi resolvido. Agora sou de vocês.

Pensei em negar, arranjar uma desculpa, mas não, do que estava fugindo? Podíamos passar um dia juntos, apenas compartilhando nosso filho e alegria por ele ter os pais juntos em um dia, logo isso não seria possível...

– Tudo bem. Só tenho que separar umas coisas para o Liam e me trocar...

– Leve o tempo que precisar, segundo a previsão do tempo teremos um ótimo dia ensolarado, apesar de alguns ventos, mas nada que nos impeça de ficar um dia no parque.

– Bem então, eu... É... Já volto, fique a vontade. – ele sorriu e fui para o quarto, vi Liam que estava com olhos bem apertos e mordendo suas mãozinhas e olhando para cima, estava tão calminho, não parecia o mesmo de ontem, realmente era como um milagre, a enfermeira depois da injeção disse que ficaria sonolento e ainda ficaria ruim pelos próximos dois dias, mas nada para me preocupar, mas agora ele estava tão bem como sempre esteve. – Parece ate que você fez de propósito para conhecer seu pai. – falei baixinho e beijei seu rosto bochechudo, ele soltou um resmungo e me olhou fixamente. – Hoje você vai sair comigo e com seu papai, e com certeza vai ser um ótimo dia meu anjo.

Deixei então Liam e fui arrumar as coisas, uma manta, um cobertor, frauda lencinho umedecido, uma... Hm melhor duas trocas de roupa, não sabia que horas poderíamos voltar, repelentes... Bem acho que era o suficiente. Coloquei tudo na malinha dele e deixei sobre a cama, peguei então um macacãozinho com touca por precaução, por fim me troquei, coloquei uma leggin com uma camiseta meia estação azul, peguei um casaquinho para levar... Por precaução. Por fim peguei a guia de Maggie e uns saquinhos azuis, coloquei numa bolsinha, separada, e a minha por fim com documentos, remédio do Liam, carteira e um monte de coisas necessárias que só nós mulheres conseguimos carregar mesmo que não usemos.

– Então bebê pronto para um passeio com os papais? – Perguntei com a voz de criança para meu lindo, comecei a tirar a roupa de Liam e sua pele se arrepiou com o ar, troquei a frauda passando pomada, uma pouco de talco pelo seu corpo e por fim coloquei sua roupa, durante o tempo todo Liam só ficou me acompanhando com os olhos, e os seus olhos, lindos e brilhantes como os do pai. – Lindo e cheiroso...

– Posso entrar? – virei e vi Edward encostado na porta nos olhando e sorrindo, aquele sorriso nunca o abandonava.

– Claro. – falei e sorri também e isso pareceu fazer um brilho maior em seu olhar.

– Precisamos de uma ajuda aqui?

– Bem agora não, já terminei tudo com meu gatinho. – peguei Liam no colo e o abracei. – Te amo.

– Vocês são lidos juntos. – senti meu rosto esquentar e sorri sem graça. – Temos com certeza o filho mais lindo do mundo.

– Por causa do pai com certeza... – soltei e depois me toquei o que tinha falado. – É isso... Na verdade...

– Bella, não tente mudar de assunto depois que falar algo que queira, adoro quando você é espontânea, sei que não tivemos e nem temos o relacionamento mais comum do mundo, mas podemos fazer dar certo, basta querermos e pode ter certeza que da minha parte farei tudo para dar certo. – porque ele fazia isso, não podia ser aquele canalha que me fez sofrer... Ok podia estar sendo extrema, mas não tinha como resistir a ele quando falava assim, pintando um futuro que muitas vezes sonhei nesses últimos meses. – Bem vamos?

– Sim. – comecei a colocar Liam no carrinho quando Edward me interrompeu.

– Posso levá-lo?

– Claro. — então o passei para o colo de Edward, quando nossos braços se tocaram, algo nunca me pareceu tão certo e em seu devido lugar.

– Oi meu filho, hoje vamos ver se estou tão velho para conseguir cuidar de você, mas bem acho que será pior quando ele estiver correndo pela nossa casa e eu atrás. – Edward riu e o acompanhei, o futuro que ele pintou parecia tão fácil e correto, por um momento imaginei que esse seria nosso futuro certo, mas preferia não fazer expectativas para um futuro incerto.

– Vamos. – falei e empurrei o carrinho de Liam com sua bolsa embaixo. – Sophi, não sei que horas vou voltar, caso Garrett queira algo, peça para ele me ligar, por favor, e você tem certeza que não quer ir conosco?

– Ah sim, tenho que ligar para os meus tios, falar com meu irmão e bem também tem as universidades, não se preocupe comigo.

– Tudo bem, então nos vemos mais tarde. – fui me despedir com um beijo no rosto e ela sussurrou “se divirta” enquanto eu soltava um “depois conversamos”.

– Tchau Sophia, ate mais tarde.

– Tchau Edward.

Enquanto eles se despediam peguei Maggie e coloquei sua guia e a prendi no carrinho como fazia em São Francisco, peguei a cesta que estava em uma mesinha e saímos. Durante o percurso do quarto para fora do hotel não falamos uma palavra, só olhava maravilhada o Edward falando com Liam, sorrindo, beijando seu rosto, dizendo que o amava, que é lindo entre várias outras coisas, e quando conseguia tirar meus olhos deles, notava algumas pessoas nos olhando e comentando entre si.

– Que ir a pé ou de carro? – Edward perguntou.

– Prefiro a pé, o tempo está bem propício para uma caminhada.

– Certo.

Passamos a caminhar esse era o bom do hotel, ficava muito perto do central park, em menos de dez minutos se não me engano.

– Nem perguntei como Liam esta? Sou um pai desnaturado, até ontem ele estava com febre e hoje o carrego para o parque.

– Ah bem, na verdade ele esta muito bem, nem parece aquele chorão de ontem — brinquei e alisei a bochecha de nosso filho, que olhava em volta curioso. – Ate parece milagre, de ontem para hoje ele melhorou 100% hoje estava normal como os outros dias.

– Parece que fez de propósito para me conhecer. – apenas assenti incrível como tínhamos o mesmo pensamento. – O que importa é que o conheci que tenho vocês dois agora. – ele me olhou com tanta intensidade que por fim desviei o olhar. – Então acho que poderíamos conversar hoje. – voltei a mirá-lo. – Bem minha intenção era fazer isso na festa mais, bem... Nós é bem, você sabe...

Sim eu sabia meu corpo principalmente, um arrepio tomou conta dele, lembrar-me de sua caricia, seus beijos, toques, me fazia querer fechar os olhos e lembrar cada minuto.

– Bem o que acha? – ele perguntou e voltei ao presente.

Suspirei.

– Talvez seja bom — pigarreei — Para nós dois.

– Nós três. – sorriu. Assenti.

Então chegamos ao parque, apesar de ser uma segunda feira, estava um tanto movimentado pessoas em suas caminhadas, sozinhas, acompanhadas, um ou outros deitados sozinhos na grama verde, pegando só um sol, lendo, namorando...

– O que acha de ficarmos debaixo daquela árvore? – Edward apontou para uma um pouco distante. – Ela é grande e seus galhos e folhas permitem que o sol passe por elas, mas não tanto, apesar de que esse sol é o menos indicado para bebês, mas ali acho que não teria problema nenhum para o Liam certo?

– Claro. – me impressionei por sua preocupação e por tudo que tinha pensado Edward realmente era o melhor pai de todos.

– E também fica um pouco afastado e podemos deixar Maggie correr livremente sem nos preocupar. – não fiz outra à coisa a não ser concordar, ate em Mag ele pensava.

Chegamos a arvore em que tinha falado e a vista para o parque era totalmente apaixonante.

– Lindo aqui.

– Totalmente, quando éramos crianças Emmett, Alice e eu vínhamos quase todos os domingos aqui com nossos pais, apesar de tudo meu pai conseguia ser um pouco... Pai às vezes. – ele soltou uma risada forcada.

– Meu pai e eu saímos para pescar em Forks. Era com certeza a melhor parta da minha semana.

– O passado não se pode mudar, o futuro podemos planejar e viver o presente como o único que ele é, minha avó dizia isso. Agora consigo entender perfeitamente o que queria dizer. – suspirou. – Mas bem me deixe arrumar aqui. – ele passou Liam para meu colo que estava mais acordado que nunca, assim que peguei Liam o mesmo resmungou e acompanhou Edward com o olhar. Em menos de 48h ele já tinha conquistado o filho.

Enquanto andava de um lado para o outro Edward arrumava o lugar que ficaríamos, primeiro pegou uma toalha xadrez, daquelas que você só imagina nos filmes. A esticou bem e prendeu no chão com alguns gravetos, depois retirou mais uma manta de uma pequena bolsa que esteve dentro da cesta e a dobrou ate parecer uma pequena cama, então retirou seu casaco e a colocou no meio da toalha na parte de cima. O que estava fazendo? Depois passou a tirar coisas da cesta, um caixa de suco, copos de plástico, biscoito, frutas, e um pote com bolo. Realmente estava impressionada.

– Bem o que acha?

– Que estou com muita fome. – ri e ele também.

– Bem tentei fazer essa cama provisória para Liam, caso ele queira dormir, ficamos cada um de um lado para qualquer vento que possa surgir não pegue diretamente.

– Você realmente pensa em tudo.

– Gosto apenas de cuidar do que me importa. Bem podemos aproveitar agora. Posso soltar Maggie?

– Sim, por favor.

Então ele soltou Mag que saiu correndo pelo parque, mas não muito longe de nós, corria como louca e voltava para perto da gente e se afastando em seguida, acabei rindo.

– Ela me diverte muito.

– As pequenas são as mais agitadas. – ele piscou e segurou Liam enquanto me sentei e depois me entregou e se sentou do outro lado.

– Então... – antes de começar a fala Liam começou a se agitar em meu braço e sua cabecinha virando em direção a meu seio e abrindo a boquinha, acabei esquecendo a mamadeira, e ainda bem que já podia amamentar.

– O que ele tem? – Edward perguntou e senti um tom de preocupação.

– Ele que mamar. – respondi calmamente.

– Ah!

– Pode pegar uma frauda de pano na bolsa dele?

– Claro.

Assim que Edward se levantou Liam resolveu abrir o berreiro, então levantei minha blusa abrindo o sutiã, meu seio mal se libertou Liam abocanhou ele e passou a sugar fortemente.

– Mas como está faminto esse menino. – Sorri e passei o dedo por sua face, ele mamava olhando para meu rosto, mas desviou para o lado o segui e vi Edward, já sentado do meu lado, o olhando, e pensei que sentiria vergonha, mas para mim foi como a coisa mais normal do mundo, ter Edward ali nos vendo.

Como uma família.

Edward mirou em meus olhos por um momento e logo voltamos a ver nosso filho sugando sua fonte de alimento continuei dando de mamar e o tempo pareceu parar ao nosso redor, como se estivéssemos em uma bolha sendo ignorados pelo resto do mundo, não se ouvia mais ao longe o barulho do trafego, nem os sons de algumas crianças brincando, ou das pessoas conversando ao longe, apenas o suave som da brisa junto com o canto de alguns pássaros, era um momento totalmente mágico, único.

Poucos minutos haviam se passado e comecei a me sentir desconfortável pela posição a qual me encontrava se tivesse um lugar para me encostar... Senti a mão de Edward tocar meus ombros e o mirei.

– Encoste-se a mim vai se sentir mais confortável. – como era possível? Ele tinha algum tipo de poder pelo jeito, afinal adivinhava meus pensamentos.

– Obrigada. – encostei-me em seu peito e as mãos de Edward passaram por meus braços e depois fez carinho em Liam, que nem desviou o olhar.

– Como é faminto esse menino. – disse e no mesmo momento Liam se soltou do meu seio e fez um muxoxo e voltou a mamar, acabei rindo alto. – Ok, entendi, recado dado não falo mais nada.

Edward afastou a mão de Liam mais deixou em minha cintura, enquanto a outra fazia carinho em meu braço continuamos no silêncio.

– Foi difícil? – ele perguntou assim que Liam parou de mamar.

– O que?

– Tudo, a gestação, o parto, depois...

– Pouca coisa foi fácil Edward. – vi sua boca formar uma linha reta. Suspirei. – podemos falar daqui a pouco disso?

– Tudo bem.

Coloquei então Liam em pé em meu colo para fazê-lo arrotar.

– Posso? – Edward perguntou e entendi assenti passando nosso tesouro para seus braços, prontamente ele o pegou e pôs a bater suavemente nas costas de Liam, que não demorou a arrotar e fazer outras coisas e ri. – Bem acho que não perdi totalmente a pratica, será que consigo o próximo passo? – o olhei espantada, ele tinha comentado algo sobre seu sobrinho, mas não imaginei que ele também havia trocado fraudas.

– Por mim tudo bem.

– Ok.

Então ele me passou Liam e foi ao carrinho pegou o trocador que ficava fixado na lateral, então pegou novamente Liam e durante todo processo fiquei apenas quieta observando, ele fez exatamente tudo direitinho, de tirar a roupa a colocar de volta.

– Aprovado? – perguntou depois de guardar tudo e pegar Liam novamente.

– Com maestria.

– Bom saber, acho que preciso de um pagamento depois. – falou e piscou.

– Posso pensar em algo depois. – pisquei também e ele sorriu então Liam bocejou e começou a fechar os olhos.

– Acho que alguém esta com sono.

– Sim, quer que eu... – mais depois do seu olhar desisti. – Mas se quiser pode ficar a vontade.

Ele agradeceu e passou a balançar suavemente Liam que não demorou muito e caiu no sono, colocou então ele entre nós e o cobriu.

– Acho que podemos conversar agora. – falei.

– Sim...

– Então. – falamos juntos nos olhamos e sorrimos.

– Por favor... – disse suspirei fundo e comecei.

– Como disse não foi nada fácil depois que sai de Forks, eu me sentia destruída, confusa totalmente sem rumo, peguei minhas economias e no aeroporto decidi para onde ir, consegui uma passagem de ultima hora e por um preço bom para Califórnia, assim que cheguei consegui um hotel barato, mas não ligava para nada, e então confusa e sem prestar atenção acabei sendo atropelada...

– Eu não...

– Deixe-me terminar primeiro, por favor. – pedi e ele assentiu. – Só sei que acabei sendo atropelada e bati a cabeça quando cai no asfalto. Depois só lembro-me de acordar no hospital, sozinha, então depois de conseguir raciocinar tudo veio à tona, me lembrei do porque estava ali, e não vou mentir Edward, quis morrer, como eu pedi para morrer naquele momento, queria apenas que a dor que sentia sumisse. Ou que tivesse perdido a memória, ou que fosse na pior das hipóteses tudo apenas um sonho, não queria aceitar a realidade. – minha voz tremia e suspirei tentando me acalmar, mas as lembranças... – Então uma enfermeira entrou e viu que estava acordada, a primeira coisa que pedi foi um copo d’água, depois ela chamou um médico, e pouco depois estavam me explicando o que tinha acontecido, o homem que me atropelou não teve culpa nenhuma, pois eu havia sido a errada, ma que o mesmo só foi embora depois de saber que eu estava fora de perigo, depois ele perguntou se eu tinha alguma família para que pudessem chamar, neguei, afinal não tinha ninguém ali mesmo, ele informou então que se eu me sentisse melhor dali algumas horas poderia me dar alta, mas que teria que tomar alguns cuidados. Depois de um pouco mais de conversa ele me informou que minha conta no hospital já tinha sido paga, e que depois da alta poderia ir embora, antes dele ir perguntei quem tinha pagado, e ele falou que foi um moço que ficou o tempo todo comigo e que o mesmo queria me ver depois que eu acordasse, mas precisaria do meu consentimento, ou algo assim da política, acabei concordando afinal porque não conhecer meu bem feitor, então ele entrou na sala...

– Garrett...

–Sim, Garrett, primeiro hesitante mais depois passou a conversar comigo, e estava feliz por eu estar bem e que tinha ficado preocupado, então perguntei que dia era. – senti meus olhos lagrimejarem. — Era dia 13 de setembro, meu aniversario e eu tendo um péssimo dia, talvez meu emocional muito abalado fez com que eu chorasse que nem um bebê, Garrett me acalentou, deixou, eu uma desconhecida, molhar sua blusa. Então posso dizer que a partir dai começou uma amizade, ele se ofereceu para me levar ao hotel que estava não devia aceitar por se tratar de um estranho, mas ele me passou uma confiança, então aceitei, no percurso conversamos sobre o que estava fazendo ali, e apenas por cima contei que precisava de novos ares e a Califórnia era o lugar que sempre conheci, ele não precisava saber dos verdadeiros motivos, após me deixar no hotel ele se foi e pensei que nunca mais o veria.

“Mas me surpreendi ao sair no outro dia e o ver enfrente ao meu hotel com a desculpa de que eu tinha esquecido a receita no carro dele e que o mesmo já tinha comprado tudo o necessário. No fim acabamos em um restaurante comendo e com uma proposta de trabalho, e a partir disso começamos uma amizade ele me ajudou muito quando eu não tinha ninguém foi realmente um anjo, mesmo sem nenhuma experiência me deixou como sua assistente, e sua secretária, no começo a contragosto, passou a me ajudar, a me inteirar mais sobre o assuntos da empresa, e eu comecei a me sentir útil então, tinha algo para me ocupar, mas quando voltava para o hotel, ficava totalmente depressiva, mas estava tentando lidar ainda com o buraco em meu peito.”

“Dois meses depois, já tinha conseguido alugar uma casa em um bairro médio, e comprado uns moveis, por fim Garrett me ajudou a comprar o restante dos moveis, o que aceitei relutante e me deu Maggie de presente pelo novo recomeço. – falei e fiz carinho na orelha de Maggie que estava agora deitada na grama do meu lado. – Ela me ajudou na solidão que eu sentia, era bom chegar em casa e ter alguém para me distrair e fazer companhia. Então mais um mês se passou, comecei a sentir enjôos, levantar estava se tornando uma tarefa difícil, até que um dia falando com Garret após me levantar senti uma vertigem muito forte e desmaiei, e mais uma vez acordei no hospital e com a noticia que ia ser mãe, estava com três meses. – agora lagrimas caiam livremente por meu rosto. – Eu não conseguia acreditar, era irreal que eu estivesse engravidado em uma única vez, e da pessoa que tinha me feito tanto mal, que agora teria um ser que eu já amava incondicionalmente que provavelmente nunca conheceria o pai. Então a partir dai eu lutei, comecei a me cuidar e a viver pelo meu filho.”

“Quando fui fazer o primeiro ultrassom, apesar de dizer que queria uma menina, meu corpo e meu inconsciente sabia que seria um menino, Garrett esteve comigo e me apoiou, depois de um dia passar muito mal Garrett disse que eu já devia entrar em licença, mas eu não podia, seria pior, ficar em casa sozinha com Maggie e sem mais nada para me distrair, então coloquei um sorriso no rosto e disse que estava tudo bem, até ele me pegar um dia no banheiro depois do expediente chorando que nem uma criança precisava desabafar então contei tudo relacionado a você, menos seu nome, não consegui pronunciar em voz alta. – perdida em pensamentos foquei em seu rosto, contorcido de dor e angustia seus lábios cerrados fortemente, não queria fazê-lo sofrer, ele precisava disso, eu precisava. Continuei. – Enfim, com cinco meses contratei Sophi para me ajudar com assuntos relacionados a casa, ela lembrava da Bella de Forks, sem pais, mas com um irmão, que lutava pelo futuro.”

“E o tempo foi passando, continuei trabalhando montando o seu quarto, conversando todo dia e dizendo como o amava. O parto foi prematuro, ele nasceu de oito meses dia treze de maio, não foi fácil, pensaram em fazer uma cessaria mais não quis e insisti no normal, após horas que pareceu anos ele veio ao mundo, sujinho, lindo, olhos abertos e um pulmão que Deus. – ri lembrando, derramando mais lagrimas, olhei diretamente e vi que Edward chorava comigo. – Ele foi com toda certeza uma dádiva para mim, por mais que o amasse e amasse estar com ele o primeiro mês não foi fácil, o máximo que sabia de bebês era o que as enfermeiras tinham me ensinado, o resto só sabia na teoria, quando vim para casa estava em desespero, mas não queria que meu filho tivesse uma mãe medrosa e paranóica, então engoli o choro e cuidei dele, tive depressão pós-parto, recomendações medicas é que eu tivesse algo para me distrair, mas com o que? E como? Por fim com o coração na mão e me sentindo a pior mãe do mundo pedi para Garrett se poderia voltar a trabalhar, porque era o que eu precisava no momento, depois de um acordo entre nós, passei a trabalhar apenas três horas, e pode parecer estúpido, mas me ajudava. E com os dias, semanas passando me senti cada dia mais forte, e por fim me livrei de todos meus males. Até eu vir para cá e o reencontrar. – acabei falando por fim e limpando as lagrimas que pareciam nunca mais parar.

– Então fui o pior dos seus erros. – disse simplesmente com a voz quebrada.

– Não, você foi o pior dos meus acertos, mas com certeza o melhor dos meus erros. – ele me olhou confuso. – Sem você não teria a pessoa que mais amo no mundo, sem você eu não teria crescido, sem você não teria a dádiva de ser mãe.

– Sem mim você não teria sofrido tanto.

– Quem disse que a vida é um mar de rosas? Que podemos viver como em um conto de fadas? Isso fica para as histórias de crianças e há muito tempo deixei de ser, sei que tudo poderia ter sido diferente se nossas atitudes fossem outras, talvez estaríamos juntos ainda, ou separados, mas já aconteceu, é passado e não podemos mudar o que aconteceu, quem sabe talvez concertar.

– Você deve me odiar...

– Se tivesse me perguntado isso até um tempo atrás falaria que sim sem hesitar, mas hoje que tudo que senti por você foi uma grande magoa, confiei imensamente em você Edward, e por fim você mentiu, sabe como me senti? Usada, suja, que quando finalmente resolvi me entregar a um homem, ele simplesmente estava brincando comigo, com meu corpo, estava destruída, e como um cachorro fugi para um canto a qual pudesse lamber minhas feridas sem ser incomodada, e em uma atitude de desespero fui embora, largando a lanchonete, minha casa, meus tios, James, tudo e todos que conhecia.

– Eu te machuquei.

– Muito, e eu só quero entender porque fez o que fez afinal eu mereço uma explicação.

Ele suspirou e olhou para Liam que continuava adormecido, depois de alguns segundos voltou a olhar para mim com uma chama de determinação em seu olhar.

– Primeiramente quero lhe perdi perdão pelo o que te fiz passar, como gostaria de estar com você em toda gestação, nos primeiros dias da vida de Liam, lhe apoiando, cuidando dele enquanto você dormia, ou tomava banho. Mas como disse, não se da para voltar ao tempo. Tudo começou quando meu irmão fugiu para se casar em Las Vegas, Emm e Rose se amavam, mas meu pai era contra eles ficarem juntos, mas o que importa é que apesar de viverem em mundos diferentes, conseguiram superar. Emmett foi preparado à vida toda para tomar conta da empresa depois que meu pai se aposentasse, mas com essa mudança de planos inesperado, no fim eu me vi comandando a empresa da minha família sem nenhuma experiência, mas com ajuda dando um jeito, nunca me interessei realmente, sabia que talvez teria que ter algum vinculo com ela, pensei em ser o fotografo para a divulgação das jóias. – o olhei intrigada. — Meu sonho era a fotografia e musica, aos dezoito anos tinha o sonho de viajar pelo mundo tirando fotos dos lugares mais incríveis que pudesse encontrar, mas não foi possível.

“Após Emmett ir embora, passei ajudar meu pai na administração da empresa, e depois que ele faleceu eu assumi tudo querendo ou não, e assim foi indo minha vida, reuniões, congressos, contratos, empréstimos, lançamentos, pessoas que só se preocupavam com meu status, ou os milhões que tenho no banco. – ele soltou uma risada fechada. – Eu não tive uma vida normal Bella, estudei na melhor escola do país, tive uma disciplina rígida, não que esteja reclamando, mas imagino se minha vida não seria mais fácil se eu tivesse nascido em uma família normal... Então tive uma ideia maluca completamente e resolvi tirar férias de tudo e tentar ser uma pessoa normal, procurei na internet cidades pequenas e encontrei Forks, Alice tentou fazer uma transformação, Jasper comprou uma casa e comprei uma picape velha e então me embarguei nessa que seria uma aventura, então eu a vi, pela janela do meu quarto fechando a cortina do seu, e me encantei por sua beleza, me chame de lunático mais passei muito tempo olhando pela minha janela para ter a chance de vê-la. – pisquei realmente surpresa pela sua confissão. – Deve me achar um louco psicopata, mas depois de um tempo, encontrei aquele bar, você, James, Tanya, Victoria, Laurent... Todos vocês me fizeram ter a vida que sempre quis, sem complicação, normal, trabalhando para ter dinheiro... Então começamos a nos aproximar, todos os momentos, risadas, brincadeiras, discussões, como eu amei cada instante, eu me sentia o verdadeiro Edward, aquele que se escondeu por tanto tempo. Depois que passei mais tempo com vocês, decidi que contaria toda verdade assim que chegasse a hora, que pela primeira vez tinha amigos de verdade, então tivemos a nossa primeira noite, se antes já estava decido a contar tudo, você ter essa confiança em mim, só me fez ter mais certeza ainda, então tudo aconteceu e você descobriu da pior forma possível.”

“Voltei para Forks dois dias depois, James mal me deixou falar e me deu um presente. – ele passou a mão no queixo e notei um pequeno arroxeado, mas o que... – E depois tentei mais vezes, mais todas inúteis, ele disse que não tinha noticiais suas, procurei você por toda península, mas você esta mais do que longe dali. E depois de um tempo desisti, então nos reencontramos, e todo esse tempo você esteve com meu primo, tão perto e tão longe ao mesmo tempo, e por fim quando tentei ser racional e fazê-la me ouvir, a saudade que sentia de você era tanta que mal racionei, só sabia que queria tê-la em meus braços novamente, e depois de tudo tive a melhor noticia, que era pai.”

“E no final é isso, fui um infeliz filho da puta que te magoou, que devia ter dito toda verdade desde o principio, que vai fazer de tudo para reconquistá-la e mostrar que podemos construir um futuro com nosso filho e quem sabe uma futura grande família”. – ele sorriu e senti meu coração se encher. Talvez alivio? Não sabia, mas uma paz momentânea tomou conta do meu ser, podia tentar entender o lado de Edward, não deve realmente ter sido fácil sua vida, eu não me imagino em uma vida dessas, realmente não seria para mim.

– Então? Acha que podemos começar a construir um futuro juntos?

– Acho que podemos viver um dia de cada vez. Eu perdoo você Edward, mas isso não quer dizer que teremos um futuro juntos, não é porque temos um filho que quer dizer que ficaremos juntos para sempre, claro que ele é um laço eterno, mas caso não tenhamos esse futuro... Bem não seremos os primeiros e nem os últimos a ter uma relação assim.

– Mas eu não quero fazer parte de nenhuma dessas partes. – rebateu.

– Eu não quero me comprometer com algo que ainda não estou preparada, e também tem o fato que você tem uma vida aqui e eu em São Francisco...

– Como? – me interrompeu exaustado.

– Edward eu reconstruí minha vida, tenho um emprego, uma casa lá agora.

– Podemos resolver isso...

– Um dia de cada vez — o interrompi. — Por favor. – O vi respirar fundo fechar os olhos como se estivesse com dor de cabeça.

– Tudo bem, um dia de cada vez.

– Obrigada.

Apesar de termos resolvido por hora, senti a tensão diminuir um pouco.

– Podemos comer agora? O que acha? – sorriu.

– Sim. – retribui o sorriso.

Então ele passou a me servir um copo de suco com o Bolo de laranja, que estava muito bom por sinal.

– Charlote que fez a cozinheira de casa. – falou depois que disse que estava bom. — Pode deixar que vou falar para ela, e quem saiba possa falar pessoalmente.

Engoli o suco com dificuldade, eu na casa de Edward?

– Bem antes que esqueça Emmett chegou hoje, e nos convidou para a festa de Hector, vai ser em minha casa o próximo final de semana. – abri a boca para falar, mas ele não deixou. – E antes que fale algo, Hector e Liam são primos, nada mais do que conhecerem meu filho, e sim deixarei claro para todos que tenho um, e já apresento você para minha mãe, e amigos próximos da família. O que acha?

– Ah bem... Er tudo bem. – o que poderia ter demais.

– Ok. – Edward disse e pude notar o sorriso discreto em seus lábios.

Voltamos a comer e a falar sobre o parque, paisagens, banalidades. Assim que terminamos ele guardou tudo na cesta e ficamos os dois deitados ao lado de Liam o admirando.

– Por que Liam? – perguntou de repente e corei ninguém nunca tinha perguntado, apenas comentavam que era um nome diferente.

– Bem, eu pensei em Willian primeiramente mais achei muito formal então, bem... Lembrei-me de uma história que li, e entre uma pesquisa e outra realmente gostei de Liam, que é um nome irlandês apesar de origem germânica de Willian, e que dizer “o protetor corajoso", ou "aquele cuja vontade é proteger”, achei forte, então decidi. Acha que fiz uma boa escolha?

– Não poderia ser mais perfeita. – falando isso nos encaramos, Edward olhou profundamente para mim, e aos poucos fomos nos aproximamos, coloquei minha mão em seu queixo e ele estremeceu, então lembrei do roxo que tinha visto.

– O que foi...

Ouvimos um barulho e olhamos para baixo vendo nosso lindo piscando e bocejando.

– Boa tarde meu anjo. – eu e Edward dissemos juntos e acabamos rindo.

Começamos a brincar com Liam, como dois pais bobos babões, ate Maggie que tinha levantado e corrido um pouco voltou e cutucou Edward que quando a olhou soltou uma madeirinha do seu lado.

– Alguém que brincar também. – falou e se levantou. – Vem menina.

Maggie correu atrás dele e pulava tentando pegar a madeira, Edward então a pegou há jogou um pouco longe, Mag logo tratou de pegar e voltar, e assim os dois continuaram por um bom tempo, me ajeitei sentando em forma de índio e coloquei Liam em meu colo de frente para os dois que brincavam e via seus olhos acompanhar eles e um vislumbre de sorriso aparecer vez ou outra.

Um bom tempo depois Edward se jogou do meu lado ofegante junto com Maggie.

– Vocês são um páreo duro.

– Da para o gasto né menina? – falou e continuou fazendo carinho em Maggie.

Aproveitamos então um silencio gostoso, olhei meu relógio e fiquei surpresa que já era quase quatro horas, como o tempo tinha passado e mal tinha notado. E agora algumas nuvens já encobriam o sol, apesar de ainda estar um dia quente, o vento se fez mais presente.

– Logo temos que ir, esta começando a ventar e Liam já ficou muito tempo ao ar livre.

– Sim. – logo ele se levantou. Vou dar água para Maggie e lavar minha mão, já volto. – assenti, eles não demoraram muito e já estavam de volta, terminamos de arrumar tudo e dessa vez Liam foi no carrinho acordado e curioso como sempre.

– Gostaria de um sorvete? – perguntou quando estávamos quase na saído do parque.

– Sim.

– Que sabor?

– Hmmm, chocolate.

– Dois de chocolates, por favor.

– Sim senhor. – o sorveteiro logo tratou de nos servir, Edward pagou agradeceu e continuamos nosso caminho.

– Acho incrível que ninguém tenha o parado.

– Por quê?

– Bem você é uma pessoa conhecida aqui.

– Bella sou apenas um empresário, não um ator, graças a Deus, se às vezes acho que sou perseguido, ficaria pirado se fosse um ator, que não pode nem tomar banho sem todos saberem. Definitivamente tudo isso não é para mim.

Concordei e continuamos, conversamos sobre alguns pontos turísticos e não demorou muito para chegarmos ao hotel, pegamos o elevador indo até o andar onde estava.

– Chegamos Sophi. – disse assim que abri a porta.

– Hey! – ela falou se levando da mesa onde estava seu notebook. – Pelo que vejo se divertiram muito.

– Foi um dia bem proveitoso. – disse.

– Diria Maravilhoso. – Edward respondeu me olhando.

– Bem dei-me Liam Bella, vou dar um banho nesse rapaz. – ela falou e nem me deixou responder apenas pegou Liam do carrinho e antes de ir Edward se despediu de Liam e então ela sumiu com ele pelo quarto.

Pisquei com sua reação então me voltei para Edward.

– Gostaria de ficar? – perguntei sinceramente.

– Nada me daria mais prazer, mas tenho que ir agora. E hoje foi apenas um dia dos muitos que espero passar com vocês. – mordi o lábio. – Podemos fazer mais um programa desse durante a semana.

– Mas você trabalha, não quero que se...

– Bella, sou o chefe, acho que sair uns dias mais cedo, ou não ir trabalhar não vão me prejudicar, e essa é uma das vantagens em ser o todo poderoso. – acabei rindo do seu jeito de falar.

– Um dia chego lá.

– Tenho certeza que sim. – acariciou minha face e o acompanhei até a porta. – Nos falamos para marcar algo, e vou sentir saudades. Um beijo de despedida? – hesitei por um momento e por fim assenti.

Ele se aproximou lentamente de mim e esperei ansiosa, então por fim encostou seus lábios nos meus, uma pressão suave porem firme, mas aquilo não bastava logo sua língua pediu passagem por minha boca que prontamente o aceitou, e foi um beijo suave, quente. Era diferente, talvez inexplicável, o beijo parecia algo como um acordo, paz, harmonia?

O que eu estava pensando, realmente coisas nem nexo, Edward tinha essa capacidade sobre mim. Deixando de ser uma mera espectadora tomei também atitude, passei a retribuir o beijo, aumentando o ritmo, sua mão então foi para meu quadril me puxando mais contra o seu corpo descendo e deixando na altura do cóccix, mas o ar começou a faltar e nos separamos com singelos selinhos e ofegantes.

Edward ainda beijou minhas bochechas indo para minha mandíbula e por mim beijando minha testa.

– Até.

– Até. – respondi, e fiquei na porta o vendo ir.

Assim que o elevador abriu vi Garrett saindo dele e parar assim que se deparou com Edward, fiquei apreensiva por um momento, os dois se encararam e pelo o movimento dos lábios de Garrett notei que trocaram algumas palavras, mas com certeza não foi nenhum cumprimento amigável.

Por fim Edward entrou no elevador e antes das portas se fecharem me deu um tchau que retribui.

Garret já passou direto por mim sem falar nada, o que achei estranho.

– Garret. – nada. – Pode falar comigo? – começou a procurar a chave no paletó. – Hey! – me aproximei dele. – O que foi?

– Nada Marie, só estou cansado, será que não posso ter um minuto de sossego? – disse exasperado. Não entendi sua atitude.

– Olhe se é por causa do...

– Não é por causa dele merda! – disse e me encarou nesse momento vi o roxo em seu olho.

– O que aconteceu?

– Nada Marie, nada... – suspirou. – só me deixe em paz, nos falamos depois.

Dizendo isso fechou a porta na minha cara, voltei para o meu quarto e fechei a porta, que bicho o tinha mordido?

Fui para o quarto e vi o barulho no banheiro.

– Vou separar a roupa dele Sophi. – falei na porta do banheiro.

– Tudo bem.

Peguei a malinha de Liam e passei a escolher a roupa, enquanto isso repassei o dia de hoje, até chegar nesse final com Garret. Descobriria o que...

O lábio de Edward estava levemente roxo.

E o olho de Garret também.

Será que? Não podia ser uma mera coincidência não é?

Não posso acreditar que tenham brigado.

Mas eu vou descobrir que motivo levou os dois a brigar como dois adolescentes.

– O que será que sua mãe esta pensando que nem nos ouviu entrando? – Sophi perguntou e me virei vendo meu anjo enrolado na toalha.

– Nada demais por enquanto. Vem meu anjo deixa a mãe te trocar...

Notas finais
N/B: Olá a todas, demoramos aqui não é verdade? Mas afirmo que é tudo culpa da Marluce (sou sincera u.u), eu falava pra ela todos os dias sentar a bunda na cadeira, cama, chão onde fosse e escrevesse, mas ela não o fazia... Não brincadeira gente a vida off é super pesada e a nossa autora iniciou sua faculdade esse ano então já viram a correria né, viemos com esse capitulo para o aniversário da fic que foi no dia 13/05, mas com o bonito do Nyah fora do ar só podemos estar postando hoje u.u, quem acompanha minha fanfic Endless Love também tem post por lá ;)... Mas de qualquer forma parabéns pra TM que ela continue no coração de vocês e fazendo muito sucesso sempre, assim como o nosso gato lindo que também aniversariou no dia 13, Robert nosso eterno amor, muitas felicidades pra ele também ♥. Agora sobre os nossos bonitos, primeiramente o momento de machos do Garrett e do Edward, sério só eu que achei os pensamentos do Garrett parecidos com os do Jacob na cena da barraca em Eclipse, aquele tal de “se você não reaparecesse eu teria tido tempo de conquista-la”, ah queridos vocês tiveram todo o tempo do mundo sozinhos perto da Bella se nunca rolou nada é porque não vai rolar ok. Ela é do Edward e o casal é Beward e ponto final u.u... Depois essa tarde perfeita em família, em vários momentos tive que me segurar para não vomitar os arco-íris, amei o papo sério tanto da Bella quanto do Edward e isso é o mais importante, quando acertamos os ponteiros da dor, as outras coisas podem se resolver rapidinho... E esperamos de verdade que as coisas entre esses dois se resolvam né... É isso já falei demais, agora é a vez de vocês, voltem do descanso e venham comentar o que acharam que eu vou dar mais umas pressionadas na Mah para ela voltar rapidinho com capitulo novo pra vocês, comentem bastante, recomendações também são sempre bem vindas e nos vemos no próximo, Beijos. Kah Nanda SN. N/A: Oie genteee o/ ... Sim sim eu estou aqui por uma intervenção divina chamada inspiração e Karine *0* ... kk Bem pessoal, realmente peço desculpa do fundo do coração, algumas já devem estar cansada disso, mas é uma palavrinha que expressa tudo, bem como falei na ultima vez lá em setembro de 2013, estava em fase de TCC, monografia, outros trabalhos, e assim que acabou apresentei meu TCC e me formei, eu travei, não consegui escrever nada, ai viajei no final do ano, e assim que voltei recebi a noticia, que passei em uma faculdade pública *0000*, (FATEC para quem conhece), e bem e já em janeiro minhas aulas começaram e notei que não era brincadeira não, atividade toda semana, trabalhos, provas, e não tava sendo fácil acompanhar, e acabei abrindo mão um pouco das coisas que me davam prazer. Então ate que vi q estava chegando mais um niver da fic e eu decidi e me sentei e escrevi, e a inspiração meio falha no começo mais começou a surgir e finalmente consegui escrever esse cap com hiper diálogos >.< ... Eu gostei muito de escrevê-los, começar a colocar em pratos limpos tudo o que aconteceu, e o que pode vim acontecer no futuro, e os momentos no parque, bem esse capitulo no inicio tava perdido eu tinha ate a pequena briga e depois não sabia o que fazer, ai em uma noite me veio o plim e foi o que saiu e realmente amei *0*, e espero muito que tenham curtido. E bem semana que vem é literalmente semana da minhas provas e depois só mais umas coisinhas e livre da facul, e vou me dedicar a fic, então daqui mais umas duas semanas e meia mais um cap de TM... Bem agradeço muito pela compreensão de vcs, e fiquem avontade para comentar, criticar construtivamente. Muito obrigada Kisses Marluce Cullen.