Notas iniciais
Yoo mina-san! Desculpem a demora, eu realmente queria ter postado esse cap. antes, mas foi muito difícil concluí-lo e arrumar tempo para postar. Hoje veremos se vai ter ou não o hentai entre os dois pombinhos. Enjoy!

Ele não deu tempo para ela responder. Sua boca a buscou urgentemente e a beijou com ardor enquanto a apertava entre os braços. Hinata sentiu-se bêbada de tão mole e quente que ficou. Ela tentou empurrá-lo mas ele não afrouxou o aperto, a língua dele buscou a dela e antes que se desse conta, Hinata já estava não só aceitando o beijo, como também estava participando ativamente do ato. Inclinada na cama, Hinata estava muito vulnerável ao Sasuke e seu incontrolável desejo, o rapaz deitou-se sobre ela enquanto a beijava e pressionava o corpo sobre o dela.

Hinata estava sentindo-se sufocada pela intensidade de Sasuke, mas ela tão desesperadamente quanto ele desejava aquele corpo. “Eu preciso parar com isso exatamente agora, ele vai fazer como fez em Kumo”, ela pensava aflita enquanto puxava os cabelos da nuca dele. “Ele vai me desprezar, me magoar”, as mãos percorriam pelas costas do rapaz. Nessa briga entre razão e desejo, é claro que a razão perdeu. Não só o sentimento era intenso, a vontade pelo corpo dele era tão grande quanto. Quando pararam para respirar, Hinata estava corada e Sasuke tinha um sorriso safado no rosto.

― Vá embora, Sasuke – Hinata sussurrou incerta.

― Ainda não.

Ele retomou o beijo, mas agora as mãos acompanharam o mesmo ritmo, desamarrou o yukata que a jovem vestia e sem perda de tempo, Sasuke mergulhou nos seios dela, mordiscando e lambendo os mamilos. Hinata se contorcia enquanto puxava os cabelos do rapaz, a vulva já lubrificada. “Eu preciso parar... agora”, a mente de Hinata ordenava, mas o corpo reagia de maneira contrária, fazendo tudo o que Sasuke queria. Ele deslizou as mãos pela lateral do corpo dela, contornando suas curvas e no movimento levou embora sua calcinha. Sasuke livrou-se do kimono pesado, Hinata queria pedir para ele parar, mas da sua voz só se ouvia um gemido entrecortado ou invés da ordem imperativa que estava na sua mente.

Sasuke adentrou ao corpo de Hinata com um movimento lento e prolongado, a moça jogou a cabeça para trás e gemeu enquanto ele mordiscava seu queixo. Hinata já estava arrependida de se entregar mas seu corpo era um traidor, se movia no ritmo de Sasuke. Como um faminto diante de um banquete Sasuke fartou-se com o corpo e deu a ela uma imensa parcela de prazer. Os dois corações batiam desesperados enquanto as bocas se devoravam e um disputava espaço dentro do corpo do outro, nos lábios as declarações de amor que não saíam, prendendo-se na garganta de ambos e os sufocando naquela paixão insana.

***

A madrugada estava chegando quando Sasuke derramou-se pela última vez no corpo de Hinata. Os corpos de ambos, entrelaçados e suados, as bocas úmidas querendo beijos eternos. Ele deitou-se ao lado da jovem e ficou tentando recuperar o fôlego. Hinata, virou-se para o lado, sentia-se suja, o coração apertado, crente que ele a ofenderia a qualquer momento. As lágrimas começaram escorrendo finas, mas em pouco tempo elas aumentaram intensamente, os ombros miúdos da garota contraídos enquanto os soluços começavam. De início Sasuke não percebeu, mas depois os suspiros da moça chamaram sua atenção.

― Hey, Hina... o que é isso?

― Nada, saia daqui.

― O quê? Porquê? – Sasuke perguntou espantado.

― Só me deixe em paz, Sasuke.

Ele não saiu, pelo contrário, a abraçou pela cintura, envolvendo todo o seu corpo com o dele, enquanto mantinha o rosto colado nos seus cabelos, aspirando o perfume dela.

― Esse cabelo é minha perdição.

Hinata estava farta das mentiras de Sasuke, não estava disposta a cair na sua armadilha de novo, ela poderia ter entregado seu corpo, mas ainda poderia proteger seu coração.

― Porque mente assim, Sasuke?

― Não é mentira. Você sabe que sempre adorei o seu cabelo.

― O que acha que vai ganhar com isso?

― Mais um beijo.

Sasuke estava sendo sincero, mas Hinata não perceberia.

― Você veio aqui para me usar, você só está brincando comigo!

― Não, eu não estou – ele se defendeu.

― Estava tudo sob controle, eu vou me casar, eu até gosto do meu primo.

― Como gosta de mim?

Pega de surpresa, Hinata poderia mentir dizendo que sim, que gostava Neji como gostava de Sasuke, mas isso seria admitir que ainda o amava, ou ela poderia negar e com isso alimentar mais ainda o ego do rapaz na sua cama. De qualquer forma, ela estava enrascada. Optou por dizer a verdade.

― Eu gosto dele como um irmão, e o Neji tem sido um verdadeiro cavalheiro para comigo e com Hitachi. Ele está assumindo uma família que não é dele, é muita responsabilidade em troca de nada. Eu devo pelo menos ser fiel, por isso saia da minha cama agora mesmo!

Sasuke virou ela de frente para si e a obrigou a beijá-lo de novo, as mãos apertavam a cintura da jovem e marcavam a pele rosada dela. Com o fim do beijo, Hinata estava novamente entregue nos braços de Sasuke.

― Nunca mais me beije, Sasuke. Nunca mais venha aqui.

― Eu vou vir, Hina. Toda noite a partir de hoje eu vou vir vê-la.

― Não! Está louco? Se meu pai te pegar aqui ele te mata.

― Mata nada. – ele desdenhou.

― Sasuke, você acha que é brincadeira, não é? Por favor, eu estou de casamento marcado, essa união é muito importante para o meu clã, não zombe disso. O Neji está me oferecendo uma respeitável vida, e você o que pode me oferecer?

― Muito prazer... ele pode te oferecer algo parecido com isso?

Hinata suspirou e sentou na cama. Sasuke deitou a cabeça no colo dela e ficou fitando aqueles olhos com o semblante tranquilo. Ele realmente falava sério sobre encontrar-se com Hinata todas as noites mas não tinha intenção alguma de oferecer nada mais a ela do que aquilo. Eles poderiam ser amantes bem debaixo do nariz dos Hyuugas e Sasuke ficaria contente com isso. Mas não falaria nada para a Hinata. Já Hinata não queria ter que implorar pelo amor dele, aquela conversa já estava cansativa demais e não levaria nenhum dos dois a lugar algum.

― Sasuke, mesmo que no passado eu tenha sido péssima como mãe e esposa eu já paguei o preço. Não precisa me dar nada, somente o seu respeito.

Sasuke sentou-se ao lado dela, isso ele poderia fazer sem se comprometer.

― Então eu vou te respeitar, Hina. Você mostrou que mudou, eu não vou negar isso à você.

― Se vai me respeitar, então não venha mais aqui e não repita essas coisas.

― Eu vou te respeitar, mas não vou conseguir parar de te desejar. – ele concluiu com os lábios já rentes aos dela.

As mãos apoiadas ao lado da face da jovem acariciaram o rosto macio, o beijo que se seguiu foi cálido e suave. Hinata apoiou as mãos no peito dele e correspondeu àquele beijo doce. Naquele momento nenhum dos dois pensava no passado ou no futuro, somente na doçura da carícia que trocavam. O choro manhoso de Hitachi que até então dormia no quarto ao lado quebrou o encanto daquele momento.

― É ele? – Sasuke perguntou ansioso.

― Sim.

― Posso vê-lo agora?

Não tinha porque Hinata negar àquele pedido. Ela estava desrespeitando a vontade de Neji e do seu pai , mas nenhum dos dois estava por perto, e mesmo com o Byakugan ela poderia tentar enganá-lo.

― Use um genjutsu para ninguém ver a gente. De preferência um que engane o Byakugan.

Porém no exato momento em que Sasuke estava criando a ilusão, a mãe de Hinata bateu na porta.

― Filha, você está aí? Quer que te ajude com o Hitachi-chan?

― Sim mãe, vá olhar ele! – Hinata respondeu aflita.

Sasuke praguejou.

― Sasuke, agora é melhor você ir embora mesmo, não podemos deixar ninguém te ver aqui – Hinata sussurrou para ele.

Sasuke quis contrariar, mas achou melhor não ser visto por outra pessoa mesmo. Beijou Hinata mais uma vez, dessa vez foi um beijo mais quente e exigente, um autêntico beijo de despedida dos que não querem partir. Quando se separaram Sasuke sussurrou.

― Eu vou vir amanhã, Hina.

― Não, Sasuke não... ninguém pode te ver aqui.

― Então vá você na minha casa.

― Eu não posso...

― Pode sim. Eu vou te esperar... – ele disse sumindo num jutsu.

Assim que Sasuke partiu, Hinata foi acalmar Hitachi. A mãe o segurava no colo, ele chorava dolorosamente, não era só manha.

― Filha, ele está ardendo em febre – a mãe dela disse.

Hinata colocou as costas da mão na testa dele e o sentiu queimando. Imediatamente o pegou no colo e o aninhou entre os braços. Todo o corpinho de Hitachi estava quente, a testa suava, os olhos fechados pelo esforço do choro.

― Você já o medicou? — Hinata perguntou.

― Sim.

Isso preocupou Hinata. Ela viu a seringa que sua mãe aplicara a dose, se nem assim a febre abaixara ela não poderia negligenciar todo o cuidado para o seu filho.

― Mãe, ele mal comeu hoje. – Hinata disse preocupada.

― Há vários dias ele não come. Vamos levá-lo ao médico. – a mãe dela sugeriu.

Hinata morria de medo de levá-lo ao médico e chegando lá, Sakura o roubasse novamente, inventando que ele estava morto. Mas Sakura já não podia mais exercer a medicina, pelo menos nisso o conselho foi sábio, então arrumou algumas coisas para Hitachi e partiu em silêncio na noite.

Passou a noite toda com o Hitachi em observação, a equipe conseguiu abaixar a febre dele e ministrou soro para a desidratação. Pela manhã ele já estava visivelmente melhor. Hinata estava acabada, se arrastou pelos corredores do hospital afim de voltar para casa, Hitachi parecia extraordinariamente pesado para ela que mal dormira. No caminho foi surpreendida por Neji.

― O que aconteceu? – Neji perguntou desesperado.

― Ele teve muita febre, passamos a noite aqui, mas agora ele está melhor.

― Porque não mandou me chamar? Eu teria ficado aqui com vocês!

― Eu nem pensei nisso, me desculpe.

Neji tomou Hitachi do colo dela, Hinata percebeu que ele parecia mesmo preocupado com o menino. Retornaram para casa em silêncio. Passado um primeiro momento de comoção da família e vendo que Hitachi estava bem, Neji deixou o garoto aos cuidados da mãe de Hinata e juntou-se a Hiashi no seu escritório. Hinata vendo que estava tudo sob controle com o seu filho, foi dormir.

Ao entrar no escritório, Hiashi foi direto ao ponto.

― Neji, estou cancelando o seu casamento com Hinata.

― O QUÊ? POR QUÊ? – o sempre calmo Neji não conseguiu ocultar seu espanto.

― Acalme-se. E não grite comigo, garoto.

― Me desculpe, tio. – ele corou ao perceber que havia se excedido – mas o que eu fiz? Está dando tudo certo, a Hinata esta até mesmo começando a me aceitar.

― Você não foi capaz de ficar de olho nela e no Hitachi como falei.

― Tio, eu não sabia que eles estavam no hospital! Se eu soubesse teria passado a noite com eles.

― Não é por isso, ninguém sabia que o menino iria ficar doente, e Hinata agiu como sempre age: sem falar nada para ninguém.

― Então eu não entendo, simplesmente não entendo.

― Estou querendo poupá-lo, somente aceite.

Neji estava muito indignado. Primeiro o tio havia exigido que ele casasse com Hinata e assumisse o filho de outro, claro que isso não foi ruim, pois ele era apaixonado por ela, mas foi uma decisão arbitrária. Agora novamente ele agia assim ao dizer que o casamento não aconteceria. Será que ele não entendia que ele não era um brinquedo nas suas mãos?

― Tio, eu não posso aceitar. Eu quero me casar com a Hinata, não só pela sua ordem, mas porque eu tenho reais sentimentos por ela.

― É verdade? Não sabia disso. – Hiashi disse desconfiado.

― Sim, tio. É verdade.

― Sendo assim eu insisto mesmo que você aceite o fim desse casamento, será melhor agora, acredite em mim.

― Eu preciso de uma explicação, Hinata não me falou nada. O que está acontecendo?

Hiashi suspirou pesadamente.

― É o Uchiha. Ele passou a noite aqui com ela.

Notas finais
Carai, se existe uma coisa que o Hiashi nunca será é chifrudo, esse omi vê tudo! Kkkkk. Será que o Neji vai aceitar o fim do casório tão pacificamente? Me digam nos reviews... PS: O próximo cap. será "Uma visita para Sasuke". Quem vocês acham que vai visitá-lo? A Hina que ele convidou para mais uma noite de amor ou o Neji para arrancar a cabeça (de baixo) dele? Kissu!