Notas iniciais
Somente um complemento da cena final. Aquilo que eu gostaria de ter visto, se o episódio fosse um pouquinho mais longo! E, ah! Um pouquinho da amizade destas três! Até porque a noite das garotas deve ser de parar tudo!!

Have fun!!

“Que mal poderia fazer?”

“São só por algumas horas!”

E foi assim que o problema da “babá” foi resolvido.

Ah se eu soubesse o que viria a acontecer na “Noite das Garotas”, eu nunca teria dado ouvidos a Spencer Reid e Emily Prentiss. Se bobear, nem à Garcia!

Vamos voltar um pouco, mais precisamente uns três dias atrás quando uma Garcia realmente animada chegou daquele jeito perto de minha mesa:

— Vocês não esqueceram, não é?

— Do que? Juro que tentei me lembrar, mas, do jeito que as coisas estavam complicadas para o meu lado nos últimos dias, eu nem sabia o que havia tomado de café da manhã!

— Da noite das garotas!

Ah droga! Isso!

— Não, aliás, nem sei se posso ir, Will não está na cidade e tem Henry!

Não que não ame minhas amigas, eu amo! De paixão! Mas eu tinha minhas prioridades, e neste momento eram meu filho e uma boa noite de descanso. Desde que retornei à BAU minha vida tinha virado de ponta cabeça.

Mas eu sabia que Henry não seria uma desculpa. Não para Emily e, principalmente, Penelope.

— Mas eu marquei isso à SÉCULOS! Nossa analista preferida ralhou.

— O que aconteceu com a sua babá? Vamos lá, chame-a e vamos nos divertir. Garcia está a semanas treinando salsa!– Para você é fácil dizer isso, Emily....

— Ok! – Me dei por vencida. Afinal, não iria fazer mal algum sair para uns drinques com as amigas, por algumas horas.

Mas como dizem, é mais fácil ganhar na loteria do que arranjar uma babá de confiança em um sábado à noite.

Foi aí que a GRANDE IDEIA surgiu.

Vendo o meu desespero por não conseguir achar alguém que tomasse conta de Henry enquanto eu saía para espairecer, Spencer se ofereceu.

— Eu posso fazer isso! São só por algumas horas e aí você logo estará em casa!

— Mas você nunca tomou conta de um bebê!

— Ele pode fazer isso! Até porque estaremos de volta rapidinho! – Está foi Emily, mais animada do que ela, só Penelope.

— Que mal pode acontecer? – Spencer disse.

Vendo por este ângulo, nenhum mal. Afinal, Henry é afilhado dele. E tenho certeza que o pequeno gênio saberia sair de qualquer situação que o meu filho se metesse. Todos aqueles livros e revistas médicas... Meu bebê estaria seguro.

Henry realmente ficou seguro. Já nós três......

Bem, na hora marcada, estávamos prontas. Eu seria a última a ser pega.

Ouvi a buzina, e dei as últimas dicas a Spencer, talvez foram muitas, mas, compreenda, sou mãe, me preocupar está na minha natureza!

Antes de fechar a porta, ainda me lembro de gritar que caso precisasse era só me telefonar, ele tinha meu número.

Como já adiantado por Emily, iríamos em uma casa noturna que, invariavelmente tocaria salsa. Garcia estava treinando há meses e queria testar o seu aprendizado na pista.

Porém, treinar é uma coisa, agora dançar na frente de desconhecidos é outra completamente diferente...

Quando chegamos a tal boate, Garcia já não era lá essa animação toda, e resolveu que ficaríamos ali só pra jogar conversa fora, foi quando Prentiss se revoltou.

— Não me arrumei toda pra ficar sentada! Se fosse pra jogar conversa fora, poderíamos ter ficado na casa da JJ e o Reid não precisava ser babá por umas horas! Vamos animando aí!

E falando isto, foi levantando e rumando para o bar.

As coisas não iriam sair bem.... vai vendo....

Ela voltou alguns minutos depois com três copos. Neles tinha um líquido esverdeado e estava soltando fumaça.

— O que é isso? – Garcia se fez de curiosa.

— Fada verde! – Foi a resposta.

— Fada o que? — Perguntei. Que raios de bebida era essa?

— Olha, não me levem a mal. Tem tempos que não saímos só nos três. E eu não vou deixar essa oportunidade passar! Afinal, quando vai ser que teremos outro sábado à noite pra curtir sem que algum psicopata ataque novamente?

Emily tinha um ponto... Mas ela não tinha terminado

— Além do mais, PG precisa mostrar os seus dotes na salsa hoje! E vai ser hoje! Por isso, vamos colocando isso pra dentro!– Continuou

Eu aposto que ela tinha feito um esquenta no bar antes de trazer a “fada verde” até nós.

— Mas, então, esse “fada verde” é o que, precisamente? – Eu tinha que ter certeza do que estava bebendo.

— Absinto.

É, nossa sanidade não duraria muito com isso.

E dito isto, nesta simplicidade toda, Prentiss propôs um brinde:

— À nós, as garotas mais badass do FBI!

— À nós! Garcia e eu repetimos sem muita confiança.

Mas bastou uma dose pra tudo mudar.

Com menos de meio copo bebido, Garcia pôs na cabeça que iria pra pista de dança.

— Mas isso nem é salsa! – Falei

— Não me interessa! Isso aqui tá subindo rápido, e seu ficar sentada aqui só tenho duas opções: ou durmo de bêbada ou vou começar a dançar sentada! E te garanto JJ, não vai ser uma cena legal!

— Então vai logo PG! Mostre o que você sabe fazer! – Emiliy a encorajou.

— Quem falou que vou sozinha?! Vocês duas podem ir levantando daí, porque vão dançar comigo!

A bebida ainda não tinha começado a fazer efeito em mim, e muito menos na Emily, então protestamos com veemência.

— Ainda é cedo para cair na pista, Garcie – Eu não tenho essa coragem de sair dançando agora não!

— Não seja por isso! – Penelope levanta correndo e ruma ao bar.

Ai meu Deus! O que vai ser agora?

Ela volta, e em suas mãos, mais três copos. Fada Verde de novo! Dessa vez, sem brindes, só uma mini competição de quem virava mais rápido. Prentiss ganhou. Garcia que já estava ficando alta, nem se importou. Já eu, vergonhosamente, engasguei.

E lá se foi a segunda dose.

Da segunda pra terceira foi rápido. E, tão rápido quanto bebíamos, ficamos alegres e desinibidas. Nosso destino final não poderia ter sido outro: a pista de dança!

E como dançamos! Muito! Entre um passo descoordenado e outro. Entre encontrões com desconhecido e risadas, o tempo voou.

O que era para ter sido uma saidinha rápida de três amigas, virou noitada.

Após sei lá quantas músicas e doses, meu senso de mãe, que estava, confesso, um tanto quanto dormente, se acendeu e curiosa me perguntei quantas horas eram. Quando tirei o telefone do bolso, não consegui conter o grito!

— MAS O QUE? – A noite já estava por acabar, já eram quase seis da manhã.

Eu tinha que voltar logo pra casa, meu bebê tinha ficado com o Spencer, e eu tinha prometido voltar em poucas horas. E já era outro dia! Fui procurando pela comanda e meu desespero se fez visível. Emily, que já não estava muito bem me perguntou que diabos eu estava fazendo.

— Tenho que ir, sério, prometi pra Spencer que voltaria cedo, para liberá-lo de ser babá, e já são quase seis da manhã! Emily, meu filho!

— Ok! Vai com calma, fale devagar e pausado, e, por favor, não grite!

— Emily! Henry!

— Ok, Ok! Henry! Vamos logo... Cadê a PG? Eu não deveria ter bebido tanto! Você também tá levinha e vendo tudo meio embaçado?

— Eu não sei... Não tô bem! Minha cabeça pesa uma tonelada. Mas tenho que ir para casa!

Enquanto juntávamos as coisas, Garcie chegou. Ela não estava muito melhor que nós.

— Aonde vocês vão? Vocês não estão indo não, né? Eu nem dancei salsa ainda!

— Garcie, temos que ir, tenho que liberar o Spencer! Além do mais, já está quase amanhecendo!

— Oh! Oh! Oh! Então vamos! Meu afilhado nos espera!

Pagamos as contas. Pegamos nossas bolsas e quando colocamos os pés pra fora...

— Ah, Fala sério?! Já tem sol?! Como isso é possível! Meu Deus! Eu não tô vendo nada! Alguém vê algum táxi por aí? – Emily é a primeira a reclamar.

— Eu não vejo nada, seja uma pessoa ou um carro. – Penelope responde.

O dia seria doloroso. E olha que as duas não tinham um filho para cuidar.

Com muito custo enxergamos um táxi. Entramos e, antes que pudéssemos dar o endereço, o taxista, muito calmante falou:

— Se alguma de vocês começar a passar mal, é só avisar que paro. Por favor, não vomitem dentro do meu táxi!

Será que nosso estado era tão lastimável assim? Eu teria a resposta em breve.

Com muita sorte conseguimos chegar sãs e salvas e sem passar mal em minha casa.

Subimos os poucos degraus da entrada no maior silêncio que três mulheres meio bêbadas, meio de ressaca e calçando saltos nada baixo, conseguiriam.

Mas todo este silêncio foi em vão. Mal tinha colocado a chave na fechadura e Spencer pulou sei lá de onde para nos olhar bem nos olhos e reclamar:

— Algumas horas! Vamos ficar fora só por algumas horas! Olhe só o dia já amanheceu! E eu espero que vocês não tenham se esquecido que a prova de triatlo do Hotch é hoje!

— Bom dia pra você também! Agora vê se fala baixo! Minha cabeça está me matando! — Prentiss já naquela fase da ressaca corta o padrinho de meu filho.

— Triatlo?! Hoje! E a gente tem que ir? Pergunto, apesar de saber a resposta.

Hotch vinha se preparando há meses para essa corrida. Dizem por aí que durante o treino até arrumou uma namorada. Mas nada provado. Além do mais, era nossa obrigação como amigos ir nesta prova. Apesar de nosso estado lastimável.

— Que horas começa? – Emily soltou.

— Se você está se referindo à largada, dentro de uma hora. Eu escutei ele conversando com o Rossi que ele teria que estar às cinco da manhã na área da corrida.

— CINCO DA MANHÃ! Quem foi o maluco que determinou esse horário? – Garcie diz inconformada – Gente, hoje é domingo! Que maluco levanta às cinco da manhã para correr? Isso não existe! Por que o BossMan resolveu fazer isso com a gente? E com ele? Nós já não levantamos cedo a semana toda? Isso...

Enquanto Garcia reclamava do horário da corrida, eu corri para ver o meu bebê. Corri é força de expressão, pois subi bem devagar, afinal cada passo que dava ecoava dentro da minha cabeça como uma saraivada de balas.

Meu filho dormia tranquilamente, sereno como só uma criança da idade dele e sem preocupações conseguiria. Dei um beijo em sua testa e resolvi que era hora de me fazer apresentável. Eu estava horrível! Olheiras fundas, cara amassada e, aquele olhar embaçado que só quem bebeu muito consegue ter. E eu não tinha escapatória, tinha que ir até lá para prestigiar o meu amigo. Teria que operar um milagre entre maquiagem, roupa e o bendito do óculos de sol!

Depois do que achei estar bem, tão bem quanto uma pessoa que virou a noite dançando e bebendo fada verde conseguiria estar, desço as escadas e dou de cara com o Reid. Lá vem outra falação.

— Quando vamos sair? – Ele questiona.

— Assim que a babá que me deu bolo na noite passada chegar! – Digo

— E que horas isso vai ser? Penelope pergunta.

— Se ela não furar, sete e meia.

— Isso significa que tenho uma hora para um cochilo! – Emily diz já se jogando no sofá.

— Não senhora! Tem uma hora para você ir até a sua casa e se arrumar! Se você chegar neste estado na frente do seu chefe, ele vai te demitir. E você TEM que me dar uma carona!!– Garcia é direta.

— Eu não tenho condições de dirigir e além do mais, não estou tão mal assim! Sem contar que, nós vamos onde vamos para apoiá-lo, não é trabalho, logo ele não pode nos demitir! Me acordem em meia hora!– E dizendo isto, ela se ajeita novamente no sofá.

— Mas você vai com roupa de balada para uma corrida!? E com esse salto deste tamanho?! — Garcia se desespera!

— Ora PG! Parece que não me conhece! Meu carro está aqui fora, não está? E como você sabe, sou uma mulher muito precavida, então, dentro dele tem uma mala, a mesma que uso para viajar, logo, posso descansar e depois me trocar em tempo recorde! Não vou aparecer com esta cara. Já você vai fazer o quê?

O desespero da nossa analista era visível! Ela se olhava no espelho do hall de entrada e do espelho para mim e para Spencer, completamente desnorteada. Acho que já estava conjeturando uma possível demissão!

Foi quando eu me lembrei que ela havia passado uma noite em minha casa, e tinha deixado algumas coisinhas por aqui. Isso foi a sua salvação.

Resolvido o nosso guarda roupa. Ainda tínhamos meia hora. Poderíamos descansar.

Ledo engano. Não sei de quem foi a alma bondosa – Reid, muito provavelmente querendo se vingar de nossa noitada -, mas parece que minha casa seria o ponto de encontro de todo o time.

Quando dei por mim, tinham chegado Morgan, Rossi e o pequeno Jack. Este tinha um cartaz enrolado em suas mãozinhas. Quando pedi pra ver, ele me respondeu que era uma mensagem pro papai e que só iria mostrar durante a corrida! Fofura define esse pequeno.

Pensei eu levar Henry comigo, mas meu pequeno só queria era saber de cama. Que era exatamente o que eu queria fazer.

Lógico que Morgan não deixaria barato a nossa aparência. Ele já chegou com aquela cara de deboche que só ele sabe fazer, mas como tinha uma criança na sala, e esta criança era justamente o filho do chefe dele, ele preferiu deixar as piadinhas para outra hora, longe dos ouvidos inocentes de Jack, e assim ia garantir o seu emprego. Só Deus saberia dizer se Jack repetisse alguma coisa indevida perto do pai, e dissesse que tinha aprendido com o tio Derek, o que Hotch faria.....

Quanto a Rossi, ele simplesmente entrou, me olhou e disse:

— Detesto levantar cedo! Ainda mais no domingo! Tem café?

Eu só apontei para a cozinha. Café era o que estava nos mantendo vivas. Ou pelo menos de pé a esta altura.

Então a babá chegou, logicamente, atrasada e, então partimos, os sete em dois carros.

Reid não perdeu a oportunidade de importunar e foi falando por todo o trajeto sobre os malefícios de uma noite insone e de bebedeira.

— Ah! Já chega, Gênio! Não vê que minha cabeça está explodindo? Será que seria pedir muito para você ficar em silêncio por pelo menos até chegarmos ao nosso destino? – Prentiss implorou. – Por que o Hotch tinha que inventar esse triatlo? Não podia ser um torneio de pôquer? Não podia ser durante a semana, não? – Ela lamuriava.

Chegando ao local, desejamos voltar para a quietude de nossas casas em menos de dez segundos. Era gente que não acabava mais. Pessoas correndo, se alongando, gritando, torcendo... ou seja, era nosso purgatório em pleno parque e em pleno domingo!

— Isso não vai prestar! – sussurrei para Garcia que estava ao meu lado.

— Na nossa situação, nada vai prestar! Eu tô péssima! – Ela me respondeu.

Nesse momento, Jack aparece, todo feliz:

— Tios, onde vamos ficar? Será que podemos ficar na linha de chagada? Quero estar lá quando o papai passar! Ele tem que ver o cartaz que fiz!

— Mas é claro que sim! — Respondemos todos. Ele estava tão feliz e animado com a ideia de ver o pai ganhar que nem pensamos em recusar o pedido.

Mas foi uma péssima ideia! Parece que o FBI e Washington inteira resolveram que perto da linha de chegada era um excelente lugar para ficar. Todos se amontoaram perto das grades de proteção para ver os competidores passarem, e quanto mais gente, mais animação e mais gritos!

— Por que gritam tanto? – Eu disse.

— Só algumas horas! Só algumas horas! E vocês não voltavam nunca! Só voltaram com o sol nascendo! – Spencer ainda não tinha se conformado com o fato de que viramos a noite na balada e ele ficou de babá. Mas também, eu avisei, e, além do mais, foi ele quem se ofereceu.

— Por que você tá gritando? – Questionei. Minha dor de cabeça piorava a cada instante.

— Faça ele parar. – Emily implora ao meu lado. Naquele momento já estávamos rezando para o Hotch aparecer logo!

Enquanto isso, Reid torcia e gritava animadamente para qualquer um, qualquer um mesmo, que passasse na nossa frente. Eu juro que se não estivesse tão mal eu o calaria.

— Por favor, faça-os parar! Você não é do FBI, faça-os parar de gritar! Ouvi Penelope se lamuriando com Morgan.

— Jack, tampe os ouvidos. O que foi que vocês beberam? – Ele pergunta para Garcie.

— Fada verde. Absinto. – PG responde.

Ele não precisava de mais nenhuma explicação, e pelo seu sorriso, eu sabia que viria muita gozação com a nossa cara.

Então Jack se faz ouvir:

— Está vendo o papai, tio Dave? – O pequeno estava nos ombros de Morgan, assim ele poderia ver o pai de longe e mostrá-lo o seu cartaz de apoio.

— Não sei. Lá! Lá está ele! – Rossi diz!

E com que alívio que recebemos a noticia de que Hotch iria cruzar a linha de chegada! Isso significava duas coisas: fim dos gritos e comer alguma coisa!

Para fingir que erámos boas amigas, quando Hotch se aproximou conseguimos dizer alguns vivas um pouco mais alto! Apoio é tudo! Mas nada se comparou com a alegria um tanto quanto exagerada de Reid e os gritos de Jack. Este último tinha razão em estar feliz. Mas o primeiro... isso era vingança, e um dia ele pagaria por isso! Quanta falta de consideração com a cabeça alheia!

Jack correu em direção ao pai e assim também fizemos. Quando todos estávamos reunidos, Derek deu a grande ideia de sairmos para comer algo.

— Só se for bem gorduroso. Eu disse. Só assim para tentar curar essa ressaca!

— Eu topo. – Emily de imediato respondeu.

Com o chefe por perto, tínhamos certeza que Derek deixaria as piadinhas para depois, talvez para um outro dia, enquanto trabalhamos. Mas aí a nossa sorte mudou.

— Hotchner! – Alguém gritou na multidão.

Logo em seguida, Hotch foi em direção à voz que o chamou. E nós, como bons e nada curiosos amigos que somos, acompanhamos com olhar. Seria aquela a tão especulada namorada dele?

Parecia que sim, ao ver que ele chamou o filho para as devidas apresentações, soubemos de cara que ele não iria mais sair conosco.

E disso resultava um outro problema: Derek Morgan...

Ele não iria deixar barato nossas caras de ressaca, nossas dores de cabeça, muito menos sabendo que Reid foi babá a noite inteira de meu filho.

Foi uma péssima hora para a namorada de Hotch aparecer.

Foi uma péssima ideia sair para beber.

Maldita Fada Verde.

— E então meninas, vocês, por acaso, querem me contar sobre a noite de vocês ou vou ter que usar as minhas habilidades de perfilador para descobrir o que vocês aprontaram? — Ele nem esperou o Jack virar as costas para começar.

— Você já sabe o que bebemos! Por que ficar nos cutucando? – Garcie disse.

— Hora BabyGirl, acha que vou perder a oportunidade de pegar no pé de vocês?! Ainda mais sabendo que, se não fosse o Garoto Prodígio aqui, vocês três nem viriam a esta corrida. Agora podem ir começando a falar.

É... vai ser um longo dia! Espero que seja lá o que vamos comer, valha a pena, porquê, olha, aturar Morgan e Reid ao mesmo tempo, não é para qualquer um não!

— Nunca mais bebo essa tal de Fada Verde! Nunca mais. – Disse toda arrependida.

— Nem eu! — Disseram as minhas amigas.

Mas sabe qual é o problema? Tenho certeza que isto vai se repetir, e vamos nos arrepender novamente.

Mas se não for assim, se não for para sermos amigas no trabalho e na ressaca, para que serve essa amizade?

Amigo bom é aquele que trabalha junto, que sofre junto e que cura a ressaca junto com você! E, quer saber, acho que já estamos prontas para a próxima!

Notas finais
Muito obrigada por ler!
O capítulo foi revisado, mas se ficou confuso ou com muitos erros, sintam-se á vontade para falar!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!