Tsubaki

4 Capítulo 3 - "Presente"


Notas iniciais
D= Desculpem a demora, mas aqui está mais um capítulo. :3

O Natal estava quase chegando. Como sempre, a cidade se encheu de luzes cintilantes, e as árvores estavam enfeitadas de bolas brilhantes. Tsubaki não via Jefios desde que ele derrubara sua pasta, e não sentia saudades.

Desde que a escola terminara, Tsubaki não havia saído de seu apartamento, portanto, não houvera mais mortes.

— Droga, meu pão acabou. – Tsubaki vasculhava por toda cozinha, sem achar qualquer vestígio de pão. – Terei que ir comprar.

Saiu de casa bastante apressada e, quando chegou na rua, tinha uma árvore de Natal enorme na frente da porta. Não era tão enorme assim porque no 10º andar não dava para ver ela, mas tinha várias bolinhas coloridas. E, por baixo, estava recheada de presentes. Um dos presentes estava destinado a Jefios, o que despertou uma enorme curiosidade nela. Então, vasculhou todos os presentes, tentando achar um para ela.

Após horas de procura, não achou nenhum sequer com o nome “Tsubaki”.

— Sou tão odiada assim? – A garota se perguntava, sussurrando para a árvore.

— Acho que sim. – Respondeu um pequeno rapaz que passava por ali.

— O que você sabe sobre isso? – Ela se levantara lentamente, sempre virada para a árvore.

— Sei bastante… todo mundo fala mal de você, feia.

— Já olhou para você, criatura?

— Já sim, você que ainda não se enxergou, garota.

— Não vale a pena ter essa conversa com você… é garoto demais para entender.

— Se eu sou garoto demais, então você é uma velha.

Tsubaki se virou furiosa e olhou para o garotinho que aparentava ter uns seis anos:

— Olha só… você não me conhece para estar falando essas besteiras a meu respeito, viu!

— Conheço sim.

— De onde? Nunca vi você.

— É normal. Você mandou nossa mãe para o Inferno, então eu tive que nascer lá.

A garota ficou incrédula. Depois, soltou uma enorme gargalhada, o que deixou o garoto assustado:

— Está querendo me fazer de idiota?! Como alguém pode nascer no Inferno e vir para a Terra?

— Vítimas de sua magia acontece isso. Você as envia para o Inferno, não mata elas. Logo, se elas tiverem filhos, os filhos nascem lá. Quando morrerem, os filhos sobem para a Terra.

— Então você está querendo falar que é um fantasma?

— Não. Eu sou um zumbi.

— E por que eu devia acreditar em você? Por que você é meu irmão?

— Porque eu consigo mandar pessoas para o Céu.

Tsubaki achou a conversa ridícula, então, decidiu voltar a seus pensamentos anteriores, ignorando o garoto.

— É sério, mana. – O garoto puxava a manga da camisola dela.

A garota se lembrou de novo que ela teria um Natal bem solitário, e começou invejando bastante as crianças que iam receber presentes. Então, olhou bastante para um dos presentes, o destinado a Jefios, e ele rapidamente se transformou em plástico.

— Nossa, você é realmente incrível! – O garoto, de repente, sumiu.

Tsubaki conseguiu finalmente ir na padaria comprar seu desejado pão.

Na véspera de Natal, Jefios passou pela árvore e viu todos os lindos presentes que tinha lá.

— Olha, aquele ali é para você. – O anterior garotinho apareceu, e apontou para o presente de Jefios.

— Nossa, que legal! Eu tenho um presente! – Ele pegou no seu presente, mas não conseguiu abrir ele, pois ele estava em plástico. – Olha só, menino, esse presente não abre.

As luzes multicoloridas iluminavam toda cidade, e piscavam a cada momento.

— Você pode tentar abrir? – Jefios entregou o presente ao menino.

Tsubaki estava descendo as escadas, quando tem uma recaída. Era com certeza o tempo de fazer sua magia.

— Você está doido?! – O garotinho joga o presente no chão com um salto, e começa citando as palavras para enviar Jefios no Céu. – Oh idiya mituarius empohis goyiestah FIHUS!

Uma luz branca encheu todo o pátio, e Jefios estava deitado, imóvel. Havia morrido.

Tsubaki olhava pela porta o sucedido, mas não tirava sua concentração de sua magia. Então, o garotinho começou esperneando no chão, até ficar totalmente quieto. Ela correu para fora do apartamento, e chegou perto do garotinho.

— Então foi ele. – O garotinho morreu.

De súbito, Jefios se levantou e viu Tsubaki. Correu para abraçá-la, só que ela estava fraca demais, e acabou desmaiando em cima da calçada.

E todas aquelas luzes vermelhas iluminaram aquela noite de Natal.

Notas finais
x3 Não esqueçam de deixar review.