Notas iniciais
Hey! Bom demorei mas estou aqui. Fiquei sem internet. Fiz esse capítulo correndo, me desculpem se tiver algum erro ortográfico, também não consegui responder os reviews, mas juro que respondo. Queria perguntar: A fic está ruim? Pois os comentários estão baixos, peço que comentem. Espero que gostem. FAVOR LER AS NOTAS.

Pov’s Leon

Eu menti. Menti por bem. Sei que é confuso, mas eu apenas queria privar a Violetta de sofrer novamente em relação ao Diego. Eu queria contar a verdade, realmente queria, mas eu simplesmente não conseguia.

Digamos que era algo “sofrível” para mim, se posso dizer assim. Não é fácil, nada fácil esconder algo da pessoa que ama, e se bem conheço a Violetta, se ela descobrir que eu estou mentindo: Adeus Leon.

–Leon? Leon? Leon! –Violetta praticamente gritou, foi aí que lembrei que ela estava sentada em meu colo.

–Oi? –Eu disse meio confuso, voltando à realidade.

–Estou te chamando há cinco minutos. Vamos? –Vilu disse.

–Sim. Só preciso pagar a conta, me espera lá na moto. –Pedi e ela assentiu. Rapidamente fui pagar a conta, não foi nada muito caro, eu estava preocupado mesmo era com os olhares masculinos que fitavam Vilu enquanto ela saía da velha lanchonete.

–Você é sortudo em rapaz! –Disse um homem para mim enquanto eu saía da lanchonete.

–E como é! Uma mulher daquelas é para poucos! –Disse outro, esse aparentemente bêbado.

–Passa meu telefone para aquela gracinha! –Disse um outro, desta vez um pouco mais jovem. Eu já estava quase saindo. –Ela é boa de cam...-Eu interrompi, me recusei a ouvir o que ele tinha a dizer.

–Cala essa sua boca! –Gritei.

–Hey! Parece que o sortudinho ficou estressado. –Disse o bêbado.

–Não sou obrigado a ouvir vocês falando da minha namorada. –Eu disse. Olhei de relance e vi que Violetta me olhava do lado de fora.

–Qual é! –O mais jovem se levantou e veio em minha direção. Ele olhou para Violetta e mandou uma piscadela. Eu cerrei os punhos e o empurrei para trás como força.

–Não se meta com ela! –Eu disse. Ótimo, mais um “Diego” na minha vida. Um “Diego” nem tão louco, mas não deixava de ser um “Diego”.

–Por quê? Tem medo de perdê-la? –O bêbado disse. Eu juro que senti vontade de tacar uma garrafa de uísque na cabeça dele.

–Jamais. –Eu respondi.

–Então não vai se importar se eu for lá fora e conversar com a moreninha ali. –O mais jovem disse apontando para Vilu, a mesma observava tudo completamente confusa. Ele deu uns passos até a porta e assim que ele ia passar por mim, eu o segurei.

–Nunca se meta com a amada de um Vargas! –Eu disse com um sorriso irônico e virei um soco em seu rosto.

Aí a confusão armou, todos os homens daquele estabelecimento estavam brigando, sem motivo nenhum, eu bati em um cara, e depois todo mundo começou a discutir, e segundos depois só se ouvia socos e garrafas sendo quebradas.

–Leon Vargas! –Ouvi um grito vindo da porta, acho que eu fui o único a ouvir, pois todos continuaram brigando. –Tente se comportar como uma pessoa madura, que obviamente você não é, mas tente!

–Violetta é que...que

–Vamos embora, antes que a polícia chegue aqui. –Vilu disse e eu assenti.

Caminhamos até minha moto, Violetta parecia tentar se acalmar, ela odeia brigas, e sendo visto que: Minha última briga foi em um bar e no final eu acabei sendo preso, e ela foi me buscar na delegacia, provavelmente Vilu tinha motivo para ficar irritada.

–Vilu me desculpe é que...-Ela me interrompeu.

–Não estou brava com você, as paredes da lanchonete são finas, pude ouvir o que aqueles caras nojentos falavam, porém não quis deixar transparecer. –Vilu disse. –Apesar de não concordar em resolver tudo “na base da porrada”.

–Não é fácil ouvir um cara falando o que ele falou, mas vou tentar me controlar. –Eu disse rindo.

–Não posso mudar você Leon, resolver as coisas na base do tapa é um costume que vocês homens têm, apesar de que alguns homens aprenderam a incrível habilidade de conversar. –Violetta disse e riu.

–Assim você me ofende. –Eu disse fingindo estar indignado.

Subimos na moto, e logo senti Violetta envolver seus braços entorno da minha cintura, digamos que ela não era fã de motos, ela ficava meio tensa, colava seu corpo no meu e me apertava tanto que eu chegava a perder o ar.

–Eu estava pensando. –Ela disse. –Moramos na Califórnia, mas não pegamos nenhuma praia.

–É verdade. –Eu disse meio confuso, não entendendo aonde ela queria chegar.

–E então? –Ela indagou.

–E então o quê? –Perguntei e ela riu.

–O que acha de pegarmos uma praia? –Ela disse.

–Agora?

–Não Leon. No dia 31 de fevereiro. –Ela disse irônica. –Claro que é agora.

–Mas está escuro! –Eu disse.

–Está uma noite maravilhosa, não faz mal pegar uma praia. –Ela disse.

–Tudo bem. Mas se segura que eu vou acelerar. –Eu disse, Vilu apertou mais minha cintura, juro que perdi meu ar por alguns segundos.

A praia mais próxima de nós ficava a vinte minutos, vinte doces minutos que eu necessitei de oxigênio, pois Violetta estava quase me matando com aquele “abraço de urso” que ela me dava.

–Chegamos. –Eu disse. Descemos da moto e ela sorriu como uma criança, Vilu adorava praias. Ela correu pela areia e sorria lindamente, ela estava feliz...

–Vem Leon! –Ela me chamou, eu arranquei meus sapatos e corri pela areia em direção a ela.

–Obrigada por me trazer aqui. –Ela disse e segurou em minhas mãos.

–Por nada. –Eu disse, me aproximando.

–A noite está ótima, foi bom. –Ela disse.

–Acho que nós precisamos desse momento somente nosso. –Respondi acariciando seu rosto, ela sorriu. –Tem areia no seu cabelo.

–Que romântico Leon. –Violetta disse irônica. –O que acha de um mergulho?

–Está frio.

–Não, não está frio. –E la disse desabotoando os botões da fina blusa, prendi o fôlego, porém ela estava com uma regata por branca que transparecia sua silhueta. –Vai entrar, ou preciso ir sozinha? –Ela indagou.

–Vou entrar, ainda mais que a maré está alta, é meio perigoso. –Eu disse. Violetta direcionou as mãos até os botões da minha camiseta xadrez, desabotoando um por um, rapidamente se livrou de minha peça. Eu me livrei de minha calça, e assim fomos ao mar, Violetta se recusou a tirar a regata e o shorts.

Assim que a água fria do mar entrou em contato com nossos corpos senti Violetta arrepiar.

Não está frio. –Imitei sua voz, caçoando do que ela havia dito.

–Não está frio. –Ela repetiu, obviamente blefando.

–Então por que você está tremendo, e sua pele está toda arrepiada? –Perguntei e ela ficou quieta, a abracei de lado, e ficamos ali por um tempinho, com a água batendo nas coxas e criando coragem para dar um mergulho.

Violetta tremia, mas como o orgulho daquela mulher era grande, ela não dizia, passava frio, mas não assumia que estava errada.

–Vamos sair? Se você continuar assim vai acabar tento uma hipotermia. –Eu disse e ela riu fraco.

–Já estou aqui mesmo, passando frio, pior que tá não fica. –Vilu disse e mergulhou na onda seguinte, ela emergiu e ria, era uma gargalhada gostosa de ouvir.

Eu ainda não havia mergulhando, apenas observava de braços cruzados a cena da Violetta se divertindo no mar. Ela veio até mim e me deu um abraço.

–Eu te amo, mas estou com uma imensa vontade de te xingar. –Eu disse, e ela me soltou e ficou rindo da minha cara. Agora eu teria que mergulhar, caso contrário eu passaria frio.

–Me dá a mão. –Ela pediu e eu o fiz. –Feche os olhos. –Pediu em um sussurro. Eu estava esperando um beijo, mas o que realmente aconteceu foi: A Violetta me jogou na água.

Eu a puxei e acabamos entrelaçados, o contato dos corpos me fez enrijecer. Eu a levantei e ela prendeu suas pernas em minha cintura, e assim eu a beijei. Finalmente o beijo esperado pelo Vargas. Eu diria que nos beijávamos insanamente, quem passasse por ali, com certeza ficaria “horrorizado”, por tamanha agarração em público, mas tecnicamente não estávamos fazendo nada demais.

Nos separamos e os olhos dela brilhavam. Mas infelizmente me veio em mente as ameaças constantes que eu estava recebendo, acho que o sorriso que havia em meu rosto se desmanchou.

–O que houve? –Vilu perguntou.

–Nada, só me lembrei que tenho treino amanhã. –Eu disse, e ela pareceu acreditar na minha desculpa.

Covarde! Conte a ela a verdade! Mostre que você será capaz de defendê-la. –Pensei. Eu realmente seria capaz de defendê-la, mas eu não tinha coragem de dizer a verdade.

Era difícil, pois Vilu estava feliz, e se ela soubesse das ameaças do Diego, certamente seu humor mudaria, sem contar as tremendas preocupações que ela teria, e isso podia prejudica-la.

–Tá na hora de ir. –Sussurrei. A maré estava ficando cada vez mais forte, e de romântico o mar passava a ficar perigoso.

–Vamos ficar mais um pouco. –Ela pediu.

–É perigoso. –Eu disse, eu só queria sair dali. –O mar é traiçoeiro.

Violetta não respondeu, ainda presa em minha cintura nós saímos lentamente do mar. Eu a coloquei no chão, e fomos nos secar: O problema agora era como nos secar.

–Meu amor, temos um problema. –Eu disse passando a mão no meu cabelo, tentando ajeitá-lo. Vilu não respondeu. –Meu amor. –Chamei novamente. Assim que me virei, advinha. Violetta voltou ao mar, fechei a cara na hora.

–Violetta! –Gritei, ela ouviu, mas ignorou, eu não queria ser chato, na verdade eu estava me sentido o Sr. Germán, e isso não era legal. O que me preocupava era o mar, ele estava violento, e como Vilu era baixinha, bem baixinha mesmo, ela quase sumia naquela imensidão azul.

–Violetta! –Gritei novamente, e assim fui em direção ao mar.

–Só um último mergulho. –Ela disse.

–Violetta não faz isso...-Tarde demais, a pequena já tinha mergulhado. Um mergulho parece simples e inofensivo, mas não, se vocês vissem o estado que o mar se encontrava, certamente teriam medo. –Tá legal, já acabou o mergulho.

Para minha preocupação, ela não emergiu rapidamente, a onda que ela havia mergulhado era forte. Droga não deveria tê-la deixado fazer essa loucura.

–Vilu? –Chamei e nada. –Meu amor? –Indaguei em pânico. No desespero eu mergulhei também, tentando vê-la, o que foi inútil. –Violetta, cadê você? –Eu disse alto.

Mergulhei novamente, mas só o que consegui foi uma grande quantidade de sal me invadindo, eu estava em pânico, eu tremia. O pior assolava minha mente, eu não aguentaria, se alguma coisa tivesse acontecido com ela. Com o pouco fôlego que me restava, eu gritei desesperado, em prantos.

–Alguém me ajuda! Minha namorada sumiu!

Notas finais
Então? Gostaram? Peço que comentem, me desculpem qualquer erro, e irei responder os reviews pendentes. Até logo :D