Notas iniciais
Yoo min-san! Sasuke recebe uma visita hoje, quem será? Enjoy! A lindíssima da Filipa Adans faz aniversário hoje e ela pediu o cap. como presente, então o de hoje é em homenagem à ela. Kissu!

Neji sentiu uma dor semelhante à de um forte soco na boca do estômago. Seu tio nunca mentiria, nunca inventaria nada do tipo. Mas era impossível acreditar que mesmo depois da conversa que tiveram, Hinata o tivesse traído com Sasuke, ainda mais de maneira tão vulgar, debaixo do mesmo teto que seu filho doente, o mesmo teto que sua mãe e seu pai.

― Tio, eu não posso acreditar, ontem mesmo falamos sobre isso. Hinata concordou que não veria mais o Sasuke.

― Mas ele veio aqui à noite, pouco depois de você ter saído. Passaram boa parte da noite trancados no quarto, e só saíram quando Hitachi começou a chorar, depois ele foi embora e ela foi até o hospital com o menino.

― E porque o senhor não o impediu se sabia que ele estava aqui?

― Porque eu dei essa tarefa à você – Hiashi disse friamente – além do mais não sou eu que vou me casar com ela.

Neji ficou estático. Seu tio era um cara muito frio, a ferocidade de antes quando Sasuke veio procurar Hitachi, não combinava com o comportamento controlado de agora.

― Tio, me perdoe, mas eu realmente confiei que Hinata não me trairia.

― Isso ou você estava muito ocupado na casa de chá?

A pele naturalmente branca de Neji, tornou-se intensamente rubra. Ele nunca imaginaria que seu tio descobriria isso. Mas ele era um Hyuuga, poderia ver o que quisesse com o seu Byakugan.

― Vocês jovens são muito imaturos. Não te culpo por procurar a casa de chá, Neji. Nessa idade os hormônios falam mais alto do que o cérebro. Mas não posso perdoar um deslize no seu controle sobre Hinata. O casamento é para daqui algumas semanas, se ela se deita com outro agora, acha que não vai se deitar com ele depois do casamento? Acha que em três semanas ela será capaz de esquecer seu ex-marido?

Neji ficou envergonhado. Ele falhou em uma ordem direta do seu patriarca, isso era considerado imperdoável entre os Hyuugas.

― Se você não pôde controlar Hinata, não pode controlar o nosso clã. Eu dificilmente erro mas estou decepcionado com você.

Neji sentiu-se como um lixo, novamente seu valor sendo colocado à prova. Ele não se surpreendeu quando se viu ajoelhado diante de Hiashi, as mãos abertas diante do corpo, o tronco curvado e a cabeça baixa.

― Tio, me perdoe! Se me der outra chance, juro que não o decepcionarei.

Hiashi ficou olhando o garoto sem demonstrar nenhuma emoção.

― Não entendeu que o erro maior foi dela? Ela que se deitou com outro.

― Eu também fiz isso.

― Mas você pode, você é homem. O seu erro foi me decepcionar, mas isso eu posso consertar, posso arranjar um substituto.

― Não, tio! Não dê Hinata para outro!

― Eu vou dar a mão dela para um dos anciãos do clã, um deles com certeza será capaz de pôr essa menina na linha.

Se Hiashi desse a mão de Hinata para um dos anciãos do clã, Neji a sequestraria, não permitiria que seu tio desse o que era dele para nenhum outro.

― Tio, eu farei o que for preciso!

― Neji, você me envergonha. Ela te trai às vesperas do casamento e você ainda insiste?

― Meus sentimentos são realmente verdadeiros, não poderei suportar se Hinata não for minha.

― Levante-se. – Hiashi ordenou seco.

Neji se levantou.

― Já que insiste tanto, eu mantenho a minha palavra, Hinata será a sua esposa, mas ela será sua responsabilidade a partir de agora. Essa menina só me envergonha.

Trocaram mais algumas palavras e Neji saiu. Estava espumando de ódio, mas quem o visse encontraria a mesma cara apática de sempre. Foi ver Hitachi e ele estava bem, Hanabi cuidava dele. Parou diante da porta do quarto de Hinata e sentiu o chakra alterando-se, pensando em tudo o que ela e o Uchiha haviam aprontado na noite anterior. Mas resolveu se acalmar para não chamar a atenção das outras pessoas. No interior do cômodo, Hinata sonhava tranquila. Seu sonho era uma mera repetição do que passara a madrugada toda fazendo com o ex-marido.

***

Hinata dormiu até quase a hora do almoço, então levantou-se e foi ver como Hitachi estava. Ele estava ótimo, sem febre e bem disposto, a cor rosada já havia voltado à sua face. Ele fez um pouco de manha, mas acabou comendo, bem pouco, mas Hinata considerou suficiente por aquele momento. Neji não estava, mas Hinata não estranhou, na verdade ela mal sentiu a falta dele. Passou o resto da tarde com Hitachi, o menino ainda chamava por Sakura, isso deixava ela irritada, mas ele parecia aos poucos começar a se acostumar com ela e com sua família. Ao cair da tarde, um alfaiate foi para tirar as medidas dela, foi só nesse momento que Hinata lembrou-se que se casaria em algumas semanas. Um desgoto terrível tomou conta da garota, depois da noite passada, ela saberia que nunca mais conseguiria se deitar com outro homem que não fosse Sasuke. Dessa vez não teve gritos, insultos ou frieza, ele a tratou com todo o amor que ela sonhava em receber, ela não esqueceria aquela madrugada tão facilmente, e se alguém perguntasse, ela responderia que não queria esquecer.

Mas a realidade mostrava que se quisesse manter o seu filho, ela teria que se casar com o seu primo, e o alfaiate com a fita em seus quadris era o suave lembrete que Neji não abriria mão de ser seu esposo. Passou a tarde toda sendo medida e analisada, depois o alfaiate mostrou alguns padrões de tecido que ela deveria escolher. Hinata apontou para qualquer um, ele mostrou os modelos dos kimonos de casamento, ela repetiu o gesto escolhendo aleatoriamente. Sua mãe a repreendeu por não estar se dedicando à tarefa e acabou ela mesma indicando outro modelo, muito mais condizente com a tradição Hyuuga.

Com a ida do alfaiate e a chegada da noite, Hinata começou a ficar ansiosa para ver Sasuke, Neji não estava em casa conversando com o pai dela como de costume, o convite já estava feito, então ela achou que poderia tentar encontrá-lo. Cuidou de Hitachi e o alimentou, cantou algumas canções de ninar, até o garoto dormir. Banhou-se e perfumou-se, depois avisou sua mãe que iria treinar. A Sra. Hyuuga muito distraída não percebeu que ela estava de vestido e Hinata nunca treinava de vestido.

Hinata optou por seguir o caminho da floresta para ir até a casa de Sasuke, não queria que a vissem. Demorou um pouco mais do que se tivesse ido pelas ruas da vila, mas sentiu-se satisfeita quando ao adentrar a área do clã, aparentemente ninguém a havia visto. O coração batia descompassadamente, Sasuke havia demonstrado estar apaixonado, mas ela não sabia o que esperar, achou-se uma louca por ir atrás dele, mas estava certa dos seus sentimentos, se tivesse que se casar em algumas semanas e nunca mais tê-lo, ela o teria pelo máximo de tempo possível enquanto pudesse. Bateu na porta praticamente tremendo de medo de ser rejeitada.

A porta se abriu e aquele sorriso que só ela recebia a saudou. Sasuke usava somente uma bermuda, os cabelos ainda molhados caíam ao lado do rosto.

― Desculpe ter vindo sem avisar.

― Eu já te esperava. Entre por favor. – ele respondeu sem desviar os olhos dela.

Hinata entrou e ele fechou a porta rapidamente. Ela observou o lugar, não mudara nada desde a epóca em que foram casados, Sasuke sempre foi organizado e gostava das coisas limpas. Ela parou e ele parou atrás dela, Hinata podia sentir a respiração quente dele sobre sua nuca. Então ele estendeu um lírio branco à sua frente. Hinata pegou a flor e aspirou seu perfume.

― Onde você arruma tantos lírios?

― É só uma flor que eu gosto. Eu sempre colho algumas e trago para casa, elas me lembram você.

Hinata sentiu-se corar, ela encolheu os ombros e aspirou mais profundamente o perfume daquela flor. Então Sasuke a segurou firmemente pelos ombros, afundou o rosto nos cabelos dela, Hinata sentiu o calor do corpo dele com a proximidade. Ele a virou de frente e beijou-a com ardor. Não demorou muito para começar a retirar as roupas da garota, Hinata não reclamou. Ela mesma livrou-o da bermuda, logo estavam sobre o sofá da sala. Sasuke sempre teve vontade de transar com ela naquele móvel, mas sempre foi rejeitado, agora estava tendo a sua oportunidade de ouro. Tirou as últimas peças, o sutiã e a calcinha. Apalpou os seios dela por um bom tempo enquanto a beijava, depois passou a lamber os bicos, Hinata o agarrou pelos cabelos enquanto gemia. Sasuke estava adorando. Os dedos passaram de leve por sua abertura.

― Te quero – Hinata gemeu baixinho.

Ele atendeu o seu pedido, a penetrando devagar. Hinata o agarrava pelas costas e cabelos, enquanto gemia fora de si, Sasuke alternava beijos e suaves mordidas na orelha, ombros, lábios, seios da garota. Aos poucos o ritmo da penetração e o volume dos gemidos foram aumentando. Eles gozaram juntos.

Sasuke jogou o corpo sobre o dela e ficaram se beijando por longos momentos, ele afastou os cabelos úmidos de suor da testa dela e a beijou delicadamente.

― Está com fome? — ele perguntou.

― Um pouco.

Mesmo que ela dissesse não, Sasuke não mudaria de ideia sobre cozinhar para ela, ele mesmo estava faminto depois daquela atividade. Levantou-se e vestindo sua bermuda, foi para a cozinha. Hinata vestiu-se só com uma camiseta que encontrou jogada, provavelmente a que ele deveria estar vestindo antes de ela chegar, o cheiro da pele dele estava em todo o tecido. Sasuke se concentrou na carne, enquanto Hinata preparou o gohan e os legumes. Eles não trocaram muitas palavras enquanto cozinhavam, Hinata corava a cada beijo que Sasuke roubava, e ele roubou vários quando se aproximava fingindo pegar um tempero ou algo que est.ivesse perto dela. E como brinde além dos beijos ela ganhou vários sorrisos reluzentes dele. Quase não terminaram o jantar de tanto que se beijaram, riram e brincaram um com o outro. Hinata sentiu-se como uma adolescente boba de tão apaixonada que estava, já Sasuke mostrava-se para ela como nunca havia se mostrado para ninguém. Mas o jantar foi terminado e as barrigas roncando de ambos fizeram-os parar com a paquera. Hinata colocou a mesa, as louças ainda estavam no mesmo lugar. Sasuke abriu uma garrafa de saquê e serviu a mesa. Sentaram no chão e comeram enquanto bebericaram o saquê.

― Está muito boa – Hinata elogiou.

― Muito obrigado, eu tive uma inspiração especial hoje.

Ambos riram com o comentário. Curtiram a maior parte do jantar em silêncio, apenas alguns rasos comentários triviais. O diálogo não era a base daquele relacionamento, mas naquele momento estavam vivenciando uma magia tão única que preferiram não quebrar o encanto com palavras vãs. Quando terminaram, Hinata fez menção de levantar-se para lavar a louça, mas Sasuke a impediu.

― Vem cá um pouquinho. – ele a puxou para um beijo.

Beijaram-se e o clima começaria a esquentar de novo, se não fosse por Hinata interromper.

― Sasuke, eu preciso voltar.

― Fica – ele a colocou sentada no seu colo e passou a beijar seu pescoço.

― Eu não posso, o Hitachi esteve doente.

Uma sombra passou pelos olhos de Sasuke.

― Traga ele pra mim.

― Não posso trazê-lo aqui, meu pai me mataria, ele nunca deixaria.

― Arrume um jeito, eu preciso ver meu filho. Porque não me disse que ele estava doente?

― Eu não imaginei que ele fosse piorar, fui com ele para o hospital depois que você me deixou ontem.

― Porque não me disse? Eu realmente quero estar perto do meu filho, principalmente quando ele precisar.

― Sinto muito, Sasuke. Eu realmente só pensei nele.

Sasuke acariciou os cabelos na base da nuca dela. Hinata não era mais aquela mãe desleixada, agora ela colocava Hitachi acima de tudo, acima dele mesmo.

― Tudo bem. Cuida dele primeiro, mas assim que ele se recuperar, precisamos encontrar uma maneira, eu tenho que ver o Hitachi, eu realmente não suporto mais.

― Eu juro que eu vou fazer de tudo para que você possa vê-lo.

Sasuke tinha os olhos inteiros nos olhos de Hinata, ela não estava mentindo, nem tinha porque fazer isso. As circunstâncias pelas quais o casamento deles acabou já não importavam mais. Como um viciado recém recuperado que tem um breve contato com o motivo do seu vício, aquelas poucas vezes que teve Hinata despertaram o desejo reprimido de dois longos anos. Ele precisava dela, mais do que nunca.

Com Hinata no colo, ele começou a desnudá-la novamente, Hinata o abraçou, mas estava muito corada, Sasuke parecia insaciável. O rapaz colocou-a sentada no seu colo e suavemente começou a penetrá-la. Hinata gemia baixinho enquanto o abraçava, queria falar que o amava e queria ser dele para sempre, mas reprimiu suas declarações de amor nos beijos quentes e úmidos do rapaz. Ela ficou dançando no colo dele, ambos completamente envolvidos por aquele momento delicioso e que seria igualmente inesquecível, como as novas memórias que eles estavam construindo.

Toc, toc.

― O que foi isso? – Hinata perguntou parando de mover os quadris.

― O quê? Não ouvi nada – Sasuke sussurrou enquanto as mãos forçavam os quadris dela a continuarem.

Toc, toc.

― Não ouviu? – Hinata insistiu.

Dessa vez tinha sido mais alto, Sasuke ouvira perfeitamente. Mas ele não estava esperando ninguém, com certeza mataria o infeliz que o interrompia naquele momento.

Toc, toc. As batidas continuaram. Hinata saiu de cima do colo dele, Sasuke amarrou o quimono de qualquer jeito na cintura, enquanto ela meramente se cobria com seu vestido. Sasuke, já muito mal humorado levantou-se para atender a porta.

― Boa noite, Uchiha. Vim buscar a minha noiva – os olhos cinzentos de Neji pareciam vitoriosos diante do espanto de Sasuke.

Notas finais
Esse cap. poderia se chamar "Duas visitas para Sasuke", mas aí não teria toda a polêmica que eu adoooro! Agora que o Neji pegou-os com a boca na botija o que acham que vai acontecer? Kissu!