Tsuru- Tsukkiyama One Shot
1 Tsuru- capítulo único
Notas iniciais
Estou aqui com mais uma one-shot bem simples, somente para não perder o ritmo enquanto não posto minhas outras histórias.
Dessa vez, é uma one Tsukkiyama; Espero que gostem!!
Caso houver algum errinho besta, eu peço perdão!!
Boa leitura!!
— O que você está fazendo?- Perguntou o loiro, aproximando-se de Yamaguchi.
O moreno, deitado em sua cama do hospital, possuía a cama cheia de papéis e dobraduras. Ao ouvir a voz do melhor amigo, parou o que fazia e olhou-o. Apalpou a cama, para que, ele se senta-se ao seu lado.
— O que são todas essas dobraduras, Tadashi?- Franziu a sobrancelha.
— É um tipo chamado de Tsuru, Tsukki.- Falou sem delongas.
— E por que, você está fazendo-a?
— A enfermeira quis me animar, e contou-me sobre uma lenda, onde, se você dobrar mil deles um desejo do fundo do seu coração, será concedido.
— Isso é bobagem.- Revirou os olhos.- Você deveria descansar, a cada visita, você parece pior.
— Eu estou bem.- Afirmou.- Sem falar que, eu fico quase o dia todo sozinho e isso, é entediante.
— Se não estivéssemos em tempo de provas, eu viria todo dia para ficar com você.
— Eu sei, mas não se preocupe.- Yamaguchi balançou a cabeça. – Apenas foque ir bem em todas as matérias, Tsukki.
— Já estou fazendo isso.
Um silêncio momentâneo instaurou-se no quarto, que naturalmente era silencioso, até demais na opinião de Tadashi e com isso, ele decidiu quebrá-lo.
— E como estão todos? Sinto a falta deles.
— Todos do clube estão bem, Nishinoya e Tanaka iriam vir hoje.
— E não vieram por...?
— Eu disse a eles que você precisava de paz e silêncio para descansar, e os dois são impossíveis para eles.
Tadashi riu.
— Ou, você estava dando uma desculpa para poder ficar sozinho comigo?- Brincou.
Kei ficou envergonhado e bravo, e com sua reação, o outro riu ainda mais.
— Desde quando você virou palhaço?- O tom de irritação era claro na voz de Tsukishima.
— É só uma brincadeira.
— De muito mal gosto, só se for.
— Qual é, foi engraçado. – Cruzou os braços.
— Apenas você está rindo.- Kei retrucou.
— Não me culpe pela sua falta de humor.- Deu a língua.
O loiro levantou-se abruptamente assustando o outro garoto, que além de confuso empalideceu. Sabia que o havia irritado, e esperava pelo pior.
— O que foi?
— Eu vou embora.
— Mas você acabou de chegar!
— Eu sei, mas tenho coisas a resolver.
— Ah.. tudo bem então, te vejo amanhã?
— Você sabe que sim.
Yamaguchi ficou sozinho novamente após isso, passou o resto da tarde e a noite toda fazendo mais dobraduras, tendo no máximo, três horas de descanso. Fato evidenciado pelas grandes olheiras abaixo dos seus olho.
Uma enfermeira entrou em seu quarto junto ao médico responsável pelo caso, e os dois acompanharam o menino na pilha de exames diários, o deixando mais cansado do que antes. Mas, mesmo assim, Yamaguchi continuava a fazer as benditas dobraduras.
— Você chegou Tsukki!- Exclamou animado saindo da cama para um abraço, porém se não fosse os braços de Tsukishima o segurando, ele teria ido de encontro com o chão.
— O que você pensa que está fazendo Yamaguchi?!- Gritou preocupado, ajudando-o a voltar para a cama.
— Acho que estou um pouco cansado.- Riu.
— Você não dormiu?
— No máximo três horas.
O sorriso de criança de Tadashi desapareceu assim que ele cruzou seus olhos com a carranca de Tsukishima.
— Você precisa descansar se quiser melhorar.
— Eu sei, me desculpa Tsukki.
— Apenas se você for dormir.
— Agora?
— É.
— E você?
— Vou ficar aqui até você pegar no sono, depois disso vou embora.
Os olhos de Yamaguchi lacrimejaram.
— Você é o melhor amigo que eu poderia querer, Tsukki!- Ia se levantar novamente, dessa vez para abraçá-lo mas o loiro o empurrou de volta para a cama.
— Nem pense nisso.
— Então fica aqui do meu lado.
— Eu já estou ao seu lado.
— To dizendo pra você deitar comigo.
— Por que você quer isso?
— Já te falei várias e várias vezes, que eu me sinto solitário nesse quarto enorme.
— E seus pais?
— Estão trabalhando, talvez eles venham durante a noite.
— Ah sim.
— Vai deitar comigo, ou não?- Insistiu.
— Tudo bem, até você dormir, entendeu? Nem um minuto a mais.
— Ok, ok. Eu entendi.
— Com licença.
Tsukishima então deitou-se na cama também, o outro virou-se e eles ficaram cara a cara.
— Só você para me fazer passar por isso.- Kei comentou irritado, arrancando risadas dele.
Yamaguchi colocou seu braço por cima do peitoral do melhor amigo, o abraçando. Enquanto pegava no sono, Tsukishima afagava seu cabelo e observava o quarto branco ao seu redor, cheio de equipamentos médicos.
Não houve demora para Tadashi dormir, mas, quando o mesmo dormiu, o loiro também pegou no sono, fazendo com que, dormissem abraçados. Ele só foi embora quando, a enfermeira apareceu no quarto para dar a medicação e o acordou.
Tsukishima ficou assustado quando viu a hora, estava tarde, então sem se despedir do colega saiu correndo para a casa.
Mais duas semanas se passaram, e tudo continuava o mesmo. Todos os dias as mesmas visitas de Tsukishima, as mesmas brincadeiras sem graças de Yamaguchi e as mesmas dobraduras, multiplicando-se cada vez mais.
Era aniversário de Kei, e, após a comemoração feita pelos membros do clube, ele foi para o hospital novamente. Dessa vez com uma sacola, onde, havia um pequeno bolo.
Ao chegar no local, o loiro deparou-se com a mesma cena de sempre. Yamaguchi sentado na cama, com vários tsurus em volta de si, enquanto ele fazia mais deles.
— Você não se cansa dessas dobraduras, não é?
— São boas para passar o tempo.- Respondeu terminando mais uma.- E eu estou perto das mil.
— O que você fará quando terminar todas?
— Não sei, talvez, mais delas?
— Você é um desocupado mesmo.- Abriu um sorriso sacana.
— Parabéns Tsukki.- Falou esticando os braços para abraçá-lo, olhou para a sacola em sua mão.- O que é isso?
— Você não pode participar da comemoração do clube, então pensei em comemorar aqui com você.
— Só nós dois? Por que não chamou os outros?
— Porque eu não quis, o aniversário é meu.
— Você não tem jeito Tsukki.- Suspirou. – Nós vamos passar mal de tanto bolo.
Ignorando, o de óculos retirou o bolo da sacola e junto ao melhor amigo, cantaram “parabéns pra você”.
— Agora faz um pedido.
Revirou os olhos e pegou a faca posicionando-a próxima ao bolo.
— Eu desejo que você melhore logo.- Olhou para Yamaguchi, que arregalou os olhos surpreso.
— Não é para desejar em voz alta, se não, não vai acontecer!
— Claro que vai, se juntar o meu desejo junto as suas dobraduras, irá se realizar.
— Verdade, você é incrível Tsukki.
Comeram o bolo enquanto conversavam , e só pararam quando o bolo acabou e a mãe de Tsukishima o ligou.
— Parece que ela quer que eu vá para casa, para comer bolo com ela e Akiteru.
— Então vai.
— Eu não quero mais bolo, já estou enjoado.
— Mesmo assim, são sua família e você deveria comemorar com eles também.
— Ta bem, ta bem. – Rendeu-se.
— Até amanhã Tsukki.
— Até amanhã Tadashi.- O abraçou.
— Feliz aniversário de novo.
— Obrigado.
Yamaguchi observou-o ir embora e, em seguida voltou para as suas dobraduras, só parando para jantar e ir ao banheiro. Logo ele já tinha as 1000 que tanto almejou nos últimos dias e decidiu dormir para descansar.
O descanso não durou nem meia hora. Tadashi acordou com uma dor forte no corpo e se não bastasse, começou a vomitar tudo o que havia comido durante o dia juntamente a uma quantidade de sangue um tanto quanto grande o fazendo sentir-se tonto.
Com dificuldades e em desespero, chamou a enfermeira que ao ver seu estado recorreu imediatamente aos médicos. Quando os profissionais chegaram, Yamaguchi já havia perdido muito sangue e ele começou a ter convulsões o fazendo perder a consciência minutos depois.
Não era a primeira, muito menos a segunda vez que isso ocorria, e o médico sempre alertava que a próxima vez poderia ser fatal. E realmente foi, mesmo com as inúmeras tentativas de ser reanimado, não havia mais o que desse para fazer.
Ao ser avisada, a mãe de Tadashi ligou imediatamente para a de Kei para avisá-la do ocorrido. Mas, esta decidiu não contar para Tsukishima pois, além de ser o seu aniversário haveria uma prova no dia seguinte, que estava deixando os nervos de seu filho a flor da pele.
O resultado disso deu-se quando Kei chegou a porta do quarto já desocupado do amigo, com a mãe do mesmo em prantos abraçada ao marido no banco do lado de fora.
Ela levantou-se e abraçou Kei contando-lhe tudo o que ocorreu, fazendo com que o garoto chorasse.
— Ele deixou essa caixa para você.- O pai do melhor amigo estendeu-lhe o objeto, e separando-se da mais velha ele a tomou.
— Parece que são todas as dobraduras que ele fez durante esse mês.- A mãe disse entre intervalos, enquanto chorava.
— Obrigado.- Olhou fixamente para a caixa, e depois para eles.- O Tadashi vai realmente fazer muita falta.
Tentou sem muito sucesso limpar as suas lágrimas e despediu-se dos dois adultos, indo rapidamente para a casa. Trancou-se em seu quarto e colocou a caixa sobre a cama. Foi para o banheiro e tomou um banho, sentindo-se livre de todos os maus sentimentos. E após trocar-se foi para a cama, onde, sentou-se.
Abriu a caixa e de fato todos os tsurus estavam lá, mas, também havia um pequeno envelope colado na beirada.
Ele o pegou e tirou o que havia dentro, encontrando uma carta com a letra de Tadashi.
“Provavelmente se você, Tsukki, está lendo isso é porque eu já não estou mais entre vocês.
Primeiramente eu gostaria de agradecer por tudo o que você já fez por mim, me ajudando com os valentões quando mais éramos mais novos. Acreditando na minha capacidade em melhorar no vôlei, ficando ao meu lado no hospital...
E, acima de tudo, por ter sido o meu melhor amigo.
Talvez você zangue-se pelo o que vai ler agora, mas, desde o início eu tinha em mente que eu não duraria por muito mais tempo.
Então, todos os dias enquanto fazia as dobraduras eu pensava em você, e no quanto eu gostaria de ver aquele mesmo sorriso que você dava quando éramos crianças.
Eu me senti realizado quando terminei os mil, e agradeci aos céus por ter dado tempo de ter a chance de ter o meu desejo realizado.
Por favor não fique bravo comigo por ter um desejo tão bobo e gastar a “chance milagrosa” de me curar com você. Eu não me arrependo de nada.
É uma pena não poder ver esse seu sorriso, antes de partir.
E mais uma vez, obrigada Tsukki.
Com amor,
Do seu melhor amigo no mundo inteiro, Yamaguchi Tadashi”
— Você é realmente um idiota.- Quando terminou de ler já estava com os olhos cheio de lágrimas, e levantando-se foi até a janela a abrindo.- Eu espero que você veja o meu melhor sorriso aí de onde você está!
Gritou para os céus e abriu o maior dos sorrisos, com as lágrimas o molhando cada vez mais.
Tsuru- One shot Tsukkiyama
— O que você está fazendo?- Perguntou o loiro, aproximando-se de Yamaguchi.
O moreno, deitado em sua cama do hospital, possuía a cama cheia de papéis e dobraduras. Ao ouvir a voz do melhor amigo, parou o que fazia e olhou-o. Apalpou a cama, para que, ele se senta-se ao seu lado.
— O que são todas essas dobraduras, Tadashi?- Franziu a sobrancelha.
— É um tipo chamado de Tsuru, Tsukki.- Falou sem delongas.
— E por que, você está fazendo-a?
— A enfermeira quis me animar, e contou-me sobre uma lenda, onde, se você dobrar mil deles um desejo do fundo do seu coração, será concedido.
— Isso é bobagem.- Revirou os olhos.- Você deveria descansar, a cada visita, você parece pior.
— Eu estou bem.- Afirmou.- Sem falar que, eu fico quase o dia todo sozinho e isso, é entediante.
— Se não estivéssemos em tempo de provas, eu viria todo dia para ficar com você.
— Eu sei, mas não se preocupe.- Yamaguchi balançou a cabeça. – Apenas foque ir bem em todas as matérias, Tsukki.
— Já estou fazendo isso.
Um silêncio momentâneo instaurou-se no quarto, que naturalmente era silencioso, até demais na opinião de Tadashi e com isso, ele decidiu quebrá-lo.
— E como estão todos? Sinto a falta deles.
— Todos do clube estão bem, Nishinoya e Tanaka iriam vir hoje.
— E não vieram por...?
— Eu disse a eles que você precisava de paz e silêncio para descansar, e os dois são impossíveis para eles.
Tadashi riu.
— Ou, você estava dando uma desculpa para poder ficar sozinho comigo?- Brincou.
Kei ficou envergonhado e bravo, e com sua reação, o outro riu ainda mais.
— Desde quando você virou palhaço?- O tom de irritação era claro na voz de Tsukishima.
— É só uma brincadeira.
— De muito mal gosto, só se for.
— Qual é, foi engraçado. – Cruzou os braços.
— Apenas você está rindo.- Kei retrucou.
— Não me culpe pela sua falta de humor.- Deu a língua.
O loiro levantou-se abruptamente assustando o outro garoto, que além de confuso empalideceu. Sabia que o havia irritado, e esperava pelo pior.
— O que foi?
— Eu vou embora.
— Mas você acabou de chegar!
— Eu sei, mas tenho coisas a resolver.
— Ah.. tudo bem então, te vejo amanhã?
— Você sabe que sim.
Yamaguchi ficou sozinho novamente após isso, passou o resto da tarde e a noite toda fazendo mais dobraduras, tendo no máximo, três horas de descanso. Fato evidenciado pelas grandes olheiras abaixo dos seus olho.
Uma enfermeira entrou em seu quarto junto ao médico responsável pelo caso, e os dois acompanharam o menino na pilha de exames diários, o deixando mais cansado do que antes. Mas, mesmo assim, Yamaguchi continuava a fazer as benditas dobraduras.
— Você chegou Tsukki!- Exclamou animado saindo da cama para um abraço, porém se não fosse os braços de Tsukishima o segurando, ele teria ido de encontro com o chão.
— O que você pensa que está fazendo Yamaguchi?!- Gritou preocupado, ajudando-o a voltar para a cama.
— Acho que estou um pouco cansado.- Riu.
— Você não dormiu?
— No máximo três horas.
O sorriso de criança de Tadashi desapareceu assim que ele cruzou seus olhos com a carranca de Tsukishima.
— Você precisa descansar se quiser melhorar.
— Eu sei, me desculpa Tsukki.
— Apenas se você for dormir.
— Agora?
— É.
— E você?
— Vou ficar aqui até você pegar no sono, depois disso vou embora.
Os olhos de Yamaguchi lacrimejaram.
— Você é o melhor amigo que eu poderia querer, Tsukki!- Ia se levantar novamente, dessa vez para abraçá-lo mas o loiro o empurrou de volta para a cama.
— Nem pense nisso.
— Então fica aqui do meu lado.
— Eu já estou ao seu lado.
— To dizendo pra você deitar comigo.
— Por que você quer isso?
— Já te falei várias e várias vezes, que eu me sinto solitário nesse quarto enorme.
— E seus pais?
— Estão trabalhando, talvez eles venham durante a noite.
— Ah sim.
— Vai deitar comigo, ou não?- Insistiu.
— Tudo bem, até você dormir, entendeu? Nem um minuto a mais.
— Ok, ok. Eu entendi.
— Com licença.
Tsukishima então deitou-se na cama também, o outro virou-se e eles ficaram cara a cara.
— Só você para me fazer passar por isso.- Kei comentou irritado, arrancando risadas dele.
Yamaguchi colocou seu braço por cima do peitoral do melhor amigo, o abraçando. Enquanto pegava no sono, Tsukishima afagava seu cabelo e observava o quarto branco ao seu redor, cheio de equipamentos médicos.
Não houve demora para Tadashi dormir, mas, quando o mesmo dormiu, o loiro também pegou no sono, fazendo com que, dormissem abraçados. Ele só foi embora quando, a enfermeira apareceu no quarto para dar a medicação e o acordou.
Tsukishima ficou assustado quando viu a hora, estava tarde, então sem se despedir do colega saiu correndo para a casa.
Mais duas semanas se passaram, e tudo continuava o mesmo. Todos os dias as mesmas visitas de Tsukishima, as mesmas brincadeiras sem graças de Yamaguchi e as mesmas dobraduras, multiplicando-se cada vez mais.
Era aniversário de Kei, e, após a comemoração feita pelos membros do clube, ele foi para o hospital novamente. Dessa vez com uma sacola, onde, havia um pequeno bolo.
Ao chegar no local, o loiro deparou-se com a mesma cena de sempre. Yamaguchi sentado na cama, com vários tsurus em volta de si, enquanto ele fazia mais deles.
— Você não se cansa dessas dobraduras, não é?
— São boas para passar o tempo.- Respondeu terminando mais uma.- E eu estou perto das mil.
— O que você fará quando terminar todas?
— Não sei, talvez, mais delas?
— Você é um desocupado mesmo.- Abriu um sorriso sacana.
— Parabéns Tsukki.- Falou esticando os braços para abraçá-lo, olhou para a sacola em sua mão.- O que é isso?
— Você não pode participar da comemoração do clube, então pensei em comemorar aqui com você.
— Só nós dois? Por que não chamou os outros?
— Porque eu não quis, o aniversário é meu.
— Você não tem jeito Tsukki.- Suspirou. – Nós vamos passar mal de tanto bolo.
Ignorando, o de óculos retirou o bolo da sacola e junto ao melhor amigo, cantaram “parabéns pra você”.
— Agora faz um pedido.
Revirou os olhos e pegou a faca posicionando-a próxima ao bolo.
— Eu desejo que você melhore logo.- Olhou para Yamaguchi, que arregalou os olhos surpreso.
— Não é para desejar em voz alta, se não, não vai acontecer!
— Claro que vai, se juntar o meu desejo junto as suas dobraduras, irá se realizar.
— Verdade, você é incrível Tsukki.
Comeram o bolo enquanto conversavam , e só pararam quando o bolo acabou e a mãe de Tsukishima o ligou.
— Parece que ela quer que eu vá para casa, para comer bolo com ela e Akiteru.
— Então vai.
— Eu não quero mais bolo, já estou enjoado.
— Mesmo assim, são sua família e você deveria comemorar com eles também.
— Ta bem, ta bem. – Rendeu-se.
— Até amanhã Tsukki.
— Até amanhã Tadashi.- O abraçou.
— Feliz aniversário de novo.
— Obrigado.
Yamaguchi observou-o ir embora e, em seguida voltou para as suas dobraduras, só parando para jantar e ir ao banheiro. Logo ele já tinha as 1000 que tanto almejou nos últimos dias e decidiu dormir para descansar.
O descanso não durou nem meia hora. Tadashi acordou com uma dor forte no corpo e se não bastasse, começou a vomitar tudo o que havia comido durante o dia juntamente a uma quantidade de sangue um tanto quanto grande o fazendo sentir-se tonto.
Com dificuldades e em desespero, chamou a enfermeira que ao ver seu estado recorreu imediatamente aos médicos. Quando os profissionais chegaram, Yamaguchi já havia perdido muito sangue e ele começou a ter convulsões o fazendo perder a consciência minutos depois.
Não era a primeira, muito menos a segunda vez que isso ocorria, e o médico sempre alertava que a próxima vez poderia ser fatal. E realmente foi, mesmo com as inúmeras tentativas de ser reanimado, não havia mais o que desse para fazer.
Ao ser avisada, a mãe de Tadashi ligou imediatamente para a de Kei para avisá-la do ocorrido. Mas, esta decidiu não contar para Tsukishima pois, além de ser o seu aniversário haveria uma prova no dia seguinte, que estava deixando os nervos de seu filho a flor da pele.
O resultado disso deu-se quando Kei chegou a porta do quarto já desocupado do amigo, com a mãe do mesmo em prantos abraçada ao marido no banco do lado de fora.
Ela levantou-se e abraçou Kei contando-lhe tudo o que ocorreu, fazendo com que o garoto chorasse.
— Ele deixou essa caixa para você.- O pai do melhor amigo estendeu-lhe o objeto, e separando-se da mais velha ele a tomou.
— Parece que são todas as dobraduras que ele fez durante esse mês.- A mãe disse entre intervalos, enquanto chorava.
— Obrigado.- Olhou fixamente para a caixa, e depois para eles.- O Tadashi vai realmente fazer muita falta.
Tentou sem muito sucesso limpar as suas lágrimas e despediu-se dos dois adultos, indo rapidamente para a casa. Trancou-se em seu quarto e colocou a caixa sobre a cama. Foi para o banheiro e tomou um banho, sentindo-se livre de todos os maus sentimentos. E após trocar-se foi para a cama, onde, sentou-se.
Abriu a caixa e de fato todos os tsurus estavam lá, mas, também havia um pequeno envelope colado na beirada.
Ele o pegou e tirou o que havia dentro, encontrando uma carta com a letra de Tadashi.
“Provavelmente se você, Tsukki, está lendo isso é porque eu já não estou mais entre vocês.
Primeiramente eu gostaria de agradecer por tudo o que você já fez por mim, me ajudando com os valentões quando mais éramos mais novos. Acreditando na minha capacidade em melhorar no vôlei, ficando ao meu lado no hospital...
E, acima de tudo, por ter sido o meu melhor amigo.
Talvez você zangue-se pelo o que vai ler agora, mas, desde o início eu tinha em mente que eu não duraria por muito mais tempo.
Então, todos os dias enquanto fazia as dobraduras eu pensava em você, e no quanto eu gostaria de ver aquele mesmo sorriso que você dava quando éramos crianças.
Eu me senti realizado quando terminei os mil, e agradeci aos céus por ter dado tempo de ter a chance de ter o meu desejo realizado.
Por favor não fique bravo comigo por ter um desejo tão bobo e gastar a “chance milagrosa” de me curar com você. Eu não me arrependo de nada.
É uma pena não poder ver esse seu sorriso, antes de partir.
E mais uma vez, obrigada Tsukki.
Com amor,
Do seu melhor amigo no mundo inteiro, Yamaguchi Tadashi”
— Você é realmente um idiota.- Quando terminou de ler já estava com os olhos cheio de lágrimas, e levantando-se foi até a janela a abrindo.- Eu espero que você veja o meu melhor sorriso aí de onde você está!
Gritou para os céus e abriu o maior dos sorrisos, com as lágrimas o molhando cada vez mais.
Notas finais
Espero que tenham gostado!!
Até a próxima!
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