Tu Eres Para Mi.
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Pov’s Violetta
Depois de mais um tempo no hospital tive que ir embora, Leon tinha que descansar e logo meu pai estaria chegando em casa, minha mãe foi buscar eu e Fede, o mesmo estava no maior “love” com a Fran. Durante o caminho não pude evitar perguntar.
-Fede tá rolando algo entre você e a Fran?
-Não por quê?
-Porque você e ela estavam super “próximos” hoje, se é que você me entende. –Eu disse.
-Vilu, eu gosto dela, o problema é aquele Marco.
Eu fiquei quieta depois disso, o Fede parecia estar meio estressado com o assunto. Cheguei em casa e já fui dormir, o dia tinha sido muito cansativo, e amanhã meu pai está de volta e tenho que me preparar para contar que estou namorando. Tive um sonho muito estranho, quer dizer estava mais para pesadelo, acordei varias vezes durante a noite, mais sempre que eu acordava não me lembrava, a única coisa que eu sabia é que envolvia o Leon e o Fede, eu sei que era ruim pois só de pensar me vinha um aperto no coração.
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Não acordei muito bem hoje devido as varias interrupções durante a noite. Decidi para de pensar nisso porque afinal de contas era apenas um sonho. Me vesti rapidamente e fui tomar café chegando lá tive uma surpresa.
-Pai que saudades, que bom que o senhor voltou. –Eu disse o abraçando.
-Eu também filha, mas então como foi no colégio, já fez muitos amigos? –Após ele dizer isso fiquei pensando se agora era realmente é o momento certo de contar sobre meu namoro.
-Sim pai, fiz muitos amigos. –Decidi não contar, meu pai não era a pessoa mais calma e compreensiva do mundo.
Fomos interrompidos por Fede que tinha acabado de acordar, ele estava sorridente mas assim que viu nosso pai esse sorriso sumiu.
-Ah oi pai, que bom que voltou. –Ele disse num tom desanimado e se direcionando a mesa. Meu pai nem ligou se retirou e foi para o quarto dele.
-Sabe Fede você e o papai precisam urgentemente se dar melhor.
-Vilu não dá, ele não entende o meu lado e nunca me ouve ele exige de mais de mim.
-Pelo menos ele te dá liberdade. –Eu disse rindo. Mas é serio vocês precisam se resolver.
-Ah é? E como? –Ele disse debochando.
-Terapia Familiar? –Eu perguntei dando risada da cara que ele fez.
-Quer saber Vilu, eu vou para o colégio.
Então ele se retirou. Acabei meu café e também fui em direção ao colégio, depois ia passar no hospital.
Pov’s Leon
Acordei ainda com um pouco de dor de cabeça mais já estava me sentindo bem melhor. Logo depois a enfermeira entrou.
-Oi Leon como se sente?
-Bem melhor, desta vez lembrou de me chamar pelo nome né? –Eu perguntei rindo. Mas qual é o seu nome? –Eu perguntei, afinal ela estava cuidando de mim.
-É Lara.
Ela parecia ser muito jovem, aparentava ser um pouco mais velha do que eu.
-Lara desculpa perguntar mas quantos anos você tem?
-Tenho 19, por que?
-É que você aparenta ser muito jovem mesmo. Mas 19 anos e já é enfermeira?
-Bom, é que eu me formei um pouco mais cedo, e com 17 anos já estava no primeiro ano da faculdade, e agora eu estou apenas em faze de teste pois ainda não me formei.
-Nossa que legal, desculpa mesmo a curiosidade.-Eu disse sorrindo, apenas estava querendo ser amigável.
-Não se preocupe. Ela riu. Mas agora eu vou indo pegar o seu café da manha.
Eu apenas assenti. Comecei a pensar na Vilu, olhei a hora e percebi que ainda ela não estaria em aula, meu celular se encontrava em uma mesinha do meu lado, então decidi ligar para ela.
Ligação On
-Alô Vilu.
-Leon, como você está?
-Bem e você?
-Eu to bem né, porque não fui eu que levei uma “vasada” na cabeça. –Ela riu.
-Ah mais você me entendeu. Nesse momento pude ouvir o som do sinal tocando.
-Amor tenho que ir, depois passo no hospital para te ver. Então ela desligou.
Ligação Off
Lara trouxe meu café da manhã, e o resto da manhã eu fiquei assistindo televisão. Quando deu aproximadamente uma hora da tarde, bateram na minha porta. Eram Marco, André, Cami e Broduey.
-E ai cara como está o nosso novo capitão do time de futebol? –Disse Broduey.
-To bem, espera oque você disse?
-Isso mesmo que você ouviu, você será o novo capitão do time de futebol. –Ele disse.
-Fala serio. –Eu disse pasmo.
-Sim, o treinador disse hoje, o Diego quando ficou sabendo não gostou muito. –Disse André dando risada
-Sinceramente pouco me importa ele, ainda mais que é por causa dele que eu estou aqui.
Ao falar da minha briga com o Diego automaticamente me lembrei da Vilu.
-Gente sabem da Violetta?
-Não. –Responderam em um uníssono.
Eles ficaram lá por mais uma hora e depois foram embora. E fiquei lá esperando a Vilu, já estava ficando preocupado.
Pov’s Violetta
Estava saindo do colégio para ir ao hospital ver Leon, quando fui surpreendida pelo meu pai.
-Pai, oque faz aqui?
-Bom, como eu fiquei 5 dias fora eu pensei de ir eu você sua mãe e seu irmão almoçar juntos e depois ir para algum lugar.
-Pai, eu adoraria mas sabe eu tenho que fazer umas coisas.
-Vilu me desculpe mais sempre que eu volto de uma viajem longa nós saímos todos juntos. E dessa vez não vai ser diferente.
--Mas pai....- Ele me interrompeu.
-Mas nada Vilu, nós vamos sair em família. Agora por favor chame seu irmão.
Eu sai bufando. Após chamar Fede, passamos para pegar minha mãe em casa e depois fomos almoçar, depois passamos o dia andando por Buenos Aires, e eu não tinha nem um brecha para tentar falar com o Leon. Ele devia estar chateado comigo pois eu disse que passaria para velo.
Quando finalmente voltei para casa devia ser uma sete da noite, eu pedi para que minha mãe me levasse para o hospital, mas para isso teríamos que mentir para o meu pai. Depois de uns 20 minutos conseguimos sair de casa e ir para o hospital. Estava muito trânsito e já ia dar oito horas.
Pov’s Leon
Fiquei o dia inteiro esperando a Vilu, estava ficando preocupado, liguei varias vezes no celular dava que estava desligado. Decidi ligar para casa dela. Federico atendeu e disse que ela tinha saído mas ele não sabia para onde. Minha preocupação só aumentava, onde será que ela se meteu?
Pov’s Violetta
Finalmente cheguei no hospital e dei de cara com uma enfermeira.
-Oi por favor eu gostaria de ver o paciente Leon Vargas.
A enfermeiro me olhou com certo desprezo e disse.
-Desculpe mais o paciente Leon Vargas está descansando.
-Olha por favor eu preciso muito velo.-Eu já estava desesperada.
-Então tivesse chegado mais cedo. –Disse a enfermeira completamente grossa.
-Ei ei ei, posso saber oque está acontecendo aqui? –Disse um homem que aparentava ser Médico.
-Senhor é que eu preciso ver meu namorado Leon Vargas, eu não pude vir antes, mas essa senhorita aqui não quer me deixar ir velo.
-Ah sim o senhor Vargas, venha comigo te levarei ao quarto dele. –Disse o homem simpaticamente.
Olhei para trás e pude perceber que a tal da enfermeira não estava muito contente. O homem bateu na porta do quarto e eu pude ouvir Leon autorizando a entrada. Quando entrei ele abriu um sorriso enorme.
-Vilu, que bom que veio, eu estava preocupado.
Eu fui até sua cama e o abracei.
-Desculpa não ter vindo antes, meu pai voltou de viajem e ficou “enrolando” agente até agora.
-Não se preocupa, ao menos você estava com seu pai, eu estava aqui achando que tinha acontecido algo serio com você. Se tivesse acontecido eu não sei oque seria de mim. –Ele disse rindo. É impressionante que até em uma cama de hospital o Leon consegue achar graça nas coisas.
-Sabe Leon, eu fiquei pensando no que você disse, que a culpa disso tudo é do Diego e não minha. Mais eu sinto que de alguma forma isso é minha culpa, não posso mentir pra você. –Eu disse e meus olhos já estavam marejados.
Leon soltou uma gargalhada gostosa e disse.
-Sinceramente eu não sei oque te dizer para você por nessa sua cabeça que a culpa não é sua. Mas eu não estou afim de discutir com você sobre isso ok? Vamos aproveitar que estamos juntos agora, e que ninguém pode nos interromper.
Ele se aproximou de mim e me beijou, uma certa angustia que eu estava sentido se aliviou com o beijo, nisso as lagrimas começaram a sair descontroladamente de mim. Leon parou o beijo e perguntou.
-Meu amor por que está chorando?
-Leon eu não sei, hoje eu já não acordei muito bem por causa de um pesadelo que eu tive, pode até parecer bobo mas isso mexeu com o meu emocional, e ainda eu me sinto culpada por tudo. E ainda tem o meu pai, que vai ficar uma fera quando souber do namoro.
Leon secou minhas lágrimas com o polegar e me abraçou, isso era tudo oque eu precisava. Ele não dizia nada apenas se permanecia abraçado comigo e acariciava meus cabelos.
-Eu não tenho muito oque te dizer, a respeito do sonho não se preocupe é apenas um sonho, a respeito do seu pai resolveremos isso juntos e a culpa eu prefiro não discutir isso com você. –Ele disse olhando no fundo dos meus olhos. Ele me abraçou e assim permanecemos até a hora de eu ir embora.
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