Três Sentidos
8 Capítulo 8
Notas iniciais
SAUDADES DE VOCÊS! Me perdoem, eu sei que fiquei um tempo morbidamente longo sem postar, mas eu voltei!!!!!!!!!!!! *desviando de: facas, kunais, balas dos mais diversos calibres e etc*
Minha mãe me tirou a escrita, sim ela me proibiu de escrever!!!!!! E não fiz nada! Só a semana de provas que chegou... E já foi e os simulados também! Só falta agora pegar os resultados, então torçam!
Agora, sem mais delongas: BOA LEITURAAAAAAAAAA
Luas se foram, cada uma de uma forma, cada uma com seu jeito... Matheus, Débora e Léo mudaram, evoluíram. Conquistaram espaço, até certa importância. Grupos, agora, estão de olho nos novatos cada um com seus interesses. Mas também as coisas não estão fáceis.
- Ágata, para! — Matheus estava quase surtando — chega dessas probabilidades ou estatísticas! Sou humano e ponto final!
- Não, ainda posso fazer algo! — Ágata agarrou o braço de Matheus — deixe-me tentar! Eu quero mudar isso!
- Mudar-me? — Matheus parou de tentar se soltar sem machuca-la — é isso? Você só quer me mudar?
- Não calma! — Ágata entrou em desespero — não é isso! Você é diferente! Só quero melhora-lo!
- Então sou insuficiente para sua majestade?
- Não, Matheus! Não é isso! — Ágata começava a chorar — me perdoa!
Matheus travou. Alguém lhe pediu perdão? Matheus viu o desespero nos olhos de Ágata, como se a noite dos olhos dela estivesse nublada e começasse a chover.
- Não chore — Matheus abaixou a cabeça e abraçou-a — você está tentando pagar sua dívida; eu que peço perdão, estou lhe atrapalhando.
- Não! — Ágata manifestou-se rápida — estou exigindo demais de você...
Alguém abre a porta da sala, era Alexander. Ele calmamente passou pelas cadeiras e chegou ao casal que ainda estavam agarrados um ao outro.
- Desculpe, estou atrapalhando algo — Alexander falou apontando para os braços entremeados — ou isso é só parte da pesquisa?
Os dois ficaram vermelhos e se afastaram rapidamente. Matheus chegou perto da mesa e começou a mexer nos papéis que estavam espalhados e começou a arrumá-los e Ágata foi para a janela.
- Interessante — Alexander sorriu — e como vamos?
- Bem — Ágata falou aproveitando a troca de assunto — ele está conseguindo progressos interessantes...
- Como assim? — O Alexander senta em uma carteira.
- Não tem qualidades de um dos nossos, mas possui algo que o difere dos humanos!
- Realmente interessante.
Matheus estava acabando de arrumar os papéis, seus pensamentos estavam em outro mundo, no qual tudo era como deveria ser...
- Matheus? — Alexander chamou-o — volte para nós!
-Ãh? — Matheus balançou a cabeça e olhou para os dois que estavam em pé e lhe olhavam interrogativos.
- Está tudo bem? — Ágata perguntou pondo a mão na testa de Matheus.
- Sim — Matheus tirou gentilmente a mão de Ágata da própria cabeça — só estava pensando.
- Vou fazer uma coisa! Só essa após eu paro! Prometo! — Ágata falou séria.
- Ok — Matheus olhou para a janela — eu vou indo tenho que fazer alguns trabalhos! Sabe final de ano!
- Pode ir — Alexander abriu a porta para Matheus que saiu tranquilamente.
- Nem acredito que já se passaram seis meses — Ágata confessou — foi tão bom...
Alexander olhou interrogativo.
- Quero dizer — Ágata olhava para os lados desesperada pela resposta certa — para ele!
-Admita! Você o ama!
Ágata ficou... Na verdade, não sabia como ficar. Nervosa, envergonhada, surpresa ou qualquer outra coisa.
- Er... Eu... Er...
- Admita... Você sabe como sou! Se o ama dar-lhe-ei meu apoio! É só falar...
- Eu... Eu...
- Ou você nunca admitiu isso? Nem para si mesma?
- Não...
- Bem, melhor fazer isso.
- Mas, somos tão distantes... Culturas e raças!
- Preconceito vindo de você é, realmente, triste, na verdade, deplorável!
- Não é que...
- Logo a mulher que revolucionou toda a aristocracia...
- Eu...
- Sinceramente, me decepcionou.
- Eu o amo — Ágata gritou a pleno pulmão — pronto satisfeito?
- É você que diz isso! — Alexander levantou e andou até Ágata — agora posso te ajudar, só não garanto os resultados...
E pôs a mão no ombro dela e sorriu afável, ele entendia melhor que ninguém, já passará por tantas coisas.
- Eu... Ar... Não consigo entender isso.
- Não se entende certas coisas.
- Devo concordar; agora falta pouco para ele, se eu não conseguir na próxima eu paro... Eu prometi.
- Então faça seu melhor, e por que não fica conosco?
- Quem dera! Sabe que só posso ficar aqui por um motivo bem específico, senão eu sou mandada de volta para lá!
- Dou meu jeito nisso, mas se tiver uma oportunidade você ficaria?
- Óbvio! Mesmo que você não seja o melhor tipo de pessoa ou ofereça a melhor infraestrutura... — Ágata sorriu e abraçou amigável o Alexander — Fico sim, você é demais...
- Aham — Alexander sabia que era brincadeira, mas atingiu sua filha, a escola — pena que você não está nos padrões daqui, sabe somos muitos exigentes!
Ágata sorriu, sabia que uma resposta nesse nível viria, e foi á mesa ver alguns papéis.
- Já sei! — Ágata gritou — lembra-se da minha monografia? A de Pérgamo?
- Acho que sim, por?
- Eu comecei um estudo sobre uma nova prova de Ascensão e consegui fazer para dois tipos que não se conseguia por Ascensão!
- Acho que estou entendendo, mas se ele não for desses tipos?
- Posso melhorar a prova! É minha e você vai me ajudar!
- Vou? — Alexander afastou-se — como assim?
- Ora você também gosta dele!
- Sim, mas não como você!
- Ele é seu aluno, olha o juramento que você fez!
- Sim, mas...
- Alexander! — Ágata bateu o pé no chão.
- Ok, eu disse que ia te ajudar e eu gosto dele; ele é um bom garoto.
- Então por que não disse isso logo?
- Queria ver você bater o pé no chão! — Alexander riu — essa mania você tem desde pequena...
- Ah não, nostalgia não!
- Ok, ok — Alexander soltou um sorriso e saiu da sala.
- Agora veremos se é algo, se não for, faremos ser!
Léo e Débora estavam em um momento, digamos intrigante... Jogando Twister!
- Mão direita no azul — Arthur comandou.
Léo levantou a mão e começou a caçar um espaço azul.
- Alguém, por favor, me diz onde tem um — Léo pediu quase sem fôlego.
- Tem um bem atrás de você — Arthur riu e Débora tremeu.
- Obrigado — Léo procurou o espaço — eu acho.
Léo finalmente achou o local e se esticou ao máximo, retorceu-se e até empurrou Débora que quase xingou.
- Consegui! — Léo pôs triunfante, a mão no espaço azul.
- Pé esquerdo no verde — Arthur riu, era quase impossível Débora conseguir.
- Você está de palhaçada — Débora ralhou e tentou achar um — tem um disponível?
- Tem um só que...
- Desembucha!
- Er... Perto da coxa direita do Léo!
- Esquece! Não tem outro?
- Sim...
- Pode falar?
- Perto da virilha dele...
- Nunca! — Elena gritou.
- Ahn? — todos olharam para Elena.
- Er... Débora está namorando e ela ficar pondo a mão perto da virilha de outro cara, não é legal! Certo? — Elena tentou se explicar.
- É... Mas não quero perder! — Débora pensou — vou ao espaço perto da coxa...
E lá foi ela, ficou completamente torta e estava perto da coxa, não do espaço.
- Estou quase lá!
- Oi... — Matheus chegou e viu a situação — por que você não vai ao espaço que está ali...
Todos olharam pelo menos aqueles que conseguiram, e notaram um espaço em um local perfeito. Livre de qualquer membro e fácil para Débora, que não conseguia ver.
- Onde? — Débora perguntou olhando para Matheus — sabe não vejo...
- Eu te guio.
- Não pode fazer isso! É roubo! — Léo protestou.
- Te ajudo depois Léo! — Matheus respondeu.
- Mas não vale! — Elena falou encarando Matheus.
- Elena! — Débora gritou.
- Débora! — Léo gritou para Débora.
- Léo! — Matheus gritou para o Léo.
- Matheus! — Arthur chamou a atenção de Matheus.
- Que foi Arthur? — Matheus respondeu na hora.
- Para, estávamos de boa aqui! Por que você não vazão daqui? Seu humano de nada! Só serve para ocupar espaço!
- Como é? Sanguessuga de araque!
Matheus estava contradizendo seu lado pacífico, estava tão perto de Arthur que ele conseguia sentir o cheiro de sangue; e Arthur estava tentado a arrancar o pescoço do corpo do Matheus.
- Não me force te machucar, sabe humanos são frágeis...
- E os vampiros não passam de sanguessugas que nem podem ouvir a palavra "sol" senão morrem!
Matheus e Arthur estavam a um passo de se matarem. Eles tomaram espaço, Léo e Débora desfizeram o nó dos corpos deles e ficaram preparados para qualquer ataque.
- Olha aqui! Seu bastardo! Saí da minha frente antes que eu voe em cima de você!
- Miserável! Serve para nada! Nem sangue chupa! E olha que é necessário para sua sobrevivência — Léo comprou a briga — se afasta antes que eu seja seu problema!
Débora entrou na frente dos três, não estava a fim de ver essa briga, não agora, não com aqueles integrantes.
- Parem! — Débora estava sentindo a tensão aumentar, Léo já estava com as mãos com garras, Arthur com as presas a mostras — Não façam isso!
- Saí Débora — Arthur pediu o mais carinhoso que pôde.
- Não se mete — Léo falou olhando bem para o Arthur.
- Matheus, sai daí — Elena falou ao pé do ouvido do jovem — essa briga não é mais sua.
- Eu sei — Matheus saiu relutante — melhor eu consertar?
- Deixa isso com eles — Elena argumentou — eles que se resolvam.
- Elena leva o Matheus para o quarto — Léo pediu.
- Claro — Elena agarrou o braço de Matheus e o carregou dali.
- Não preciso de uma babá! — Matheus tentou se soltar, mas não conseguiu — que saco.
- Acredite você precisa — Elena soltou-o e andou ao lado de Matheus.
- Tudo pelo Léo, certo? — Matheus soltou.
- Como?
- É perceptível, você tem uma queda por ele. Queda? Não, um desabamento! E nem sabe esconder! Cara ele gosta de outra! Acho que da Ágata, mas não apostaria nela... Só digo isso!
- Você...
- Conheço ele há muito mais tempo, ele divide o quarto comigo, e sou o melhor amigo dele! Só acho que sei muito mais do que uma garota licantropa que o conhece há, uns cinco ou seis meses?
- Você está certo! Então me ajude!
- Ele gosta de outra! Vou ajuda-lo a conquistar quem ele gostar!
- Mas...
- Você não é má pessoa, mas não foi para ele!
- Mas, o quê eu faço então?
- Existe mais de um garoto nesse lugar! Abra os olhos!
- Aqui só tem você! Eu não namorar um humano!
- Ainda por cima, como cereja do bolo, é preconceituosa! Cara, sorte que é bonita!
- A vai dizer que não gosta de mim?
- Er... NÃO!
Eles chegaram ao quarto, Matheus parou enfrente a porta e encarou Elena.
- Procure outro, se apaixone por alguém que é apaixonado por você! Viva, aproveite, sabe-se lá! Tente algo novo...
Elena olhou nos olhos de Matheus, eles estavam com uma certeza inquestionável. Elena olha para os lados para ter certeza que não havia ninguém e começou a se aproximar de Matheus.
- O que você...
Matheus não consegue terminar a frase, pois a boca de certa licantropa o atrapalhou. Elena está afim de novas experiências e havia uma a frente dela, então aproveitou; no começo foi só um encontro de bocas, mas depois, era uma necessidade dos dois, o "querer mais!". O ar faltava, eles paravam e voltavam, nas conseguiam parar! Havia algo alucinante e abrasivamente delicioso.
- Isso sim é uma nova experiência! — Elena sorriu, estava suada com os cabelos embaraçados — gostei...
Matheus estava tentando por os pensamentos em ordem, era algo novo, enérgico e animal... Algo que estava fora de seu controle. E ele olhou diferente para Elena.
- Quer mais? — Elena perguntou impactada pelo olhar de Matheus, era profundo e feroz — humano!
E voltaram a se agarrar. Para eles o tempo era nada, nem mesmo as pessoas era alguma coisa.
- Chega — Elena se afasta — nem sei o porquê que te beijei!
- Novas experiências? — Matheus responde cheio de sarcasmo.
- É talvez... Humano, nem para beijar serve!
- Deixa eu te mostrar para que eu sirvo! Não vai se arrepender!
- Não... Poupe-me disso! Humano intragável!
- Você gostou e está odiando ter gostado! — Matheus soltou sorrindo — perfeito isso, não? A mais cobiçada licantropa gostou de um beijo humano!
- Calado — Elena se descontrolou e quase atacou Matheus — não sabe de nada!
- Não sei o que? Do mundo frio ou do solitário?
- Cale-se!
- Mais parecida comigo do que pensa ou quer! — Matheus abriu a porta do quarto — Só que há uma diferença...
- Já mandei se calar! — Elena gritou desesperada.
- Eu tenho alguém!
Elena socou a parede e fez um belo buraco. E o barulho foi o suficiente para fazer Bell's sair do quarto e ver a bela cena.
- O que está acontecendo aqui? — Bell's perguntou confusa.
- Nada que te interesse Succubus! — Elena falou com a voz modificada pela transformação que começava — desinfeta!
- Sai você, cadela! — Bell's deu um passo à frente e Matheus assistia calmo.
Elena se controlou e arrumou o cabelo, da melhor forma que pode e falou com um tom de voz assustador:
- Nunca mais se metam no meio caminho! Ou não me responsabilizo por qualquer dano!
E ela se foi com seus passos calmos e indiferentes. Matheus e Bell's se olharam e ele fechou a porta silenciosamente, como se tivesse sido derrotado. Bell's chegou à porta e bateu.
- Matheus abre...
O silêncio veio em resposta e Bell's bateu novamente e o silêncio permanecia. Bell's estava preocupada e de repente.
- Ele é um problema! — Léo falava calmo.
- Ele me ama! — Débora respondeu em defesa do namorado.
- Ama? E o que ele faz de bom por você?
- Bell's? — Débora estranha ver a companheira fora do quarto.
- Tem algo errado com o Matheus — Bell's falou e bateu novamente — Resumindo: Elena tascou um beijo no Matheus e ele entrou...
- Ela o que? — Léo gritou — Matheus abre agora...
- Sempre esteve aberta — Matheus respondeu de dentro do quarto.
Bell's soltou um riso sem graça e entrou. Matheus estava no computador com fones e lendo alguma coisa.
- Está tudo bem? — Débora perguntou.
- Por que não estaria? -Matheus respondeu no mesmo tom de Débora.
- Ela te agarrou? — Léo perguntou em um tom enigmático.
- Esqueçam isso — Matheus voltou atenção ao computador.
Todos se entreolharam e estranharam o jeito que Matheus respondeu, como se o fato não tivesse afetado-o, ou até mesmo acontecido, e ele permaneceu lá, quieto.
- Garotas... — Léo falou em tom de despacho — por favor.
- Quero todos os detalhes depois — Débora falou baixo — e pega leve.
- Só vou conversar — Léo acompanhou até a porta — não se preocupem...
- Agora que eu me preocupo — Bell's soltou quando Léo fechou a porta.
Léo parou, suspirou, sabia que ia ouvir alguma e deveria estar preparado para tudo. Então andou e parou ao lado de Matheus que ainda estava vidrado no computador.
- Não vai falar nada? — Léo perguntou.
- Desinfeta — Matheus falou baixo.
- Aqui também é meu quarto — Léo protestou.
- Estou falando se minha vida! — Matheus falou olhando no olho de Léo.
- Calma... — Léo começou a pensar — você gosta da Elena?
- Não — Matheus respondeu ríspido.
- Gostou? — Léo começou o interrogatório.
- Você gostaria? — Matheus foi bem simples na resposta.
- Alguém que você conhece gosta dela? — Léo começará a ficar sem perguntas?
- Na verdade ela gosta de um "amigo" meu!
- É a Ágata? Já cansou de tentar?
- Estou na última — Matheus respondeu desligado o computador — é melhor você dormir, vão precisar do capitão no jogo de amanhã...
Léo não gostou do tom que Matheus usou, não era acusador nem com sarcasmo, era simples como se fosse algo habitual que já estava batido. Léo levantou devagar de onde havia sentado e foi para o banheiro tentando achar algo em Matheus.
- Tem certeza que não vai confiar em mim? — Léo perguntou do Banheiro.
- Você confiaria em si mesmo? — Matheus perguntou em tom neutro — Sem acusações...
- Eu? Sim confiaria — Léo sorriu — sempre confiei em mim!
O silêncio de Matheus reinou após as palavras de Léo. Após Léo terminar o banho, viu Matheus na cama, já dormindo.
- Vou ter uma grande briga, e não será corpo-a-corpo — Léo pensou em foi dormir, amanhã teria um jogo e não queira estar cansado.
E assim mais um dia se foi.
- Consegui... — Ágata sorriu e o relógio marcava 01h05min — Matheus vai ascender!
Notas finais
Gente torçam por minhas notas... Pego elas segunda, então per favore torçam por mim!
Até!!!!!!!
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