Três Reis Contra O Tempo
2 Ep1: O Artefato do Tempo: Prólogo
Notas iniciais
Um Caso Para Mestres
Amanheceu em Kinkow.
Ninguém mais está em suas camas. Nem mesmo os reis... Durante a noite algo muito estranho aconteceu, o cofre do castelo foi arrombado.
A sala do trono está uma bagunça. O cofre se encontra aberto, na seção de artefatos misteriosos, Mason, Mahuma e Lanny estão diante do estrago, tentando entender o que ocorreu ali, e saber quais itens foram roubados.
Mikayla entra no salão correndo, ainda bebendo uma caixinha de suco.
— Pai, mandou me chamar? — diz Mikayla, quando ela olha para o ambiente sua boca se escancara, aquilo nunca havia acontecido antes. — Céus, o que aconteceu aqui?
— Ao que parece, fomos roubados. — diz Mason sério.
— Será que Brady anda sonâmbulo de novo? — diz Mikayla colocando a caixinha de suco sobre um dos braços do trono.
— Bem improvável — diz Lanny com desdém, analisando o local com admiração. — Isso aqui foi feito por um profissional, e nem preciso dizer que Brady e profissional não se encaixam na mesma frase.
— O que foi roubado? — disse Mikayla, ignorando Lanny.
— Temos que fazer uma busca, aparentemente nada.
— Deixe este caso conosco Mason.
Todos se viram, descendo as escadas Boz e Boomer vem em direção a eles. Estão vestindo terno risca de giz, e chapéu, semelhante aos detetives noir dos anos cinquenta.
— Detetives Boz e Boomer. — diz Boz, ele e Boomer mostram distintivos.
— Isto daí é de plástico — diz Mikayla. — E vem de brinde na caixa de cereais.
— Não seja desmancha prazeres tá legal. — diz Boomer.
— Meus reis, isso aqui não é brincadeira... — diz Mason.
— Calma Mason, sem estresse — diz Boomer. — Acha que estaríamos vestindo esses ternos maneiros se isso aqui não fosse sério?
— Vamos, mostrar para ele Boomer, que viemos para arrasar. — diz Boz adentrando o cofre e pegando uma estátua feia nas mãos: — Vejam, e aprendam rapazes...
A estátua cospe água na cara dele, e ele olha para os outros, um pouco envergonhado.
— Bravo — diz Lanny, batendo palmas com um sorriso zombeteiro.
— Ou então — diz Boomer, colocando uma luva branca de plástico na mão e pegando a caixinha de suco com cuidado. — Vejamos, o que descobrimos sobre o ladrão, analisando esta caixinha de suco de uva?
— Este suco é meu. — diz Mikayla, cruzando os braços.
— É por isso que eu digo, que isto não diz nada sobre o ladrão. — diz Boomer, tomando o resto do suco.
— Quer saber — diz Boz, como se estivesse irritado. — Vamos mostrar para eles como se soluciona um caso Boomer.
— Ok — concorda Boomer, estralando as mãos e o pescoço.
Mason, Mikayla, Lanny e Mahuma os encaram com ceticismo.
— Primeira observação — diz Boz. — Nosso ladrão tem os cabelos castanhos... Ou seja, não pode ser Mason nem Mahuma. Mas colocou você Mikayla no topo da lista.
— Sabemos também que nosso ladrão, é versado em artes marciais e calça 32 — diz Boomer. — O que descarta você Mikayla, porque todos sabem que você tem um pé muito maior... Nós suspeitamos do Lanny, mas o descartamos porque que ele não sabe lutar.
Mikayla da um soco no braço de Boomer, jogando-o para o lado, Lanny apenas resmunga mal-humorado.
— Olhem para as marcas ao redor dos números — diz Boz, apontando no local onde se coloca a senha do cofre. — Um decodificador de alta tecnologia foi usado.
— Analisando todos estes dados — diz Boomer. — Estamos procurando por uma garota rica, que calça sapatos 32, tem cerca de 45 quilos e que provavelmente é uma ninja... Boz e Boomer dão um toque, comemorando o sucesso.
— Puxa isso foi incrível. — diz Mason.
— Não querendo estragar a festa de vocês — diz Mikayla. — Mas, como é que vocês sabem disso tudo?
Boz e Boomer se encaram, depois Boz fala:
— Vamos as provas, prova número um...
Boomer abre o terno, na camiseta por baixo há uma marca de pé.
— Prova número dois...
Boomer mostra um grampo com alguns fios de cabelo.
— Prova número três...
Boomer mostra um disco DVD.
— E por último a quarta prova, um depoimento de Boomer.
— Bem eu dormia tranquilamente no sofá, já que hoje era a minha vez, pois combinamos que enquanto a terceira cama real não chegar teremos que fazer rodízio, quando de repente eu acordei com o barulho assustador do cofre se abrindo — a principio eu me borrei de medo, pois pensei que a múmia havia voltado — mas ai eu vi que era só uma menina ninja, bem na verdade eu fiquei com muito mais medo, quando ela foi fugir eu agarrei o cabelo dela e fiquei com o grampo, depois ela me deu um chute no estomago e este é o fim do meu relato, porque eu desmaiei.
— Vocês estão querendo me dizer que vocês dois me enrolaram este tempo todo para no fim das contas o Boomer ter visto tudo de primeira? — diz Lanny ficando vermelho de raiva. — POR QUE JÁ NÃO CONTARAM LOGO O RELATO?
— Calma ai Lanny, assim não ia ter graça. — diz Boomer.
— Desta vez concordo com o Lanny — diz Mason. — Deveriam já nos ter deixado a parte de tudo o que sabiam.
— Bem, na verdade não tiramos todas as conclusões sozinhos — diz Boomer se desculpando. — Fomos na sala de vigilância e olhamos o vídeo várias vezes, Boz achou engraçado, é por isso que demoramos para aparecer.
Mason colocou as mãos nas têmporas.
— Ao menos viram o que o ladrão roubou?
— Um negocinho de ouro, que ficava aqui. — diz Boz mostrando o espacinho vazio em uma das prateleiras do cofre.
— Essa não! — diz Mason. — O artefato do tempo. Mahuma, vá chamar os outros, quero todos os guardas atrás dessa garota. Peçam para procurar uma garota um pouco mais máscula que o Lanny.
E sem dizer nem mais uma palavra saiu correndo. Mahuma também.
— Mudando de assunto — diz Mikayla para os reis, parecendo chateada. — Vocês viram o Brady? Ele tem estado muito estranho ultimamente. Sabe, meio evasivo... Nós havíamos combinado de namorarmos um pouco, antes do horário de serviço, e até agora eu não vi ele.
— Está ai um verdadeiro mistério — diz Boomer. — Não sei o que é mais estranho o fato de você querer beijá-lo ou o dele fugir de você.
— Já imaginou que você pode, sei lá, estar com bafo? — diz Boz. — Isso acontece as vezes sabe, quando você come muitas frutas. Experiência própria...
Mikayla dá um soco na barriga do Boz, dobrando-o em dois.
— Foi mal... Eu só tentei ajudar.
— Para de dizer besteira — diz Mikayla irritada. — Me ajudem a procurá-lo.
— Pessoal! — diz Lanny, espiando por uma fresta o pátio, um sorriso enorme em seu rosto. — Acho que encontrei o rei Brady.
Ele abre as portas do castelo. Em um canto do pátio é possível ver Brady, mas ele não estava sozinho. Está abraçado com uma garota!
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