Tróia
5 Meia Lua
Notas iniciais

– Não lute gracinha, assim será mais fácil para você... — dizia a voz entrecortada do asqueroso homem, o loiro abaixo do mesmo mal conseguia ver seu rosto, o mais velho estava repleto de sangue.
Como ousava se auto denominar um guerreiro? Sua couraça escura estava completamente manchada de um sangue que definitivamente não lhe pertencia. O rosto com umas poucas cicatrizes, o olhar desejoso e nojento que lançava ao loiro era de causar arrepios.
Deidara gritara, se debatera, mas ninguém veio ao seu socorro. Estava horrorizado, vira seus pais tombarem a sua frente como cadáveres.
O corpo sem vida de sua mãe violado em frente a seus olhos, a bela mulher ensanguentada nada podia fazer. O corpo de seu pai fora chutado para longe, como se não passasse de uma pedra no caminho. As ruas já cobertas por cadáveres, sangue e soldados não dava nem sinais de que um dia fora um dos locais mais alegres do Reino do Trovão.
E tudo o que o pobre Deidara aos seus míseros seis anos podia fazer era chorar e clamar por piedade enquanto tinha seu corpo molestado pelo "nobre" soldado do Reino do Fogo.
♔--- TRÓIA–--♚
– ...Deidara.... — chamava uma voz grave e calma. — Deidara... Já chegamos...
O dançarino soltara um bocejo, e esfregara os olhos ao despertar, gestos adoráveis aos olhos de Sasori. Olhou para o general, e logo em seguida através da pequena janela da carruagem.
– Aonde estamos? — perguntou curioso, era audível uma forte ventania do lado de fora, e um cheiro... Salgado?
– Num lugar que você irá adorar. — sorriu o ruivo galanteador.
Saira da carruagem, normalmente optaria por cavalgar, mas sabia que o loiro estava de fato cansado após um dia exaustivo de trabalho, portanto, lhe proporcionara o máximo de conforto possível.
– Virá comigo, meu belo dançarino? — estendeu a mão levemente calejada ao rapaz, já se encontrava fora da carruagem.
Deidara corara um pouco com as palavras do outro, mas aceitou sua mão. Descendo da carruagem e o acompanhando sem hesitar. A forte ventania abaixara seu capuz, os longos fios loiros pouco a pouco iam se desprendendo, a fragil liga não era o suficiente.
Assim que o loiro avistou a paisagem de tirar o fôlego, a liga enfim arrebentou. Prendeu uma mecha atrás da orelha, o cheiro "salgado" estava explicado. A meia-lua era belamente refletida no mar calmo, as ondas baixas, as bilhares de estrelas pareciam também existir na água, que trazia o mais belo reflexo do céu.
Em todas as suas viagens, aquela era a primeira vez que via o mar tão de perto. E não estava nem um pouco decepcionado.
– É uma bela vista, correto? — perguntou Sasori com olhos fixos no horizonte.
– Sim... — o menor voltou seu olhar ao mais velho, que exibia uma expressão de calmaria junto a um curvar de lábios que se definiriam como um sincero sorriso. — é uma bela vista...
Os olhos acalorados do ruivo se encontraram aos do dançarino, uma mão foi estendida, os longos fios dourados que se debatiam com rebeldia na direção ao qual o vento mandava foram acariciados com tamanho afeto que arrancou um forte rubor das bochechas de seu dono.
– Creio que... — a voz aveludada do general soou como uma doce e envolvente melodia ao dançarino.- ja não me encontro na minha melhor época... Perdão, não tive muita experiência em cortejos... — admitiu com um sorriso nervoso. — porém...
Levou a outra mão até a cintura delgada do pequeno, o trazendo para si, enquanto os corações de ambos palpitavam insanamente. — ...Me permitiria recolher o doce sabor de seus lábios aos meus? — mesmo com os gritos dos ventos, o sussurro chegara aos ouvidos do loiro como um desejo mais para si que para o outro.
Riu discretamente, levando uma mão ao rosto do homem e acariciando a barba rala.
– Realmente, tua experiência é pouca... — se pôs na ponta dos pés, tomando graciosamente o rosto do outro entre ambas as mãos e encostando seus lábios avermelhados aos do maior.
Sasori lhe apertou possessivamente a cintura, chocando ainda mais os corpos excessivamente quentes para aqueles ventos frios.
♔--- TRÓIA–--♚
A bordo do Caveira de Sangue eram audíveis risadas altas, junto a um punhado de homens bêbados e quedas de braço, haviam "adquirido" muitos tesouros nos Reinos do Leste, agora, partiam para os Reinos do Oeste, aonde esperavam um "lucro" ainda maior...
Entretanto, completamente lúcido, sentado sobre a estátua da bela sereia-esqueleto, estava um rapaz beirando seus vinte e cinco anos, afastado de toda aquela comemoração, aonde as luzes das tochas não lhe alcançavam.
Os cabelos escuros e longos presos numa trança baixa, colada ao corpo. As botas e calças escuras, os trajes de cima brincando nos tons vermelhos e pretos, por baixo a camisa branca que já não era mais tão clara. O rapaz de olhos claros brincava com um punhal nas mãos, enquanto sua vista se perdia no mar.
– Capitão. — a voz de seu Imediato despertou-lhe de suas tolas divagações. — os ventos a Oeste estão prósperos, deveremos chegar em terra firme daqui a aproximadamente quatro dias. — faziam poucas horas que haviam deixado o porto.
– Excelente. — limitou-se a dizer.
O Imediato mordeu os lábios com seus caninos levemente avantajados, ousando subir na proa e sentousse ao lado de seu Capitão.
– Pensando nele, Capitão? — indagou sem olhar o rapaz.
– Há algum momento no qual eu não esteja pensando naquele tolo? -indagou guardando o punhal em sua bainha. — matarei-o sem piedade.
O de cabelos castanhos e curtos, com pontas repicadas, levou uma mão até o ombro esquerdo do mais novo. "Tão novo e já é Capitão...", pensara.
– Você conseguirá matá-lo quando a hora chegar? — disse o encarando.
–... Eu não sei. — respondeu após uma pausa.
Não deveria se mostrar tão fraco, mas o Imediato era um amigo de longa data, conhecia-o melhor que qualquer um.
– Tua família também se encontra deste lado do mar, não é mesmo? Os verá?
O menor baixou o olhar, cerrando os lábios.
– Creio que seja melhor não. Deixarei que acreditem em minha morte... É o melhor a se fazer.
O maior franziu os lábios, tomando o queixo do outro em uma das mãos e o erguendo.
– Quer que eu esquente teu leito esta noite, Capitão? — sorriu abertamente com os caninos pontudos a mostra.
Os olhos claros do Capitão correram as tatuagens iguais que se encontravam sobre o rosto e olhos do outro, vermelhas, deixando que seus lábios exibissem um raro sincero sorriso.
– Não somente o esquente como também aqueça todo o meu corpo, Kiba. — completou num tom sexy que arrepiou os fios do canino.
– Será um prazer acalentá-lo... Neji...
E somente a meia lua presenciou o beijo luxurioso trocado pelos dois piratas.
♔--- TRÓIA–--♚
A princesa terminava de se arrumar, mantendo a compostura nobre, muito diferente da maneira lasciva a qual se comportava minutos atrás. Já o príncipe, sentado sobre o parapeito da janela sequer a olhava, seus pensamentos estavam perdidos em outros olhos.
Em outro corpo.
– Devo me retirar agora. — disse Temari irritada. — meu pai não me dá sossego, isso me tira a pouca paciência que tenho. Fora o tolo de meu irmão, que por nenhum segundo para de divagar sobre seu grande amor que no momento não deve passar de um cadáver apodrecido... — não se calava por um segundo, não era de se surpreender que Shikamaru apenas fingisse escutá-la, como podia existir um ser tão insuportável?
"Que problemático" pensou voltando o olhar para a loira, sequer entendia o por que de ainda se encontrar com ela, seu coração já estava nas mãos de outra pessoa, então para que insistir debilmente em esquecê-la encontrandosse com a Princesa do Reino da Terra? Tão desejada por todos, mas que para si, não passava de um problema.
Era pedir muito que o tempo retornasse a cinco anos atrás? Que ainda tivesse seu amado em seus braços? E o pior de tudo, não ter mais o dono de seus pensamentos amorosos e perversos consigo era unicamente sua culpa! Se não houvesse errado tanto, se não houvesse ferido tanto o coração daquele que amava, tudo estaria bem...
Despediram-se com um beijo repleto de segundas intenções pela jovem e nenhum sentimento por parte do príncipe.
Porém, ele não sabia, o destino estava lhe pregando uma peça.
Logo veria seu Amado tão de perto, e ao contrário de agora, desejaria que ele houvesse se mantido tão longe quanto pudesse.
♔--- TRÓIA–--♚
–...Nnh... — gemidos baixos ecoavam pelo quarto, juntos a barulhos úmidos, estalados e obscenos, exatamente como o Uchiha gostava.
Naruto tremia abaixo de si, enquanto era estocado de maneira lenta e gostosa, o moreno fazia questão de demorar em cada investida, além de fazer movimentos circulares, o menor estava tão inquieto que lhe dava prazer ver a agonia que sentia para gozar
. — Sasu... — apertou as cobertas com tanta força que temeu rasgá-las.
O príncipe apenas ignorava sua voz chorosa, ainda o estocando devagar, amando a maneira como seu loirinho comprimia as paredes internas para tentar chegar ao orgasmo, mas Sasuke não deixava, segurando a glande do outro e o impedindo de chegar ao ápice quando percebia que o menor estava próximo.
– Teu rosto agonizado me faz querer marcar-te por inteiro, Naru... — a voz normalmente firme falhava, ofegava, há dias que não tocava em seu precioso garoto, aquele momento devia ser apreciado com calma e sensualidade, coisa que não faltava-lhe nem um pouco.
Sons impudicos escapavam dos lábios do Escravo, ele se contorcia, corava, implorava para que o seu Mestre o deixasse gozar, mas aquilo tudo apenas divertia Sasuke que se retirou calmamente do menor — nem ele sabia como estava se controlando naquele momento — e afastou-se um pouco, encostandosse a cabeceira da gigantesca cama.
– Toque-se. Quero vê-lo gozar por suas próprias mãos... Devagar.
Naruto o obedeceu sem nem pensar duas vezes, sentando e olhando quase inocentemente para Sasuke.
– Em que posição quer que eu fique, Sasu-sama?
– Assim esta bom. Abra tuas pernas. Use teus dedos, quero vê-lo completamente exposto para mim.
– S-Sim, Mestre...
Dito e feito, ruborizado, o mais novo abria lentamente suas pernas,cada vez mais excitado com o olhar lascivo e penetrante de seu Mestre sobre si. Os dedos pequenos e bem lubrificados iam e vinham lentamente, sempre que tentava acelerar seus movimentos, Sasuke o mandava parar.
– Mestre, por favor... — choramingava, estava tão duro e pulsante, tudo o que mais queria era um pouco de alívio.
Após mais alguns minutos nessa deliciosa tortura, Sasuke se apiedou do rapaz.
– Já é o suficiente. — ergueu uma mão. — agora... Passou uma mão sobre os fios negros, jogando-os para trás e seus olhos levemente pintados de carmin fizeram Naruto extremesser. — Cavalgue em mim, Naru.
Quase que desesperadamente, o obedeceu. Hipnotizado com o príncipe a sua frente. Apoiou as mãos macias em seus ombros, com um gemido sôfrego sentiu sua entrada praticamente estrangular o moreno, apesar de toda a preparação.
– Nhh... — o Uchiha mordeu os lábios, permitindo alguns gemidos ecoarem contra o lóbulo já vermelho de tão mordido do menor. — ah, não me importaria nem um pouco... Nn... Em morrer assim contigo, Naru.
– N-Não diga... Aah... E-Essas coisas.. Sa... Su... — dizia ofegante, sem parar de se mover.
Foram minutos deliciosos que pareceram não ter fim. As pupilas escuras de Sasuke se tornavam mais avermelhadas a cada segundo, droga, ele o queria. Muito.
– Naru... — suspirou, tombando o rosto para trás assim que atingiu um violento orgasmo.
A essência do menor sujou seu abdômen, não que se importasse com isso, apenas o abraçou contra seu peito.
– Naruto... — disse calmamente. — a lua cheia está próxima.
–... Entendo. — as safiras procuraram os belíssimos ônix. — não se preocupe comigo, estou pronto.
Sasuke acariciou lentamente o pescoço macio do outro, podia ouvir o sangue correndo por baixo daquela pele quente e sedosa, estava tão perto...
– Só mais três dias, meu pequeno. — sussurrou plantando um beijo molhado e lento em sua boca carnuda.
O Escravo encolheu seu frágil corpo contra o de seu Mestre. Esquentando o corpo frio abaixo de si. Os ventos fortes sopravam como sussurros lá fora.
As cortinas semi-cerradas permitiam que apenas a meia-lua presenciasse os dois amantes.
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