Tsuinzu No Ai
7 O que houve?
Notas iniciais
– Sorezore no tadashisa wo furikazasu.... — Aiko
– Sorezore no tadashisa wo furikazasu... — Yuka
– Sorezore no tadashisa wo furikazasu... — Eu
– vocês três tem vozes bonitas mas.... — Daichi
– A voz da Sae combina mais com a música. — Eiji interrompeu Daichi.
– Eu também acho... — Chitose falou por de trás de Itsuki..
– Então a nossa vocalista será a Sae — conclui Yuka
– Então, cada um de nós já tem uma função — Aiko começou a anotar tudo em uma folha:
Kurenai
Composta por Sae Kurosawa e Itsuki Tachibana
Vocal — Sae Kurosawa
Violão — Itsuki Tachibana
Bateria — Daichi Yagami
Guitarra — Eiji Matsuda
Violino — Yuka Kishimoto
Teclado, Mix e vocal de apoio — Aiko Suzume
– Todos em seus devidos lugares, galera? — Eiji — Ok, então vamos ensaiar!
A empolgação de Eiji era contagiante e começamos a ensaiar apenas com os instrumentos de corda, pois Daichi e Aiko não puderam trazer seus teclado e bateria.
Foi muito fácil pegar o ritmo da música e só havia uma palavra em que Aiko participava como vocal de apoio, então não tivemos muitos problemas de sincronia.
Seguimos o ensaio até a hora do almoço.
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Quando chegou a hora, Fomos até um restaurante que ficava perto da minha casa para o almoço Estávamos na porta do restaurante quando um casal, que estava saindo de lá, passa ao nosso lado. O meu ombro e o da mulher quase se tocaram no momento em que eles passaram. Do nada uma frase ecoou na minha mente "Sempre juntas".
Eu não entendi o porque dessa frase me vir a mente tão de repente. Mas fosse o que for me assustava um pouco. Eu me lembro que por muito tempo falei muitas coisas parecidas com isso. Eu falava isso quando fui corrompida, o sentimento de abandono, tristeza, esperança (de ELA voltar e me matar para ficarmos sempre juntas), tudo dominado pelo ódio; mesmo me sentindo tão triste, eu gargalhava de forma insana matando todos... Até a pobre Chitose eu matei... Eu odeio tudo aquilo, odeio ter matado todos...
Por um momento, me esqueci da realidade. Todas aquelas terríveis lembranças vieram e...
– "Sae" — a voz de Itsuki me trouxe de volta.
Todos haviam entrado, exceto eu que ainda estava na porta do restaurante.
– Tudo bem? — Itsuki percebeu que eu estava em "outro lugar"
– Sim — Falei correndo para me encontrar com os outros.
– Aconteceu algo? — Itsuki perguntou, ele parecia preocupado.
– Não, não é nada.
Ele me encarou brevemente e depois suspirou:
– Esta bem, então.
Nos dirigimos a mesa onde os outros estavam sentados:
– O que vamos pedir? — Aiko murmurava pensativa.
– Como você demora muito para escolher alguma coisa, eu pego pra você — Eiji pegou o cardápio da mão de Aiko e indicou ao garçom o primeiro prato que aparecia no cardápio.
Dois minutos depois a comida que pedimos veio. Durante a refeição conversávamos animados:
– Hey, Sae — Daichi me chamou
– O que é?
– Posso te perguntar algo? — Ele fez uma expressão engraçada que mesclava nervosismo com, não sei dizer exatamente o quê.
– Aham — Comecei a ficar curiosa sobre o que ele queria me perguntar.
– É que a Yuka já teve um namorado, a Aiko, perdi a conta de quantos — Aiko fez um olhar Convencido — E você?
Os olhos de Eiji se arregalaram com a pergunta, Aiko e Yuka já sabiam a resposta e, Itsuki e Chitose apenas ouviam.
– Nenhum- respondi com um toque tímido na voz.
– Nenhum?! — Eiji ficou quase de boca aberta com minha resposta — Bom, eu conheço alguém que poderia ser um bom pretendente — Ele mexeu as sobrancelhas e olhou "discretamente" para Itsuki.
Itsuki sorriu e olhou para seu prato, Chitose riu da situação e disse:
– Eu gosto da Sae, se o mano gosta dela também, eu fico feliz — Dizendo isso, Chitose abraçou o irmão.
– Bah! Foi acusado pela própria irmã — Eiji comentou.
– Foi você quem me "acusou" primeiro — rindo Itsuki deu ênfase a palavra "acusado" sem saber exatamente o sentido em que a palavra foi usada — pra mim a Sae é uma amiga muito querida.
Pra mim Itsuki também era um amigo muito querido.
– Ta bom — Yuka, disse de uma forma que chamasse atenção se todos — Então você indo pro quarto dela durante a noite foi só pra conversar.
– Foi — Ele respondeu da forma mais honesta possível.
– Cara! Não sabia que você era disso! — Daichi exclamou — agora que aconteceu, o melhor que tem a fazer é admitir tudo.
– Admitir exatamente o que? — Itsuki
– A gente quer saber se vocês "fizeram" — Aiko
– O que? — Eu e Itsuki perguntamos ao mesmo tempo.
– "Aquilo" — Daichi
Eu e Itsuki continuávamos em duvida.
– Vocês sabem...- Eiji
– Como diziam os antigos, "fazer filhos" — Yuka cochichou para que Chitose não ouvisse — mas se cuidando para...
– Não — Eu
– Não é isso que estão pensando — Itsuki
Eu e Itsuki nunca havíamos pensando nesse assunto, tanto que era desconhecido por nós. Fomos ensinados que um homem e uma mulher só poderiam fazer filhos após o casamento.
– Já que negam tanto, não deve ter acontecido nada mesmo. — Aiko afirmou, mas um pouco desconfiada
– Mas Yuka, porque falou isso dessa maneira? — Eiji
– É que as vezes a Sae parece ter vivido em outra era, e o Itsuki-kun tava agindo igual, então pensei em falar assim pra poupar tempo de explicações, e também, eu sei
Que a Sae fica com vergonha quando "aquela" palavra é pronunciada — Yuka Sorriu
O que eles não sabiam, era que nós havíamos mesmo vivido em uma era passada.
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