Tsubaki
3 Capítulo 2 - "Rosa"
Notas iniciais
Tsubaki arrumava seu sagrado livro na pasta quando Jefios aparece correndo. Então ele cai em cima de um roseiral manchado de vermelho. A garota salta de susto, pois aquele livro é totalmente secreto, e alguém quando alguém o vê, seria um erro fatal. Ele fica imóvel em cima das rosas vermelhas.
— Que estranho… – Tsubaki se levantara, e olhava suspeitamente as rosas.
Jefios olhava incrédulo para ela, porque ele realmente necessitava de ajuda.
— Oi! Senhorita! Dá uma ajuda? – O garoto gritava para Tsubaki, mas sem êxito, pois ela estava muito concentrada nas rosas. – Tsu…
Tsubaki olha para Jefios com um olhar aterrorizante.
— … Menina! – Ele finalmente consegue se levantar.
— Estranho mesmo, rosas não florescem no Inverno. Será que…
— O que tem?
— … Eu posso matar de novo? – Tsubaki estava definitivamente falando sozinha.
— Quê?!?! Você enlouqueceu, senhorita?!
— Não tem problema nenhum tentar, certo?
— Posso fazer uma pergunta?
— Não garanto se eu não responder, garoto.
— Jefios, Jefios! Mas… me prometa que vai responder!
— Sim, Jefios, eu prometo que respondo… ou não.
— Ah, vai, senhorita!
— Eu prometo.
— Você matou a Yapaki?
— Não, ela morreu porque cometeu um erro.
— O que ela fez de errado?! – Jefios agarrava violentamente os ombros de Tsubaki e a balançava. Então, a pasta caiu, descobrindo um livro.
A garota se lançou no chão, encobriu a pasta e empurrou Jefios violentamente contra a parede.
— Garoto metido! Me deixa! – Ela saíra correndo.
Nesse momento, as rosas viraram plástico e a neve caiu pela primeira vez na escola. Jefios pegou em uma rosa e se sentou no banco, esperando que o vento levasse seus pensamentos até sua amiga Tsubaki.
A garota voltava para casa: era o último dia de aula. Provavelmente nunca mais iria ver Jefios, mas isso não pesava na cabeça dela.
Ele estava no banco de jardim, no pátio da escola, quando sua melhor amiga, uma loira bem bonita, chamada Alreye, chegou.
— O que está fazendo aqui na neve, Jefios? Vai pegar resfriado.
— Estou pensando nas coisas estranhas que aconteceram por aqui.
— Que tipo de coisas estranhas? – Alreye não tirava nunca os olhos daquela magnífica rosa que Jefios tinha nas mãos… era perfeita.
— Eu acho que encontrei minha alma gêmea.
Alreye se levantou repentinamente e levou as mãos na boca. De seguida, se sentou e pegou nas mãos do garoto, jogando a rosa no chão.
— Que legal, Jefios! E vocês já namoram?
— Que isso, Al… A gente só conversou. Ela me \"ofereceu\" essa rosa.
A menina estava totalmente arrependida de ter jogado a rosa no chão. Então, deu ela de novo no garoto.
— Me desculpa, Jefios! Eu não sabia!
Tsubaki sentira uma forte dor de cabeça ao abrir a porta de casa: era certamente uma nova vítima. Abriu a pasta, se sentou no tapete encoberto de sangue de um outro ritual e começou lendo seu livro sagrado.
Alreye cai do banco e começa apertando sua própria garganta. Jefios chama todo mundo para que a ajudem, mas tem algo na volta da menina que não deixa ninguém sequer tocar nela. Ele tenta pegar a rosa para desejar sorte, mas a rosa havia sumido. O roseiral não era mais vermelho, mas sim branco.
Quando Alreye deixou de se mexer, Jefios correu para ela, como se nem estivesse picado da queda no roseiral.
— E com isto, a vida de Alreye Mietiu foi sacrificada. – Tsubaki fecha novamente o livro sagrado.
— Tsu… ba… – Alreye regala os olhos pela última vez.
— Está morta. – O garoto passa a mão pelos olhos da falecida.
E Tsubaki se dirige mais uma vez na janela, para contemplar a neve vermelha que caía por toda cidade.
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