Tsufuru Mania
7 Capítulo V
Notas iniciais
A semana seguinte pareceu passar voando, já que pouca coisa realmente empolgante aconteceu, ainda mais se comparando com os encontros com os saiyajins da última semana. Purin se manteve bem ocupado, de volta à sua “realidade”, na maior parte.
Além das questões típicas com as quais todo jovem tsufurujin tinha que lidar quando se está próximo de completar 18 anos, Purin também tinha que levar adiante os avanços tecnológicos de seu avô, já que este era um importante cientista que trabalhava para o governo, e também uma peça importante na guerra contra os saiyajins. E logo chegaria a vez do próprio Purin.
Então ele ficava no laboratório secreto de seu avô por boa parte do tempo, trabalhando. Mas, apesar de todas as responsabilidades, Purin ainda era só um menino, e como tal, certa noite estava deitado em sua cama lendo uma revista em quadrinhos. O scounter começou a tocar de repente, dando-lhe um susto, mas logo ele ficou tranquilo de novo, se lembrando que havia apenas um grupo que conseguia entrar em contato com ele por aquele dispositivo.
Cara! — a voz era da Chiri, o que fez Purin se agitar um pouco — Venham aqui na caverna. A Ichigo encontrou uma pedra bem grande que é igualzinha à cabeça do seu primo, Keki. Ela quer explodir a pedra na frente dele, para tentar impressioná-lo.
Purin escutou alguém dizendo “Cala a boca” no fundo, e deu risada, antes de responder.
- Parece divertido, mas acho que vamos ter que deixar para outra ocasião. Já está tarde, e amanhã todo mundo vai acordar cedo, por causa do Festival da Lua
- Caramba, vocês dormem demais. Nós também vamos comemorar esse tal de Festival da Lua, mas acho que vamos só beber e dançar no deserto, igual daquela outra vez — pelo barulho ao fundo, os saiyajins pareciam já ter começado a se divertir — Você nunca fez esse tipo de coisa?
- Ei, eu já dancei sim! Foi no último Festival da Lua, a dez anos… E nunca bebi, tirando aquela vez em que vocês fizeram a gente beber Hidromel Melado. Bem, teve uma vez no colégio, em que bebi um suco de uva que tinha o sabor forte para um caramba! Acho que fiquei meio embriagado, porque me deu tontura e derrubei um vaso sem querer. A professora me deu uma bronca por causa disso.
- Eu queria ter visto isso! — Chiri disse, sem conter a gargalhada.
- Foi muito frustrante! Eu nunca havia levado uma bronca antes — Purin reclamou, apesar de estar rindo também.
Os dois continuaram conversando por um bom tempo. Purin, se sentindo feliz e esperançoso com essa crescente amizade, comentou sobre como seria divertido se ela passasse a frequentar sua escola, quando a guerra terminasse. Chiri explicou que ela ia para a escola, embora a escola dos Nômades fosse bem diferente daquela dos tsufurujins. Cada tribo possuía uma escola, além de outras construções simples que eles próprios criavam, como mercados e pronto-socorros (às vezes o treino deles ficava intenso demais). Os saiyajins que não eram nômades também tinham essas coisas, mas eles aproveitavam a estrutura das cidades Tsufurujin que eles conseguiam conquistar.
A conversa de Purin e Chiri passou por diversos outros assuntos. Purin comentou sobre seu plano para adiantar o fim da guerra, trazendo os saiyajins nômades para a vida Tsufurujin e ajudando eles na guerra, se necessário. Na verdade, Chiri duvidava que isso pudesse dar certo; a população, os governos e o exército tsufurujin jamais confiariam nos Nômades. Purin estava ciente disso, mas como seu avô era um cientista importante e famoso, esperava conseguir parte dessa influência, assim que conseguisse demonstrar que podia assumir o papel de seu avô.
De qualquer maneira, esses planos ainda estavam longe de serem colocados em prática, então Purin e Chiri passaram a conversar novamente sobre assuntos mais leves, rindo e trocando histórias, enquanto a noite ficava silenciosa e um pouco mais escura. A Lua ainda não havia dado as caras, apenas na noite sequinto.
- … Mas agora é sério, preciso dormir. Amanhã vai ser um dia cheio. — Purin disse, e pouco tempo depois, já estava dormindo. O dia seguinte realmente prometia ser bem cheio.
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