Tu Eres Para Mi.

41 Capítulo 41 Epílogo


Notas iniciais
Hey! Bom, cheguei no fim da minha primeira fic, é um momento complicado, emocionante. Peço que leiam com carinho :D Agradecimentos: Bom primeiramente eu queria agradecer a todos os leitores da fic, queria agradecer por todos os comentários maravilhosos que eu recebi, eles foram um grande apoio para a continuidade da fic, queria agradecer pelas recomendações recebidas, elas também foram uma grande motivação para mim, principalmente nos momentos que eu tinha certas duvidas sobre a fic. Queria dizer que irá ter a segunda temporada. Enfim quero agradecer por tudo, e espero que tenham gostado da fic, eu a fiz com muito carinho. Capítulo final, peço que comentem, preciso saber se gostaram do encerramento da fic, espero que gostem

Pov’s Violetta

–Quer dizer que eu não vou com você para a Inglaterra. –Eu disse com dificuldade, a expressão de Leon desmanchou tão rápido, e aquilo quase me fez desabar ali mesmo, porém eu não podia, eu tinha a obrigação de ser forte.

–Como? –Ele indagou, parecia não acreditar no que eu disse.

–Leon você tem que entender que a Universidade da Califórnia é muito importante para mim, eu não queria que as coisas fossem assim. –Eu tentava arrumar uma maneira de explicar as coisas para ele, Leon parecia ter um bilhão de sentimentos dentro dele, sua expressão mostrava a raiva e também a magoa.

–Por que não me contou? –Ele perguntou, acho que foi a única coisa que veio em sua cabeça.

–Leon me desculpa, eu não queria...-Ele me interrompeu.

–Você não respondeu minha pergunta. –Ele disse.

–Eu não achei que iria passar, e eu se eu tivesse te contado antes você iria ficar chateado.

–Violetta! Se você tivesse me contado antes eu entenderia, você ficou me ouvindo falar o tempo todo de como seria legal se estudássemos juntos na Inglaterra, enquanto você estava planejando estudar do outro lado do mundo.

–Eu não estava planejando, eu não achei que fosse passar! –Eu disse aos berros.

–Mesmo assim você deveria ter me contado. –Ele levantou um pouco a voz. –Você não parou para pensar que eu poderia ter me matriculado junto com você. –Ele disse, eu juro que não tinha pensado nisso, eu fiquei tão preocupada com o fato de estar escondendo as coisas de Leon, que nem pensei fazer a matricula junto com ele.

–Leon eu nem tinha pensado nisso. — Eu disse tentando me explicar, a expressão de Leon só piorava e minha angustia de vê-lo assim só aumentava.

–Talvez você não me quisesse por perto. –Ele disse cabisbaixo, e eu juro que quis estapeá-lo, mas não era o momento, e não se resolve tudo com tapas.

–Você enlouqueceu? –Eu perguntei tentando ter certeza do que ele tinha acabado de falar.

–Não, mas a única lógica é que você não me queira por perto. –Ele disse, eu decidi ignorar a raiva que eu estava sentindo por ele pensar em uma besteira dessas, afinal Leon tinha toda razão de pensar besteiras, sem contar que ele provavelmente deveria estar completamente confuso.

Eu respirei fundo, e contei mentalmente até dez, me aproximei cautelosamente até Leon, ele observou meus passos, ficou receoso com a minha proximidade, porém não se mexeu.

–Eu te amo tanto Leon, eu sei que fui uma tola por ter mentido e ter te escondido que me matriculei em outra universidade, e também fui uma estúpida por não ter pedido para você se matricular comigo. –Eu disse, senti meus olhos ficarem embaçados, e em seguida algumas lágrimas começaram a escorrer pela minha face.

–Você não é tola e muito menos estúpida, por favor, nunca mais repita isso. –Leon disse mais calmo, eu me aproximei dele e afundei minha cabeça em seu peito, Leon envolveu seus braços em volta de mim, o momento tenso entre nós dois passou com aquele simples abraço.

–Parabéns Vilu. –Ele disse.

–Pelo o quê? –Eu perguntei ainda com a cabeça em seu peito.

–Você é fantástica! Você passou na terceira melhor Universidade do mundo, me desculpe se não te parabenizei antes. –Ele disse, percebi que Leon suspirou pesadamente, pois seu peito se elevou.

–E agora? Como vai ser? Como ficamos? –Eu perguntei com a voz tristonha.

–Eu não vou me separar de você. –Ele disse com um pequeno sorriso.

–E como vamos manter a nossa relação? –Eu perguntei novamente, afastei minha cabeça de seu peito e peguei em suas mãos.

–Eu sei que as pessoas falam que esse negócio de relação à distância não dá certo, mas eu vou fazer dar certo, eu prometo, irei te visitar nas férias, e se tiver um feriado prolongado pode me aguardar que eu estarei lá. –Ele disse.

–Você é perfeito. –Eu pensei alto, soltei um pequeno riso e corei imediatamente.

–Só me promete que não vai me trocar por uma garota britânica. –Eu disse.

–Isso vai ser difícil, as britânicas são lindas. –Ele disse rindo e eu obviamente fechei a cara. –Porém, a baixinha argentina que eu tenho na minha frente é simplesmente perfeita. –Ele disse, e eu melhorei um pouquinho a minha expressão.

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Baile de formatura...

Eu havia conseguido me formar! Nesse momento eu e meu irmão estávamos em uma espécie de sessão de fotos, motivo: Meus pais. Estávamos prontos para o baile, eu esperava Leon, e enquanto o meu namorado não chegava eu tinha que ficar posando para fotos, eu sei que é um momento especial e tudo mais, mas eles já tinham tirado umas duzentas fotos, e acredite eu não estou exagerando.

–Gente, me desculpe, mas eu tenho que ir buscar a Ludmila, se eu me atrasar ela me mata. –Fede disse e saiu correndo, eles aparentemente haviam se acertado, o que era ótimo, assim Ludmila saia do pé do Leon, e por falar em Fede, ele havia se decidido ficar em Buenos Aires, e fazer uma Universidade aqui mesmo. Logo a campainha tocou e eu tinha certeza de quem era. Leon entrou na minha casa, e ele estava deslumbrante, com um terno preto, ele cumprimentou meus pais e chegou perto de mim.

–Você está linda. –Ele disse colocando a mão em minha cintura.

–Você também. –Eu disse colocando a mão em sua gravata e lhe dando um rápido selinho. Vi meu pai torcer e nariz, logo em seguida fez uma careta, pelo menos ele estava tentando entender que eu e cresci e tinha direito de ter um namorado.

–Vamos? –Meu pai perguntou com um sorriso forçado.

–Claro. –Eu disse e puxei Leon.

O baile estava fantástico, todos dançavam, com exceção de Marco e Fran, os dois haviam tirado a noite para ficarem se agarrando no canto da festa. Eu e Leon dançávamos juntos, era uma música animada, eu segurava em sua gravata e ele às vezes me roubava alguns beijos, eu só dava risadas, o melhor eu diria que foi que estávamos ali, apenas para aproveitar o presente, não estávamos nos importando com o futuro.

A noite era especial também, porque além de ser o nosso baile, era o aniversário de uma das pessoas mais marcantes em minha vida, Leon estava ficando “velhinho”, dezoito anos, agora era maior de idade, e como ele próprio dizia agora ele era “Livre”, mas isso não fazia muito sentido, pois ele ainda dependia dos pais, porém não se combina sentido e Leon na mesma frase.

–Agora que eu sou maior de idade, vou te pedir em casamento. –Leon disse, por mais que eu soubesse que era uma brincadeira, eu não pude evitar ficar sem graça.

–Bom, eu queria um minutinho da atenção de vocês. –Era Broduey, logo em seguida todos nós (Amigos do Leon) subimos no palco.

–Hoje é um dia muito especial, uma certa pessoa está ficando mais velha, ele é alguém muito especial no coração de todos nós, principalmente no coração dessa baixinha aqui. –Francesca disse apontando para mim.

–Você chegou aqui para se tornar meu melhor amigo. –André disse.

–Você chegou aqui para me dar conselhos sobre garotas. –Marco disse olhando para Fran, todos demos risadas.

–Você chegou aqui, para fazer seus amigos loucos interromperem o baile de formatura, só para te dar parabéns. –Disse Cami. Todo mundo foi falando a sua pequena homenagem, finalmente chegou a minha vez.

– Você chegou à minha vida para me mostra o amor. –Se eu pudesse eu diria um texto inteiro, porém me proibiram, me limitaram, eu só podia dizer uma frase. Mesmo assim a frase que Leon mais sorriu foi a minha. Tivemos que encerrar rapidamente a pequena homenagem, caso contrário seriamos expulsos do palco. Leon fez questão de abraçar cada um de nós, claro que eu ganhei muito mais do que um abraço. O baile prosseguiu e eu segui dançando com Leon, eu diria que foi a melhor noite da minha vida, e ela acabou simplesmente perfeita:

–Eu te amo Vilu.

–Eu também te amo Leon...

Natal...

Pelo que parece meu pai e o pai de Leon são amigos de longa data, e como nós dois logo vamos sair do país, nossas famílias se juntaram para comemorar o natal juntas, o que era bom, assim eu passaria uma data especial com Leon.

–Agora os presentes. –Eu disse animada, tinha tanta gente naquele lugar, que por um certo momento eu perdi o Leon de vista.

–Me procurando? –Perguntou a voz masculina um tanto sedutora eu diria. –Venha comigo. –Leon pediu.

–Onde o misterioso Vargas está me levando dessa vez? –Eu perguntei rindo.

–Em um lugar mais reservado. –Ele disse. Leon me levou para uma espécie de quartinho, era pequeno, escuro e apertado, mas acho que era o único lugar vazio daquela casa.

–O que estamos fazendo...-Ele me interrompeu.

–5,4,3,2,1.... Feliz Natal Vilu. –Ele disse baixo e se aproximando de mim, por mais que a escuridão estivesse presente, era possível vê-lo.

–Feliz Natal Leon. –Eu disse num sussurro, ele me empurrou contra a parede do pequeno local, e me beijou suavemente, demorei um tempo para corresponder, pois o ato de Leon foi rápido demais, as mãos ágeis dele perambulavam minhas costas, porém não passava disso, como eu disse, eu não estou pronta para um próximo passo na relação, e Leon tinha plena consciência sobre isso.

–Queria te dar um presente. –Ele disse separando o beijo, porém ele continuou relativamente perto, perto demais, enfiou a mão no bolso e tirou uma caixinha de veludo, a abriu e lá continha um anel prateado. –Acho que já passou da hora de te dar um anel de compromisso. –Ele disse rindo, ele se ajoelhou como se fosse um pedido de casamento, pegou minha mão e depositou um beijo na mesma, e quando ele iria colocar o delicado circulo prateado em mim, a porta do local se abriu permitindo que a claridade entrasse.

–A achei voc..... O que é que você está fazendo garoto? –E era a pessoa mais calma, compreensível e cautelosa do mundo: Meu pai.

–Pai? É...é como está indo o seu natal? –Eu perguntei preocupada, olhei para Leon, que estava ajoelhado e com a mesma expressão que eu.

–Você está.....minha filha é muita nova. –Meu pai disse, e foi aí que caiu a ficha, ele realmente achava que aquilo era um pedido de casamento, francamente meu pai não me conhecia. E se ele tivesse dado oportunidade para conhecer meu namorado, ele saberia que Leon não seria capaz de fazer esse pedido sem a permissão do meu pai.

–Pai, é só uma aliança de compromisso, por favor, nos deixe sozinhos, é natal não comece com os seus sermões. –Eu disse brava, meu pai nos encarou pasmo, ele assentiu triste e saiu rapidamente.

–Acho que foi muito dura com ele.–Leon disse.

–Quer mesmo falar sobre isso agora? –Eu perguntei com a voz cansada, ele negou e colocou a aliança no meu dedo, fiz o mesmo, o ruim era que o clima tinha sido cortado.

–Acho melhor irmos, seu pai vai ter um ataque. –Ele disse se levantando.

–Sim, mas antes. –Eu o puxei e colei minha testa na dele, segurei sua mão, a que estava à aliança e a apertei carinhosamente.

–Eu te amo Leon.

–Eu também te amo Vilu...

Ano novo...

–Uma bela noite para se passar a virada do ano. –Eu disse enquanto eu e Leon caminhávamos pela praia. O clima entre nós dois estava ótimo, mas Leon parecia estar triste. –O que você tem?

–Tem certeza que não sabe? –Ele perguntou cabisbaixo enquanto me levava para o meio da multidão que aguardava os fogos, porém antes de chegarmos eu o parei.

–Já conversamos sobre isso. –Eu disse acariciando seu rosto, tentado fazer Leon sorrir pelo menos uma vez naquela noite.

–Eu sei, mas você entende o quanto é difícil para mim? Vilu você vai me esquecer. –Ele disse.

–Acha mesmo que eu te esqueceria, Leon eu te amo demais, não conseguiria te esquecer, e quanto a você? Eu não estou me preocupando com as possíveis garotas que irão dar em cima de você, e sabe por quê? -Eu perguntei e ele negou. –Eu confio em você, e eu sei do seu amor por mim. Agora me resta saber se você confia em mim? –Eu disse e ele sorriu.

–Confio em você. –Ele disse, o abracei e fiquei olhando as pessoas de longe, todos estavam muito animados, diferente de mim e do Leon, apesar de estarmos “bem”, nenhum de nós dois estava realmente feliz, pois a hora de se separar estava chegando. Logo depois de nossa conversa, luzes coloridas foram jogadas ao céu, eram belos fogos de artifício eu tenho que admitir, até que um em especial foi lançado ao seu, em formato de coração, Leon sorriu para mim e meu puxou.

–Vamos aproveitar enquanto durar. –Ele disse, puxou meu rosto delicadamente e juntou meus lábios nos dele, eu queria dizer que não era, mas sim, era aquele tipo de beijo com sinal de despedida, eu sabia que ainda nos beijaríamos antes da minha partida e da partida dele, mas esse é um de nossos últimos beijos antes de seguirmos caminhos distintos.

–Feliz ano novo meu amor. –Ele disse e eu apenas sorri.

Despedida? Talvez.

Acordei meio desnorteada, a pouca claridade que entrava no meu quarto foi o suficiente para me deixar de mau humor. Eu não havia percebido que dia é hoje, e nem percebido o motivo pelo meu péssimo humor. A porta do meu quarto se abriu e minha mãe entrou com um meio sorriso.

–É hoje. –Ela disse e se retirou rapidamente. Hoje, eu poderia estar vendo o dia de hoje como o mais importante de minha vida, mas pelo contrário, eu estava vendo o dia de hoje como o dia que eu e Leon nos separamos, eu sei que parece drama, mas garanto-lhes que não é, quando se ama alguém é difícil de conviver sem a pessoa, principalmente se ela está do outro lado do mundo.

Levantei-me sem muita vontade, o quarto antes perfeitamente decorado ao meu estilo, agora estava vazio, minhas coisas todas guardadas em caixotes que eu levaria para a faculdade. Suspirei pesadamente ao lembrar de tudo, não que eu não estivesse feliz, pelo contrário, eu estava extremamente contente com essa oportunidade na minha vida, mas só de pensar em tudo o que eu iria deixar para trás...

–Violetta! –Meu pai me chamava. –Vai perder seu voo.

–Estou indo! –Eu gritei. Logo Fede veio até o meu quarto para me ajudar com as malas.

–Vilu, eu sei que eu não demonstro muito o meu amor por você, e talvez você me ache um péssimo irmão por isso, mas eu queria dizer que eu não acho que você seja um desperdício de espaço. –Fede disse, e na língua dele isso queria dizer eu te amo. (N/A Pessoal essa frase é de um filme/livro que eu gosto).

–Eu também te amo Fede. –Eu disse rindo. Ele me ajudou a levar as malas para baixo e em minha família me forçou a tomar o café, eu não estava com muita vontade de comer, ou melhor, eu não estava com vontade de fazer nada. Eu estava um pouco atrasada e logo partimos rumo ao aeroporto, meus amigos e Leon provavelmente já nos esperavam lá.

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–Vou sentir sua falta, não se esqueça da gente. –Fran dizia enquanto me abraçava.

–Não vai trocar seu melhor amigo aqui, né? –Disse Maxi me abraçando também.

–Te amo muito Vilu. –Disse Cami. Já tinha me despedido de todos menos de uma pessoa, essa era a que mais me importava. Ela estava relativamente distante das outras, sempre do mesmo jeitinho quando estava triste, mãos enfiadas no bolso, postura curva e cabelo desgrenhado, irresistivelmente lindo.

–Vai se despedir de mim? –Eu perguntei me aproximando dele, Leon sorriu fraco.

–Como não me despediria? –Ele perguntou, eu praticamente pulei em seus braços, e quando senti o calor de seu corpo se envolvendo em mim, eu desabei em lágrimas. –Vou sentir sua falta pequena. –Ele disse.

–Eu não quero ir, não sem você. –Eu disse.

–Você tem que ir, é o seu futuro. –Ele disse.

–Você é meu futuro. –Eu disse, Leon me olhou triste e passou o polegar secando minhas lágrimas.

–Fico feliz de saber disso. Vilu vamos escrever um futuro juntos, eu prometo, mas não agora, primeiro temos que tomar um rumo em nossas vidas. –Ele disse.

–O que quer dizer com isso? Que não quer que eu vá com você? –Eu perguntei.

–Claro que não, você é tudo para mim, mas eu acho que é tarde demais para voltar atrás na sua decisão Vilu. –Ele disse apontando para frente, o meu voo estava sendo chamado. Uma angustia tomou conta de mim e eu me agarrei ao Leon.

–Não vou. –Eu disse.

–Vilu, olha para mim, você não vai me perder, eu juro, irei te visitar, irei falar com você todos os dias. –Leon estava estranho, ele parecia querer que eu fosse.

–Promete? –Eu perguntei.

–Eu juro. –Ele disse. –Vai, você não pode perder seu voo. Eu assenti e me despedi rapidamente de todos, e quando estava prestes a ingressar no portão de embarque:

–Vilu! –Leon veio correndo até mim.

–O que foi? –Eu perguntei confusa.

–Vai em bora sem me dar um ultimo beijo? –Ele perguntou e meu puxou pela cintura.

–Não queria que fosse o ultimo. –Eu disse.

–E não vai ser, mas por enquanto temos que nos contentar. –Ele disse e me beijou calmamente, e para o meu azar foi rápido, pois estávamos em um lugar público, e meu pai estava logo atrás de nós.

–Eu te amo, nunca se esqueça disso, nos vemos em breve. –Ele disse sorrindo.

–Também te amo, mas agora tenho que ir. –Eu disse e me desvencilhei de seus braços. –Tchau Leon, boa sorte em Oxford. –Eu disse e ele assentiu, logo em seguida eu embarquei.

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–É Violetta, bem vinda à Califórnia. –Eu disse para mim mesma, o piloto havia anunciado que logo chegaríamos, se eu estava arrependida? Sim estava, eu poderia muito bem ter aceitado ficar em Oxford com o Leon, era uma excelente Universidade.

E por falar em Leon, ele já deveria ter embarcado para o seu voo na Inglaterra, agora nós estávamos oficialmente separados, seriam cinco meses até que ele me visitasse, cinco meses sem ele, cinco meses sem poder sentir seu toque, cinco meses sem poder ver seu sorriso. Meus pensamentos foram interrompidos pela voz do piloto alertando que iríamos pousar.

Peguei um Táxi e fui até a Universidade, tenho que admitir era um lugar extremamente bonito, pela primeira vez em semanas eu dei um sorriso. Havia uma espécie de comitê de boas vindas, era muita animação para mim, eu não reagia, as pessoas falavam comigo, e eu não dava a mínima pelo que elas diziam. Fui para o meu quarto, eu dividiria com uma garota, e sem querer parecer muito “antissocial” eu esperava que ela não estivesse no quarto, pelo menos hoje, eu não estava muito afim de conversar ou me socializar.

Com muita dificuldade eu consegui chegar até o meu quarto, eu praticamente me arrastei até lá, eu estava com tanta mala, que era impossível sequer me ver no meio daquela bagagem toda. Entrei no meu quarto e estava tudo escuro, por um momento achei que estava sozinha, mas vi que tinha uma sombra, havia alguém sentada sobre a poltrona no canto do quarto, suspirei cansada, por mais que eu não quisesse eu teria que cumprimentar a pessoa.

–Oi você deve ser minha colega de quarto. –Eu disse adentrando o quarto e tentando achar o interruptor de luz.

–Eu tenho certeza que eu sou mais que um colega. –Disse uma voz masculina, eu me assustei e dei um pulo, somente uma pessoa tinha aquela voz, eu só poderia estar ficando louca, é isso eu estou pirando, criando alucinações, mas algo dentro de mim pediu para chama-lo, algo dentro de mim precisava ter certeza que ele realmente não estava ali. Por sorte eu achei o interruptor, apertei o pequeno botão e me surpreendi com que vi.

–Leon? –Eu perguntei confusa, ao mesmo tempo feliz, eu mesma não sei o que realmente estava sentindo.

–Você sabia que voo expresso chegou aqui trinta minutos mais cedo do que o seu voo. –Ele disse e se levantou vindo em minha direção. –Surpresa. –Ele disse rindo, eu não me movia, levantei meu braço direito, dei um pequeno cutucão em Leon para ter certeza se ele estava ali, ou se eu realmente havia ficado louca.

–Vilu? –Ele me chamou, quando me dei conta que ele realmente estava ali, eu não tive outa reação além de pular (literalmente) em cima dele.

–Eu não acredito! Você está aqui! Como? Por que não me disse? Você tem ideia de como eu fiquei angustiada? –Eu jorrei inúmeras perguntas, Leon me olhou apavorado.

–Eu queria te fazer uma surpresa. –Ele disse. – A universidade de Stanford a 32 quilômetros daqui me deu uma chance, e me deixou fazer uma prova de admissão, eu estudei muito, e sabe por quê? –Ele perguntou e eu neguei. Essa era a única chance que eu tinha de ficar perto de você, não é a mesma universidade, porém já diminui a distância comparada a Inglaterra. –Ele disse rindo.

–Eu não acredito que você fez isso. –Eu disse, eu sei que a minha reação não era das melhores, mas eu não conseguia reagir, ele estava na minha frente, nós não iríamos ficar cinco meses separados, nós não iríamos nem nos separar.

–Fiz, e faria muito mais, você me completa e mais ninguém poderia ocupar o seu lugar. Você foi feita especialmente para mim, nunca se esqueça disso...

Fim...

Notas finais
Gran Finale... Bom foi um período muito importante para mim, e eu espero que tenham gostado do capítulo final, peço que comentem o que acharam, afinal é o ultimo capítulo, farei a segunda temporada, acho que no começo em 2014, mas é logo no comecinho, prometo. Obrigada por tudo, sou muito grata a todos que acompanharam a fic, um grande beijo e até logo...
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!