Três Príncipes, Três Princesas
22 Vida que segue
Notas iniciais
Charlie
– Bom dia.
Baixei o jornal, e olhei intensamente para minha esposa.
– Bom dia.
Abri um leve sorriso e analisei devagar, a mãe das minhas filhas. Hoje Renée parecia, incrivelmente, mais bonita. As imensas olheiras de preocupação e cansaço, graças a Deus, haviam desaparecido. Obviamente que os últimos três dias contribuíram, significamente, para esse feito.
– Minha filha já acordou?
A puxei para mim e circundei sua cintura. Acariciei sua bochecha delicadamente. Apesar de tudo, eu a amava.
– Não, querido. “Nossa filha”, ainda não acordou.
Fiz questão de ignorar o “nossa”. Qual a dificuldade das pessoas em entenderem que Bella era minha?
– Hum! Isso parece bom, mas infelizmente o avião já pousou. Logo as visitas estarão aqui. Bella precisa se levantar para recebê-los e se preparar. O evento de hoje exige isso dela.
Renée se afastou do meu acalento e revirou os olhos ignorando minha sobrancelha arqueada quando ela tomou um gole de meu café.
– Eu sei disso, Charlie e já vou acorda- la, e que Deus me ajude a fazer isso. E você sabe que essa foi somente a terceira noite de sono completo, sem pesadelos, febre ou tosse. Por isso, insisti tanto para o adiarmos esse noivado, Bella ainda está se recuperando, não creio que aguente a imponência de um evento dessa magnitude.
Febre, tosse, pesadelos, se eu fechasse os olhos ainda poderia ouvir os gritos e gemidos de minha princesa. Duas semanas depois daquele dia infernal e só agora, minha garota, começava a dar sinais de que se recuperaria totalmente.
Como se ela precisasse de mais um trauma pra sua coleção. Jacob me pagaria por isso um dia.
Foram dias difíceis, três de pura preocupação, numa UTI isolada e com constante supervisão, depois mais três em um quarto frio e sem sentimentos e só então depois de mais uma bateria de exames, uma lista imensa de remédios e uma série de recomendações é que consegui convencer o velho Lancaster a liberar a minha garota.
E foi a partir desse dia que meu martírio começou.
– Eu concordo com você, minha rainha. Mas um adiamento do noivado implicaria num adiamento do casamento. Seja corajosa e cogite essa hipótese para o noivo de sua filha?
– Nem em seus sonhos, marido. Eu não preciso que Edward se mude pra cá antes da hora. Você me convenceu, meu rei. Vou agora mesmo acordar nossa princesa.
Olhei para ela se afastando e voltei meus pensamentos para suas palavras “eu não preciso que Edward se mude pra cá antes da hora”, e por experiência própria, eu sabia que era exatamente isso que aconteceria se adiássemos esse “bendito” noivado e casamento.
O filho de Carlisle, “estava me mostrando a que veio”, foi fiel, preocupado e justo, muito justo, não se afastou por nada e ainda se manteve a meu lado quando fui inquirido por minha família, minha filha e meu melhor amigo a respeito de meus atos.
O garoto estava seriamente se candidatando a uma vaga em uma equipe seleta que obtinha minha admiração. Os cuidados que ele demonstrou por Bella, o fizeram subir dois degraus em meu conceito.
E era só por isso que eu não havia insistido mais na ideia de cancelar aquele “circo” todo. Bella, como eu disse, agora estava bem, no entanto passamos por noites complicadas onde o “tal noivo” e eu, fielmente, dividimos a preocupação, o medo e o zelo pelo “nosso tesouro” e era só pela dedicação dele que eu havia concordado em não cancelar nada. E claro, que aqueles olhos chocolates de minha criança também tinham contribuído para minha decisão. Estava para nascer o dia em que eu negaria alguma coisa a Bella.
– Mais café, senhor?
– Por favor, Donna.
Levantei a xícara e inspirei o cheiro forte da bebida fumegante e quente, que Bella e eu apreciávamos.
– Ao poupas de frutas tropicais, chegaram? O pedido veio certo?
– Sim, senhor. Exatamente como o senhor pediu.
– Ótimo. Prepare um suco de manga e traga pão e geleia de pêssego, Bella já vai descer e quero que ela tome um café reforçado, antes que toda confusão do dia de hoje, a atinja.
– Sim, senhor. O doutro Lancaster, me recomendou a sempre levar até dona Bella, um suco de fruta. Curar essa anemia dela se tornou meu próximo alvo.
Acenei positivamente. Ainda tinha isso, anemia... mais uma coisa para enfraquecer mais, minha garota.
– Senhor?...
Baixei, de novo, meu jornal e voltei a encarar a eterna babá de minhas filhas, depois de tantos anos e ela continuava ali. Eu teria que falar com Carlisle a repeito dela.
– Eu não sei até quando conseguirei interceptar as ligações do senhor Black, ele é insistente. Só ontem foram quatro vezes.
Atirei o jornal, de qualquer jeito, do outro lado da mesa, fechei meus punhos e bati sobre a mesa, todo bom humor da manhã se esvaindo.
– Pois continue vigiando, Bá. Você é paga para isso. Eu exijo que nenhuma ligação dele, seja passada para minha filha e se isso acontecer, “cabeças vão rolar”. Agora suma daqui e vá fazer o que lhe mandei.
Fechei os olhos eu ligaria para Billy, outra vez, Jacob estava, literalmente, testando minha paciência, se é que eu ainda tinha alguma.
– Senhor?...
– O que é agora?
Respondi rude. Porque ela não cumpria minhas ordens?
– A senhora Clearwater também ligou, de novo. Eu...
– Saia daqui, Bá. Dos meus assuntos cuido eu, agora finja que me obedece e vá fazer o que lhe ordenei.
– Eu já vou, senhor. Eu só queria garantir que o dia de hoje fosse especial para minha menina. Ela já sofreu demais por conta dessas duas.
Lançando-me um olhar frustrado e raivoso ela saiu batendo os pés e resmungando alto.
– Pode ficar tranquila, Donna. Os convites da senhora Clearwater e de sua filha foram revogados. Elas não aparecerão por aqui.
Ela voltou seu olhar para mim e sorriu minimamente. A observei sair pela porta ao fundo da sala de jantar, e quando me certifique de que estava sozinho estiquei o braço e peguei meu celular, que descansava a minha direita.
Eu não havia sido claro, o bastante. Era chegada a hora de algumas pessoas aprenderem quem é que manda nesse reino.
Renée
– Bom dia! Bom dia! Vamos levantando que o dia hoje será longo.
– Mãe! Não! Feche essa cortina, por favor.
Ignorei os lamentos e abri a porta da sacada, deixando que uma leve brisa entrasse. O dia estava até ensolarado um pouquinho.
– Vamos, amor. Se levante, até o sol apareceu para comemorar com vocês esse dia especial.
– Só mais uns minutinhos, mamãe.
Atravessei o quarto e me coloquei ao lado da cama. Bella agora se escondia embaixo do travesseiro e dos edredons. Eu sabia que seria difícil.
– Você tem dois minutos para levantar. Vou preparar seu banho enquanto você acorda de verdade.
– Mamãezinha, por favor. Eu só preciso de mais um tempinho aqui.
Se fosse Charlie a acorda-la, esse era o momento em que ele cedia. Esse luxinho era capaz de conseguir qualquer coisa do pai.
– Ok. Tenha seu tempo. Mas saiba que Edward e a família já estão em nosso território. Acredito que seu noivo ficará muito feliz em saber que você ainda não se reestabeleceu de vez.
– “Afh, mãe”, isso é chantagem. A senhora sabe que eu já estou bem.
Disse ela aparecendo e me encarando mal- humorada. Meu bebê era bonita até de carinha amassada.
– O que menos preciso agora é de um Edward preocupado. Eu preciso voltar a minha vida normal essa semana e se ele “sonhar” que ainda não estou bem, isso será impossível.
– Eu sei. Por isso, levante-se. Ou você não quer se formar antes do casamento? Creio que morar em Angeles e estudar aqui, será meio complicado, até mesmo para você, não é?
– Argh!!
Ignorei os resmungos dela e me dirigi ao banheiro. Liguei os jatos de água quente e fria e esperei até que a banheira enchesse. Salpiquei alguns sais de banho, apanhei no armário embaixo da pia, um jogo de toalhas brancas e um roupão, deixei tudo na bancada, perto da banheira e voltei para o quarto. Bella acabava de jogar as pernas para fora da cama. Ela parecia bem, as olheiras permaneciam ali, o cabelo estava um emaranhado sem fim, o corpo dois quilos a menos que o certo, no entanto o pior já havia passado e minha garota, agora, estava bem.
– Pronto, filha. Se arrume e desça para tomar café, o pessoal da Clínica de Beleza chega as dez, então se quiser matar as saudades de Edward um pouquinho, não se atrase.
– “Tá bom”, dona Renée. Eu já entendi. Já levantei. Obrigada.
Já no corredor, ainda fui capaz de ouvir uns “eu gosto mais quando papai me acorda” e “a gente nem pode se reestabelecer em paz”. Instintivamente sorri para a birra dela.
Obviamente, minha garota não era nada matinal, eu só esperava que Edward fosse muito paciencioso.
Bella
Passei, mais uma vez, o pente pelos cabelos molhados, eu nem perdi meu tempo secando-os, logo tudo seria desfeito mesmo.
Sai do closet vestindo uma calça jeans e uma blusa de malha cinza. Enfiei os pés numa sapatilha preta, simples, e satisfeita comigo mesma e com o quanto estava confortável, fui ao encontro de meus pais. Sei que Alice recriminaria minhas roupas. Mas, e daí? Eu teria a tarde inteira e boa parte da noite para vestir e me portar como todos quisessem, portanto naqueles poucos minutos, eu me daria ao luxo de ser eu mesma.
– Bom dia! Bom dia.
Entrei na sala indo direto para meu pai. Seu beijo da manhã era sagrado.
– Dormiu bem, querida?
Fui até mamãe e também lhe roubei um beijo. Ela arqueou a sobrancelha, como quem me julgava pelos minutos que compartilhamos há poucos instantes atrás.
O que? Mal- humor matinal, não era pecado, ainda. Ou era? Achei melhor nem perguntar.
– Demorei a pegar no sono, mas quando o fiz foi pra valer. Só acordei agora de manhã com mamãezinha sendo toda delicada comigo.
Dei a volta na mesa e me sentei do lado direito do rei, bem em frente à mamãe- brava, que eu havia acabo de provocar. E pensar que eu dois meses eu não os teria mais comigo...
– Tome seu suco. Os remédios já estão aí também. E coma. Seu dia vai ser corrido.
Suprimi um gemido de frustração. Papai andava chato demais, para o meu gosto.
– E não faça essa cara e nem revire os olhos para mim. Nunca mais descuidarei de sua saúde e sua segurança, fique ciente disso. Nunca mais irá me convencer que já pode tomar conta de si sozinha.
– Pai, nós já falamos sobre isso. Foi tudo uma confusão. Jacob, Zafrina e Sam não podem ser os únicos julgados pelos meus maus atos, eu também errei, fui inconsequente e...
– Chega, Bella! Tome seu café. Eu não quero e não vou mais falar desse assunto.
Baixei os olhos e permaneci em silêncio, papai estava arredio e muito bravo e até certo ponto eu o entendia, nem quero imaginar o que teria sido de mim se ele não tivesse me encontrado. No entanto eu não estava feliz com o rumo que as coisas haviam tomado.
– Senhor, as visitas chegaram.
Fiz menção de levantar-me, no entanto fui parada pelo aperto de Charlie em meu braço.
– Você não comeu. Fique aqui e termine seu café, sua mãe e eu receberemos Carlisle e sua família e é bem provável que todos queiram lanchar também.
Eu quis ignorar aquela ordem, todavia não o fiz. Charlie já estava no limite com aquela situação toda e irrita-lo mais, no dia do meu noivado, não estava nos meus planos. No fundo eu ainda temia que ele pudesse voltar atrás me impedindo de aceitar, oficialmente, o compromisso com Edward.
– Sim, senhor.
Feliz com minha resposta. Eles se retiraram para a outra sala. Fiquei sozinha, com um monte de comida a minha frente, na verdade eu não estava com fome, há dias me sentia assim, no entanto era questão de sobrevivência que eu ingerisse algo e me fortalecesse. Se nem Jacob ou a tempestade me venceram, não seria uma falta de apetite que o faria.
– É daqui que pediram um noivo apaixonado e preocupado? Eu trouxe um.
– Edward!
Ignorei a piadinha de Emmett e me joguei nos braços de meu noivo.
– Pra quem está doente, ela até que salta bem.
– Ora! Cale-se, Emm. Bella não está mais doente. Não é, princesa? Diz pra ele que você já está curada e pronta pra se casar comigo?
– Não a pressione, irmão. Isso é feio. Vai que ela mudou de ideia.
Sorri satisfeita. Eu amava essa empatia de meu noivo e meu cunhado.
– Seu irmão tem razão, Emmett. Eu já estou bem. E não, eu não vou mudar de ideia, seu bobão.
– Ora, cunhadinha. Pare de insultar seu futuro cunhado e rei, seja uma boa anfitriã e me convide para o café. Eu estou faminto.
Disse coçando a barriga e se sentando. Meus pãezinhos de batata, já eram examinados de perto por ele.
– Sinta-se a vontade, Emmett.
– Obrigada, Bellinha.
Gargalhei baixo e só parei quando ouvi Edward suspirar e puxar meu rosto para o seu.
– Seu riso é música para mim. Eu senti falta dele, sabia?
Acenei afirmativamente e me concheguei mais a ele.
– Eu senti saudades também e...
– Ah! Deixem de “melação”. Hoje é só sábado, Edward saiu daqui na terça-feira, nem deu tempo de sentir tanta falta assim.
Ignoramos Emmett.
Levantei minhas mãos e as escondi nos cabelos de meu noivo, seu aperto se intensificou na minha cintura.
– Eu estou aqui agora. “Mate o que estava te matando”...
Sem conseguir mais esperar, levei minha boca a dele.
Lábios colados e moldados. Era doce, molhado, saudoso, uma dança de posições e sentimentos. Um acariciamento de línguas, que só servia para intensificar, ainda mais, o poder daquele ato. Beijar Edward, era a melhor coisa do mundo. Era a plenitude na terra.
– Satisfeita agora?
Perguntou maroto, salpicando beijinhos em meu pescoço e ombro.
– Nem passou perto.
Voltei a puxa-lo para mim, no entanto...
– Sabe, irmão, creio que ouvi meu sogro te dizendo para não interromper o lanche de Bella. Imagina você, como ele ficará feliz ao saber que você além de estar negligenciando uma ordem dele, ainda a distraiu do que fazia?
– Sabe, Emm, eu já te disse que gosto mais do Jas? Pois é, eu gosto.
Brinquei e me arrependi no mesmo instante, Edward e Emmett trocaram um olhar significativo que me fizeram pensar no que eu havia dito de errado. O se passava ali?
– Não, Bella. Emmett está certo. Você precisa comer. Venha, eu te acompanho também estou faminto.
Eu duvidei daquilo, no entanto não indaguei. Ele se sentou ao meu lado e passou a conversar banalmente enquanto me dava comida na boca.
– Hum! Suco bom! De que é?
– De manga, eu acho. Ainda não experimentei. Mas pela cor...
Dei de ombros e sorri ao ver que Edward aprovou o sabor.
– Também quero. De- me um pouco.
– Não!
Disse Bá, me assustando, e se aproximando arrancou o copo das mãos de Emmett. Meus pais, minhas irmãs e meus sogros, que haviam acabado de entrar na sala, assistiram a cena estupefatos. Fiquei quieta, eu já sabia do poder de Bá.
– Digam o que querem beber e eu preparei, senhores. Só não tomem o suco de minha menina. O pai dela gastou uma pequena fortuna para que importássemos poupa de frutas tropicais frescas, para curar a anemia dela.
Ignorando o sorriso de meu pai e fechando a cara para Emmett que insistentemente, ainda tentou bebericar do copo, Bá deu a volta na mesa e se pôs a meu lado.
– Beba tudo.
Inquiriu, batendo o pé e me entregando dois compridos também. Obedeci em silêncio e Edward sorriu satisfeito, por notar que alguém me controlava naquela casa.
– Bem Bá, já que você já comprimiu com sua cota de mimos do dia, porque não aproveita e traga da cozinha um suco de laranja, para nossas visitas, eles vão tomar café agora.
– Sim, minha rainha. Eu já vou. Deem-me licença.
Mamãe acomodou a todos, Edward e Emmett ignoraram as posições na mesa e permaneceram onde estavam.
Fui beijada e abraçada por minha sogra e minhas irmãs.
– Vejo que o pior já passou, querida. É bom ver você corada outra vez. Nunca mais ouse assustar Edward assim.
– Obrigada majestade. Estou bem agora e prometo ser mais sutil da próxima vez.
Bá trouxe o suco, juntamente com “mil” coisas gostosas e todos se deliciaram. A casa estava cheia outra vez e isso era motivo de comemoração.
– Vocês têm meia hora até Bella ser recrutada.
– Tudo bem, mamãe. Obrigada por me lembrar.
Agradeci já levantando e puxando Edward comigo. Já havíamos terminado de comer e eu só queria uns minutinhos de paz com ele.
– Pra onde estamos indo?
– Pra Sala de Estar. Quero ficar sozinha com você, mas creio que meu quarto não seja uma opção para papai. Ele surtaria e hoje não é dia pra isso.
– E hoje é dia pra quê?
Perguntou já se sentando e me puxando para seu colo. Joguei as pernas por cima do sofá e descansei a cabeça em sem ombro, inalando fortemente o cheiro delicioso que emanava da pele de seu pescoço. Era bom.
Edward se arrepiou.
– Hoje é dia de comemorar.
– Comemorar o que?
– Hum! Comemorar o como sou sortudo por ter sido agraciado com a Swan mais linda é inteligente.
– É?
Perguntei me aproximando e beijando suavemente o pescoço dele.
– Sou. Sou sim. Também podemos comemorar o quão Deus foi perfeito no momento que criou você.
– Podemos?
Abri a boca e passei a beijar mais insinuamente. Eu só queria provocar um pouquinho e matar a saudade.
– Hum!!
Gemeu baixo e apertou a cintura em minhas mãos. A boca de Edward se abriu e ele começou a ofegar.
O desejo é mútuo.
– O que mais comemoraremos?
Perguntei levando minha boca ao lóbulo de sua orelha.
– Comemoraremos o quanto você é uma criaturinha travessa e linda, senhorita Swan.
Gritei de susto, quando ele nos girou e me jogou no sofá se posicionando em cima de mim.
– Não faça barulho ou sei pai vai pensar besteira.
Antes que eu respondesse, a boca exigente veio para junto da minha. Meu corpo pulsava, o desejo emanava e eu só sentia a força dos atos me dominando. Eu queria o arrastar para meu quarto.
– Eu estava morrendo de saudades dessa sua alegria. Não quero te ver doente nunca mais.
A boca veio para a minha mais uma vez. E como se a distância entre nós ainda fosse enorme, Edward apertou mais seu agarre e começou a acariciar minhas costas e nuca.
O Calor começava a ficar insuportável.
Deliberadamente friccionei meu corpo ao dele. Ato que o fez suspirar e gemer. Edward se levantou um pouco, se sentando e me puxando de volta para seu colo. Agora sim eu sentia o quanto ele também era afetado por mim.
– Por Deus, princesa. Eu quero você.
Gemeu mais. As mãos grandes começavam a levantar minha blusa.
– Bells!
Saltei para o lado e levei a mão ao coração.
– Por Deus, Alice! Quer me matar, mulher?
Inspirei profundamente tentando deixar o ar entrar. Edward se levantou e caminhou até a janela, ficando de costas para nós duas. Ele também arfava audivelmente.
– Agradeça a Deus, por ter sido eu. Se fosse papai, vocês estariam mesmo encrencados.
– Tá! Tá! O que você quer afinal?
Perguntei rudemente, enquanto caminhava até meu noivo.
– Mamãe mandou te chamar. Os profissionais já chegaram. Estamos somente esperando por você. E não seja mal- educada, estou somente fazendo um favor.
Ela estava certa. Franzi o nariz e baixei o tom de voz.
– Ok! Eu já estou indo.
Minha irmã arqueou mais uma vez a sobrancelha, encarando Edward e só então saiu.
– Sua irmã, dessa vez, está certa. Se fosse seu pai...
– Se fosse, mas não foi. Agora seja um bom namorado e me beije mais um pouquinho. Passar os dias sem você sabendo que está a quilômetros de distância é uma coisa, agora sabendo que está debaixo do mesmo teto que eu será um martírio.
– Eu também acho, mas seja forte. Tem noção de que dentro de dois meses seremos um só corpo, um só coração e uma só carne?
Enlacei seu pescoço e respondi bem próximo de sua boca.
– É somente essa informação que me faz aceitar essa distância, alteza. Saber que em pouco tempo nada nos afastará.
O trouxe para mim, mais uma vez. Que esse dia passasse logo. Pois eu ansiava, por estar em seus braços novamente e então ser declarada oficialmente como: a senhora Edward Cullen.
Uma princesa podia sonhar. Não podia?
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