Tudo Acontece em Loitsche

1 O1 - O Começo de uma vida quase perfeita


Notas iniciais
- Já está terminando de fazer o jantar querido ? — Eu gritei da sala e voltei o olhar pros meus sobrinhos.

- Sim meu amor, me dê 20 minutos que eu termino. — Ele respondeu.

- Esse cheiro da sua comida esta me matando. — Eu gritei e dei uma sonora gargalhada.

- Tio Tom, faz isso logo, que a gente tá com fome. — Gustav gritou.

- Calma aê, Gustav e Georg, já está terminando... É, que tal eu contar minha história par vocês ? — Eles se animaram, então eu comecei.

Gustav e Georg são os meus sobrinhos...

Flash Back

Eu sou uma à toa, meu trabalho, é um dos mais fáceis, claro, eu faço ele sem nenhuma dificuldade.

Mas, qualquer um que tenha um rosto apresentável e um corpo bonito, pode trabalhar no meu emprego.

Eu sou uma \"adolescente\" rebelde, tenho 19 anos, minha mãe mora na Austrália, e meu pai na Alemanha.

Tem 5 anos que eu não vejo nenhum dos dois. Mais todo mês eles me mandam dinheiro, então, eu trabalho, mais pra comprar minhas coisas, CDs, DVDs, e coisas um tanto quanto inutéis.

Eu trabalho em uma boate, é.

Eu fico de 3h às 7h dançando em um balcão.

Como eu disse, não é dificil, mas dá dinheiro.

Minha vida sempre foi fácil, mas sempre fiquei fula da vida com tudo.

É, quando eu chego do trabalho, gosto de ouvir musica alta.

E os meus vizinhos que eu amo tanto ficam enchendo o raio do saco.

Daí eu fico fula e começo a gritar e pular, pra fazer mais barulho ainda.

Eu sou uma revoltada.

Uma rebelde, que não perde uma chance de ficar na internet o dia inteiro, vendo fotos e outros artigos sobre Simple Plan, e Tokio Hotel, principalmente Tokio Hotel.

E principalmente o Tom...

Ah, o Tom...

Flash Back off

Hoje, na Alemanha, vivo uma vida perfeita...

Mais vamos aos fatos.

Anos atrás, eu vivia no Brasil, tinha um namorado galinha e uma vida terrível.

Flash Back

A minha vida foi até que razoável até Dezembro deste ano.

Eu mantinha a calma no trabalho, gostava de sair com alguns amigos, até mesmo tinha um namorado.

Nunca vou me esquecer do último dia em que ele me deu um beijo.

Como ele parecia sincero! Agora vejo que o erro era meu, sempre fui ingênua.

Hoje eu descobri que ele estava me traindo.

Vi com os meus próprios olhos: ele a abraçava da mesma forma que me abraçava,

a olhava nos olhos da mesma forma que um dia olhou para mim, a beijava com a mesma doçura que um dia eu provei.

Estavam os dois no parque da cidade. Fui lá para caminhar um pouco.

O choque foi tão grande como um soco na cara.

Fiz a coisa mais infantil do mundo: peguei um pouco de barro, fiz uma bola e joguei com tudo na cara dele.

Ele já ia me xingando, mas tomou um susto quando me viu. Tentou falar alguma coisa.

- Não precisa dizer nada. Passe amanhã no meu apartamento, pegue suas coisas e saia da minha vida!

Fui caminhando até a minha casa, como se estivesse bêbada.

As lágrimas logo ficavam geladas e embaçavam a minha vista.

As pessoas na rua me olhavam, como se quisessem dizer: “que idiota, chorando no Natal...” Dane-se o Natal!

Mas uma derrota para a minha coleção. Mas um motivo para minha mãe me ligar amanhã, descobrir tudo, e falar pela milésima vez que mesmo ganhando bem eu devo ir pra Austrália.

Flash Back off

Hoje eu estou feliz, ao lado de um homem de verdade, que presta, e que me ama.

Flash Back

Eu entrei no avião com minha passagem para a Alemanha nas mãos.

Eu já devia ter pensado nisso, Alemanha, Tokio Hotel...

Dãã, que otária.

Depois do ocorrido com o babaca do meu ex, meu pai me mandou passagem pra Alemanha, pra morar sozinha, nunca aturaria morar com meu pai.

Eu olhei pela janela embaçada do avião, com minha respiração, e sorri, me veio na cabeça o rosto do Tom, e do Bill, eu peguei meu mp5 e coloquei \"Rescue Me\".

\"Come and rescue me,

I\'m burning, can\'t you see?\"

Eu não cantei muito pra não chorar.

Eu sempre lembrava de várias coisas quando cantava, \"Venha me salvar, eu estou queimando, não consegue ver?\"

Era deprimente, eu chorava por horas por causa desse refrão.

Mudei de musica, já estava melancólica já.

Coloquei Generation, que é a musica que mais me anima.

Quando terminou, começou Untitled, aí eu dormi.

Alguém me cutucou quando chegamos na Alemanha.

- Obrigado. — Eu sorri, e fui saindo pro desembarque.

Eu cheguei no aeroporto, e eu acho que era meu pai, estava lá, com aquelas plaquinhas, com um grande \"Rayanne Lima\".

Eu fui até ele, dei um abraço e fomos pro carro, minha casa, na Alemanha,

ia ser bem legal... Eu adoro esse lugar, mesmo sem conhecer, foram aqui que nasceram as quatro pessoas mais lindas do universo.

Como disse minha amiga antes de entrar no avião:

\"Amiga, seja forte, chegando lá, você vai respirar Tokio Hotel.\"

Eu achava impossível, mas não era.

E hey, eu estava em Leipzig, do estado da Saxônia, na Alemanha, quando li essa placa, me lembrei vagamente desse nome em alguns artigos do Tokio Hotel.

Acho que eles nasceram aqui.

- Pai, onde você mora ? — eu sorri e olhei para ele.

- Em Loitsche perto de Magdeburgo... — Ele olhou pra mim. — Já ouviu falar?

- Já sim. — Eu explodi por dentro. — Muito.

- Você vai gostar de lá. — Ele sorriu

- É, com certeza.

Eu me lembrei finalmente, Loitsche?

Meu Deus, é a localização deles, meus meninos!

Flash Back off

Eu fiquei muito feliz, lógico, eu estava na cidade de Loitsche, onde eles moram, e é onde a gente está agora. — Fiz uma cara de boba, eles riram.

Muito felizes por sinal...

Meus primeiros dias em Loitsche foram bons, muito bons..

Flash Back

Eu acordei meio atrasada, não ia trabalhar, mas gostava de acordar às 6, pra caminhar, e comprar pão.

Coisa de brasileiro, gostar de pão quentinho.

Mas é tãao bom.

Mas hoje será um dia diferente.

Não estou a fim de pão.

Me levantei e me vesti. Simples, claro, eu ia até a padaria!

Eu saí, a padaria não era muito longe. Eu fui andando, quando cheguei na porta, tinha muita, mais muita gente lá, eu fiquei meio assustada, mais eu entrei, como se nada estivesse acontecendo, e fui direto nas frutas.

Hum... Peguei três bandeijas de morangos, que delicia, e muitas maçãs.

São deliciosas né?

Logo depois, eu vi que tinha um cara, acho que queria se esconder, que foi lá, e pegou as mesmas coisas que eu.

Eu bufei, e fui pro caixa.

Ele também foi.

- Oi. — Ele disse, eu continuei olhando pra frente.

- Oi. — Eu respondi sem muito interesse.

- Lindo dia não? — Ele perguntou.

- É. Acho que sim. — Chegou a minha vez.

- É, você gosta mesmo de morangos hein ? — A garota do caixa era bem divertida.

- É, no Brasil, a gente costuma comer muita fruta. — Sorri como uma boba.

- É, eu já ouvi falarem isso do Brasil, parece ser um lugar magnifico, tenho vontade de ir pra lá.

- Eu também. — Disse o cara atras de mim.

- Eu acho que vocês iriam se decepcionar. — Eu disse a verdade.

- O Brasil não é aquilo tudo, é. Violencia... Mortes...

- Sério ? — Ela perguntou parecendo assustada.

- Eu morava no Brasil, vim pra cá tem uma semana, estou adorando este lugar.

- Que bom. — Ela sorriu e continuou passando as maçãs.

- Eu esperava conhecer mais homens, o que não aconteceu... Mais, meu coração tá meio fechado...

- Os caras do Brasil são meio galinhas. — Eu falei lembrando do André.

- Os daqui são mais. — O cara sussurou novamente.

- Ai, então eu estou fugindo de romances na Alemanha. — Eu ri.

- Não corra, os romances da Alemanha são bem picantes, e os caras alemães também.

- É, eu sei... — Eu sorri. — Eu sei de caras bem hot\'s e picantes que moram aqui.

- Sério? — Ele sorriu. — Quem seriam eles?

- 19 reais. — A menina do caixa sorriu e eu entreguei o dinheiro pra ela.

- Obrigado. — Eu peguei a sacola e fui saindo da frente, dando lugar pro misterioso passar.

- Ah, o nome dele é... — Eu olhei para ele e fiquei em choque. — Er, deixa pra lá.

- Não, agora eu quero saber... — Ele sorriu entusiasmado. — É famoso? É de alguma banda?

- É sim. — Eu me aproximei e olhei bem pra ele. — Ér... Tom Kaulitz!

Ele sorriu do jeito que eu esperava.

- Então você me conhece?

- Ah, muito mais do que você pode imaginar.

- Ah, você é uma fan?

- Ahh... Uma big fan!

- Já foi em algum show?

- Não, como você escutou, eu morava no Brasil, e o Tokio Hotel nunca foi pro Brasil.

- Ah, é mesmo. — Ele riu.

- Você é encantador sabia?

- Sabia. — Ele sorriu e pagou a garota do caixa.

- Vai sair agora ou vai morar na padaria ? — Ele perguntou num tom irônico.

- Morar na padaria é uma boa ideia! — eu sorri. — Ia comer morangos e maçãs o dia inteiro.

- Meu Deus, você gosta mesmo né?

- ADOOROO!

- Repara-se...

- Ahh, eu sou burra, acabei de me ligar, porque tá cheio de fotografos lá fora, e você tá meio... er... disfarçado.

- É... Então, eu vou sair, e vou te deixar em casa, ou então, na padaria. — Ele riu.

- É, minha casa é quase aqui do lado. — Eu ri.

- Ok, eu te deixo lá. Vamos?

Era o Tom, sim, meu moreno do corpo hot.

Eu tive uma reação bem diferente do que morrer.

Eu fiquei feliz, eu o conheci como uma pessoa normal.

Ele me abraçou pra gente sair, e passamos entre os flashes de vários fotógrafos.

Imagina quando isso caísse na net?

Eu abraçadinha com o Tom, saindo de uma padaria na Alemanha?

Meu Deus, todas as fans, de todos os países, iam me invejar, e me odiar.

Isso era legal.

Flash Back off

Era ali, o começo do único e maior amor da minha vida.

Notas finais
eeespero que tenham gostado do primeiro capitulo :*