Tsufuru Mania

4 Capítulo II


Os tsufurujins aguçaram bem seus ouvidos e ficaram espiando por entre os arbustos. Eles próprios não foram detectados, mas os saiyajins examinavam a cratera que fora recém criada, origem da explosão que acabaram de escutar.

— Mas que diabos será que foi isso? Não deve ter sido nenhum animal – disse um deles. Era uma mulher, a menor do grupo, mas ainda assim bem alta aos olhos dos tsufurujins. Ela segurava uma clava de madeira e farejava a área. Parecia uma mulher das cavernas.

— Não mesmo – disse um outro, o maior do grupo e o mais forte também, de acordo com o scounter. Parecia ser o líder deles – Ainda está saindo fumaça, e está quente. Nunca ouvi falar de animais com poderes de fogo por essas bandas. Foi alguém, e quem quer que seja, não deve ter ido longe – isso causou arrepios a Purin e seus amigos.

— Mas não tem ninguém por aqui. Deve ter sido um meteoro ou coisa do tipo – os outros dois disseram, olhando ao redor, sem muito interesse naquilo. Eles pareciam gêmeos.

Os quatro tsufurujins respiravam muito lentamente, cochichando entre si – Meu Deus, a gente tem que sair daqui. Não temos chance contra eles! – disse Keki. Felizmente, os saiyajins ainda não avistaram o Donburi, que estava afastado do local da explosão e oculto numa área do solo um pouco mais abaixada, atrás de algumas rochas. Os tsufurujins poderiam ir até ele de fininho, mas e se fossem vistos? O carro fazia um barulho eletromagnético perceptível quando ligava, e se fossem ouvidos, será que o Donburi ganharia numa corrida contra os sayajins?

— Eles estão de costas para a ravina – disse Bito, de olhos arregalados. Ele ainda segurava a arma – Vou atirar lá para dentro. Os desgraçados vão pensar que quem fez a primeira explosão, entrou. Aproveitamos a deixa para fugir.

Ele prendeu a respiração e fechou um dos olhos para aguçar sua mira. Os saiyajins olhavam ao redor. Tinha que tomar cuidado para atirar num momento exato em que eles não fossem ver de onde o tiro realmente viera, além de não errar o alvo. Só havia uma chance e pouco tempo para aproveitá-la.

— Talvez você deva mirar nas cabeças – uma voz sussurrou atrás dos quatro tsufurujins deitados no arbusto. Não era nenhum deles! Os quatro se viraram com espanto, e deram de cara com outra sayajin parada em pé na frente deles, de mãos apoiadas na cintura. Tinha uma expressão maléfica e brincalhona no rosto. Seus trajes, como dos demais saiyajins, eram de pele de animal rudemente costurados, e sobre eles repousavam longas mexas de um cabelo preto e avermelhado. A cauda dela balançava descontraída como a de um gato brincando com uma presa morta. Ela levantou a cabeça e gritou para os colegas – Galera, acho que encontrei a origem daquela explosão, venham!

Os saiyajins, agora em cinco, se reuniram em frente aos quatro tsufurujins ainda deitados no chão. Será que pode ficar pior?

— Ora, vejam só! Eu também não esperava que fossem tsufurujins. Desde quando eles conseguem fazer tanto barulho? – disse aquele que parecia ser o líder. Tinha na voz arrastada um ar arrogante.

— Ei, um deles tem uma arma! – disse a moça da clava de madeira. Ela tinha um jeito arisco e agitado – e cara! Olha ali, eles têm um daqueles veículos que os tsufurus usam pra se locomover rápido por aí. Tudo isso é preguiça de aprender a voar, é? – ela avistara o Donburi

Um dos gêmeos pegou a mochila, ao lado de Keki, e fuçou as bugigangas lá dentro, sem entendê-las direito.

— N-nós não queremos problemas – Purin começou, cavando pela sua mente em busca de alguma combinação de palavras que os livrasse dessa situação – estávamos apenas passando o tempo, bebendo um pouco, e as coisas meio que saíram do controle...

— Sei. E essa arma aí que você carrega não serve de jeito nenhum para matar saiyajins, certo? – disse o líder, desdenhoso, apontando para Bito.

— Eles estavam falando sobre atirar dentro da ravina para então tentar escapar – disse a saiyajin que os encontrou primeiro – não é fofo?

— Fofo demais. Adoro quando do nada aparece alguém tentando explodir a nossa casa

— Mano, tiramos a sorte grande! Eles realmente têm bebida! Mas que diabo é Vinho de Verdura? – os gêmeos disseram, ao encontrar as garrafas de vinho que restavam, e deram alguns goles – Vou te contar, já tomei bebidas mais fortes, mas esta aqui tem um sabor dos deuses.

Purin se deu conta de uma coisa: todos eles, com exceção talvez da sayajin que os encontrara, estavam pelo menos um pouco embriagados. Talvez sua única chance fosse tentar tirar algum proveito disso.

— Otosu, esses caras são uns inúteis, igual coelhinhos perdidos – ela disse ao líder. Na verdade, seu tom não era tão cruel quanto as palavras sugeriam — Vamos deixá-los fugir e ver se conseguimos acertá-los a cem metros.

— Nossa, Chiri! Que cruel – eles gargalharam. Mais que tudo, o grupo parecia se divertir bastante com aquela cena. O saiyajin chamado Otosu continuou – Certo, já me cansei disso, se levantem.

Ele avançou até em frente a Purin e lhe estendeu a mão. Purin agora ficou mais confuso que nunca! Não parecia ser uma boa idéia segurar a mão de um saiyajin que supostamente vai te ajudar a se levantar. Contudo, se os tsufurujins fossem ser mortos, não havia o que fazer para evitar isso. Logo, todos estavam em pé.

— Ichigo, vá pegar o nosso Hidromel Melado – disse Otosu, e a saiyajin meio agitada foi ansiosa para dentro da ravina, voltando com uma caixa cheia de pequenas garrafas de um líquido laranja vivo – talvez os deixemos escapar, com uma condição: cada um deve beber uma garrafa inteira de nossa bebida, de uma vez. Isto é, se a nossa bebida saiyajin for boa o bastante para vossas nobres gargantas tsufurujins.

Os quatro se entreolharam, mas claro que nenhum deles iria objetar, já que estavam sem opções, mesmo. Então beberam o Hidromel Melado.

Tiveram vontade de gritar. A grossa bebida desceu queimando por suas gargantas. Foi como se tivessem mãos flamejantes dentro deles lhes apertando e arranhando os órgãos internos. Purin até teve a impressão de sentir jatos de vapor saindo por suas orelhas e narinas. Mas surpreendentemente, passados alguns instantes, os quatro amigos sentiram uma inesperada onde de valentia surgindo de dentro. Seus corpos instantaneamente se desenvergaram, ao mesmo tempo que ficaram mais relaxados, e se sentiram até mais fortes. Um pouco mais fortes, de fato, de acordo com o scounter de Purin. Provavelmente por causa da injeção de coragem.

Os saiyajins riram de novo. A bebida era boa, afinal, mas os tsufurujins ainda não sabiam como se sentir com relação a aquilo, ainda mais porque o medo lhes escapara dos corpos e não sabiam o que mais sentir além disso. Exceto Sunakku, o mais velho e contido do grupo, que falou, ainda de olhos lacrimejantes.

— Quem, pelas plantas, são vocês? Nunca ouvi falar de saiyajins se comportando desse jeito

— Ei, isso é racismo. Nem todos os saiyajins são iguais – Otosu começou – Somos um grupo de nômades renegados. Excluídos daquela sociedade que só pensa em lutar contra os outros e entre si, roubando mais do que precisam e dizimando os cenários por onde passam. Vocês se surpreenderiam com o número de saiyajins que matam uns aos outros em disputas internas ou por puro orgulho. Sei disso pelo menos de acordo com as histórias que meus pais me contavam quando eu era criança, já que todos aqui no nosso grupo jamais chegamos a viver naquela sociedade. Digo, temos apenas uns aos outros e isso é mais que suficiente. Vivemos do que a natureza nos oferece, e por vezes também clamamos comida e bebida, tanto de saiyajins quanto de tsufurujins, quando ninguém está olhando. Por vezes esbarramos em outros saiyajins, não renegados, e já chegamos ao ponto de ter que matá-los para sobrevivermos – pela primeira vez ele pareceu levemente aflito, quando falou sobre matar saiyajins – mas nunca tivemos invasores tsufurujins, bebendo e explodindo coisas em nosso quintal.

— Espera aí, você nos chamou de invasores? – Bito disse, particularmente cambaleante, depois da bebida. Seus amigos fecharam os olhos, desejando que ele se calasse – Quem foi que invadiu o planeta de quem, hein?

A expressão de Otosu ficou mais desafiadora do que nunca, e ele andou até ficar de frente a Bito, seus rostos apenas a poucos centímetros um do outro, o encarando de cima. Bito estava fora de si, mal parecendo entender o que estava acontecendo. Após uns instantes, Otosu falou – Bela arma você tem aí. Vamos fazer um jogo.

Pouco depois, Bito e Otosu estavam em pé a dez metros um do outro, se encarando. Esperando o momento certo para atirar. Uma questão de milésimos de segundo decidiria qual dos dois sairia de lá vivo. Bito era conhecido por ter uma mira excepcional, mas será que conseguiria acertar o alvo mesmo estando embriagado?

Os outros estavam sentados assistindo à cena. Surpreendentemente tsufurujins e saiyajins, sentados juntos! Algo assim jamais foi visto em toda a história de Planta. Eles aguardavam ansiosos pelo espetáculo.

— Ei, acho que já te vi antes! – Purin virou para o lado atônito e viu que a saiyajin chamada Chiri, que os encontrou primeiro, falava com ele. Ela fitava-o persistentemente com seu olhar negro e penetrante, tentando se lembrar de onde o vira. O tsufurujin corou um pouco – sim, acho que sim. Alguns meses atrás, um pouco mais a sul neste mesmo deserto, você e um senhor mais velho em um carro parecido com aquele.

— É... Devia ser eu mesmo, que coincidência! Estava com o meu avô, ele me ensinava a pilotar o carro. O nome é Donburi – disse Purin, meio rápido demais como costumava acontecer quando ele ficava nervoso – digo, o carro se chama Doburi. Meu avô se chamava Eiyoso. Hum, já eu, me chamo Purin.

Ele ficou bem desconcertado. Normalmente não julgaria ser muito sábio ficar compartilhando tantas informações com uma saiyajin, mesmo que esta não parecesse má. Ou pelo menos, não tão má. Mas ela parecia entretida com o desconforto dele, com um sorrisinho brincalhão – Olá Purin, neto de Eiyoso, dono do Donburi! Engraçado você falar disso, meu pai me ensinou a voar não muito longe daqui, mas já faz muitos anos. Eu aprendi bem rápido, mas aí fiquei tão empolgada que voei numa velocidade em que já não conseguia ver mais nada! – ela afastou a franja da testa, mostrando uma cicatriz em formato de X – Bati numa montanha e fiquei com essa marca. Mas você devia ver como ficou a montanha!

— Ah, eu queria ficar com uma marca maneira assim. Eu também aprendi a voar com sapatos a jato, mas minha queda só resultou em meu pulso estralar sempre que o movo.

Os dois riram. Purin se esforçou para voltar sua atenção para o desafio de tiro prestes a acontecer, antes que acabasse revelando mais informações sobre sua raça para uma sayajin recém conhecida. Muito bem, Purin pensou o garoto O que vem depois? EI CHIRI O LABORATÓRIO SECRETO DO MEU AVÔ FICA NO PORÃO DE SUA VELHA CASA E EU MORO COM MEU PRIMO KEKI E SUA FAMÍLIA VENHA PELA MADRUGADA PARA NOS MATAR ENQUANTO DORMIMOS.

— Olha, a qualquer momento eles vão atirar! – disse Ichigo, mal conseguindo conter sua excitação.

Uma bola de feno passou rolando entre Bito e Otosu enquanto eles se encaravam, já a pelo menos um minuto. A tensão quase palpável pairava no ar. Até os corvos pararam para assistir a cena, esperando um banquete. A brisa começou a bater mais forte, e do topo de uma montanha a alguns metros dali, uma pequena pedra caiu. Ela parecia descer pelo ar em câmera lenta, e quando finalmente atingiu o chão, os dois atiradores resolveram que era hora de atirar. A mão de Bito instintivamente tirou a Burendã do coldre e atirou, num picar de olhos, mesmo o garoto mal conseguindo ficar de pé; ele conseguira entrar num estado de concentração inabalável. Mas Otosu também atirou, exatamente no mesmo milissegundo, e ele nem precisava de arma. Apenas apontou ao adversário a palma de sua mão direita, e de lá saiu uma brilhante bola de energia azulada, cortando o ar em alta velocidade. Os poderes se colidiram bem no meio do espaço entre os dois. Por um segundo tudo ficou muito claro, um barulho ensurdecedor preencheu o local e ondas de energia jogaram todos para trás. Com exceção de Otosu, mas até ele deu uns passos para trás, porque não imaginara que o efeito seria esse

— Ele deve ter ajustado a arma para o poder máximo! – disse Keki, respirando aliviado, quando todos puderam ver que os atiradores estavam bem. Uma cratera profunda ficou entre os dois, sobre a qual fumaça ainda flutuava aos céus.

Bito pareceu ter enlouquecido! Ficou pulando e comemorando aos gritos descontroladamente, sem nem conseguir conter a emoção. Todos ficaram impressionadíssimos, e até mesmo os outros tsufurujins bateram palmas diante do espetáculo.

— Pelos deuses, isso foi do caralho! – gritou Otosu – Vocês tsufurujins até que sabem se divertir, afinal! Bebam mais do nosso Hidromel Melado, vamos ver do que mais são capazes.

O que veio a seguir foi uma tarde que os tsufurujins jamais esperavam que um dia teriam em suas jovens vidas e que certamente iria parar nos livros de história como a primeira confraternização amigável entre aquelas duas raças. Isto é, se livros de história tivessem sido escritos sobre isso, mas infelizmente não foram. Alguns dos presentes na verdade nem se lembraram direito por terem bebido um pouco além da conta, mas o que se pode dizer é que se divertiram. Ichigo juntou uma porção de feno e plantas para criar uma fogueira disparando um raio de energia, então assou a carcaça de um animal que tinham guardado na ravina. Ainda não se poderia dizer que os dois grupos tinham total confiança um no outro, mas tudo o que viam era gente legal, uma fogueira, comida e bebida das boas, então já bastava. Dançaram e cantaram e assim conheceram as cantigas um da cultura do outro. Sunakku, como de costume, preferiu ficar à distância observando de braços cruzados, mas até mesmo ele comeu um espeto de carne. Bito conseguiu ficar ainda mais bêbado, mas felizmente a ponto de não dizer mais nada que pudesse resultar em encrenca. Enquanto isso, Purin e Keki ainda estavam um pouco nervosos e tentando não revelar muito sobre a vida dos tsufurujins, embora isso ficasse cada vez mais difícil à medida que iam se acostumando com o ambiente.

— Seu aniversário? Que coincidência! Parabéns, Purin – Otosu disse, comendo um grande pedaço de carne com uma mão e dando-lhe um tapinha nas costas com a outra. O tapinha doeu muito – Mas você deveria tomar cuidado se for sair contando sobre seu aniversário a saiyajins. Meu pai me contou esta historia de quando ele ainda vivia em sociedade; disse que quando um saiyajin faz aniversario, os outros o presenteiam com uma sessão de pancadaria violenta, e se ele sobreviver, acontece um grande banquete. Mas muitos nem passavam dos 30 anos.

— Puxa, lá em casa nós só fazemos bolo e tal – Keki disse, rindo junto com eles – dar socos também parece legal, mas nós ficamos só nos abraços.

— Pelos deuses, como vocês tsufurus são pomposos, cara! – Ichigo disse – O que mais vocês fazem? Ficam acordados até tarde fazendo trancinhas no cabelo um do outro e contando como foi o dia? Talvez depois de dançar de mãos dadas olhando as estrelas?

— Engraçado, na verdade nós fazemos sim uma dança de mão dadas, em homenagem à lua no Dia da Lua, embora eu só tenha visto isso uma vez a dez anos, quando era criança.

— Ei, eu me lembro dessa tal de lua. Bem, na verdade não exatamente, porque do dia em que ela ia aparecer, eu não me lembro de nada.

— É, nenhum de nós se lembra – Chiri disse – provavelmente a gente dormiu cedo ou sei lá. Mas quem se importa, não é? É só um planeta

— Hum, na verdade a lua é um satélite natural... – Purin se arrependeu no exato momento em que corrigiu Chiri, já que logo em seguida levou um socão de brincadeirinha que deixou um calo na cabeça – Cale a boca, nanico!

E assim a festa se seguiu por horas até que o sol começou a se pôr. Sunakku foi falar com seus amigos tsufurujins, segurando o scounter – Purin, você deixou cair agora a pouco. A mãe de Keki ligou. Acho melhor voltarmos pra casa.

Assim, os dois grupos se despediram. Os tsufurujins já pegaram suas coisas e iam andando de volta para o carro, quando Otosu os chamou – Esperem, mais uma coisa. Não preciso nem dizer, mas se vocês contarem para alguém sobre o que aconteceu hoje, eu mato vocês e uso suas peles como tapetes de boas vindas. Aliás, se de qualquer forma eu os ver de novo, os matarei – ele exibia um sorrisinho sarcástico – Então até logo.

Os tsufurujins então entraram no carro – tiveram que ajudar um Bito praticamente desmaiado a pôr o cinto de segurança – e Sunakku dirigiu de volta para casa, claro que bem mais cautelosamente do que na ida. Após uma pequena distância, o chão repentinamente explodiu alguns metros ao lado deles, e depois mais uma vez do outro lado. Os tsufurujins olharam para trás, aflitos. Os saiyajins atiravam, claramente apenas para assustar, e acenavam aos risos em despedida.

Uma hora depois, já de noite, estavam de volta à cidade, e só ao chegar na casa de Keki, se lembraram: a festa de aniversário de Purin!

— Meninos, até que enfim chegaram! Pelo visto foram longe dessa vez – a mãe de Keki foi recebê-los na entrada da casa – Venham, já servi a comida e alguns convidados já chegaram.

— Não deviam ficar indo para tão longe! Hoje em dia está mais perigoso andar a toa por aí, com todos esses saiyajins invadindo nossas terras – disse um tio da família, e deu os parabéns a Purin.

Assim, os quatro amigos tiveram que sobreviver a mais aquela festa, tentando disfarçar a sensação de ainda estarem meio embriagados, ao mesmo tempo de as dores da ressaca já começar a lhes bater na cabeça. Mas Sunakku, o mais sóbrio do grupo, distraiu os convidados enquanto os amigos saiam para lavar o rosto e recuperar um pouco do fôlego – Bito tentou não fazer muito barulho enquanto vomitava no banheiro – Keki até aproveitou e preparou café para todos, o que foi muito bem vindo, e se serviram juntos do bolo e dos outros quitutes. Purin olhou para tudo aquilo; a festa com a família e amigos, o dia bizarro que acabara de ter e, apesar do risco de morte e tudo o mais, estava se sentindo muito feliz.